Como falamos num post de 6 de dezembro, copiando um post do blog da Gloria Perez é essa a frase que repetimos quando mais uma criança, vítima da violência que impera em nosso país tem sua morte marcada pela impunidade de seu algoz. Neste caso, um policial.
Revoltada é uma palavra que já até fica com sentido repetitivo se eu disser que é isso que sinto.
Não consigo entender, um juiz, um jurado, um ser humano, absolver um profissional da polícia que mata uma criança, porque diz cometeu um engano. Um engano?
É...
Engano é colocar mais um lobo nas ruas. Logo matará outra pessoa, infelizmente. Matar está se tornando banal. POR ISSO EU SAI DO RIO. Corro riscos estando em qualquer lugar, corro risco quando vou para lá mas ficando lá me sentia num lugar sem lei. Mas continuo sofrendo porque nossa família e amigos continuam no meio deste cidade sem estado de direito.
Não consigo imaginar o que se passa no sentimento dessa família, da mãe que viveu todo este terror.
Sinto revolta.
Se você deixa de pagar uma conta é punido, se deixa de pagar um financiamento, é punido, achincalhado, humilhado, perturbardo dia e noite. Mas se você mata uma criança e tem todo um corporativismo para te defender, você está livre para matar novamente.
Como bem disse nosso amigo João Carlos do blog Chi vó, non pó! , que sempre participa dos comentários do blog, essa impunidade e libertação de assassinos só vai parar o dia que os juízes começarem a ser presos por seus atos, por seus "enganos". E aí, o juiz que libertou o assassino da menina Raquel, estaria preso, afinal, foi ele que mandou um assassino condenado icapacitado do convívio com a sociedade de volta ás ruas. Homicídio doloso! Inclusive do advogado que o defendeu, como cúmplice! Vamos parar com esse negócio que todo mundo tem direitos iguais! como um assassino tem direitos iguais oas meus e aos seus que nunca matamos, roubamos, violentamos ninguém?
Sinceramente! Eu sou um ser humano muito melhor que uma pessoa que mata, esquarteja, taca fogo em crianças! A maioria da população é! E ser tratado de igual para igual em relação a estes psicopatas, é demais! Que justiça tacanha a nossa! Que justiça medíocre! Que justiça inoperante quando coloca estes assassinos numa prisão sem nenhuma ocupação e com celulares à vontade para ficar comandando o crime de dentro da cadeia!
E o Cansei? Lembram do movimento da classe artística e empresarial? Cadê o Cansei? Cansaram? Seriam tão importante que a disposição deles não acabasse tão rápido....
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
11/12/2008 - 00h35
PM acusado pela morte do menino João Roberto é inocentado
Juliana CastroDo UOL NotíciasNo Rio de Janeiro (RJ)
Depois de mais de três horas reunidos na sala secreta do 2º Tribunal do Júri da capital fluminense, quatro dos sete jurados votaram pela absolvição do cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro, William de Paula, acusado de homicídio duplamente qualificado pela morte de João Roberto Amorim Soares, de 3 anos.O menino teve morte cerebral após levar um tiro na cabeça durante uma perseguição policial na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, em julho deste ano. Ao receber a sentença de absolvição do juiz Paulo de Oliveira Lanzellotti Baldez, o PM começou a chorar. Apesar de ter sido inocentado do crime de homicídio, Paula recebeu uma pena de sete meses por lesão corporal leve contra a mãe de João Roberto, Alessandra Amorim Soares e o irmão Vinicius Amorim, na época com 9 meses.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Quem poupa o lobo sacrifica as ovelhas..... de novo
sábado, 6 de dezembro de 2008
"Quem poupa o lobo sacrifica as ovelhas!"
A polícia identificou o assassino da menina Raquel: Jorge Luiz Pedroso Cunha, pedófilo militante, devia estar preso, condenado que foi por crimes de homicídio e estupro.Mas nossa justiça, sempre tão condescendente com o crime, aprovou por unanimidade um pedido de comutação de pena, e devolveu o predador às ruas!A "graça" custou a vida da menina Raquel!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Endurecimento de pena para quem cometeu crimes hediondos
Aos moradores do Rio que puderem divulgar e comparecer. Acredito piamente que somente a mobilização da sociedade civil poderá mudar este quadro de violência e impunidade do qual a cidade do Rio de Janeiro é grande vítima. E se as coisas não começarem a mudar logo, estarão todos os cidadãos vivendo numa cidade onde o poder paralelo do crime se tornará, de fato, o único poder. (ana cláudia bessa)
Audiência pública debate o PL 7053/2006 que prevê endurecimento de pena para quem cometeu crimes hediondos
A Comissão de Legislação Participativa aprovou, a Sugestão 80/2007, da Associação Gabriela Sou da Paz, que "sugere audiência pública para debater o Projeto de Lei n° 7.053, de 2006, que "altera dispositivos do Código Penal e Processual Penal - Retira o benefício relativo a fixação de pena para crime continuado quando se tratar de crime hediondo, tortura, genocídio; proíbe a apelação em liberdade para o condenado por esses crimes e por tráfico de drogas e o indulto para o crime de tortura; revoga o protesto por novo júri.
O referido projeto foi uma tentativa de se fazê-lo por iniciativa popular, contudo não conseguindo número de assinaturas suficientes este foi entregue ao Deputado Antônio Carlos Biscaia, as assinaturas colhidas pelo "Movimento Gabriela Sou da Paz" com o objetivo de tramitar como projeto de Lei formal. A audiência será uma oportunidade do debate com diferentes setores da sociedade civil, bem como a utilidade da participação de profissionais da área jurídica, para trazerem sua experiência como aplicadores do direito, como é o caso do desembargador Muiños Piñeiro, do RJ. Além disso, participará como palestrantes representando a sociedade civil o atual Presidente da Associação Gabriela Sou da Paz, o senhor Carlos Santiago, entidade autora da já mencionada sugestão e de representante da Pastoral Carcerária. Estarão ainda na mesa os Deputados Antonio Carlos Biscaia autor do projeto e Chico Alencar relator da sugestão de audiência pública que deu entrada via Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados – CLP.
A audiência acontecerá dia 4 de dezembro de 2008 às 10h da manhã no plenário 4 do Anexo 2 da Câmara dos Deputados
Carlos Santiago - pai de Gabriela
terça-feira, 21 de outubro de 2008
A greve em SP e a execução do diretor do presídio no RJ
O que uma coisa tem a ver com a outra?
Quando um governador fala que só pode dar 6,5% de aumento a uma categoria tão importante atualmente, como são as polícias, ele está entregando muitos desses políciais ao crime. Pelo simples motivos que leva os políticos à corrupção: dinheiro mais fácil do que com o trabalho honesto.
Os policiais, na maioria de origem pobre e humilde, são aliciados por propostas e valores que nunca puderam sonhar em ganhar em suas vidas, dando-lhes a oportunidade de usufruir daquilo que sempre tiveram vontade e não conseguiram.
Pode não justificar mas explica o que acontece com a maioria deles e de muitos que apontam o dedo para eles mas que na mesma situação fariam o mesmo ou pior.
Quanto aos políticos, a motivação é diferente na maioria dos casos já que são filhos e parentes daqueles que há muito já usam e dançam nas cadeiras do poder. Se corrompem, não porque precisam, mas porque querem mais, mais, mais dinheiro e poder.
E aí, no meio do caminho está um policial honesto que provavelmente teve sua escolta cortada por contenção de verba$ (que nunca faltam para projetos superfaturados como a cidade da música, por exemplo) e que é executado com mais de 60 tiros no dia seguite após a suspensão da escolta.
Isso se for só a contenção de verbas.
Isso se não estivermos falando de um plano arquitetado para isso, afinal como os bandidos saberiam?
Mas já sabemos que provavelmente, há policiais envolvidos...
Ou seja, polícia, matando polícia para defender e/ou sob ordem de bandidos.
Acabou pro cidadão. Perdeu...
Como andam dizendo bandidos e policiais.
O Rio, mermão, perdeu.Não vejo solução com ninguém porque simplesmente todo mundo que é candidato sempre esteve em cargos políticos representando o Rio e o Rio está no caos que está.
TUDO FALÁCIA DE CANDIDATOS.
Ah...não?
E como se explicar, acho que são, 6 diretores de presídio assassinados em 8 anos!
Nunca fizeram nada! NINGUÉM FOI PRESO ATÉ HOJE.
Onde estava o Gabeira e o Eduardo Paes quando esses policiais foram executados?
Não representavam o Rio?
Não tinham influência, poder, mídia para provocar alguma mudança?
E para que estão lá essas drogas de políticos? SENÃO PARA REPRESENTAR A VONTADE DO POVO E PROMOVER MUDANÇAS?
Muitos outros vão morrer, outros diretores, outros João Hélios, outras Gabrielas (EXECUTADOS) e aí me lembrei de um e-mail que recebi que nem vou confirmar se é verdade, só vou copiar e colar aqui porque mesmo que seja mentira, serve de inspiração pro novo prefeito.
Mesmo que não se concorde com tudo, e nunca se concorda mesmo, alguma coisa sempre se consegue aproveitar.
Falando nisso, cadê o "Cansei"?
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
------------------------------------------------------------------------------------------------- TRAGAM ESTE INDIVÍDUO PARA O BRASIL
ISTO É URGENTE...!!!
Joe Arpaio é o xerife do Condado de Maricopa, no Arizona há já bastante tempo e continua sendo re-eleito a cada nova eleição. Ele criou a 'cadeia-acampamento', que são várias tendas de lona, cercadas por arame farpado e vigiado por guardas como numa prisão normal.
Baixou os custos da refeição para 40 centavos de dólar que os detidos, inclusivé, têm de pagar. Proibiu fumar, não permite a circulação de revistas pornográficas dentro da prisão e nem permite que os detidos pratiquem halterofilismo. Começou a montar equipas de detidos que, acorrentados uns aos outros (chain gangs), são levados à cidade para prestarem serviços para a comunidade e trabalhar nos projetos do condado. Para não ser processado por discriminação, começou a montar equipas de detidas também, nos mesmos moldes das equipas de detidos .
Cortou a TV por cabo aos detidos mas quando soube que TV por cabo nas prisões era uma determinação judicial, voltou a permitir mas só entra o canal do tempo e da Disney. Quando lhe perguntaram por que o canal do tempo, respondeu que era para os detidos saberem que temperatura iriam enfrentar durante o dia quando estivessem a prestar serviço na comunitário, trabalhando nas estradas, construções, etc.
Em 1994, cortou o café, alegando que, para além do baixo valor nutritivo, estava a proteger os próprios detidos e os guardas que já haviam sido atacados com café quente por outros detidos, sem falar na economia dos cofres públicos de quase US$ 100.000,00/ano. Quando os detidos reclamaram, ele respondeu: - Isto aqui não é um hotel 5 estrelas e se vocês não gostam, comportem-se como homens e não voltem mais.
Distribuiu uma série de vídeos religiosos aos prisioneiros e não permite quaisquer outro tipo de vídeos na prisão. Perguntado se não teria alguns vídeos com o programa do partido democrata para distribuir aos detidos, respondeu que nem que tivesse, pois provavelmente essa era a causa da maioria dos presos ali estarem.
Com a temperatura batendo recordes a cada semana, uma agência de notícias publicou: Com a temperatura atingindo 116 F, (47º C), em Phoenix no Arizona, mais de 2000 detidos na prisão-acampamento de Maricopa tiveram permissão de tirar o uniforme da prisão e ficar só de shorts (cor-de-rosa), que os detidos recebem do governo. Na última quarta-feira, centenas de detidos estavam recolhidos nas barracas, onde a temperatura chegou a atingir os 138°F (60°C). Muitos com toalhas cor de rosa enroladas no pescoço estavam completamente encharcados de suor. 'Parece que estávamos dentro de um forno', disse James Zanzot que cumpriu pena nessas tendas por um ano.
Joe Arpaio, o xerife durão que inventou a prisão-acampamento, faz com que os detidos usem uniformes cor-de-rosa e não faz questão alguma de parecer simpático. Diz ele aos detidos: - Os nossos soldados estão no Iraque, onde a temperatura atinge 120°F (50°C), vivem em tendas como vocês e ainda tem de usar fardamento, botas, carregar todo o equipamento de soldado e, além de tudo, não cometeram crime algum como vocês, portanto, calem a boca e parem de reclamar!
Se houvessem mais prisões como esta, talvez o número de criminosos e reincidentes diminuísse consideravelmente. Criminosos graves têm de ser punidos pelos crimes que cometeram e não serem tratados a 'pão-de-ló', tendo do bom e do melhor, até serem soltos para voltar a cometer os mesmos crimes e voltar para a vida na prisão, cheia de regalias e reivindicações. Muitos cidadãos honestos, cumpridores da lei e pagadores de impostos não têm, por vezes, as mesmas regalias que esses bandidos tem na prisão.
Artigo extraído e traduzido de um documentário da televisão americana. Os factos acima são verídicos e a prisão-acampamento está lá, em Maricopa, Arizona.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
"Não haverá mudanças sem nós."
VEJAM ESTE TRISTE E INCRÍVEL EPISÓDIO ACONTECIDO NO MÉXICO
03/09/2008
Mexicana captura sozinha os seqüestradores de seu filho
Maite Rico
Em Madri
O pesadelo de Isabel Miranda começou em 12 de julho de 2005, quando seu filho, Hugo Wallace, de 30 anos, não compareceu a um encontro familiar. As ligações para seu celular não tinham resposta. Sua casa estava vazia e em ordem. Na noite anterior, Hugo havia dito a uma amiga que ia ao cinema com uma "nova namorada". Ali foram em busca de pistas. O estacionamento estava vazio. Percorreram sem sucesso hospitais e centros de emergência. "Então fiquei louca", diz Isabel.
A Cidade do México encabeça os seqüestros no mundo, e Hugo era um próspero empresário: a família temeu o pior.Isabel conseguiu que a companhia telefônica lhe desse a lista de chamadas para o celular de seu filho. A última havia chegado às 21h20 de 11 de julho. Localizaram a antena e sobre um mapa dividiram os bairros em um raio de 6 km, a área de cobertura. "Meu sobrinho encontrou o carro de Hugo no bairro Insurgentes. Estava mal estacionado. Ao vê-lo, comecei a chorar."Um vigilante lhe disse que "uma mulher alta, bonita, de seios grandes" tinha estacionado ali. Morava em frente, na rua Perugino, 6, apartamento 4. Tocaram a campainha quando um menino saiu na portaria. "Agora não vão querer abrir, porque houve um problema, desceram com um rapaz ferido", disse. Espantada, Isabel chamou a polícia. "Em vez de ajudar, não nos deixaram entrar no edifício. Colocavam obstáculos para tudo, como se protegessem alguém.
"Nesse momento a vida dessa pedagoga de 58 anos mudou. Apresentou uma denúncia por seqüestro, deixou seu trabalho e se dedicou somente à busca do filho, com a ajuda de irmãos, sobrinhos e cunhados. Durante duas semanas vigiavam a casa em turnos de 12 horas. "Não sabíamos quem estávamos procurando. Pedi em vão uma ordem de busca. Um dia trocaram o carpete. Chamamos a polícia. Nunca veio."Nesse tempo falaram com os moradores, os coletores de lixo, a mulher da barraca de tortilhas... Conseguiram saber que nesse lugar vivia uma jovem e seu namorado, um sujeito mal-encarado que se gabava de ser da polícia. Ela era dançarina do grupo Clímax, do estado de Vera Cruz. Fazendo-se passar por secretária de uma empresa interessada em contratar o grupo, Isabel conseguiu os dados e a foto de seu alvo, Hilda González. E a localizou no outro lado do país, em Jalisco.
Isabel não largou mais sua presa, que pouco depois voltou à capital. Então a família Wallace tinha recebido uma foto de Hugo, jogado no chão e com os olhos vendados. Os seqüestradores exigiam 950 mil pesos.Isabel decidiu enviar para fora do México seu marido, um contador aposentado com problemas cardíacos, e sua outra filha. Não queria mais preocupações. A partir de Hilda, seguiu a meada e foi armando o quebra-cabeça. Disfarçada com perucas e enchimentos, rastreando, comprando vontades. "Aprendemos no ato, com criatividade", diz. Seu irmão e um advogado amigo foram seus escudeiros. Na semana seguinte identificaram o namorado de Hilda: César Freyre, policial do estado de Morelos.
Em novembro se interrompeu o contato com os seqüestradores. Em 10 de janeiro de 2006, depois de algumas tentativas fracassadas, a Polícia Federal finalmente deteve Hilda. Freyre caiu duas semanas depois. A própria Isabel o capturou. "Meu irmão e eu nos colocamos perto do restaurante onde trabalhava sua amante. Uma noite, ao acabar a jornada, ela pegou um táxi. A seguimos até onde César Freyre a esperava." Ao vê-los, Freyre sacou uma pistola, mas Isabel e seu irmão se jogaram em cima dele e o derrubaram. "Foi uma inconsciência. Não nos matou porque Deus é grande.
"A trama seria novelesca se não fosse pelo fato de que o corpo esquartejado de Hugo Wallace jaz hoje em algum lugar da cidade. "O mataram na mesma noite do seqüestro. Hilda confessou tudo. Meu filho ficou violento e o golpearam. Exageraram nos golpes." Lavaram o corpo e tiraram fotos para pedir o resgate. Depois o cortaram com uma serra elétrica e desceram os pedaços em sacos de lixo.Então, sim, a polícia revistou o apartamento da rua Perugino. Nele encontraram a carteira de motorista de Hugo e manchas de sangue do jovem. "Sete meses depois do seqüestro? Nós tínhamos encontrado a casa no dia seguinte!", suspira a mãe.
Tão aterrorizante quanto o panorama que oferecem as estatísticas de seqüestros no México: 564 em 2005; 608 em 2006, 789 em 2007, mais de 500 este ano. Esses são só os denunciados. Em termos reais, o número triplica. O México é hoje o primeiro país em seqüestros, acima do Iraque. Um país onde há 1.600 corpos policiais diferentes e descoordenados, e legislações diferentes nos estados. Onde 98% dos crimes ficam impunes e no qual morreram este ano 3 mil pessoas nas mãos do narcotráfico.A rotina de violência oferece tais episódios de brutalidade que ainda é capaz de horrorizar a sociedade mexicana, como a descoberta na última quinta-feira de 12 corpos decapitados em Yucatán. As autoridades informaram sobre a detenção de três suspeitos.
Com a descoberta das manchas de sangue de seu filho, o caso apenas começou para Isabel. Hilda deu os nomes dos cúmplices: Jacobo Tagle, Brenda Quevedo, os irmãos Alberto e Tony Castillo Cruz.Nessa época a capital mexicana ficou cheia de anúncios gigantes com os rostos dos membros do bando, sob a legenda de "seqüestrador e assassino" e uma recompensa em troca de informação. No verão de 2006, os rostos dos criminosos dividiam espaço com os retratos sorridentes dos candidatos presidenciais, em plena campanha eleitoral.Todos foram caindo, um a um. A pista de Brenda foi seguida até os EUA. O FBI a deteve em novembro passado no Kentucky. Agora está à espera da extradição. Só falta Jacobo Tagle. "Deve estar em Israel. Sua família é de lá e não há acordo de extradição."
"Nós fizemos todo o trabalho. Alguns funcionários me ajudaram, é verdade. A promotoria nos apoiou. Mas a polícia não fez nada", conta Isabel. Pelo caminho localizaram outras quatro vítimas de Freyre, que se somaram ao processo. Descobriu o cadáver de um comparsa do bando, assassinado por seus cúmplices. E revelou as conexões entre o grupo e agentes policiais de Morelos e da capital.Isabel enfrenta uma denúncia por tentativa de seqüestro e outra por "sujar o bom nome" de Freyre em anúncios espetaculares. Nada importante, comparado com a tentativa de atentado que sofreu há apenas dois meses, quando homens dispararam contra seu carro."Não vou parar até encontrar os restos de Hugo. E até ver Jacobo Tagle entre as grades." Hoje ela ajuda outras pessoas e dá conferências. E promoveu com outras organizações a grande marcha de ontem na capital, com dezenas de milhares de participantes. "Não é uma marcha a mais. É o início das mudanças de que precisamos. O que acontece conosco não é só problema das autoridades. Também tem a ver conosco como cidadãos.
" Outras 70 cidades do país e oito do exterior, entre elas Madri, também tiveram manifestações.Isabel mostra-se cética diante do recente Acordo pela Segurança assinado por todos os poderes do Estado. "Não creio no discurso político. Há oito anos dizem a mesma coisa. Não haverá mudanças sem nós." Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
El País
domingo, 7 de setembro de 2008
Uma perda irreparável para a nossa sociedade
Cleyde era uma pessoa sensacional e nos e-mails que troquei com ela, encontrei nela uma mulher forte, obstinada, educada e atenciosa. E meu último e-mail trocado com ela, não chegou a ser respondido, como ela sempre fazia. É uma perda que não podemos medir. Estou muito triste e não posso deixar de pensar no quâo próximo foi seu falecimento após a condenação dos assassinos de sua filha.......em Junho passado, menos de 3 meses atrás. Agora a incansável Cleyde, descansa.
O velório e cremação aconteceram ontem (06/09) no Cemitério Memorial do Carmo e suas cinzas serão jogadas na praia da Barra da Tijuca, como de sua filha Gabriela.
Ao Carlos Santiago - pai Gabriela e ex-marido de Cleyde e companheiro de luta no Movimento Gabriela Sou da Paz, deixamos nosso abraço, nosso pesar e nossa eterna admiração por essa sensacional mulher, ser humano e acima de tudo MÃE que foi Cleyde Prado Maia. Com certeza, ela está deixando um futuro melhor para todos nós e para nossos filhos!
Uma motociata estava sendo organizada por ela para dia 21 de setembro. Acredito que o evento acontecerá mesmo assim e será feita uma grande homenagem à Cleyde. Se você tem moto e dseja participar, procure maiores informações a respeito pela internet.
Visite: http://www.gabrielasoudapaz.org/ e www.gabrielasoudapaz.org/blog
Posts relacionados:
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http://ofuturodopresente.blogspot.com/2008/05/notcia.html
http://ofuturodopresente.blogspot.com/search?q=gabriela+paz
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Policial ou bandido ?
Barba por fazer, óculos escuros, cabelos compridos, escondido num bairro da zona norte do RJ depois de diversas tentativas de “queima de arquivo”.
Após uma infância difícil, filho mais velho de três irmãos que perderam o pai quando tinha apenas 15 anos; viveu com a mãe e a avó até se casar e ainda carregava a responsabilidade de “criar” seus irmãos mais novos.
Certa vez me disse: “... já fui de tantas as formas e maneiras para sobreviver, que o que eu sou, já morreu...”
Apesar de adorar armas, fez de tudo para nunca precisar ter uma. Mas foi inevitável. Tinha que andar armado, fazia parte de sua escolha. Tentou fugir da cidade grande, indo para o interior do estado do RJ. Lêdo engano: o sistema é mais corrompido que na capital. Era “matar” ou “morrer”. Terra de ninguém.
Hoje tem 40 anos como eu. Rezo por ele todos os dias. É como um irmão pra mim. Estudamos nos mesmos colégios e até trabalhamos juntos na iniciativa privada.
Hoje, vive como se fosse um “foragido”.
Policial Civil, formação técnica e nível superior, profissional capacitado e gabaritado.
Pai de família, bem casado e com belos filhos.
Que saudade da liberdade !!!
O que é isso ?
...policial ou bandido ?
Pois bem, esse é um Policial. Certamente existem outros tantos por aí, bons como ele.
Como diferenciá-los dos demais ?
Como saber se não estamos caindo nas mãos de um “bandido” uniformizado ?
É freqüente em nossos noticiários, vermos “bandidos” dentro das corporações utilizando suas patentes como um passe livre (“carteirada”) em prol de privilégios, na grande maioria, financeiros. Não preciso nem dizer que atiram covardemente (comumente avaliado como inexperiência e/ou despreparo) sob nossos olhos da forma mais natural do mundo.
Inexperiência e despreparo DELES ? Ou de nossos POLÍTICOS que sequer ficam indignados.
É lamentável dizer que o despreparo e a inexperiência é: NOSSA !!!
Temos que nos mobilizar e participar mais do mundo em que vivemos. E não, assistirmos à tudo, como se os acontecimentos passassem numa cidade ou país visinho ao nosso. Os acontecimentos estão ao nosso redor e por vezes dentro de nossa própria casa.
Como educamos nossos filhos ?
Como “educamos” os que estão ao redor de nossos filhos ?
Temos que lançar mão das “armas” que realmente transformarão o mundo de nosso filhos; a Educação, o Esporte, a Coletividade, a Estrutura Familiar fortalecida, o Patriotismo, a Saúde e o Trabalho verdadeiramente honesto .
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Revolta, revolta, revolta!
Dia 18 de julho passado a aldeia indígena que ocupava uma área PRIVILEGIADA à beira-mar na região oceânica de Niterói pegou fogo. Está aí a foto. O incêndio, claro, deve ter sido criminoso. Os índios que ocuparam a área que faz parte da reserva ambiental da serra da Tiririca viviam sob constantes ameaças e uma luta judicial era travada para a retirada dos índios daquela área.
Eu estive na aldeia com minha família no dia do índio e fiquei admirada em encontrar uma aldeia genuinamente indígena no meio da cidade. E meu espanto não era em vão: pleno século 21 e uma aldeia de índios vivendo entre o mar e a lagoa num dos bairros mais valorizados de Niterói, onde a especulação imobiliária reina, não podia ser uma coisa naturalmente pacífica. O que não interessava aos especuladores e interessados na valorização imobiliária da região considerar era que área foi reintegrada ao Parque da Serra da Tiririca depois de ter sido misteriosamente subtraída anos atrás da área de preservação do mesmo.
Os moradores do bairro, com medo de que a comunidade crescesse, viam seu rico patrimônio ameaçado. Não que eu ache errado eles terem essa preocupação, não acho. Se você, que luta, compra sua casa num local valorizado, vendido com determinadas características de segurança e etc...não pode querer que qualquer pessoa tome conta de um terreno e faça crescer uma comunidade sem nenhum controle. Não podemos ser hipócritas: os índios viviam em condições precárias de saúde, higiene, totalmente fora dos padrões de nossa época. Viviam de fato, como índios. E estamos no Brasil, onde dificilmente as coisas são controladas. Portanto, eles estavam ali, todos, índios e moradores, á própria sorte do que viesse a acontecer. Mas isso não justifica ir lá e mandar tacar fogo em tudo com quem estiver dentro!
Não sei se foi criminoso ou não.E não me interessa se feria os interesses econômicos de quem quer que seja. O fato é que a aldeia era indesejada e, de repente, depois de inúmeras tentativas legais de retirada serem frustradas, a aldeia pega fogo.
E para meu DESespanto, uma moradora, conversando comigo no parquinho do bairro falou com a maior naturalidade: “fazer o quê, né?”
Quer dizer que se as coisas não são como queremos, vamos lá e passamos fogo. Vejam bem, amigos: não estamos no Acre, na selva amazônica, nem no interior . Estamos no meio de uma região metropolitana e as coisas acontecem da mesma forma: os CORONÉIS ou os ricos decidem exterminar as pedras do caminho de seus interesses. Pelo menos é o que parece. Não é o local que faz diferença: são os seres desumanos que nele habitam.
Agora, se a lei no Brasil e a Justiça , só é para os ricos, porque eles não usam a lei a seu favor?
Porque ainda temos que ver gente se comportando como bárbaros?
Mandar tacar fogo em tudo o que uma pessoa possui ainda com ela e sua família dentro de suas casas? Estou revoltada!
Fotos de nossas visitas a aldeia (eu estou de mochila, de costas):
Leia +:
Conhecer para respeitar !
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/07/424928.shtml
Fotos do que restou da aldeia Fotos da construção da escola indígena e da casa de reza O que precisamos entender sobre o caso da Aldeia de Camboinhas Em favor dos Guarani de Camboinhas Incendio Criminoso destroi ocas em Camboinhas
Folha Online - Cotidiano - MPF pede inquérito para apurar se ...
_____________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
terça-feira, 22 de julho de 2008
Merece Cadeia sem direito à fiança!
Pai joga filho de 4 meses no esgoto em Pernambuco
Criança foi jogada em um córrego após discussão entre os pais.
Bebê sofreu traumatismo craniano, está em observação e se recupera bem.
Do G1, em São Paulo, com informações do pe360graus.com entre em contato
Um homem jogou o próprio filho, um bebê de 4 meses, em um córrego com esgoto na noite desta terça-feira (8), na Região Metropolitana do Recife. Segundo informações da polícia, o homem teria jogado a criança depois de receber a recusa de sua ex-esposa em reatar o relacionamento.
O bebê sofreu traumatismo craniano leve, está em observação e se recupera bem, segundo informações da assessoria de imprensa do Hospital da Restauração.
Saiba mais
» Estatuto da Criança e do Adolescente completa 18 anos
SE A GENTE "DESACATA" UMA "AUTORIDADE" É PRESO NA HORA !
PORQUE ESSES PAIS E MÃES, NÃO SÃO PRESOS NA HORA?
CRULEDADE CONTRA MENOR E INCAPAZ!
CADA DIA É UMA HISTÓRIA MAIS DEPRIMENTE DO QUE A OUTRA.
O QUE MAIS FALTA FAZEREM CONTRA AS CRIANÇAS?
VÍTIMAS DE PEDOFILIA, ATIRADAS PELA JANELA, VIOLENTADAS, TORTURADAS, JOGADAS EM LAGOAS, NO LIXO, EM BUEIROS, ABANDONADAS EMBAIXO DE RODAS DE CARRO!
CADEIA NESTES PAIS! CADEIA! SEM DIREITO À FIANÇA E JULGAMENTO EM SISTEMA FECHADO.
RAPIDINHO VAI SER MAIS VANTAGEM CONTROLAREM SUA "FÚRIA"!
RAPIDINHO VÃO PENSAR DUAS VEZES ANTES DE FAZER BARBARIDADES PARA APARECER NO JORNAL!
PORQUE MUITOS DEVEM TER ESSA MOTIVAÇÃO: 15 MINUTOS DE FAMA.
CADEIA NELES!
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
quarta-feira, 16 de julho de 2008
A mediocridade da Justiça
Eu, que morei no Recreio, passeio inúmeras vezes em frente ao local onde ela foi assassinada. Hoje não é mais um local ermo. E agora, tenho um motivo a mais para sempre lembrar dela: minha vizinha tem uma fisionomia que lembra demais a Daniela. Nem preciso dizer que é uma graça.
Através do blog da Denise revivi aqueles momentos e conheci o blog da Glória Perez e seu site no You Tube, onde ela menciona :
"Fiz essa página para que as pessoas tenham acesso à verdade dos autos que condenaram os assassinos de minha filha Daniella. É insuportável ver que, depois de sacrificada por dois psicopatas, minha filha continue a ser agredida pelas versões fantasiosas que ainda povoam a imaginação de alguns. 15 anos depois, os abutres que se alimentam da dor alheia continuam insaciáveis. Já existe até quem se passe por mim, para divulgar falsas entrevistas através da internet, onde apareço dizendo insanidades. É hora de botar ponto final nesse circo!Aqui você vai entender porque Guilherme de Pádua e Paula Nogueira Peixoto (ex Paula Thomaz), foram condenados pelo TRibunal do Júri por homicídio duplamente qualificado, com agravantes:
Inciso 1- motivo torpe
Inciso IV- à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso quedificulte ou torne impossível a defesa do ofendido"
Isso tudo já revolta, mas Glória ainda diz mais num post dedicado a Irmã Dorothy Stang:
"Há anos, há muitos anos, estamos lutando para tirar do nosso código penal o "protesto por novo júri", que consiste em mandar, a novo julgamento, o condenado a pena superior a 20 anos.O benefício, criado na época do império, para evitar injustiças no caso dos condenados à morte, continuou valendo, mesmo depois de a pena de morte ter sido abolida no Brasil.Resultado: seja qual for a gravidade do crime cometido, a pena máxima passou a ser, na prática, de 19 anos e 6 meses, para evitar que o desfecho do caso fosse adiado para daqui a mais 4, 5 anos!"
Gente, que Justiça medíocre é a nossa! A vida da Daniela, da Gabriela, da Dorothy, do João Hélio, da Isabella e de todos nós, custa a bagatela de 5 ou 6 anos de cadeia (quando ele cumpre!!) e ainda tem direito a apelar da sentença. É quase uma procuração do Estado dando-lhe plenos direitos a decidir quando e quem ele vai matar. Molinho pro bandido. Afinal, que maior incentivo ao crime do que a impunidade?
E nada, nada trará de volta os anos que a Daniela não viveu, os netos que a Glória não teve, os namorados que Gabriela não beijou, as brincadeiras que o João não brincou... Vidas são interrompidas, roubadas e a impunidade é a vitória dos bandidos do nosso país.
Nossa Justiça é isso aí. Nossa Justiça é um elixir para o crime, um alimento para a violência, um deboche com o cidadão. E a situação é tão grave que mesmo diante de tantas barbáries, mesmo depois de lutas tão grandiosas com pessoas tão famosas como a Glória, de outras tão engajadas como os pais da Gabriela, de organismos internacionais como os que cobraram justiça no caso da Irmã Dorothy, pouco se avança para uma reforma digna do Código Penal. Como já dizia Renato Russo: que país é esse?
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Desabafo
Tenho estado cansada de ver jornais, seja na internet, na TV ou impresso e dar de cara com tanta violência, coisa de gente velha sensível dizem uns, mas, não sei bem se é isso.Tem gente que me chama de "desocupada" por estar preocupando com fatos ocorridos tão longe de mim afinal, estou numa cidadezinha no interior de Minas mas, sinceramente, acho que a distância é meramente geográfica.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Aplausos !!!
Colômbia resgata Betancourt e desfere duro golpe nas Farc
Por Hugh Bronstein
BOGOTÁ, Colômbia (Reuters) - Soldados colombianos enganaram rebeldes fazendo-os libertar a franco-colombiana Ingrid Betancourt e três norte-americanos em um arriscada mas não-violenta operação realizada em uma área de mata e responsável por desferir um pesado golpe contra o mais antigo grupo insurgente da América Latina.
Segundo a Colômbia, a missão envolveu a infiltração de agentes na liderança das Farc e a ação de soldados que fingiram ser membros de um grupo de ajuda humanitária encarregado de transportar os rebeldes até o acampamento de um comandante do grupo.
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Essa é uma notícia maravilhosa!
Operação arriscada mas não-violenta!
Pesado golpe nas FARC!
Operação de Inteligência!
E a libertação de Ingrid Betancourt! Mantida refém há mais de 6 anos, ex-senadora, a ex-candidata à Presidência da Colômbia, hoje com 46 anos, estava doente, debilitada e acorrentada por causa das diversas tentativas de fuga. Numa delas, passou 5 dias perdida na selva antes de ser recapturada. A pena aos fugitivos era a retirada de sua botas e tormentos à noite com cobras e tarântulas. Um companheiro-refém, escapou depois de caminhar por 17 dias na selva e falou de sua admiração pela força e lucidez de Ingrid diante de tamanho sofrimento.

A vida na selva é claustrofóbica, onde mal há penetração de raios de sol. Cosntantemente, os reféns eram transferidos de lugar para dificultar as tentativas de resgate. No trajeto, dormiam em buracos como animais. E Ingrid, tendo passado grande parte de sua vida na França, formou-se em Ciências Políticas, de onde regressou para a Colômbia após divorciar-se, no cativeiro, implorava por livros.
Uma vida interrompida.
Sua vida política foi baseada na luta contra a corrupção movida pelo dinheiro do narco-tráfico.
Deixou para trás, dois filhos (13 e 16 anos). Hoje com 19 e 22.
Seu pai faleceu, exatamente, 1 mês depois do sequestro e ela ficou sabendo através de um jornal velho, abandonado na selva.
Seus filhos viajaram países e fizeram apelos "para que os sequestros em andamento não caiam na selva do esquecimento".
Por tanta violência e barbárie, este resgate tem que ser muito, mas muito, comemorado.
E que cada dia mais golpes duros nesses bandidos sejam dados e que o Brasil também consiga não permitir que nossa crítica situação atual se transforme no mesmo quadro colombiano.
Porque é para lá que estamos indo...
fotos dos reféns tirada em 2007
Imagens do reencontro de Ingrid com sua família: http://g1.globo.com/Noticias/0,,GF60011-5602,00.html
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Justiça, ainda que tardia.....
sai a nova condenação !
Para Cleyde Prado Maia, mãe de Gabriela, foi feita a justiça. Segundo Cleyde, "fica a lição que a gente não deve desistir nunca. Esperamos que outras famílias possam ter esse acalento, de fazer justiça no seu caso. Já estava esperando há muito tempo essa nova condenação, que era pra ter sido dada desde setembro do ano passado, não fosse o descaso do judiciário. Finalmente a sucessão de erros do judiciário chegou ao fim ! Dedico essa vitória a minha filha que sempre me deu força e a todas as pessoas, conhecidas e desconhecidas que estão nessa luta."
Já Carlos Santiago, pai de Gabriela, salienta que "nesses 5 anos vínhamos brigando para que os erros do judiciário não deixassem impunes os responsáveis pela morte de nossa filha. É uma sensação de alívio mas eu sei que o caso da Gabriela, infelizmente é exceção e não regra. Na prática o que vemos é a prevalência da impunidade. Com essa condenação a gente acaba vendo uma luz no fim do túnel. Mas a luta é incansável, tem que correr atrás !"
Os pais de Gabriela e o Movimento Gabriela Sou da Paz agradecem a todos que estão conosco nessa incansável luta contra a impunidade.
Cleyde Prado Maia e Carlos Santiago - pais Gabriela
visite: http://www.gabrielasoudapaz.org/ e http://www.gabrielasoudapaz.zip.net/
terça-feira, 20 de maio de 2008
Notícia !!
O Movimento Gabriela Sou da Paz foi informado através do Deputado Antonio Carlos Biscaia, que no dia 07/05/2008, foi APROVADO na íntegra o parecer do relator Dep. José Genoino do "nosso" Projeto de Lei, 7053/2006 na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
O projeto agora segue para Comissão de Constituição Justiça e Cidadania para aprovação do Mérito da Constitucionalidade, Juridicidade e Técnica Legislativa.
Mais uma vez, agradecemos as 1 Milhão e 300 mil pessoas que assinaram o Projeto de Iniciativa Popular "Diga não à Impunidade" entregue em Março de
2006 ao Congresso Nacional, por nosso Movimento.
Precisamos comemorar esta vitória, mas a batalha ainda não acabou.
Atenciosamente,
Carlos Santiago e Cleyde Prado Maia - Pais de Gabriela
Visite: http://www.gabrielasoudapaz.org/ e www.gabrielasoudapaz.zip.net
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Reagir ou não Reagir?
Perdi a conta das vezes em que ouvi, das mais variadas hierarquias da Segurança Pública, a recomendação de JAMAIS REAGIR a situações de agressão como roubos, assaltos, sequestros...
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Mais Isabella...
Sábado saiu no jornal que o pai de Isabella e sua esposa não iriam comparecer à reconstituição do crime por orientação tática da defesa. E, agora muita gente deve ter a certeza de que o casal tem alguma coisa a esconder.
Eu ainda prefiro e quero acreditar que ainda existe um assassino solto por aí, que há uma terceira pessoa e que a raça humana ainda não está completamente perdida. Porque, se um pai, instruído e classe média(ou seja, não é ignorante nem está passando necessidades graves) e sem nenhuma droga ou comprometimento mental, sem razão aparente, mesmo pensando que a filha está morta a joga pela janela do sexto andar de um edifício, a humanidade está perdida. Se uma “madrasta” (essa palavra é pejorativa demais, prefiro como se fala em inglês: stepmother), que tem dois filhos, sendo um de colo, é capaz de matar a enteada (independente do motivo) de apenas 6 anos, esganada, nosso mundo está perdido. Se um avô e uma tia são capazes de entrar no apartamento do filho/irmão para encobrir provas que o incriminam de ter matado a própria neta/sobrinha, isso é uma família ganster e nossa humanidade está perdida.
E vou ser sincera, se sou culpada e tenho o direito de comparecer, não compareceria.
Mas...se fosse inocente...talvez eu também não comparecesse!
Se sou inocente, tenho dois filhos para criar e percebo uma ânsia e até uma sede em se achar um culpado e se este culpado for o pai e a “madastra”, a coisa fica mais maquiavélica e interessante, eu confesso: iria pensar duas vezes antes de comparecer a uma reconstituição de um crime que não cometi. Mesmo sob argumentos de que “quem não deve não teme”.
Já está mais do que provado (prá mim) que a polícia meteu os pés pelas mãos em vários aspectos. Eu mesma já tive a casa assaltada e simplesmente a atitude policial foi um fiasco. Então, meus amigos, eu não ponho minha vida nas mãos da Polícia.
E não atiro pedras na direção desse casal.
Claro que tenho minhas próprias opiniões e sentimentos. Essa trágica morte virou um circo. Acho este caso muito esquisito em todos os aspectos: pela forma que a menina foi assassinada, pelo comportamento do pai e da esposa e também da mãe da menina. Não sei se são os novos tempos, mas ver uma mãe que recentemente perdeu uma filha fazendo uma comunidade no Orkut para a filha assassinada e logo depois da tragédia já aparece com camiseta com foto (que foram inlusive distribuidas pela família), sempre maquiada e bem penteada em tudo que é evento religioso tirando foto com as pessoas como se fosse celebridade, é algo que me causa uma estranheza tão profunda quanto ver o pai rindo na entrevista do Fantástico. Mas numa situação dessa, ninguém pode ficar normal, mesmo. E é muito complicado julgar.
Se eu perco um filho desta forma, estaria tão abalada que nem sei dizer.
Mas isso, sou eu, e isso não me dá o direito de achar que alguém é culpado de um crime só porque age e pensa diferente de mim. E continuo rogando aos céus que aconteça um milagre e apareça uma evidência, uma pista que seja, que leve a uma terceira pessoa e que esta seja comprovadamente o assassino e que merece apodrecer na cadeia por ter tido coragem de praticar um ato tão cruel e covarde.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Uma estorinha real
Faz aproximadamente vinte anos. Por contingências profissionais estava me dirigindo a uma empresa (Uma grande indústria de alimentos) localizada no bairro de Acari, no Rio. No caminho, passando por uma estrada de pouco movimento, na altura dos fundos do Ceasa, um carro acidentado ladeado por uma viatura policial e outra de uma equipe de reportagem de um jornal chamou minha atenção e me fez reduzir a marcha. Ao chegar perto senti o forte cheiro nauseante de sangue (sim, sangue tem cheiro) e percebi um dos policiais se esforçando para espantar as moscas varejeiras que, em nuvem, voejavam em torno do rosto desfigurado, sem vida, ao volante do carro acidentado.quarta-feira, 9 de abril de 2008
Não atiremos a primeira pedra ...
Eu não pretendia escrever aqui sobre a morte da Isabella.
Isso porque tenho feito um exercício árduo para tentar não julgar as pessoas. Muitas vezes tiramos conclusões precipitadas simplesmente por impressões que nós temos sobre alguém ou alguma coisa e que necessáriamente, pode não querer dizer nada.
Outro dia mesmo meu marido se viu envolvido num episódio em que coincidentemente as coisas aconteceram em torno dele e ele não tinha nada a ver com a história. Foi um acúmulo de coincidências. Foi engraçado mas nem sempre é assim.
Vejam a morte da Isabella.
A mídia está caindo em cima, o pai e a madastra estão presos e muita gente já está convencida da culpa do casal, simplesmente porque não há prova de inocência.
Só que também não há de culpa. Temos um aglomerado de fatos que ainda não levam a nenhuma conclusão.
Eu tive “madastra”, padastro e tenho enteado. E isso não desmerece os afetos envolvidos, simplesmente porque não somos pais biológicos. Não é a mesma coisa, mas um dia meu enteado colocou mais de meio corpo pra fora da janela para falar com uma amiguinha. E ele estava na nossa casa passando as férias com o pai. Era eu e ele dentro de casa. Foi um dos maiores sustos de minha vida. Eu gosto demais dele e quero o bem dele como quero aos meus filhos, tirei-o da janela com calma, como tiraria os meus. Mas e se o pior tivesse acontecido? Mas será que alguém não ia achar suspeito não termos rede de segurança, por exemplo? E não tínhamos pelo simples fato de que tínhamos acabado de nos mudar. Nada suspeito. Como eu disse, não é a mesma coisa mas que precisamos ser cuidadosos nos julgamentos, precisamos porque é preciso muito motivo para um pai matar uma filha e jogar tudo pro alto, sabendo que sua vida iria virar de cabeça prá baixo e que ele ainda tem dois filhos para cuidar.
Lembrei do caso da Madeleine, a menina inglesa que desapareceu em Portugal. Não condeno os pais, mas eu nunca conseguiria deixar as crianças, mesmo que adormecidas, sozinha em casa, ainda mais num quarto de hotel. E nós aqui somos meio “neura” com esse negócio de deixar os filhos sozinhos. Quando chegamos em casa e eles estão dormindo, um entra em casa e arruma as camas, o outro fica no carro com eles. Depois o que entrou volta e entramos com os dois. Loucura, nossa? Sei lá.
Mas isso não é uma prova de culpa, precisamos ser humanos nessas horas ou estaremos no mesmo patamar dos monstros que cometeram esses crimes.
O que temos é uma criança, misteriosamente assassinada, uma mãe nova, um pai novo com 3 filhos e uma madastra, também nova, ainda estudante. Só essa dinâmica familiar já chama atenção. Contudo são pessoas que , com certeza, não cometeriam um crime como esse a achariam que ficaria por isso mesmo. Qual seria o motivo para tamanha covardia, brutalidade e violência a ser cometido por um pai de três filhos e uma madastra com um filho de 10 meses ainda nos braços?
É uma história estranha e cheia de interrogações, mas eu não me junto aos que apontam o dedo para este casal. Posso até estar enganada mas prefiro aguardar os acontecimentos porque um julgamento precipitado pode ser muito injusto com essas pessoas. Suas vidas nunca mais serão as mesmas e , se eles forem inocentes, nem puderam sentir sua dor.
Amigos, cuidado com a mídia.
Destruir a vida de uma pessoa e de uma família é fácil e cometer injustiças, acredito ser mais fácil do que cometer crimes.
E agora, me lembrei do caso da Escola Base em SP. Lembram disso? Uma escola acusada de abuso sexual. Os responsáveis foram julgados e condenados pela opinião pública. Sua casa, sua vida e a escola foram destruídas. No final, descobriu-se que eram inocentes e que nada passou de uma atitude inconseqüente de uma criança que falou uma mentira para sua mãe. A vida nossa continua...e a deles?
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Não sei não!
Fico pensando, o que mais uma vez motivou uma pessoa, ex-aluno de sociologia que era considerado brilhandte, entrar em uma faculdade, entrar em um lugar cheio de pessoas e atirar a ermo e depois de cumprir seu papel de carrasco, dar cabo de sua própria vida. Que loucura é essa que faz um ser se achar no direito de ser o algoz destas almas que estavam simplesmente pensando no seu futuro.
Desde que saí do Rio de Janeiro e vim morar nesta pequena cidade, finalmente consegui dormir com tranquilidade. Não haveriam tiroteios em nenhuma via expressa, nem arrastão, nem facções tentando controlar outras áreas.
Poderia andar de trem e não me procupar com os arrastões, ou então de ônibus e poder levar meu celular na bolsa com traquilidade e mais tranquilidade ainda em andar de carro. Janelas abertas, bolsa no banco do carona, tranquilidade em embarcar e desembarcar com crianças em qualquer lugar ou estacionamento. Meu carro não tem alarme, dorme do lado de fora da garagem e aberto! Minha casa não tem muro, e o que eu deixar do lado de fora, no dia seguinte está lá.
Mas por outro lado uma preocupação muito grande quanto ao futuro está aparecendo em meus pensamentos. É esta loucura de que de repente assola uma cabeça humana, que faz um ser entrar em um colégio de ensino elementar, médio ou de uma faculdade e chacinar estudantes inocentes.
Será que vou ter esta paz quando meu filho começar a frequentar o ensino público aqui? Sim porque eles não escolhem lugar, vamos chamar de chacina surpresa, acontece a qualquer hora e dia. Como eu vou poder dormir sossegada sabendo que meu filho está sendo deixado vivo todos os dias em um estabelecimento de ensino e pode não voltar para casa?.
Paranóia? pode ser. Mas aqui, no blog, pensamos no futuro do presente, e meu filho é exatamento isso.
A facilidade em se comprar armas nos Estados Unidos é imensa. Qualquer um pode comprar qualquer coisa. Está errado, é só ver o programa de desarmamento no Brasil, as estatísticas mostram que os crimes por armas de fogo diminuiram consideravelmente.
É complicado, se fico no Rio de Janeiro, posso ter minha ou então a cabeça de meus familiares perfurada por um projétil "perdido" ou então entrar para a loteria das escolas americanas. É de enlouquecer. Conheço uma brasileira que tinha um filho que estuvada na faculdade de Virgínia, onde aquele último louco exterminou 31 pessoas. Quando consegui conversar com ela, umas duas semanas depois do ocorrido, ela ainda estava abalada, e olha que o filho nem estava lá no momento e ela demorou este tempo para conseguir falar com outras pessoas, pois só chorava e pensava que poderia ter sido seu filho nesta lista.
Atualmente a lista de coisas boas ainda está maior para onde moro hoje, mas como será no futuro?
Não sei não!
Foto do massacre de Columbine - Virgínia
______________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Blogagem coletiva contra a PEDOFILIA
Estava outro dia assistindo o programa “The Oprah Winfrey Show” no Canal GNT e o assunto era pedofilia.
Nos Estados Unidos existe uma Associação de pedófilos legalizada (!!!), chamada NAMBLA (North American Man/Boy Love Association) ou Associação Norte Americana do amor entre homens e meninos.
Ãh? Mas aliciar/molestar menores não é ilegal? Não é crime?
É, mas nos Estados Unidos, assim como no Brasil, a lei tem brechas e interpretações e eles pregam que o relacionamento é consensual afirmando que as crianças têm esse desejo (de se relacionar sexualmente com adultos) e não dão vazão porque os pais que não são pedófilos as escravizam, não permitindo que elas dêem vazão aos seus instintos. Sendo assim, não usam de violência ou força para se relacionar com os menores. O que deixa de caracterizar o "crime".
Uma coisa interessante e que devemos guardar na memória: a profissão preferida entre os pedófilos é professor. Já pegaram inclusive casos com diretores de escolas. Portanto, cada dia mais devemos ficar atentos e não descuidar da escolha criteriosa da escola onde nosso filhos vão estudar. Tem escola que funciona sem mesmo ser regularizada.
Não estou aqui desmerecendo a profissão nem as entidades educacionais. Mas que tem muita gente por aí que não presta, tem. Como em toda profissão. Contudo, é importante que se lembre que uma criança ainda não sabe se defender ou mesmo entender claramente quando ela está sendo molestada.
Por isso, não é qualquer escola que deve merecer a nossa confiança.
E tem muitas mais vilões quando falamos em pedofilia.
Por isso, meus amigos, é bom que nós, usuários e amantes de informática, demos limites aos nossos filhos no que se refere ao uso da internet.
Será que não estamos liberando cedo demais o uso do computador?
Será que essas crianças não deveriam brincar um pouco mais de bola, correr, andar de bicicleta do que ficar na frente de um computador?
Será benéfico este excesso de estimulação?
No próximo post falaremos mais desse interessantíssimo programa da Oprah que ganhou toda a minha atenção numa tarde durante a semana.

Ana Cláudia Bessa











