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quinta-feira, 27 de março de 2008

Delete, não repasse.


“Não delete, repasse”. É o que pedem.
Quantas vezes não recebemos este tipo de e-mail?
Geralmente, vem com uma foto de criança, com uma doença grave, pedindo para repassar o e-mail para seus contatos porque a cada e-mail enviado a família recebe uma quantia para ajudar a custear o tratamento.

Pois eu deleto e não repasso.
Nunca esperavam isso de mim?
Sou uma alma sem coração?
Não, gente, não sou.

Mas TODOS os e-mails que tenho recebido com essa mensagem, não se mostram verdadeiros por um simples motivo: porque eles não tem contato. Como uma pessoa que está precisando e pedindo de ajuda o faz sem dar um contato?

Os pedidos de ajuda são sempre com fotos de meninas (no geral), casal de pais jovens (“eu e minha esposa nos casamos e temos 29 anos”...), apelando para a nossa generosidade (“se você não repassar este e-mail, você não tem coração”), não possuem o nome da criança ou dos pais (ué? Estão pedindo ajuda pra quem mesmo?), não possuem e-mail ou telefone de contato (estão precisando de ajuda e não aproveitam para facilitar o contato de alguém que tenha um coração grandão?) e ainda dizem que o e-mail gera dinheiro apenas sendo repassado para o maior número de pessoas possível (mas como eles vão saber para quem foi enviado se não recebem comprovação?).
Bem, para mim está claro que é golpe, embora meus poucos conhecimentos de usuária de internet me impeçam de explicar os mecanismos.

O que me parece é que a origem destes e-mails tem a intenção de receber e-mails ativos para envio de propaganda (na melhor das hipóteses) ou de vírus e programas de invasão.
Estou louca?
É delírio de minha parte?

De qualquer forma, não repasso.
Mas e quando os e-mails tem algum tipo de contato?
Eu tento confirmar, ora...

Já mandei e-mail quando tem endereço (claro que eu mando de um web-mail público que eu tenho tipo hotmail)..
Já até liguei quando tem telefone.
E, acreditem, NUNCA, consegui confirmar o pedido de ajuda.
Os telefones nunca atenderam ou até nem existiam e os e-mails são devolvidos ou não são respondidos.

Portanto, não repasso e ainda mando um respondo para todos, alertando sobre o que já aprendi sobre estes e-mails. Mas eu acho que as pessoas não gostam muito não...rs...
Porque estes e-mails também nunca recebem resposta....
;0)
Bem, pelo menos, eu tentei....

E se a imagem acima e o pedido de ajuda forem verídicos, me avisem, pois eu não consegui nenhuma confirmação, nem sei onde procurar...
_____________________________________________________________________________
Ana Cláudia Bessa

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O direito de sermos iguais


Todas as vezes que leio sobre disputa de herança, me vem aquela sensação de que família e socialismo, na maioria da vezes, só é bonito no papel, na foto de casamento, no dia do batizado.
De resto, é podre.

Hoje, vemos muitas disputas que envolvem, especialmente, casais gays.
Isso porque, essa mesma família que quer ter direito aos bens depois que o ente faleceu é a mesma que o discriminou e abandonou em função de sua escolha sexual.

Independente se gosta de gay, se não se gosta, se tem amigos gays ou se não tem, a verdade é uma só: cada um tem o direito a ser o que quiser.
Ferindo os outros ou não....

E aí, vem uma notícia no jornal falando que a maioria da bancada da câmara é conservadora e que as pautas polêmicas como casamento de homosexuais entravam, sob o pretexto de que fere a seio da família brasileira, para alguns políticos.
Família?
Que família é essa que acha que um filho ou filha por ser gay, não tem direito?
Que família é essa que acha que depois de uma vida inteira de desprezo e descaso, tem direito a herança de uma vida inteira de luta e trabalho?

Que seres humanos somos nós, aqueles que acham que uma pessoa , por fazer escolhas sexuais diferentes das nossas, não podem ter os mesmos direitos quando se casam e dividem uma vida inteira com uma pessoa, mesmo que do mesmo sexo?
Que direito temos nós que é maior que o direito de um companheiro(a) a herdar aquilo que ele ajudou a construir durante toda uma vida?


Leia mais:

__________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Será que justifica?

Ainda sobre o acidente da TAM, ano passado, para aproveitarmos e nos lembrarmos de procurar saber como andam as coisas a este respeito. lembrei de uns fatos que li no jornal.

Uma das notícias que são recorrentes em situações como essa é:

Desgraça de uns, sorte de outros.

Mas será sorte mesmo?

É sorte o avião estar pegando fogo para um bando de pessoas saquear as lojas que estão em volta?
É sorte mesmo as pessoas aproveitarem um corpo para roubar seus anéis?
É sorte mesmo um caminhão tombar e sua carga ser roubada?

Pois durante o trabalho dos bombeiros para controlar o fogo e resgatar os possíveis sobreviventes, a polícia teve que combater este tipo de ação que acontecia nas imediações do acidente.

Isso sendo praticado por pessoas que muito provavelmente condenam os políticos, que acham que eles são ladrões.

Muita gente pode justificar essa atitud,e com a miséria que vive uma parcela de nossa sociedade.
Mas isso justifica?

Vamos dar o exemplo da caminhão de cerveja. É um produto básico de sobrevivência?
Só se o saqueador for vender a cerveja para colocar comida na mesa.

E mesmo assim, será que justifica?
O que falta?

Eu penso que falta educação. O que não é culpa exclusiva do cidadão, ainda mais se levarmos em conta a responsabilidade do governo em prover a mesma. E aí não posso deixar de lembrar do candidato à Presidência Cristóvam Buarque, cuja plataforma de governo se baseava numa único alicerce: Educação.
Aí a gente pensa: e a ética e a honestidade? Isso se aprende na escola?
Sim, em alguns aspectos. contudo, ainda acredito que a falta de educação ajude a deturpar a maioria dos valores, o que dirá, dos princípios!




_________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Celebridade sem Credibilidade?

Cada dia é mais artista que a gente vê fazendo propaganda de qualquer coisa.
Agora somos brindados com o Wagner Moura fazendo propaganda de cerveja de carona no sucesso do filme Tropa de Elite.

Puxa vida! Será que ele não vê que sua imagem está sendo "usada" deliberadamente? Ou será que ele está "usando" deliberadamente o momento de sucesso para ganhar dinheiro TAMBÉM com cerveja?

Eu fico revoltada com isso. Artista precisava ser mais consciente.

Eu pensei em criar um blog só falando disso, questionando a credibilidade das celebridades. Mas algumas pessoas me escrevenram dizendo que era para tomar cuidado, etc, etc, etc.

Eu não tenho medo, mas como sou uma pessoa cética da justiça e realmente não teria dinheiro como eles para pagar o melhor advogado do país, prefiro falar disso por aqui mesmo.

Se alguém quiser me ajudar com o blog, que tenha conhecimentos jurídicos para enfrentar uma eventual encheção de saco por falta de semancol destes artistas que aceitam manipular a opinião pública por qualquer dinheiro, mesmo que isso prejudique a saúde de quem usa mesmo que lícitamente, me fale. Eu topo, só não quero estar sozinha, nem sem resguardo, porque aí, é dar muito mole.

Ô cambada que só pensa em dinheiro!


Leia mais:

Semancol tem Remédio? - nosso post sobre propaganda de remédio feitas com artistas.

Eles vendem tudo e mais um pouco
Não parecia mas era propaganda - Revista Veja
Jornal da Tarde - Defenda-se: Artista ou médico?
Receita sem médico (excelente!)


_______________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Por onde eu começo?

Eu estava lendo, como sempre que posso, a coluna semanal da Martha Medeiros na Revista de domingo. Numa delas, ela diz que a melhor forma de começar a mudar o mundo, é por nós mesmos. Embora seja um coluna publicada em Outubro de 2007, guardei este texto para este Ano Novo!

Eu, muitas vezes, na época em que comecei a me fazer estes questionamentos quanto a violência, ao marasmo da nossa aceitação, a questão ambiental, me perguntei: por onde eu começo?

E, meio que instintivamente, foi isso que me propus a fazer: mudei de casa, me afastei de pessoas que nada tinham a ver com a forma que penso e ajo, me uni a amigos que comungam das minhas idéias, dentre eles, os amigos deste blog, comecei a fazer coleta seletiva do lixo da minha casa, plantei mais árvores, me dediquei a dar mais tempo e atenção descompromissada para meus filhos, tiro–os da frente da TV sempre que possível, compro menos coisas para eles, para nós e para a casa e tento me ater n'aquilo que realmente preciso. Tento gastar menos, tento poupar recursos, uso sacolas retornáveis em vez das plásticas que tanto poluem, tento diminuir meu lixo e aproveitar mais os alimentos, uso menos remédios, dou mais amor, saio menos de carro, caminho mais, ando de bicicleta e cuido mais de mim mesma.

E depois que não me preocupei mais em pensar por onde começar e fiz a minha parte pessoal, diferente naquilo, que tenho poder para fazer, outros caminhos foram se abrindo porque a gente acaba se aproximando dos nossos semelhantes (ao contrário do que se prega, os semelhantes é que se atraem). E aí, mais e mais informação e possibilidades vão aparecendo e mais pessoas a nossa volta nos contaminam e são contaminadas por esses ventos de mudança.

E o texto dela foi perfeito: devemos começar por nós mesmos.

Então, sempre que você se perguntar o que você pode fazer para mudar alguma coisa no mundo em que você vive, faça isso: em 2008, mude a si mesmo em primeiro lugar.

Claro que nem tudo o que me propus a fazer é feito em plenitude, porque são coisas que vou aprendendo como lidar, mudo de tática no meio do caminho, vou aprendendo a melhor forma de fazer, erro, acerto, desisto. Mas o importante é fazer com dedicação e vontade genuína de acertar.

Então, como disse a Martha, quer começar a mudar o trânsito?, comece por você e não feche os cruzamentos. Se quiser mudar a limpeza de sua cidade, não jogue lixo na rua. Se quer ser ecológico, diminua o desperdício. “Não sei se este é o “segredo” que andou circulando...mas o fato é que dar um jeito em si mesmo já é uma boa contribuição para salvar o mundo. Arrume seu cotidiano,..., vá em frente e mostre aos outros como se faz.”

Se você ainda tem essa pergunta consigo, taí a resposta, aproveite o início deste novo ano para começar !
____

Aproveitando o ensejo, a Simone Zelner me convidou a participar de um meme entitulado Feliz Ano Novo Sustentável. Adorei a idéia e já incluo este post no meme e convido emus queridos amigos para participar e falar daquilo que eles esperam mudar em seus hábitos ou transformar sua rotina em algo mais sustentável. Lembrando sempre que não precisamos virar eco-chatos, nem pensar que fazer tudo ecologicamente correto é o mais esperado. O mais esperado é transformar nossa rotina, não abrir mão totalmente das coisas que gostamos. O mais importante é encontrar novos caminhos!

Ana B.
Cleite Fontenelle
Cristiane Fetter
Denise Arcoverde
Eva Praxedes
Ivo Fontan
Mercedes Lorenzo
Renata Gonçalves
Renata Matteoni
Rita de Cássia
Vera Falcão
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa


foto: http://mudeomundo.com.br/

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

TAPA NA ELITE

O filme TROPA DE ELITE é uma tapa na cara da gente. Um tapa na cara de todo mundo. Um sacode geral. Um acorda! O filme é violento e mostra a realidade nua e crua da violência no Rio de Janeiro. Ninguém concorda com o que retrata o filme. Mas a verdade é aquela. De qualquer forma, o efeito do tapa já passou e pouco se fala do filme. A comoção já passou.

Não acho que o BOPE seja “aquilo tudo” que mostra no filme, mas tenho certeza que a Polícia Militar é aquilo: baixo, pequeno e danoso à nossa sociedade que o filme mostra. Embora a polícia seja a "ponta" mais fraca da corda, embora exista policial sério e honesto. A maioria é aquilo ali. O Policial é vítima e algoz.
E mostra o mais importante: que é a "elite" da classe média que sustenta e mantém essa violência e o governo patrocina. É o consumidor de droga que financia e mata. É o governo quem deixa entrar e ficar.

Não sei se a legalização das drogas resolveria o problema, mas que daria um fim rápido à tudo isso, daria. Claro, que isso não é solução porque assim como o tráfico veio substituir os bicheiros, alguma atrocidade vai substituir o tráfico.
Mas até que isso tome força de novo, teremos um tempo para respirar e quem sabe, nos preparar para não deixar que isso aconteça de novo (utopia, eu sei...).

Cerveja não é droga, cigarro não é droga? E são permitidos e estão por aí, acabando com a vida de muitos jovens, levando muitos a morrer prematuramente e dizimando famílias. Mas só bebe e fuma quem quer. Não há tráfico, não há violência que seja sustentada pelo consumo dos mesmos. Há contrabando e falsificação, uso abusivo de propaganda e mídia, mas isso é outra história.

Outra coisa que muito me intriga é o que os militares ficam fazendo que não estão de plantão nas fronteiras e aeroportos coibindo a entrada de droga ilegal no país?

O que falta para o governo usar essa "inteligência" sub-utilizada?
A gente ainda não está em guerra com o tráfico de drogas?
Vai lá ver o filme para ver se aquilo não é guerra? Pode ser civil, mas é guerra.
O Brasil manda militares para outros países como o Haiti e nós estamos aqui, abandonados pelo nosso governo.

E outra coisa que me veio á cabeça outro dia: apesar da justiça ser lenta, ineficaz e medíocre, que tal se os usuários tivessem as mesmas penas que os traficantes? Usuário, atualmente, diante da realidade, deveria ser tratado como criminoso, pois é isso que ele é. E isso inclui todo mundo que dá uma inocente cheirada no seu baseadinho ilegal comprado do tráfico!

Sei lá, gente...a gente sai do filme elétrico e desanimado, porque tá difícil acabar com aquilo tudo. A corrupção está em todos os níveis de nossa sociedade e eu, pelo menos, não vejo solução diante de tanta impunidade, falta de vergonha, ambição e falta de caráter que reinam em todas as esferas. Nota Zero para o Brasil, nota dez para o cinema nacional. O filme é muito bom, infelizmente.

A gente se tranca em casa, anda nos nossos carros com ar-condicionado, coloca os filhos em escolas particulares, compra videos games ou não se preocupa com o que eles estão fazendo numa Lan House.
E senta na frente da televisão num dia de domingo...
achando que com a gente nunca vai acontecer nada.

Até que um dia, acontece.




Foto: capa do livro no qual o filme se baseia


__________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Procura-se um advogado!

Este senhor aí da foto, conhecido como o bom velhinho, está começando novamente a freqüentar shoppings e lojas pelo mundo afora. Esse aí da foto, especificamente, é o da campanha de um shopping do Rio de Janeiro.

Me antecipando a experiência de natais anteriores neste mesmo shopping, estou a procura de um bom advogado que goste de trabalhar com direito do consumidor. Este shopping, nos últimos 3 anos, colocou um “projeto” de Papai Noel para atender as crianças. Era magrelo, baixinho, sem-graça. Afinal, um Papai Noel tão fajuto é como a estória dos 3 porquinhos contada por bezerrinhos...perde a graça. Me recusei a tirar foto das crianças com ele....rs...

Aí, vendo esse anúncio me perguntei se este Papai Noel aí da foto é o que vai estar no shopping ou essa foto é uma grandissíssima propaganda enganosa?

Acho que vou precisar de um advogado. A não ser que eles tenham aposentado o magrelo dos 3 anos anteriores ou então ele fez uma belíssima dieta de engorda.

Junto com esta causa, quero também processar as propagandas de shampoo, que notadamente nos enganam porque não há shampoo que deixe os cabelos daquele jeito sem uma boa escova!
Li numa matéria, certa vez, que não há praticamente nenhuma diferença entre as formulações de shampoos caros ou baratos. E, propaganda de shampoo é a maior enrolação, afinal os resultados prometidos não acontecem apenas lavando. As modelos fazem massagem, hidratação, escova e chapinha. Aí, sim , o cabelo fica daquele jeito que aparece no vídeo. Embora, eu esteja usando um shampoo um pouco mais caro que os do mercado, nada exorbitante mas de uma conceituada e famosa marca de cosméticos e os resultados são visivelmente diferentes do que os antigos shampoos que usei. Mas nada que pareça com os cabelos de propaganda de shampoo. E outra observação interessante é que usei outros produtos da mesma empresa e obtive o mesmo resultado. Ou seja, a sensação que dá é que a formulção pode ser melhor que as do mercado, mas não se distinguem entre os produtos da mesma marca.
Perdão: eles mudam a cor e o perfume! hehehe

Ainda teremos também as propagandas de pasta de dente que prometem dentes brancos igual azulejo de cozinha!

Ahhh! Me lembrei de um post da Denise Arcoverde fala dos cílios postiços usados nas propagandas de rímel feitas com a atriz Penélope Cruz. E aí, me pergunto: cadê o semancol da atriz que empresta sua imagem para tamanha enganação?

E para aumentar nossa busca por merecidas indenizações, ainda podemos acrescentar as lanchonetes e fast-foods com suas fotografias de sanduíches que compramos mas nunca levamos.

Enfim, estou a procura de um bom advogado.
Porque o dia que essas empresas começarem a ser processadas, passarão a respeitar mais a inteligência dos seus consumidores, seu direito a produtos de qualidade ou seu direito a propagandas mais honestas!

E ainda botar nomes como o da Penélope Cruz na lista negra da credibilidade!
Vamos fazer um blog: Celebridade sem Credibilidade?

Leia mais:
Semancol tem remédio? : http://ofuturodopresente.blogspot.com/2007/11/semancol-tem-remdio.html
__________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

"Semancol" tem remédio?

Uma coisa que me deixa “passada” é propaganda de remédio.
Auto-medicação não é perigoso?

Então, propaganda de remédio, tem que ser feita para os médicos, nos consultórios.

Aí, fico “bege” de indignação quando vejo artista fazendo propaganda de remédio!

A classe artística, em geral, já tem excelentes salários e rendimentos com marketing e publicidade.

Aí, eu pergunto: PRECISA FAZER PROPAGANDA DE REMÉDIO?

Sabe o que isso me dá a sensação: de uma ambição sem remédio....

Puxa vida...
Será que o artista não tem noção do impacto que sua imagem confere a um produto?
Será que ele não sente o mínimo de responsabilidade quando associa seu nome a um produto químico cujo uso inadequado pode ser inclusive fatal?

Que propaganda tem limite?

Claro que não deve haver nenhuma regulamentação a respeito, mas eu sempre me pergunto se não existe autocrítica dessa “galera” na hora de fazer alguma coisa.
Precisa haver a proibição efetiva?
É como fumante em hospital, motorista que estaciona na calçada...
E artista que faz propaganda de remédio. Precisa de fato proibir???

Um laboratório farmacêutico, durante anos, manteve no mercado um produto para passar em machucados e que descobriram não servir para nada. Logo depois veio a denúncia de que o laboratório farmacêutico sempre soube da ineficácia do produto. Mas vendia horrores, ia mudar pra quê?

Aí, a verdade veio à tona, ele mudou a formulação para que agora, sim, fosse eficaz e colocou o José Wilker na propaganda. A Malu Mader e Susana Vieira fazem propaganda de remédio pra dor de cabeça, a Cláudia Rodrigues (a diarista) e a Regina Casé (ô decepção!) fazem propaganda pra antigripal, a Ingrid Guimarães e o Serginho Groissman de anti-ácido e muitos outros que à medida que for lembrando vou colocar aqui.

E agora fomos brindados com a Hebe Camargo fazendo propaganda em defesa do leite da Parmalat, não é remédio mas a fundamentação é a mesma: olha o impacto da imagem dela no auge da crise do leite!

Essas pessoas tem milhares de fontes(generosas) de renda, não precisam disso.

Papel higiênico que não faz mal a ninguém, eles não fazem propaganda.
Aí, sim, eles tem bom senso em não associar suas imagens a um produto dúbio.
Ou seja, quando interessa (a eles), eles sabem escolher.
Fala sério, né?

Leia mais:

Não parecia mas era propaganda - Revista Veja

As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa “síndrome” que exige tratamento.

Nossos post sobre as Vacinas : http://ofuturodopresente.blogspot.com/search/label/Vacinas

O papel das doenças : http://ofuturodopresente.blogspot.com/2007/05/gripe.html

GIGANTES FARMACÊUTICAS CONTRATAM AUTORES FANTASMAS PARA PRODUZIREM ARTIGOS CIENTÍFICOS

Jornal da Tarde - Defenda-se: Artista ou médico?

Eles vendem tudo e mais um pouco

Receita sem médico (excelente!)

__________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Nem a parteira pariu...

Recentemente vi um programa de televisão onde uma conhecida parteira estava participando de um debate com um médico e uma mulher "recém-parida".

Claro que diante do meu sabido interesse pelo assunto, parei para assistir.

Participei, nas minhas duas gestações, de um grupo de discussão considerado radical defensor do parto natural.
Neste grupo vi mulheres cesareadas serem sufocadas de questionamentos. A única exceção acontecia quando esta mulher puxava para si todas as responsabilidades e culpas por ter cedido ou caído na “ladainha” de médicos que dizem que cordão enrolado, por exemplo, é invariavelmente motivo para cesárea (quando, na verdade, não é).

O que se espera dessas mulheres é que lutem até o final por seu parto normal, que acreditem em si, no seu corpo e enfrentem a decisão médica mesmo já em alucinantes dores durante o trabalho de parto. Essas serão louvadas e endeusadas no grupo como verdadeiras mulheres plenas do seu corpo e de suas decisões.

Mas o que me chamou atenção no programa foi a quase total silêncio da parteira que inclusive é muito considerada no meio defensor do parto natural.

Não seria aquele momento um momento de "parir" o parto natural?
Não seria , analogicamente falando, a "hora P" dessa parteira em defender perante um público imensamente maior que o universo de suas pacientes os benefícios e as possibilidades de se ter partos naturais, inclusive domiciliares?
Mas não foi.

E aí, chegando ao ponto que desejo, embora pareça uma crítica a essa profissional, não é.
Meu ponto é: o sistema é difícil de enfrentar.

Se para ela que não estava em trabalho de parto, tendo um filho para parir, um médico dizendo que seu filho poderia morrer, um marido do lado questionando sua capacidade de decisão quanto ao parto de um filho que também é dele (embora todo o trabalho da gestação seja e aconteça dentro da mulher), um anestesista perguntando se ela não quer um alívio (que muitas vezes tira muito sua capacidade de atuar fisicamente no parto), uma família fazendo pressão porque você quer algo que a maioria não faz (80% dos partos no Brasil são cesareanas e já está, claro, banalizada), que não tem conhecimento técnico e experiência para discutir um parto saudável, enfim...

Ainda assim essa mulher que só faz um ou dois partos na vida (em média), tem que lutar.

Mas a profissional que fez mais de 100 partos domiciliares, que não tinha dores e que tinha respaldo para debater seus procedimentos tecnicamente, não debateu.

E não é a primeira vez que observo isso.

Num outro programa, um médico humanizado (movimento que valoriza o corpo e as escolhas das mulheres, minimizando intervenções e encorajando o parto natural como sendo o caminho mais saudável para o nascimento) também pouco se manifestou, ficando o "show" quase que totalmente por conta do médico "pop-cesarista" que também estava presente. Porque "pop-cesarista"? Poque quem faz 80% cesárea tem tempo de ser pop, oras!

Por que será que isso acontece?

Se para eles foi difícil transpor as barreiras do sistema, do marketing pessoal dos médicos cesaristas (que por não acompanharem quase nenhum parto normal, tem mais tempo livre para aparecer na mídia), imagine para as mulheres prestes a parir!

E atualmente, saiu uma reportagem no jornal , falando que a mortalidade materna ainda é alta. Por causa de quê?

Dos altos índices de cesárea. Ou seja, se nós mulheres temos nossas parcela de culpa quando aceitamos, não nos informamos, quando não questionamos. A culpa é 80% maior dos médicos. Pois o conhecimento lhes dá o poder diante de uma mulher fragilizada pelo momento, pela dor, pela insegurança de vivenciar aquilo tudo pela primeira vez, pelo medo de por em risco sua vida e a da criança, enfim, "n" motivos.

É uma luta covarde pois na maioria das vezes é com um médico apressado e anti-ético que quer te operar sem necessidade clínica apenas para ir para casa mais cedo ou para atender a agenda cheia de seu consultório.

E a gente tendo um ser humano para parir ainda tem que chupar essa manga!
__________________________________________________________________________________ Texto de Ana Cláudia Bessa