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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Quem poupa o lobo sacrifica as ovelhas..... de novo

Como falamos num post de 6 de dezembro, copiando um post do blog da Gloria Perez é essa a frase que repetimos quando mais uma criança, vítima da violência que impera em nosso país tem sua morte marcada pela impunidade de seu algoz. Neste caso, um policial.

Revoltada é uma palavra que já até fica com sentido repetitivo se eu disser que é isso que sinto.

Não consigo entender, um juiz, um jurado, um ser humano, absolver um profissional da polícia que mata uma criança, porque diz cometeu um engano. Um engano?
É...
Engano é colocar mais um lobo nas ruas. Logo matará outra pessoa, infelizmente. Matar está se tornando banal. POR ISSO EU SAI DO RIO. Corro riscos estando em qualquer lugar, corro risco quando vou para lá mas ficando lá me sentia num lugar sem lei. Mas continuo sofrendo porque nossa família e amigos continuam no meio deste cidade sem estado de direito.

Não consigo imaginar o que se passa no sentimento dessa família, da mãe que viveu todo este terror.

Sinto revolta.

Se você deixa de pagar uma conta é punido, se deixa de pagar um financiamento, é punido, achincalhado, humilhado, perturbardo dia e noite. Mas se você mata uma criança e tem todo um corporativismo para te defender, você está livre para matar novamente.

Como bem disse nosso amigo João Carlos do blog Chi vó, non pó! , que sempre participa dos comentários do blog, essa impunidade e libertação de assassinos só vai parar o dia que os juízes começarem a ser presos por seus atos, por seus "enganos". E aí, o juiz que libertou o assassino da menina Raquel, estaria preso, afinal, foi ele que mandou um assassino condenado icapacitado do convívio com a sociedade de volta ás ruas. Homicídio doloso! Inclusive do advogado que o defendeu, como cúmplice! Vamos parar com esse negócio que todo mundo tem direitos iguais! como um assassino tem direitos iguais oas meus e aos seus que nunca matamos, roubamos, violentamos ninguém?

Sinceramente! Eu sou um ser humano muito melhor que uma pessoa que mata, esquarteja, taca fogo em crianças! A maioria da população é! E ser tratado de igual para igual em relação a estes psicopatas, é demais! Que justiça tacanha a nossa! Que justiça medíocre! Que justiça inoperante quando coloca estes assassinos numa prisão sem nenhuma ocupação e com celulares à vontade para ficar comandando o crime de dentro da cadeia!

E o Cansei? Lembram do movimento da classe artística e empresarial? Cadê o Cansei? Cansaram? Seriam tão importante que a disposição deles não acabasse tão rápido....

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

11/12/2008 - 00h35
PM acusado pela morte do menino João Roberto é inocentado
Juliana CastroDo UOL NotíciasNo Rio de Janeiro (RJ)
Depois de mais de três horas reunidos na sala secreta do 2º Tribunal do Júri da capital fluminense, quatro dos sete jurados votaram pela absolvição do cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro, William de Paula, acusado de homicídio duplamente qualificado pela morte de João Roberto Amorim Soares, de 3 anos.O menino teve morte cerebral após levar um tiro na cabeça durante uma perseguição policial na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, em julho deste ano. Ao receber a sentença de absolvição do juiz Paulo de Oliveira Lanzellotti Baldez, o PM começou a chorar. Apesar de ter sido inocentado do crime de homicídio, Paula recebeu uma pena de sete meses por lesão corporal leve contra a mãe de João Roberto, Alessandra Amorim Soares e o irmão Vinicius Amorim, na época com 9 meses.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Projeto proíbe demissão de marido de grávida


ANA LUÍSA WESTPHALEN - Agencia Estado

SÃO PAULO - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou hoje projeto de lei que proíbe a demissão sem justa causa do trabalhador cuja esposa ou companheira esteja grávida. O período vale a partir da concepção presumida, comprovada por laudo médico. Se aprovada, a lei não se aplicará ao profissional contratado por período determinado.De acordo com o Projeto de Lei 3829/97, de autoria do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o empregador que desrespeitar a norma deve pagar multa corresponde a 18 meses de remuneração ao empregado. A proposta segue para votação no Senado.De acordo com informações da Agência Câmara, originalmente o projeto concedia "estabilidade de emprego" ao trabalhador cuja mulher estivesse grávida. O termo foi retirado do texto, que passou a proibir a dispensa arbitrária ou sem justa causa.

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Semana passada fui surpreendida com essa notícia. Claro que existem funcionários que simplesmente não merecem tal benefício. Claro que existem funcionários que vão se aproveitar dessa situação. Claro.

Mas temos que pensar no macro e no quanto esta decisão coloca o pai como co-responsável pela criança desde a concepção. Isso parece óbvio, mas não é. Muitos homens não se sentem responsáveis pelo simples fato de que, teóricamente (e praticamente também), nada muda na vida do homem antes da criança nascer.

E temos uma maioria absoluta de cidadãos de baixa renda que abandonam suas mulheres por medo da responsabilidade. Se essa medida será um paliativo ao abandono dos lares pelos pais, eu não sei. Espero que seja, sim, um incentivo para que os homens sejam mais parceiros e mais antenados com suas responsabilidades diante da chegada de um filho. Planejados ou não.
Eles agora serão cada dia mais que provedores mas mantenedores em tudo aquilo que desde sempre deveria ser entendido como também parte dos afazeres masculinos, mas que para muitos homens, ainda não é. Mesmo em pleno século XXI !!

Medidas como essa, como a licença paternidade, a lei que permite a presença do pai na sala de parto e outras que ainda podemos sugerir são grandes avanços para o universo masculino. Nós, mulheres, nos transformamos demais enquanto homens muitos homens ficaram perdidos em seus papéis na sociedade diante de mulheres que trabalham e que não ficam mais em casa cuidando dos filhos, sendo elas também, provedoras do lar. Acho até interessante (e triste) ver como os homens estão, no geral, demorando a se colocarem nesta nova realidade. E não tenho pena, eles que se descubram porque se acostumaram bem fácil a ter mulher provendo dentro de casa. Só não se acostumam a também dividir a responsabilidade da manutenção do lar com todas as tarefas domésticas que isso implica. Afinal, nós mulheres não tivemos que nos adaptar às várias mudanças ocorridas na história? Tivemos e ninguém teve pena de nós. E isso não é feminismo, não. Isso é um "acorda, mané, que agora você tem mulher e filho, se acostume que isso implica em muito mais que trazer arroz e feijão prá casa. Pode começar trocando aquela fralda suja, ali!"
Por outro lado, é uma medida extremamente paternalista e que pode prejudicar muitas empresas e até muitos trabalhadores. Há que se debater muito para o caso do Senado vir a aprovar o projeto de lei. Já estou vendo maridos de mulheres grávidas não arrumarem empregos. Em outros países como os Estados Unidos, que eu saiba, não tem nada disso. Nossa lei trabalhista ainda é muito assistencialista em muitos aspectos. Bom pro trabalhador, a princípio, é. Mas se formos olhar as entranhas da realidade veremos as mulheres sendo discriminadas pela licença maternidade, por exemplo. Eu não sei. Ainda não tenho opinião formada se essa estabilidade é bom ou ruim para a sociedade como um todo.
Até porque acho estabilidade um "câncer" em todos os aspectos. Quem têm méritos não precisa dela. Quem só está empregado por causa dela, dificilmente tem méritos para que a mereça.


________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Presentes Ecológicos

Jornal do Comércio - 01 de dezembro de 2008



Produtos com proposta educativa ganham espaço

O que começou com uma proposta de discussão sobre assuntos que vão influenciar no futuro das crianças - como violência, consumo consciente, educação, saúde - tomou uma dimensão bem maior. Ana Cláudia Bessa passou a compartilhar sua angústia com essas questões em um blog que foi criado logo que o Brasil ficou chocado com a morte do menino João Hélio, arrastado por quilômetros ao ter ficado preso ao cinto de segurança do carro que foi levado por assaltantes. "Fiquei mexida e pensando: e se fosse comigo?"

Do blog que tem paticipação de internautas de todos os cantos do País, veio a idéia de dar mais um passo: criar produtos educativos que possibilitassem renda a cooperativas e comunidades carentes. Assim nasceu a marca Futuro do Presente, com produtos 100% ecológicos. Camisetas com estampas educativas e ecológicas que têm o objetivo de levar as pessoas à reflexão sobre o mundo que elas estão deixando para seus fihos.

Por isso, a preocupação com os produttos se dá em toda a linha de produção. A malha, feita com garrafas PET recicladas, foi escolhida como matéria-prima para as camisetas. Para as bolsas ecológicas, a juta ganhou destaque. O material, de fácil cultivo, é responsável pelo sustento de mais de 50 mil famílias. O único ponto negativo, segundo Ana Cláudia, é o preço final, que ainda fica acima da média dos produtos tradicionais.

fonte: Jornal do Comércio, 01 de dezembro de 2008
Matéria de Cristine Pires, a quem agradecemos o carinho e a atenção que nos dedicou.

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E por falar em preços, temos modelos em promoção! Não percam! Só até dia 08 de Dezembro! Clique nos links para vê-las!

Futuro do Presente

Plantando que se Recebe

Minha Camisa é de PET

Qual Brasil você vai deixar para mim?



terça-feira, 18 de novembro de 2008

Em que século estamos?

Tem coisas na vida que não envoluem.

Guarda-chuva, por exemplo, continua sendo aquele negócio chinfrin, difícil de carregar e que somente não molha o topo da nossa cabeça - dali pra baixo molha tudo. E que nunca está com a gente quando a gente precisa. E já comprei caros e baratos - não importa, são uma porcaria.

Ontem, quem mora na cidade do Rio e na região metropolitana foi "surpreendido" por uma tempestade de chuva e vento como há muito não se via.

Aqui na minha região, começou a chover umas 16:50h. Um pouco antes de eu ter que sair de casa. E quandoi saí, peguei o início da chuva e confiante que estava, mantive meus planos e em menos de 5 minutos, estava com água acima das rodas do carro, lutando para que ele não parasse de funcionar em plena enchente. Lutador que é, ele resistiu até o último segundo e morreu literalmente na praia, final de um bolsão de água que eu entrei sem nem perceber, devido á péssima visibilidade por causa do volume de chuva.

Ligo o alerta e sinto a água começando a bater no fundo do carro. Para meu desespero, como estava na pista auxiliar (e devo dar graças aos céus por isso, já que a via central está imprensada entre meio-fios e virou literalmente uma piscina de onde eu não sairia como toda certeza, a não ser, rebocada e com o carro cheio de água), começaram a passar os ônibus que seguiam sem pena e jogavam tanta água por cima e por baixo do carro, que eu pensava que ele ia sair dali flutuando...

Primeira coisa: ligar pro marido.
Segunda, ficar calma...exatamente nesta ordem...rs...

Eu confirmo com ele que não devo ficar tentando desesperadamente ligar o carro, ele ainda me dá outras dicas, um breve esporro...rs... e desligo o telefone deixando-o no centro do Rio, em pleno temporal, vendo ratos e baratas sairem dos bueiros, correndo para cima dos pedestres e correndo em direção às lojas que fechavam suas portas correndo, mais por medo dos ratos que das águas...


Depois de uns 10 minutos, 3 ou 4 ônibus passando e muita reza forte, consigo religar o carro e vou pro lugar mais perto e seguro que encontrei e lá permaneci por mais de 1 hora, esperando a chuva acalmar e a água baixar. Como era de se esperar, ao final, era um festival de carros enguiçados, lama, ruas alagadas, casas, empresas. Minha casa fica numa rua em aclive, portanto, temos uma proteção a mais mas temos um poste quase caindo para resolver.

As calhas dos telhados transbordavam de tanta água, bueiros viraram chafarizes e suas tampas flutuavam podendo ocasionar sérios acidentes. Uma família amiga ficou com o carro enguiçado um pouco antes do ponto onde fiquei e o carro deles não voltou a ligar, estava uma piscina literalmente por dentro. Tentei levá-los para casa mas só consegui ir até certo ponto, de onde eles seguiram a pé.

Foi realmente uma chuva e ventos que há muito não se via por aqui. E me lembro, que ouvi alguma previsão na TV que falava de tempestade. Mas a minha pergunta que não quer calar é:
Como uma chuva, ou mesmo tempestade, tão atípica como esta é avisada assim, como se fosse uma simples tempestade?
Ninguém detectou que essa seria mais forte?
Não merecia um alerta?
Nosso sistema de meteorologia já melhorou muito em relação à minha infância quando davam previsões completamente opostas aos acontecimentos mas gostaria de entender como, em pleno século XXI , somo surpreendidos por chuvas.

Nos Estados Unidos, e a Cris me corrija se eu estiver errada, a previsão do tempo é constantemente anunciada aos americanos para que eles se previnam quanto a neve, ventos, tempestades, etc. Claro que lá, existem fenômenos e alterações meteorológicas muito mais frequentes e intensas do que aqui mas será que não fazemos o mesmo por despreparo ou por descaso? E eu não estou mencionando a falta de estrutura e escoamento de água, porque isso é assunto para outra postagem.

Até quando pessoas morrerão, famílias perderão suas casas, empresas perderão suas sedes por causa de uma chuva que pode muito bem ser antecipada em grau, velocidade e momento em que vai acontecer?

Será que meteorologia no Brasil é como o guarda-chuva que não evolui?
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
(PS: tentei fazer uma breve revisão mas se tiver algum errro de português ou frase sem sentido, me perdoem, estou morta de cansaço e sono. ô, dia...)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Com novos produtos, país vive boom do PET reciclado

22/08/2008
por Dayane Cunha
Fonte: http://www.revistasustentabilidade.com.br/

Embora ainda sejam reutilizadas para confecção de porta-canetas, brinquedos de sucata ou vaso de plantas, as garrafas de PET começam também a virar matéria-prima para a confecção de tintas, adesivos industriais, roupas e acessórios, gerando uma corrida pela garrafa descartada, cujo valor de mercado já dobrou nos últimos 10 meses.

Tanto os setores que mais utilizam o PET - um plástico totalmente reciclável chamado politereftalato de etila - como fabricantes de refrigerantes, quanto as indústrias que utilizam o material reciclado, como a têxtil, e até o setor varejista, comemoram o aumento da reciclagem de PET, porque demonstram que suas atividades podem tornar-se menos danosas ao meio ambiente.

No entanto, são os catadores os verdadeiros responsáveis por grande parte do boom do pet.
As cerca de 300 mil pessoas que puxam os carrinhos nas ruas brasileiras ou que reviram o lixo nos lixões, tornaram-se um elo importante da cadeia por falta de políticas públicas estaduais e municipais que incentivem a reciclagem, e por falta de uma lei nacional que regule a produção de resíduos. Andando de porta em porta nas cidades brasileiras, estes trabalhadores recolhem o material e vendem para os ferros-velhos, tirando do PET parte de suas rendas, em média, de um salário mínimo.

O resultado desta atividade, a maioria informal, garantiu ao Brasil o segundo lugar do mundo na reciclagem de PET, perdendo apenas para o Japão. Em 2006, 51,3% do PET consumido no Brasil voltou ao mercado por meio de reciclagem, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), que estima que em 2007 este índice tenha chegado a 53% e que este ano deve continuar crescendo, podendo atingir futuramente os níveis de reciclagem de latas alumínio, que, com forte demanda industrial, chega acima de 90% de reciclagem pós-consumo .Mesmo com a falta da vontade politica para organizar o mercado, atrás da demanda por PET usado existe uma mistura de inovação tecnológica e regulamentação pontual do mercado que permitiu novos usos para o PET reciclado.Segundo o responsável pela comercialização dos materiais recicláveis da Rede CataSampa (rede de cooperativas de catadores do estado de São Paulo), Marcos Antonio de Lima, a procura pelo Pet aumentou para a confecção de novos produtos.

Além disso, a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em março deste ano, do uso de pet reciclado para produção de embalagens para alimentos também movimentou o mercado, embora as empresas ainda não tenham conseguido a aprovação para utilizá-lo em alimentos, segundo o responsável pela área de relações com o mercado da Abipet, Hermes Cortesini. A principal exigência para o uso do polímero é o registro do produto na Anvisa e rotulagem do produto reciclado.

Outros fatores importantes também contribuíram para a valorização do material, entre eles, a mobilização dos fabricantes de PET, que não querem ver seus negócios diminuírem com as campanhas contra os plásticos. No caso do PET, recentemente ocorreram várias manifestações, principalmente, no exterior contra as garrafas de água, e campanhas a favor da "água de torneira" foram feitas.Nesta conjuntura, a Coca-Cola anunciou em fevereiro a construção de uma usina de reciclagem de PET no Brasil, como já fez em diversos países. A unidade deve começar a operar até o final do ano. Enquanto a rede de hipermercados Wal-Mart lançou um cobertor feito de PET reciclado no início do ano.E é exatamente a reciclagem do material para a confecção de tecido que, no entanto, demonstra ser um dos principais fatores para o aumento do valor do PET e a indicação de que já falta material no mercado.

Em 2006, a indústria têxtil já consumia 40% do PET reciclado. E segundo estimativas da Abipet, divulgadas no Jornal do Comércio, este número alcançou metade do volume reciclado.Embora sejam mais caras que as roupas feitas somente de algodão, o setor está otimista. Segundo Ana Cláudia Bessa, da empresa de confecção de roupas Futuro do Presente, que entrou no mercado no final do ano passado, a demanda por roupas feitas com PET reciclado tem aumentado pela necessidade de mudança de hábitos."Precisamos mudar nossos hábitos de consumo e buscar produtos que tenham origem reciclada", disse, apontando que uma das motivações para entrar no setor foi a sua própria consciência ambiental. "Tudo neste projeto é voltado para o futuro dos nossos filhos. Precisamos mudar nossos hábitos e nos conscientizar de que somos responsáveis não só por eles mas pelo futuro que vamos deixar para eles".Ela conta que seu produto além de já agregar valor por ser feito com material reciclado, auxilia na educação ambiental, tanto dos pais, consumidores do presente, como das crianças, as consumidoras no futuro.

Para a fabricação do tecido, o PET é moído, lavado, e fica em estado de resina. A partir de então, são feitos os fios de poliéster, que serão misturados ao algodão para a produção dos novelos.Ainda que a consciência ambiental e a preservação dos recursos naturais sejam pontos primordiais na questão, a lucratividade do novo negócio ainda é importante. Segundo apuração da Revista Sustentabilidade, uma camiseta de 50% de PET reciclado custa entre R$25 e R$30.VOLTANDO AOs CATADORESDonizete Casemiro Marques, catador na Zona Leste da capital paulista, está vivendo o boom do PET, que segundo ele, começou no início de 2008."No começo do ano o PET valia R$ 0,30 [por quilo] e agora está valendo, em média, R$ 0,60", afirmou à Revista Sustentabilidade, enquanto fazia a separação dos materiais em um lixeira de um condomínio.Conseqüência do aumento da demanda, que também refletiu no preço pago aos catadores, é a separação do PET dos outros plásticos. Marques contou que até o ano passado, muitos ferros-velhos compravam PET com outros plásticos, em média a R$ 0,30. A medida que os ferros velhos começaram a pagar mais pelo PET separado, os catadores mesmos começaram a fazer um atriagem prévia do material.Para receber R$0,60, Marques tem que juntar cerca de 20 garrafas.Ele, no entanto, suspeita que os ferros-velhos já estão vendendo o quilo do PET a um preço que pode ser o dobro do recebe. "Talvez até mais que o dobro", especula, "pois os ferros-velhos podem acumular quantidades grandes a custos baixos e, revendem para indústrias que recolhem o material no local".

Uma das razões por esta discrepância entre o preço recebido das indústrias pelos ferros-velhos e o preço pago ao catadores é falta de escala, pois muitos catadores trabalham isoladamente.Para Hermes Cortesini, responsável pela área de relações com o mercado da Abipet, em entrevista à Revista Sustentabilidade, o cooperativismo pode dar mais poder de barganha para os catadores, o que indica que não é apenas uma exploração dos catadores, como alegam muitos trabalhadores de rua."Esta não é uma postura generalizada já que existem muitos sucateiros que não fazem esta exploração do catador", defendeu. "E também existe o catador que se recusa a trabalhar em cooperativas".

Cortesini explicou também que o preço recebido na venda do PET pelos ferros velhos às indústrias depende muito do tipo de ferro-velho. Algumas já trituram o material e outras o vendem inteiro para as grandes indústrias, assim, o preço varia entre R$ 0,80 e 1,30.Confirmando esta avaliação, segundo Lima, da Catasampa, nas cooperativas de catadores o preço é parecido com as empresas de sucata, cerca de R$ 1,25.Preço que a empresa Litoral Limpo, localizada no litoral paulista, consegue. Ela vende por R$ 1,25 o quilo quando tem que transportar o material até a indústria. Quando o material é retirado pelo comprador, o preço cai.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Classe A vacina menos seus filhos


A reportagem é do jornal O Estado de S. Paulo, foi publicada sexta-feira, dia 03/10/2008 e participei dando um depoimento sobre o assunto.


No Sudeste, somente 68,9% dos bebês receberam todas as doses, diz estudo inédito; meta era atingir 95%
Fabiane Leite


Levantamento inédito realizado em todas as capitais revelou que na Região Sudeste do País menos de 70% das crianças com 18 meses de famílias da classe A receberam todas as doses de vacinas do calendário oficial, que combatem doenças como tuberculose, meningite, hepatite B, paralisia infantil e sarampo.


O índice de 68,9% de cobertura vacinal verificado no estrato mais rico e escolarizado da população dessa região ficou muito abaixo da meta de 95% de cobertura, segundo o Inquérito de Cobertura Vacinal, coordenado por pesquisadores do Centro de Estudos Augusto Leopoldo Ayrosa Galvão, da Santa Casa de São Paulo, e financiado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Pan-Americana. O trabalho iniciado em 2007 foi apresentado na semana passada, durante o Congresso Brasileiro de Epidemiologia, em Porto Alegre (RS), e é resultado da avaliação das carteiras de vacinação de 17.749 crianças no País.


O estudo, obtido com exclusividade pelo Estado, é considerado por especialistas uma das iniciativas mais importantes para o Programa Nacional de Imunização, por trazer dados reais das carteirinhas, considerados menos sujeitos a erros do que as estatísticas sobre vacinas feitas pelos governos e por clínicas privadas.


No geral, a cobertura das vacinas do calendário básico da criança foi de 81% no País. O estudo revelou ainda que Curitiba (PR) teve a melhor cobertura vacinal para crianças de todas as classes, 98%, situação oposta à de Macapá (AP) e do Recife (PE), que registraram as piores coberturas, no patamar dos 60%.


São Paulo e Rio também registraram coberturas que não são satisfatórias, segundo os pesquisadores: 83% e 75%, respectivamente. A margem de erro da pesquisa é de 2 a 3 pontos porcentuais.


Outro dado de destaque foram os baixos índices de cobertura da vacina contra a hepatite B, que registrou os piores resultados no País.


Coberturas heterogêneas de vacinas prejudicam o controle de doenças infecciosas e trazem o risco de reintrodução de males erradicados, como a poliomielite. O estudo, no entanto, comprovou a importância do Programa Nacional de Imunização, pois a maioria das crianças vacinadas recebeu os imunizantes pela rede pública.


DADOS INTRIGANTES
A parte qualitativa da pesquisa, que está em andamento, servirá para a busca de explicações para dados que intrigam os pesquisadores, como as baixas taxas de cobertura nas classes mais abastadas do Sudeste, onde as diferenças em relação a outros estratos sociais são mais significativas. No conjunto do País, a cobertura dos mais ricos e escolarizados também foi a pior.
Entre as explicações, cogitam os pesquisadores, estariam o medo dos pais de que as crianças sofram as raras reações adversas às vacinas.


"Uma das lições que já tiramos disso é que não podemos ter um discurso homogêneo ao falar da necessidade das vacinas. A grande massa é atingida nas campanhas, só que há setores da população que não atingimos e necessitam de uma divulgação mais técnica. É preciso montar uma estratégia para isso", disse o epidemiologista José Cássio de Moraes, que coordenou o estudo.


Outra hipótese aventada pelos pesquisadores são as restrições à vacinação recomendadas por médicos que seguem especialidades médicas não hegemônicas, como a homeopatia. Representantes dos homeopatas negam.


Segundo Moraes, o estrato A do Sudeste corresponde às crianças de famílias cujos chefes possuem renda mensal de 20 salários mínimos ou mais, e 17 anos ou mais de escolaridade. Os pesquisadores chegaram até as crianças com base em dados do Censo 2000. Os setores censitários de cada capital foram estratificados segundo as condições socioeconômicas, e depois os pesquisadores foram às casas verificar as carteiras.


O problema da irregularidade das coberturas nas capitais já vinha sendo apontado nos dados colhidos pelo próprio ministério, mas novos números foram trazidos pela pesquisa.


Para o especialista, os resultados de capitais que tiveram coberturas ruins mostram a necessidade de os prefeitos, responsáveis pela execução de estratégias e programas de imunização, melhorarem seus serviços. "Mas é um momento complicado, de eleição, e os prefeitos talvez não estejam interessados nisso", diz o pesquisador.


O levantamento também destaca que a vacina contra a poliomielite (paralisia infantil) foi a que registrou as melhores coberturas, situação oposta à da vacina contra a hepatite B.


"A vacina contra a hepatite B registrou a menor cobertura e as maiores taxas de abandono, ou seja, a criança não recebeu a 3ª dose." Segundo Moraes, já há estudos em curso para que a vacina contra a hepatite B seja administrada junto com a tetravalente (contra difteria, tétano, coqueluche e meningite). "Seria uma vacina pentavalente." O ministério informou que não comentaria os resultados apresentados. Já a Prefeitura de São Paulo disse desconhecer a avaliação. Procurada, a prefeitura do Recife não se manifestou.



Ana Claudia e Nereide fazem parte do grupo de melhor escolaridade e renda que questiona a necessidade das vacinas do calendário infantil.
"Não acredito em um mundo sem doenças. Não me deixo levar pelo pânico", diz Ana Claudia Bessa, química de 34 anos que vive em Niterói e optou por não dar vacina contra o rotavírus aos filhos - incluída recentemente no calendário. "Já mandei e-mails aos órgãos de saúde perguntando sobre riscos e nunca obtive resposta. Não há esclarecimentos, a não ser os de praxe, feitos pelos próprios laboratórios. Eles, por interesses óbvios, recomendam a vacina."
A publicitária Nereide Aparecida Tavares, de 65 anos, também optou, há mais de 40 anos, por não dar parte das vacinas aos seus filhos, como a de sarampo, quando descobriu a homeopatia. O epidemiologista José Cássio de Moraes defende que haja mais informação sobre a segurança das vacinas.


Presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, o infectologista Vicente Amato Neto destaca que os benefícios das vacinas do calendário infantil oficial - comprovados pela queda e eliminação de doenças infecciosas, como a paralisia infantil - são muito maiores do que possíveis riscos.
"O Brasil tem cada vez mais se preocupado também com com os efeitos adversos, há mais atenção, mas se considerarmos todas as estratégias de prevenção, em diferentes áreas, a vacinação é a de maior sucesso", disse. "O inquérito de cobertura é de extrema importância por levar em consideração os dados das carteiras, e não os administrativos."
O presidente da Associação Paulista de Homeopatia, Ariovaldo Ribeiro Filho, ressaltou que a especialidade médica recomenda a vacinação definida pelo calendário oficial e que não questiona as vacinas.
No entanto, lembra Ribeiro Filho, homeopatas e alopatas têm autonomia para - com o paciente, e avaliando riscos e benefícios - decidir sobre a administração ou não de determinadas vacinas segundo as condições clínicas do paciente.
O Ministério da Saúde decidiu revisar a cobertura de vacinas do calendário básico da criança por causa de possíveis falhas no Programa Nacional de Imunizações, que completou 35 anos neste ano, sob elogios da Organização Mundial da Saúde (OMS). O último relatório sobre coberturas vacinais, divulgado em maio do ano passado, antes do início da avaliação, dizia que, apesar de o País, em geral, ter índices satisfatórios de cobertura vacinal, havia déficits localizados que poderiam trazer riscos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Notícias Importantes




Estima-se que a cada ano nasçam no Brasil 1.200 crianças com catarata congênita, doença que, sem tratamento adequado, pode levar à cegueira. O Instituto Catarata Infantil(ICI) atende gratuitamente crianças de baixa renda que possuam a doença. Dra. Andréa Zin, Diretora Técnica do ICI, fala sobre o trabalho e as ações realizadas.Leia.


Convênio inédito garantirá empregos para Deficientes Intelectuais

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo está celebrando nesta quinta-feira, 16 de outubro, às 15 horas, parceria com o Instituto Olga Kos de Inclusão Cultural para organizar e realizar a primeira seleção pública no Brasil para o preenchimento de vagas de emprego no CRECI-SP por pessoas com deficiência intelectual. A idéia inovadora tem como objetivo promover a inclusão no mercado de trabalho e a geração de renda para pessoas com deficiência intelectual, através de ações direcionadas. Caberá ao Instituto Olga Kos auxiliar a equipe do CRECI-SP na elaboração do edital de seleção pública, confeccionar os testes, além de ministrar as orientações necessárias aos funcionários da entidade para que saibam como proceder na recepção dos candidatos. Já o CRECI-SP, ficará responsável pelo processo seletivo e a contratação dos aprovados. Mais informações:

Sonia Servilheira e Chrystiane Saggese
Fones: 11-3886.4927 / 4929
Imprensa – CRECI-SP

Alfredo Souza
Fones: 11-3101.5077 / 4118 e 9954.6684
Imprensa – Instituto Olga Kos


Denúncia: água consumida em Caetité (BA)está contaminada por urânio
Após oito meses de investigação, o Greenpeace encontrou contaminação radioativa em amostras de água usada para consumo humano, coletadas na área de influência direta da mineração de urânio no município de Caetité, na Bahia (BA). A mina e uma unidade de beneficiamento de urânio são gerenciadas pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A denúncia, que demonstra que a geração de energia nuclear é perigosa e poluente desde a sua origem, faz parte do relatório Ciclo do Perigo - Impactos da Produção de Combustível Nuclear no Brasil, que o Greenpeace lançou nesta quinta-feira (16/10) em São Paulo.
O Greenpeace e entidades sociais e ambientais da Bahia encaminharam a denúncia ao Ministério Público Federal da Bahia, exigindo a realização de investigação independente sobre a fonte e extensão da contaminação, bem como as condições de operação da INB e o cumprimento das condicionantes dispostas no licenciamento ambiental. A organização também solicitou ao INGA – Instituto de Gestão das Águas, do governo da Bahia, que suspenda as outorgas de água concedidas à INB até que a contaminação seja solucionada.

Para ler a íntegra do relatório, acesse o link:
http://www.greenpeace.org/brasil/documentos/nuclear/ciclo-do-perigo

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Professor defende punição severa a aluno, diz pesquisa

25/09/2008 - 08h38
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u448687.shtml
FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S.Paulo

Os professores brasileiros querem punições mais duras aos alunos, na busca por disciplina, aponta um pesquisa nacional feita pela Organização dos Estados Ibero-americanos e pela Fundação SM. Chegam, inclusive, a defender a expulsão de estudantes.

As conclusões estão presentes no estudo "A Qualidade da Educação Sob o Olhar dos Professores", que entrevistou 8.773 docentes da educação básica no país e que será apresentado hoje, em São Paulo.

Do total, 83% defenderam medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, índice que chega a 94% se analisada apenas a rede pública.

O estudo não detalha o que são "medidas mais duras", mas outra questão apresentada indica uma possibilidade: 67,4% disseram que deveria chegar a haver expulsão de alunos.

"As escolas brasileiras são espaços desorganizados, pouco propiciadores de um ambiente facilitador para estudo e reflexão. Isso se deve a problemas de comportamento dos alunos e a problemas de gestão e organização [das escolas]", disse Maria Malta Campos, que coordenou o trabalho, ao citar o que pode influenciar na posição dos docentes.

Campos afirma que é contra a expulsão de alunos. "Muitos fatores precisam ser superados, mais abrangentes do que simples medidas punitivas."

Educadores afirmam que um dos principais problemas nas escolas, principalmente das públicas, é a falta de regras claras. Nos regimentos, por exemplo, existe a possibilidade de expulsão, mas ela é pouco aplicada.

"Somos agredidos verbalmente pelos alunos diariamente. Não há mecanismo para impedir indisciplina. O professor e a supervisão conversam com alunos e pais, mas não adianta", disse Ricardo Pinto, 41, que leciona história na rede estadual e municipal de São Paulo.

"Em tese, sou contra a expulsão, mas não tem outro jeito. Um aluno indisciplinado prejudica outros 40", completou.

O presidente da CNTE (confederação que representa os profissionais da educação), Roberto Franklin de Leão, diz que a pesquisa mostra "um pedido de socorro" dos professores.

"Estamos abandonados pelo Estado, sem condições adequadas de trabalho. Não há, por exemplo, ajuda psicológica para os alunos e os educadores."

Presidente do Consed (conselho de secretários estaduais de Educação), Dorinha Seabra Rezende diz que, para tentar atenuar o problema da indisciplina, o conselho tem feito capacitação de diretores para melhorar a gestão das escolas.

"Vivemos uma época em que não há limites para nada", disse o pesquisador da Universidade de Brasília, Wanderley Codo. "A expulsão é necessária em alguns casos, como exemplo."

Já a presidente da Apaesp (associação de pais e alunos da rede estadual de SP), Hebe Tolosa, diz que "não se pode expulsar essas crianças, elas também precisam de socorro, de ajuda psicológica do Estado".

Leia mais

1 em cada 4 docentes estaduais de Campinas foi alvo de violência
Alunos colam professora na cadeira em escola de Campinas (SP)

sábado, 27 de setembro de 2008

Estamos no blog camp rio!

Direto do front!!!
Só vim aqui escrever porque é legal a conectividade, né? Depois conto tudo!

O espaço NAVE é muito bacana e os debates que estão rolando nas arenas, são muito bons.
Me sinto um pouco perdida porque tem muita gente profissional e acredito que muitos , como eu, não são profissionais da área. Blogueiro, não necessáriamente é profissional. Eu me sinto amadora, no sentido literal da palavra...amor.
Faço e mantenho o blog porque amo ter este espaço para conversar e trocar idéias a respeito das coisas que me perturbam no futuro que vou deixar para nossos filhos. Ou para as crianças em geral.

Hoje vim aqui aprender mais porque acredito que sempre podemos fazer melhor.
Não tenho intuito de me profissionalizar nisso, mas quem disse que não posso ter um padrão profissional mesmo sendo uma amadora?

Tive que liberar o marido e as crianças, que vieram comigo na parte da manhã.
Depois do almoço fiquei sozinha, e como é minha primeira vez num evento como este, me sinto bastante inibida...rs... tem gente que acha que sou cara-de-pau.... ás vezes, sou...rs...
`as vezes não sou, ainda mais em ambientes que não domino...
e aqui, definitivamente...não domino....rs...

Depois conto mais!
e não liguem pros erros de portugu\~es, os debates recomeçaram e vou ter que ir sem revisar...
Beijos! fui!

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Tá dominado, tá tudo dominado!...rs

Amigos, grande novidade!
A partir de hoje nosso blog tem um domínio.


Agora fica mais fácil achar a gente do que naquele endereço com blogspot...
Todo mundo que eu falava, perguntava, wwwblog o quê? rs..rs...rs...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Orgulho Olímpico?

Infelizmente, eu não fiquei contente com o resultado das Olimpíadas. Para mim, foi um fiasco. Um retrato fiel do esporte brasileiro: sem patrocínio, sem recurso, sem investimento e sem apoio federal.

O que tem os atletas americanos que nós não temos? E os chineses? Talento?
Somos desprovidos de talentos?
É óbvio que não.

Atleta, para se dedicar ao esporte, precisa viver disso e para isso, é preciso bons patrocínios (para pagar técnicos, locais de treinamento, alimentação, e salário para o atleta). Patrocínio não é só uniforme com a marca da empresa estampada na camisa.

Nossos grandes atletas jogam e treinam lá fora.
Vide o futebol, onde somos uma fábrica de talentos. Onde estão nossos melhores jogadores, mesmo? E os outros excelentes que ainda estão aqui, estão querendo ficar?

Tem gente que analisa por um lado e vê essa Olimpíada como a melhor porque tivemos esportes nunca antes premiados, porque tivemos destaque com atletas femininas, porque isso, porque aquilo. Mas o fato é que se formos nesse ritmo, estaremos ainda amargando muitos anos com estes resultados ruins. E teremos mais e mais atletas lá fora, treinando e até se naturalizando para representar outros países. E quem vai atirar a primeira pedra?

Fico muito feliz pelos vencedores brasileiros, eles merecem toda a nossa admiração.
São verdadeiros heróis da resistência neste país sem base que somos. E aos que não venceram, devemos parabenizar também, porque ser destaque olímpico representando o Brasil é muita pressão e nem sempre a gente aguenta o compromisso de não poder errar porque tem um país inteiro querendo (e precisando) ter esse motivo de orgulho. Acho muito mais fácil um amerciano ser campeão porque não tem essa pressão de carregar o país nas costas e ainda ter a consciência de que teve acesso aos melhores incentivos para se preparar para aquele momento. Estar preparado é uma segurança e tanto!

Diego Hipólito cai e pede desculpas porque porque perdeu a oportunidade de subir ao pódio como favorito que era. Ele não tem nada que se desculpar. Que se desculpem esse políticos desgraçados que roubam e desviam nossos impostos obrigando um lutador a esperar por 10 anos para fazer um exame de faixa preta por falta de dinheiro! Que obrigam atletas a correrem descalços em seus treinamentos!

A prova está nas declarações do Cielo, logo abaixo, medalhista brasileiro em 2008 sobre o que representou a CBDA na sua preparação. Seu depoimento é revoltante se pensarmos no que esse atleta fabuloso aguentou para chegar até a sua medalha.

E, que me desculpem os entusiasmados, nosso país não tem do que se orgulhar no esporte porque quem ganha muito não defende nossa bandeira com paixão e dedicação(vide os péssimos resultados da seleção brasileira de futebol) e quem não ganha, até que tenta, mas o nosso país não deixa!

E assim como o Pan, as Olimpíadas que vieram serão nada mais que um celeiro de obras superfaturadas, que atrasam propositadamente para justificar mais e maiores gastos.
Vergonha, vergonha, vergonha!
________________________________________________________________________________
Ana Cláudia Bessa

"meus pais trabalham e tiveram que bancar tudo"

02/09/2008 - 18h12
Cielo desabafa e pede para não associar ouro olímpico à CBDA
Fernanda Brambilla-Em São Paulo

O nadador campeão olímpico Cesar Cielo compareceu nesta terça-feira ao Corinthians para prestigiar os colegas que disputam o Troféu Jose Finkel de natação. O atual recordista olímpico dos 50 m fez um desabafo à imprensa e disse que não quer associar a sua conquista em Pequim à CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos).Cielo criticou a postura dos dirigentes e reclamou de promessas não cumpridas.

Campeão olímpico dos 50 m livre pediu que medalha não seja associada à CBDA:
"Não estou associando a minha conquista à CBDA, porque a Confederação pouco teve a ver com ela", disparou o nadador. "As pessoas vêem a festa depois da medalha na TV, mas a realidade é outra e é brutal", disse Cielo. "Eles vão ter que me agüentar. Vou ser campeão olímpico pelos próximos quatro anos. Pensando bem, ainda bem que veio essa medalha, viu?

" A rusga de Cielo com a CBDA teve seu ápice neste ano, quando alguns atletas foram se encontrar com o presidente Lula em evento promocional antes dos Jogos Olímpicos, na mesma época da renovação do patrocínio da Confederação com os Correios.

Cielo não compareceu porque estava treinando em Auburn (Estados Unidos), atitude bastante criticada pela cúpula da CBDA. "Na época o Coaracy [Nunes, presidente da CBDA] ficou ligando para os meus pais e queria que eu largasse tudo para ir ao evento", reclamou o nadador, que manteve a decisão de não ir.

O conflito entre as duas partes teve início em 2006, quando Cielo decidiu deixar o Clube Pinheiros para treinar em Auburn, cidadezinha do Alabama (EUA). À época, a CBDA cortou o patrocínio em represália à atitude do atleta. "Eles ficaram loucos quando eu decidi ir treinar fora. E quando eu não vim para o Troféu Maria Lenk antes do Pan, foi outra chuva de reclamação. E olha que eu nem tinha mais patrocínio. Mas tive que escutar...", lembra Cielo. "A Confederação é assim. Quando está descontente, liga para os meus pais cobrando, liga pra mim. Eu nunca vi dirigente ligar para atleta para reclamar. Até meu técnico (Brett Hawke) comentou que era uma atitude estranha."No ano seguinte, o patrocínio voltou à época dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. "Ah, eles foram obrigados a voltar a me patrocinar, né?", afirmou o nadador. O nadador conta que dependeu do pai para bancar sua preparação olímpica. "É difícil falar assim porque meus pais trabalham e tiveram que bancar tudo. Nem os ingressos que prometeram aos meus pais foram dados. Minha mãe perdeu a final dos 100 m livre.

"O único dirigente que escapou das críticas de Cielo foi o coordenador técnico Ricardo de Moura, que ajudou o nadador a levar seu técnico, o australiano Brett Hawke, junto à delegação da natação brasileira, o que gerou críticas da cúpula da CBDA, que não achava justo ter um técnico não brasileiro na equipe. César Cielo disse que voltará aos treinos nesta segunda-feira no Pinheiros, onde deve ficar até o fim do ano.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

"Não haverá mudanças sem nós."

VEJAM ESTE TRISTE E INCRÍVEL EPISÓDIO ACONTECIDO NO MÉXICO

03/09/2008
Mexicana captura sozinha os seqüestradores de seu filho
Maite Rico
Em Madri


O pesadelo de Isabel Miranda começou em 12 de julho de 2005, quando seu filho, Hugo Wallace, de 30 anos, não compareceu a um encontro familiar. As ligações para seu celular não tinham resposta. Sua casa estava vazia e em ordem. Na noite anterior, Hugo havia dito a uma amiga que ia ao cinema com uma "nova namorada". Ali foram em busca de pistas. O estacionamento estava vazio. Percorreram sem sucesso hospitais e centros de emergência. "Então fiquei louca", diz Isabel.

A Cidade do México encabeça os seqüestros no mundo, e Hugo era um próspero empresário: a família temeu o pior.Isabel conseguiu que a companhia telefônica lhe desse a lista de chamadas para o celular de seu filho. A última havia chegado às 21h20 de 11 de julho. Localizaram a antena e sobre um mapa dividiram os bairros em um raio de 6 km, a área de cobertura. "Meu sobrinho encontrou o carro de Hugo no bairro Insurgentes. Estava mal estacionado. Ao vê-lo, comecei a chorar."Um vigilante lhe disse que "uma mulher alta, bonita, de seios grandes" tinha estacionado ali. Morava em frente, na rua Perugino, 6, apartamento 4. Tocaram a campainha quando um menino saiu na portaria. "Agora não vão querer abrir, porque houve um problema, desceram com um rapaz ferido", disse. Espantada, Isabel chamou a polícia. "Em vez de ajudar, não nos deixaram entrar no edifício. Colocavam obstáculos para tudo, como se protegessem alguém.

"Nesse momento a vida dessa pedagoga de 58 anos mudou. Apresentou uma denúncia por seqüestro, deixou seu trabalho e se dedicou somente à busca do filho, com a ajuda de irmãos, sobrinhos e cunhados. Durante duas semanas vigiavam a casa em turnos de 12 horas. "Não sabíamos quem estávamos procurando. Pedi em vão uma ordem de busca. Um dia trocaram o carpete. Chamamos a polícia. Nunca veio."Nesse tempo falaram com os moradores, os coletores de lixo, a mulher da barraca de tortilhas... Conseguiram saber que nesse lugar vivia uma jovem e seu namorado, um sujeito mal-encarado que se gabava de ser da polícia. Ela era dançarina do grupo Clímax, do estado de Vera Cruz. Fazendo-se passar por secretária de uma empresa interessada em contratar o grupo, Isabel conseguiu os dados e a foto de seu alvo, Hilda González. E a localizou no outro lado do país, em Jalisco.

Isabel não largou mais sua presa, que pouco depois voltou à capital. Então a família Wallace tinha recebido uma foto de Hugo, jogado no chão e com os olhos vendados. Os seqüestradores exigiam 950 mil pesos.Isabel decidiu enviar para fora do México seu marido, um contador aposentado com problemas cardíacos, e sua outra filha. Não queria mais preocupações. A partir de Hilda, seguiu a meada e foi armando o quebra-cabeça. Disfarçada com perucas e enchimentos, rastreando, comprando vontades. "Aprendemos no ato, com criatividade", diz. Seu irmão e um advogado amigo foram seus escudeiros. Na semana seguinte identificaram o namorado de Hilda: César Freyre, policial do estado de Morelos.

Em novembro se interrompeu o contato com os seqüestradores. Em 10 de janeiro de 2006, depois de algumas tentativas fracassadas, a Polícia Federal finalmente deteve Hilda. Freyre caiu duas semanas depois. A própria Isabel o capturou. "Meu irmão e eu nos colocamos perto do restaurante onde trabalhava sua amante. Uma noite, ao acabar a jornada, ela pegou um táxi. A seguimos até onde César Freyre a esperava." Ao vê-los, Freyre sacou uma pistola, mas Isabel e seu irmão se jogaram em cima dele e o derrubaram. "Foi uma inconsciência. Não nos matou porque Deus é grande.

"A trama seria novelesca se não fosse pelo fato de que o corpo esquartejado de Hugo Wallace jaz hoje em algum lugar da cidade. "O mataram na mesma noite do seqüestro. Hilda confessou tudo. Meu filho ficou violento e o golpearam. Exageraram nos golpes." Lavaram o corpo e tiraram fotos para pedir o resgate. Depois o cortaram com uma serra elétrica e desceram os pedaços em sacos de lixo.Então, sim, a polícia revistou o apartamento da rua Perugino. Nele encontraram a carteira de motorista de Hugo e manchas de sangue do jovem. "Sete meses depois do seqüestro? Nós tínhamos encontrado a casa no dia seguinte!", suspira a mãe.

Tão aterrorizante quanto o panorama que oferecem as estatísticas de seqüestros no México: 564 em 2005; 608 em 2006, 789 em 2007, mais de 500 este ano. Esses são só os denunciados. Em termos reais, o número triplica. O México é hoje o primeiro país em seqüestros, acima do Iraque. Um país onde há 1.600 corpos policiais diferentes e descoordenados, e legislações diferentes nos estados. Onde 98% dos crimes ficam impunes e no qual morreram este ano 3 mil pessoas nas mãos do narcotráfico.A rotina de violência oferece tais episódios de brutalidade que ainda é capaz de horrorizar a sociedade mexicana, como a descoberta na última quinta-feira de 12 corpos decapitados em Yucatán. As autoridades informaram sobre a detenção de três suspeitos.

Com a descoberta das manchas de sangue de seu filho, o caso apenas começou para Isabel. Hilda deu os nomes dos cúmplices: Jacobo Tagle, Brenda Quevedo, os irmãos Alberto e Tony Castillo Cruz.Nessa época a capital mexicana ficou cheia de anúncios gigantes com os rostos dos membros do bando, sob a legenda de "seqüestrador e assassino" e uma recompensa em troca de informação. No verão de 2006, os rostos dos criminosos dividiam espaço com os retratos sorridentes dos candidatos presidenciais, em plena campanha eleitoral.Todos foram caindo, um a um. A pista de Brenda foi seguida até os EUA. O FBI a deteve em novembro passado no Kentucky. Agora está à espera da extradição. Só falta Jacobo Tagle. "Deve estar em Israel. Sua família é de lá e não há acordo de extradição."

"Nós fizemos todo o trabalho. Alguns funcionários me ajudaram, é verdade. A promotoria nos apoiou. Mas a polícia não fez nada", conta Isabel. Pelo caminho localizaram outras quatro vítimas de Freyre, que se somaram ao processo. Descobriu o cadáver de um comparsa do bando, assassinado por seus cúmplices. E revelou as conexões entre o grupo e agentes policiais de Morelos e da capital.Isabel enfrenta uma denúncia por tentativa de seqüestro e outra por "sujar o bom nome" de Freyre em anúncios espetaculares. Nada importante, comparado com a tentativa de atentado que sofreu há apenas dois meses, quando homens dispararam contra seu carro."Não vou parar até encontrar os restos de Hugo. E até ver Jacobo Tagle entre as grades." Hoje ela ajuda outras pessoas e dá conferências. E promoveu com outras organizações a grande marcha de ontem na capital, com dezenas de milhares de participantes. "Não é uma marcha a mais. É o início das mudanças de que precisamos. O que acontece conosco não é só problema das autoridades. Também tem a ver conosco como cidadãos.

" Outras 70 cidades do país e oito do exterior, entre elas Madri, também tiveram manifestações.Isabel mostra-se cética diante do recente Acordo pela Segurança assinado por todos os poderes do Estado. "Não creio no discurso político. Há oito anos dizem a mesma coisa. Não haverá mudanças sem nós." Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

El País

domingo, 7 de setembro de 2008

Uma perda irreparável para a nossa sociedade


Infelizmente, nós que sempre divulgamos as muitas atividades realizadas pelo MOVIMENTO GABRIELA SOU DA PAZ, informamos o falecimento na manhã de 05/09 de CLEYDE PRADO MAIA, mãe de Gabriela. Gabriela foi assassinada durante um assalto à estação do metrô no Rio e desde então, Cleyde foi incansável na luta pela condenação dos acusados pelo crime, combate ao crime organizado e na luta pela restauração da paz na cidade do Rio e em nossa sociedade como um todo. Cleyde não resistiu a um acidente vascular cerebral sofrido na manhã de quinta-feira. Cleyde encontrava-se em casa, quando sentiu-se mal, sendo levada por familiares a uma clínica próxima a sua casa e removida posteriormente para a Ênio Serra. Realizando o desejo de Cleyde (que encontrou muita dificuldade em doar os órgãos da filha) , vários órgãos foram doados. Ela com isso nos deixa mas um lindo exemplo de solidariedade e amor ao próximo.

Cleyde era uma pessoa sensacional e nos e-mails que troquei com ela, encontrei nela uma mulher forte, obstinada, educada e atenciosa. E meu último e-mail trocado com ela, não chegou a ser respondido, como ela sempre fazia. É uma perda que não podemos medir. Estou muito triste e não posso deixar de pensar no quâo próximo foi seu falecimento após a condenação dos assassinos de sua filha.......em Junho passado, menos de 3 meses atrás. Agora a incansável Cleyde, descansa.

O velório e cremação aconteceram ontem (06/09) no Cemitério Memorial do Carmo e suas cinzas serão jogadas na praia da Barra da Tijuca, como de sua filha Gabriela.

Ao Carlos Santiago - pai Gabriela e ex-marido de Cleyde e companheiro de luta no Movimento Gabriela Sou da Paz, deixamos nosso abraço, nosso pesar e nossa eterna admiração por essa sensacional mulher, ser humano e acima de tudo MÃE que foi Cleyde Prado Maia. Com certeza, ela está deixando um futuro melhor para todos nós e para nossos filhos!

Uma motociata estava sendo organizada por ela para dia 21 de setembro. Acredito que o evento acontecerá mesmo assim e será feita uma grande homenagem à Cleyde. Se você tem moto e dseja participar, procure maiores informações a respeito pela internet.

Visite: http://www.gabrielasoudapaz.org/ e www.gabrielasoudapaz.org/blog

Posts relacionados:
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http://ofuturodopresente.blogspot.com/2008/05/notcia.html
http://ofuturodopresente.blogspot.com/search?q=gabriela+paz

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Televisão demais faz mal à saúde e pode viciar


ANA PAULA DE OLIVEIRA
da Folha de S.Paulo

Para estudiosos da comunicação ou do comportamento humano, há uma diferença colossal entre assistir diariamente ao "Discovery Channel", por exemplo, e a um programa de auditório recheado de closes ginecológicos e/ou cenas de violência. Porém, seja qual for a qualidade do programa, o meio de comunicação, por si só, se consumido em excesso, é capaz de causar grandes estragos. No caso, certas funções orgânicas do telespectador, como as faculdades cognitivas ou até as articulações e a postura, é que são prejudicadas. E mais: a TV, tal qual o cigarro e o álcool, pode causar dependência.

Assim como o dependente de cocaína tem o impulso de cheirar mais para manter o estado de euforia, o telespectador contumaz sente necessidade de ficar grudado à TV para manter a sensação de relaxamento que o hábito produz. Essa foi a conclusão de um amplo estudo realizado pelos pesquisadores americanos Robert Kubey, diretor do Centro de Estudos de Mídia da Universidade Rutgers, e Mihaly Csikszentmihalyi, professor de psicologia da Universidade de Claremont.Para o estudo, a dupla monitorou as ondas cerebrais, a resistência da pele e os batimentos cardíacos de voluntários diante da televisão. Sua principal contribuição foi explicar o que faz as pessoas se tornarem escravas da televisão.

Quando assiste à TV, a pessoa se sente relaxada, mas essa sensação se esvai tão logo o aparelho é desligado. Porém o estado de passividade e de diminuição de atenção permanecem.

Mas, claro, a televisão informa, diverte, entre outros atributos. E nem todo fã da telinha é viciado nela. Saber como se dá o poder de atração da TV sobre o telespectador pode ajudá-lo a exercer um controle sobre ela.

Em texto publicado na revista "Scientific American", a dupla de pesquisadores afirmou que participantes desse tipo de pesquisa comumente dizem que a televisão chupou-lhes a energia, deixando-os depauperados, com mais dificuldade em se concentrar. Muitos, diz o texto, também relatam melhora no humor após a prática de esportes. Mas, depois de ver televisão, o humor deles não se altera ou fica pior do que antes. Outra curiosa constatação da pesquisa: quanto mais tempo as pessoas passam diante da televisão, menos satisfação elas conseguem obter.

O tempo considerado ideal para manter corpo e mente ilesos dos danos que o excesso de TV pode causar é de uma hora diária, em média, segundo diversos estudos. "A média do brasileiro é de quatro horas e, em São Paulo, chega a seis horas diárias", diz Gabriel Priolli, crítico de televisão e presidente da Associação Brasileira de TV Universitária. Os europeus dispensam três horas e meia, os americanos, uma hora a mais.Em entrevista por e-mail ao Equilíbrio, Robert Kubey alerta: "Se você assiste à televisão por cerca de três horas por dia, quando chegar aos 75 anos, você terá gastado nove anos inteiros da sua vida vendo TV. E, se dorme oito horas por dia, terá permanecido acordado apenas 50 dos 75 anos".

Segundo levantamento da ONU, 93% das crianças do mundo têm acesso à TV. E elas passam pelo menos 50% mais tempo ligadas ao aparelho do que em qualquer outra atividade não-escolar. Entretanto a TV não pode ser considerada o bicho-papão que "estraga" a criança. "É um companheiro dela e, muitas vezes, sua babá. É preciso que os pais limitem seu uso", diz Ana Mercês Bahia Bock, presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo.

Leia mais
· Saiba como identificar a dependência de TV
· Idosos usam TV para suprir carência
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· Veja quais são os males causados pelo excesso de TV
· Saiba quais são os sinais de que a criança exagera na televisão
· Conheça os possíveis efeitos da TV no telespectador mirim

________________________________________________________________________________ Enviado por Cristina Blum

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O que é comércio justo?

Eduardo Knapp
CYRUS AFSHARDA REPORTAGEM LOCAL -

Por que esta manga é mais cara?
A manga Tommy normal é vendida pelo produtor a R$0,50 o quilo, e o consumidor final paga R$1,65; no "comércio justo", o produtor vende a fruta por R$1,22, que chegaria ao consumidor por R$ 4,03 o quilo.

Um ilustre desconhecido por aqui, o dito "comércio justo" começa a pingar nas gôndolas do país.

Você topa pagar um pouco mais por um produto feito sem danos à natureza ou exploração desumana do trabalho, sabendo que sua compra ajuda a desenvolver comunidades pobres? Milhares de consumidores no mundo topam. São a base do dito "comércio justo".

Muito mais conhecido na Europa, o "comércio justo", ou "solidário", ou ainda "ético" é um movimento social e um sistema internacional de comércio, que busca atenuar desigualdades nos países pobres, por meio da venda de produtos feitos em padrões sustentáveis.

No Brasil, produtos com o certificado do comércio justo ainda são raros em supermercados. Mas isso pode mudar a partir desta semana, quando serão lançadas as normas nacionais desse comércio. Por aqui, o sistema começou a ganhar algum espaço no final dos anos 90 e só se tornou mais estruturado a partir de 2003. A proposta para normatizar o comércio justo no Brasil, que será levada agora, no dia 19, a um encontro internacional sobre o tema, no Rio, dá a ONGs e empresas a competência de certificar produtos, orientadas pelo Inmetro. Ela foi desenvolvida por Senaes (Secretaria Nacional de Economia Solidária), Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e outras entidades da sociedade civil. Surge quase dois anos depois da criação de suas linhas gerais.

"Quando a coisa é muito "democrática", feita a 20 mãos, o processo se arrasta", diz Vanucia Nogueira, 47, superintendente do Centro de Excelência de Café do Sul de Minas, que trabalha com pequenos agricultores na região de Varginha.Enquanto não vão para as gôndolas daqui, produtos nacionais de comércio justo já certificados internacionalmente são exportados para a Europa, como manga, suco de laranja e café. Essas mercadorias são vendidas pelo "preço justo", isto é, suficiente para que pequenos produtores consigam manter tanto um padrão de vida digno quanto os modos tradicionais de produção.

Um exemplo é o café. Em Minas Gerais, uma saca (60 kg) comum custa por volta de R$ 250, de acordo com o Centro de Excelência de Café do Sul de Minas. Já uma saca da produção "justa" rende ao pequeno produtor R$ 310, quase 25% a mais que o preço de mercado.Isso é financiado na outra ponta da cadeia, pelo consumidor. A diferença entre o preço comum e o "justo" varia segundo o país e o produto.Em São Paulo, o Sam's Club vende o café de comércio justo por R$ 7,38 (250 g), 17,6% mais barato que um café gourmet (R$ 8,96). Mas bem mais caro que um café comum (R$ 2,30). Apesar dos preços altos, o mercado ético mundial cresceu a uma taxa anual média de 40% nos últimos cinco anos. Em 2007, cresceu 47% e movimentou 2,3 bilhões de euros, segundo a Fairtrade, entidade que reúne 23 certificadoras internacionais e produtores da América Latina, Ásia e África. As certificadoras atestam para o consumidor que os produtos seguem os padrões do sistema.

"O comércio justo oferece aos consumidores uma poderosa oportunidade para assumir a responsabilidade pelo que compram. Cada vez mais pessoas se preocupam com a procedência da mercadoria e querem saber se os produtores envolvidos obtêm remuneração justa", diz Verónica Sueiro, coordenadora da Fairtrade.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Um Oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.


Foto do vórtex

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.


O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

Tartaruga deformada por aro plástico


A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.


Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave
Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.

Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully

Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e principalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos. Antes de Reciclar, reduza!


________________________________________________________________________________ Enviado por Renata Matteoni

"Entre nessa onda"

O Futuro do Presente está participando do apoio a mais uma ação do Greenpeace. Depois de tudo que lemos e vimos, conto com todos vocês para que possam ajudar na divulgação do evento que ocorre nesse final de semana, no Parque Villa-Lobos em SP. Vale tudo: e-mails, twitters, postagem nos blogs, sinais de fumaça. Se você é de SP ou está em SP, vista uma camisa azul e compareça dia 9 de agosto às 9 da manhã ao Parque Villa-Lobos. Sei que tem muita gente que não acredita em manifestações como esta, que é até contra. Mas pense bem: e se todo mundo pensasse o contrário e comparecesse? As coisas mudariam com certeza. A mobilização da massa (leia-se povo) é fundamental para que façamos as mudanças sociais, políticas e ambientais que precisamos, dentro e fora do Brasil. Nosso oceano está morrendo e morrendo o oceano, morremos nós.

No endereço abaixo consta um briefing da campanha, além do convite oficial. "Entre nessa onda" você também!

http://www.greenpeace.org/brasil/oceanos/noticias/os-oceanos-est-o-em-perigo-e-v




________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Educativos, ecológicos e reciclados


Desde que começamos a escrever aqui no blog, começamos a falar sobre tudo: violência, reciclagem, consumo consciente, educação familiar e escolar, ecologia, sustentabilidade, alimentação, saúde. E foi à medida que os debates foram acontecendo que começamos a acalentar o desejo de criar alguma coisa que unisse um pouco desses conceitos todos que discutimos no blog. Não foi fácil encontrar algo que tivesse um pouco de consumo consciente, ecologia, conscientização e educação.

E nessa busca chegamos numa malha que é feita a partir de garrafas PET recicladas. Adoramos essa novidade, afinal, uma roupa feita de plástico reciclado é sensacional. Ecologia e reciclagem! E não é que a malha pet é boa e gostosa de vestir!
Mas isso não era suficiente, queríamos mais.

Então, conseguimos encontrar gente que trabalha com comunidades carentes para confecção dessas camisetas! Uau! Responsabilidade Social! Não poderia ser melhor!

Mas ainda tivemos um desafio: o que fazer com as camisetas?
Tem tanta gente que faz camisetas por aí...gente boa que faz coisa boa!
O que seria diferente e que seria aliado a tudo o que debatemos aqui no blog? Afinal, tinha que ser assim, tinha que haver um elo porque hoje as nossas vidas precisam desse impulso: semear alguma coisa para mudar o mundo. Mesmo que isso seja idealismo demais!

Foi, aí, que tivemos a idéia de colocar estampas educativas, ecológicas ou com mensagens que levassem as pessoas à reflexão sobre o tema que mais nos importa aqui no blog: o mundo vamos deixar para os nossos filhos!

E foi assim que acaba de nascer, depois de um pouco mais de 9 meses de gestação:





(gente, eu não consigo inserir a imagem em verde e azul, sempre dá essa alteração de cor, desculpem...)

Esperamos que este objeto tão simples ajude-nos a semear em nós mesmos, nos outros pais e mães e em nossas crianças, as sementes da mudança.

Todo dia é um bom dia para começar!Sabemos que não é fácil começar. Não precisamos começar a mudar tudo de uma hora para outra, podemos começar aos poucos. Se cada um fizer a sua pequena parte, já estamos fazendo uma grande coisa para deixar um mundo melhor para nossas crianças.

Um ideal que nos move.
Estamos iniciando nossas atividades e nosso compromisso maior é com nossa ideologia em oferecer um produto que tenha um propósito educativo, conscientizador, ecológico e que nos impulsione a questionar nossas atitudes e nossos hábitos. Mas além disso também temos a preocupação em prestar um serviço de qualidade aliado a um preço justo.Queremos manter um canal direto e personalizado com cada pessoa, o que é muito importante para nós visto que nosso trabalho não é apenas comércio. Temos uma filosofia e uma ideologia que nos move e nela temos a convicção de que a sua opinião e satisfação são fundamentais para darmos continuidade a este projeto.

Esperamos que gostem e contamos com sua visita, sua opinião, sua participação !

Sempre tenho que agradecer a todos que nos ajudam e estimulam aqui no blog e sempre acho que por mais que agradeçamos, ainda é pouco.
OBRIGADA!
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

terça-feira, 22 de julho de 2008

Merece Cadeia sem direito à fiança!

Pai joga filho de 4 meses no esgoto em Pernambuco
Criança foi jogada em um córrego após discussão entre os pais.

Bebê sofreu traumatismo craniano, está em observação e se recupera bem.
Do G1, em São Paulo, com informações do pe360graus.com entre em contato

Um homem jogou o próprio filho, um bebê de 4 meses, em um córrego com esgoto na noite desta terça-feira (8), na Região Metropolitana do Recife. Segundo informações da polícia, o homem teria jogado a criança depois de receber a recusa de sua ex-esposa em reatar o relacionamento.

O bebê sofreu traumatismo craniano leve, está em observação e se recupera bem, segundo informações da assessoria de imprensa do Hospital da Restauração.

Saiba mais
» Estatuto da Criança e do Adolescente completa 18 anos

SE A GENTE "DESACATA" UMA "AUTORIDADE" É PRESO NA HORA !
PORQUE ESSES PAIS E MÃES, NÃO SÃO PRESOS NA HORA?
CRULEDADE CONTRA MENOR E INCAPAZ!

CADA DIA É UMA HISTÓRIA MAIS DEPRIMENTE DO QUE A OUTRA.
O QUE MAIS FALTA FAZEREM CONTRA AS CRIANÇAS?
VÍTIMAS DE PEDOFILIA, ATIRADAS PELA JANELA, VIOLENTADAS, TORTURADAS, JOGADAS EM LAGOAS, NO LIXO, EM BUEIROS, ABANDONADAS EMBAIXO DE RODAS DE CARRO!

CADEIA NESTES PAIS! CADEIA! SEM DIREITO À FIANÇA E JULGAMENTO EM SISTEMA FECHADO.

RAPIDINHO VAI SER MAIS VANTAGEM CONTROLAREM SUA "FÚRIA"!
RAPIDINHO VÃO PENSAR DUAS VEZES ANTES DE FAZER BARBARIDADES PARA APARECER NO JORNAL!

PORQUE MUITOS DEVEM TER ESSA MOTIVAÇÃO: 15 MINUTOS DE FAMA.

CADEIA NELES!

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mais um fruto

Como muitos já sabem, a vinda dos filhos mudou muito a nossa vida.
Ano passado, a morte hedionda do menino João Hélio nos levou a questionar o que fazemos para que tragédias como essa não mais aconteçam.
E não fazemos nada, essa é a verdade.

Muitos de nós, não sabemos o que fazer, nem por onde começar.

Nós também nos fazíamos este questionamento, porque o João Hélio é mais um depois da Gabriela que foi baleada do metrô na tijuca e muitos outros antes deles. E temos filho da idade da Gabriela que está começando a andar de metrô sozinho, na Tijuca!

E nós temos filhos da idade do João Roberto, que foi agora baleado (na verdade, metralhado) por policiais. Para onde estamos indo?

Com isso, criamos este blog para falar sobre o que podemos fazer para mudar o futuro que vamos deixar para nossos filhos. Filhos de todos nós. Esse blog foi uma forma que encontramos de fazer alguma coisa, pouca, mas alguma coisa.
Depois de pouco mais de 1 ano, contamos quase 100 mil visitas.
E neste tempo, continuamos achando que isso não é bastante e desde o final do ano passado, temos trabalhado intensamente para desenvolver um trabalho que unisse essas coisas importantes que discutimos no blog de forma mais palpável.

E mais um fruto está quase sendo colhido.
Estamos muito felizes e queremos compartilhar com vocês.
Logo, logo, a gente vai mostrar.

http://www.futurodopresente.com.br/


Só temos a agradecer a todos os amigos que apóiam a gente, participam do blog, que nos ligam, que mandam e-mails.
Amigos novos e antigos, todos fazem parte deste momento.
Esperamos que vocês gostem e que consigamos passar um mensagem boa para semear coisas novas para o futuro dos nossos filhos!

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa