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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Quem é animal?

Geralmente, quando nos referimos a uma pessoa e queremos depreciá-la, é comum chamarmos essa pessoa de ANIMAL. Contudo, nós seres humanos, além de sermos animais de fato, muitas vezes, somos merecedores do adjetivo depreciativo, muito mais que os animais propriamente ditos.


Provas disso prá mim são esse torneios que envolvem maus tratos a animais: Farra do Boi, Touradas, etc... E na categoria maus-tratos podemos incluir animais presos em gaiolas como os passarinhos.

Passarinho foi feito para voar, é sua natureza. Também acho lindo o canto deles e ter isso à disposição o tempo inteiro e ainda desfrutar de sua beleza, é algo realmente a se almejar. Contudo, para isso, fazemos o passarinho pagar um alto preço é que privá-lo de sua liberdade. Sendo assim, privo-me de sua companhia enjaulada para ter o privilégio de vê-lo voando.

Uma vez, uma amiga me deu um Hamster. O hamster é aquele ratinho fofo e peludo que anda naquelas gaiolas com rodinhas e fazem a alegria da criançada. Pois é...ganhei o hamster e fui comprar uma gaiola, fazer o quê? Me dava uma tristeza ver o bichinho ali preso naquelas grades que mesmo pequenas e delicadas, ainda eram grades. Ele vive pouco e depois de quase 2 anos e meio, morreu. A gaiola continua aqui mas nunca mais comprei outro para colocar nela. Não consigo. Apesar de que acho um ótimo ensaio para quem quer dar um cachorro aos filhos, um teste-drive antes de comprar um cachorro (que dá muito mais trabalho e despesa e as pessoas , sem consciência disso, acabam se arrependendo depois). Mas não sei o que é pior: manter o bicho preso, doar...ou dar porque não se adaptou. Mas isso é assunto para outro post.

Mas tudo isso, eu contei porque saiu uma notícia no jornal falando: Jovem morre durante festival de San Fermín que são aquelas corridas de touro em que os animais são molestados, maltratados e mortos pelos ANIMAIS humanos. E aí, meus amigos, eu digo: bem-feito pro moço.

E fico muito feliz quando o touro leva a melhor!
Apesar de que isso não quer dizer que ele , de fato, levou a melhor...
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________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eu não posso escolher?


No blog da Lola, Consciência Coletiva eu li um post que fala da barbárie que acontece numa ilha da Dinamarca: matança gratuita de baleias. As fotos falam por si. A matança acontece por questões meramente culturais e a carne não é necessária para consumo. Claro isso é considerado crime internacional mas a matança continua justamente por essas questões culturais. Não podemos nos enganar porque ainda temos a Farra do Boi aqui no Brasil, que também é violento e degradante para o animal. Mas inevitavelmente eu me pus a pensar em como se sentem as pessoas que ficam ali esfaqueando as baleias, torturando-as até a morte, misturados naquele sangue todo. Eu posso escolher não estar ali. E todas aquelas pessoas também podem.
O que faz uma pessoa escolher estar ali no meio daquele sangue?
A questão cultural é tão influente assim no nosso subconsciente a ponto de matarmos contra a nossa vontade?

Por isso é tão importante a gente prestar atenção naquilo que nossos filhos ouvem e vêem, prestar atenção no ambiente que eles crescem, na escola que estudam, nas companhias que andam porque o ambiente nos influencia de tal forma que somos capazes de nos misturarmos a esse sangue todo porque é normal a gente quando a gente vê isso acontecer desde que a gente é pequeno.


E é só por isso que aquelas pessoas estão ali fazendo isso.


Também no mesmo rol de atrocidades culturais, temos os baloeiros. Numa reportagem , uma associação de baloeiros, defendia soltar balões é parte da nossa cultura, mesmo tendo ocorrido a morte de um menino que foi atingido por um balão. O MENINO FOI QUEIMADO VIVO !

Soltar balão é crime e pode causar acidentes e tragédias como essa e só no Brasil uma pessoa admite que pratica um ato criminoso, faz apologia ao crime em rede nacional e não é preso na hora.

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O Filho e o Cão

Quem não tem, não sabe como é.
Quem tem, não sabe viver sem.

É engraçado isso, muita gente acha impossível ter os dois, digo filhos e cães juntos, mas não é não!

Claro, não sou uma entendida de cães como a Ana Cláudia (a chefe deste blog), mas tenho minha experienciazinha com esta situação.

Quando eu engravidei fiquei muito preocupada com o meu cãozinho (um shinauzer miniatura preto), afinal de contas até aquele momento ele era "filho" único. Mas, com leituras em livros especializados, buscas na internet e consultas a Dra Ana Claudia Bessa, deu tudo certo.

Deixamos o little dog inserido na montagem do quarto, cheirando e verificando tudo que entrava, o acostumamos a ter sua comida "roubada" e sua água derrubada, e também a ser puxado pelas orelhas e outras partes do corpo.

Quando chegamos da maternidade, a primeira coisa que fiz ao sair do carro foi colocar o filho mais novo para ser conhecido e reconhecido pelo mais velho. Coloquei o bebê conforto no chão. Até aí tranquilo.

Claro, era muita novidade para que um cãozinho não estranhase, mas até que meu mascote levou na boa, aliás ele foi a melhor babá que meu filho poderia ter. A cada resmungo do neném e lá estava meu cãozinho ganindo junto de mim, ou então levando o brinquedinho dele (ele tem um ursinho de pelúcia chamado Venceslau) para o bebê. Tirem suas conclusões.

Conforme o bebê foi crescendo, eles foram se embolando (literalmente), brincavam como dois filhotes que eram, só que o cãozinho não sabia que esta relação iria se transformar numa convivência de amor e ódio.

Hoje o filho mais novo tem 4 anos e o mais velho tem 6 anos, e a quase 1 ano que eles vivem esta relação conflituosa.

O mais novo, tem ciúmes, persegue, chuta, puxa a orelha e grita com o mais velho.

O mais velho, tem ciúmes, foge, se esquiva, late, rosna, avisa que vai morder e de vez em quando até dá umas mordidinhas, até porque ele já não aguenta mais a perseguição do mais velho.

E os dois vivem de castigo!

Tá! tudo bem, eles dividem os lanches (o que não é saudável nem para um nem para o outro), mas até aí sócios não precisam necessariamente serem amigos.

Achávamos então que isso nunca iria mudar, mas no outro dia em que todos estavam em casa, levamos o doguinho para banho e tosa e então a transformação ou revelação aconteceu. O humaninho teve uma crise, perguntava a toda hora onde estava o outro, porque ele não voltava, porque foi tomar banho, que horas iria acabar.

Explicamos então que ele tinha ido cortar o cabelo e aí o berreiro começou. Não, não podíamos fazer aquilo, coitadinho do doguinho, buááááááááááá.

Quando ele voltou (o cão), pela primeira vez, eu ví o doguinho fazendo festa no humanozinho.
Ai que orgulho!.

Está dando certo a ladainha de que os animais são nossos amigos, que eles são companheiros, que não podemos fazer mal, não podemos deixar sozinhos, etc, etc.

Companheiros pais, não desistam, invistam, insistam, persistam, tanto com o humanozinho, quanto com o doguinho, pois ele também tem que ter sua parte na bronca. Eles irão absorver e mais, irão entender e no futuro só irão trazer orgulho.

ps.: Sem esquecer aquelas premissas básicas: não deixar crianças e animais sozinhos juntos e separados, por mais que confie em seu animal de estimação, esteja sempre atento, e para os pais que querem adquirir um cãozinho uma boa dica é ler o livro Feliz pra Cachorro, olha o jabá rolando aí.

__________________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter