Bom dia!
Há muito tempo não posto uma música aqui e tem músicas que me emocionam demais.
Essa é uma delas.
Tenho certeza que a maioria conhece e não ouve há muito tempo.
Prestem atenção na letra.
Vejam a sensibilidade dos artistas para uma realidade que nem de longe era tão atual como agora, embora essa música tenha sido lançada num disco do autor da Canção em 1981.
Ou seja, 27 anos atrás.
Coloquei um vídeo de uma apresentação a música feita com o Jota Quest e o Beto Guedes, ou seja, ontem e hoje, na mesma música.
Que comecemos a semana com essas reflexões.
Meu marido ouviu a música e está lá na cozinha cantarolando, ela fica na gente.
Um grande abraço à todos e sintam a música, a letra, a melodia...
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
O Sal da Terra
composição: Beto Guedes e Ronaldo Bastos
Anda, quero te dizer nehum segredo
Falo nesse chão da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da Terra
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos
Tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
(O sal da terra)
Beto Guedes - Contos da Lua Vaga-1981
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
O Sal da Terra
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Quase morri.
Semana passada, ao deixar meu garoto na escola, na volta para casa, ao fazer um retorno, quase fui pega por um caminhão da Brahma, em alta velocidade que passou direto no sinal que tinha acabado de fechar (para ele).
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Campanha Troca-Livros - parte 5
Eu e a Ana Paula trocamos 4 livros, cada uma mandou dois livros para a outra.
E foi muito fácil!
A gente viu os livros uma da outra anunciados aqui e começamos a nos falar por e-mail.
O que é Envio Módico? É uma modalidade de envio dos Correios a preços especiais para envio de livros e outros itens que não sei especificamente quais são. Inclusive, peço desculpas por somente mencionar este incentivo agora, mas é que não me lembrei mesmo!
Então, amigos, além de trocar livros que não nos interessam mais por outros títulos, além de fazermos amizades novas e além de nos reciclar e adquirir novos conhecimentos, além disso tudo, ainda gastamos muito pouco com o pagamento do envio!
O prazo para entrega não é expresso, mas é o mesmo tempo de uma encomenda normal, nada demais.
* MÃES QUE TRABALHAM - A LOUCURA PERFEITA, Judith Warner: comprei quando estava em licença maternidade, mas acabei decidindo prorrogá-la (rs) e estou em casa até hoje, como já contei aqui e aqui. Com isso, acabei perdendo o interesse pelo livro. Poderia até tê-lo lido, mas não o fiz, por isso não posso opinar se é bom ou não. O tema, é, no entanto, bem interessante e atual.
* AMOR É PROSA, SEXO É POESIA, Arnaldo Jabor: ganhei há muito tempo, mas nunca consegui ler. Como entretenimento até acho algumas crônicas do Jabor legais, mas simplesmente haviam outras prioridades na minha lista de leituras e esse acabou ficando a empoeirar na estante. Logo, também não posso opinar quanto à qualidade do livro.
* MILLÔR DEFINITIVO, A BÍBLIA DO CAOS, Millôr Fernandes (L&PM): comprei achando que ia adorar, mas não consegui ler inteiro. Bom pra quem gosta de aforismos ou do Millôr.
* A CRISE DOS 29, Julie Tilsner: ganhei quando fiz 29, como uma brincadeira, e acabou que nunca li, nem sei dizer porque. Talvez porque não fizesse muito sentido pra mim, talvez porque, como no caso do livro do Jabor listado acima, houvessem outras prioridades.
* SENSE AND SENSIBILITY, Jane Austen (Oxford Books, paperback): texto integral do clássico da literatura inglesa. Gosto da história, é uma típica novela do século XIX, que virou filme nos anos 1990, com Emma Thompson e Kate Winslet nos papéis das irmãs Elinor e Marianne. Pode ser interessante pra quem está estudando inglês.
Postado por Renata: http://acontecedentro.blogspot.com/2008/07/livros-para-troca.html
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A Caixa Preta, de Amós OZ - Eu amei o livro quando li, mas não lembro muita coisa a não ser que era uma história instigante de ex-marido e ex-mulher que se reencontram...Tá bem velhinho, mas não está rabiscado.
As Armas Secretas, de Julio Cortázar - são contos deliciosos do escritor argentino que me fizeram passar bons momentos quando ainda era uma adolescente. ( está mais novinho, mas bastante rabiscado, grifado...)Cara a Cara com Marília Gabriela - da época da facu de jornalismo. Trata-se de entrevistas feitas com personalidades, as famosas bate-bolas. Não tem muitos rabiscos e foi comprado em 1994.
Postados por Ceila Santos
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Miz Tli Tlan (Um Mundo que Desperta) - de Trigueirinho - Muito bem conservado - Este livro fala "de uma civilização intraterrena que se encarrega da reforma genética do homem na superfície da Terra e faz parte do trabalho universal para o advento da nova raça de superfície do planeta Terra, raça que surgirá após ter sido aplicada aqui a Lei da Purificação." É um livro que eu li há muitos anos e não entrei no mérito de acreditar ou não. É mais uma forma de ver as coisas. O fato interessante é que naquela época ninguém falava em Aquecimento global, Tsunamis, etc, mas o livro relata e mostra através de desenhos a nova configuração da terra após a "purificação". Eu já ouvi falar do assunto por outras fontes e sob outros ângulos. Mas o fim é o mesmo: a Terra está mudando e grandes catástrofes varrerão os continentes, mudando-os irreversivelmente. E você, não acredita?
O Despertar das Bruxas (Julia Maya) - Este livro é de uma época que eu estava muito ligada a algumas pessoas relacionadas a isso. Inclusive, tem uma história interessante: Eu estava separada e uma grande amiga (que a vida acabou afastando sem motivo...apenas a vida é assim), que tem a idade da minha mãe e frequentava reuniões na casa do Paulo Coelho - coisa chique, bein...risos - abriu um jogo de tarô para mim. As cartas diziam várias coisas mas a mais marcante foi que a pessoa que estava marcada no meu destino eu já conhecia e era casado! Eu fiquei super intrigada porque não havia ninguém com este perfil na minha vida, ainda mais casado. Mas ela insistiu: casado, está se separando e você já conhece.Bem, talvez um ano depois, não tenho essa noção exata de tempo, reencontrei um amigo que não via há muitos anos, apresentado por meu ex-marido, e naquele momento, recém-separado.6 meses depois, casei com ele e temos 2 filhos.Yo no creo en brujas pero que las hay... las hay.... Livro em excelente estado, inclusive, está encapado com filme transparente auto-colante. Aliás, uma dica é encapar os livros com este filme, fica como novo, acho que para sempre...risos
A Morte no Nilo - Ágatha Christie - "Morte no Nilo é a história mais famosa de Agatha Christie. Ambientada no Egito, a acção vai parecendo devido às descrições baseadas em observações pessoais da autora durante sua visita ao país, um de seus preferidos. A história é baseada na personagem de Linnet Doyle, linda e saudável, viajando com o marido e outros turistas através do Nilo. Para sua desgraça, um dos viajantes é nada menos do que uma de suas melhores amigas, Jaqueline, que certa vez foi noiva de seu marido. Agatha consegue juntar personagens que aparecem na viagem como se por mera coincidência, mas obviamente elas realmente não aconteceram. Agatha consegue ligar a vida dos personagens, construindo o suspense até a Morte acontecer."Isso logicamente eu não lembrava e copiei deste site....risos...mas o livro é mais um dos meus conservados em filme plástico auto-colante. Os personagens morrem, a capa fica....risos
Postado por ana cláudia bessa - email: ofuturodopresente@gmail.com
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.Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos (40ª Edição) - John Gottman (857302125X) - Comprei esse livro por indicação de uma grande amiga virtual, e adorei. Fala principalmente da relação mãe-filho(pai-filho) e como educar a criança sem violência. Está super conservado, só foi lido uma vez.Resumo: "O revolucionário conceito sobre a inteligência proposto por Daniel Goleman em seu best-seller Inteligência Emocional está consolidando uma nova forma de pensar as relações humanas nesta virada de milênio. Dentre os vários questionamentos que esse livro vem suscitando, um já criou frutos. Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos, de John Gottman é um livro fundamental para quem vive o difícil desafio de criar filhos em tempos de AIDS, drogas e violência desmedida.Com prefácio de Daniel Goleman, Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos mostra como aplicar este conceito na educação das crianças. Sem lançar mão de complexas teorias, o psicólogo - que já havia colaborado com suas pesquisas comportamentais para o livro de Goleman - mostra como os pais podem se tornar "preparadores emocionais" e, com isso, ensinar seus filhos a serem emocionalmente inteligentes.Partindo de casos concretos, o autor revela que, muitas vezes, em virtude do stress e da correria do cotidiano, acabamos por deseducar nossos filhos, impedindo-os de vivenciar suas próprias emoções. Ao sistematizar este passo a passo através de exemplos práticos e pequenos testes, Gottman apresenta outras dimensões da relação pai/filho. "
.Diet Book Gestante - Lara Natacci Cunha (853540144X). Ganhei esse livro de presente do meu sogro quando fiquei grávida da Thais. É um livro muito bom, feito por uma nutricionista, cheio de dicas de alimentação saudável especial para gestantes. Como não sei se meus neurônios vão me deixar ter outros filhos, fica aí.Todos os aspectos nutricionais da gestante são abordados. Apresenta uma dieta balanceada saudável para a futura mãe e seu bebê e, também, para a lactante. Traz orientações de como introduzir alimentos na dieta da criança e dicas de como complementar o leite materno, ou substitui-lo, se necessário. Dados Técnicos - Editora: Mandarim ISBN: 853540144X Número de págs: 122 Acabamento: Brochura Formato: Médio
.E por último, o livro de moda mais chic dos ultimos tempos:
Chic - Um Guia Básico de Moda e Estilo - Encadernado - Kalil, Gloria ( 9788573596243 )Perdi a conta de quantas vezes recorri aos conselhos desse livro na hora de me vestir pra o trabalho, pra uma festa esporte-fino e para as muitas entrevistas de emprego. É muito bom! "Como encontrar um estilo pessoal diante das solicitações sempre renovadas da moda? Esta é a proposta de Gloria Kalil, em "Chic: Um Guia Básico de Moda e Estilo".Esta publicação constitui um roteiro seguro para se atingir um estilo pessoal que sobreviva ao efêmero da moda. Ter estilo, para a autora, envolve consciência, auto-estima e personalidade, no diálogo com os produtos da indústria cultural que tendem a padronização em série."Quem tiver interesse em trocar comigo, basta me escrever, ou comentar aqui mesmo, no blog.
Postados por Trícia: http://www.rosamanga.blogspot.com/
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Quem se interessar por algum livro, deixe recado nos comentários ou entre em contato direto com as pessoas que os disponibilizaram.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Série: My Great Idea
Estou começando aqui uma pequena séria de, digamos assim, pequenas grandes idéias que estou aproveitando de uma revista americana que recebo. Acho interessante ver como os americanos lidam com estes assuntos junto as crianças. Então vamos lá.
Hoje a idéia é baseada em como estimular os pequenos a organizar sua bagunça. Vamos combinar gente, o nosso trabalho em convercer os filhos a deixar seu quarto arrumado é grande. Não que esta seja a solução, mas tenho certeza que para alguns pais irá funcionar.
Basicamente é fotografar o local da bagunça antes e depois e mostrar esta comparação aos "artistas" para que eles entendam o que estamos falando. Aqui é muito comum as casas terem o quarto de brinquedos ou uma área só para isso.

Eu faria mais, deixaria a foto em um lugar bem visível. Acredito que a lembrança constante ajuda aos pequenos.
Boa sorte.Continua
_____________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter
sábado, 23 de agosto de 2008
A História das Coisas em português
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Crianças e a noção de dinheiro
Eu sou totalmente a favor da mesada mas nunca parei para pensar em quando começar. No programa uma das apresentadoras começou a dar a mesada a um valor simbólico (0,25 cents de dólar por semana) à filha de 4 anos e meio para que ela arrumasse sua própria cama.
Uma psicóloga consultada disse que a criança deve começar a ter contato e ser ensinada sobre dinheiro a partir do momento em que ela começa a expressar o famoso “Eu quero” ( Tem sentido...). Contudo, muitas crianças começam a expressar “eu quero” com dois anos de idade. E aí? Aí, vale o bom senso de cada um.
Eu acho que a educação financeira é uma coisa super importante mas tenho algumas ressalvas:
1. Depois da matéria, comecei a pensar numa idade para começar a dar aos meninos uma iniciação a sua “educação financeira” e cheguei à conclusão que só começarei a pensar nisso partir dos 5. Achei uma idade razoável para ser inicial, paulatina, suave.
2. Mesada tem uma destinação. Ou seja: não concordo que se use a mesada para juntar para comprar um brinquedo caro e os pais acabarem dando aquilo que a criança deveria comprar com sua mesada. Se abrir mão da mesada por um brinquedo, tem que abrir mãos daquelas coisas a que a mesada é destinada. Consegui me explicar? RS
3. Não daria mesada para arrumarem as suas próprias camas ou coisas do tipo. Tarefas de casa ou pessoais devem ser feitas sem remuneração, afinal, eu não recebo nada para lavar a louça ou arrumar minha própria cama. Talvez por ajudar a arrumar a minha cama, mas nunca a deles mesmos. Ou então por MANTER seus brinquedos arrumados sem precisar serem mandados a fazer. Não sei se a diferença que eu faço entre essas situações está clara (estou achando enormemente difícil me explicar...risos), mas para mim existem diferenças entre a cama dos outros e a deles, entre o jardim e seus próprios brinquedos.
4. Por fim, mesada para mim, tem que dar noção de que dinheiro tem que ter gasto planejado e tem fim se não cuidarmos. Ou seja, me agrada muito dar mesada para o filho comprar coisas pequenas de forma ele decidir o que quer consumir e quando consumir (claro que o valor da mesada define limites bem claros sobre esses itens de consumo). E isso varia de idade para idade: uma bala, um doce diferente no recreio da escola, um carrinho de ferro novo, uma pizza na cantina às sextas, um cinema com pipoca com a namorada, etc... Acabou a mesada, acabaram os pequenos prazeres extras, principalmente sem a necessidade de pedir aos pais. Até o mês que vem....
Claro que isso não impede os pais de darem presentes ou alguma coisa que o filho queria e principalmente, precise. Mas acredito que definindo bem as regras, fica mais fácil não invadir os limites e fazer com que se perca o valor educativo da mesada. Será que estou no caminho certo? A propósito: nunca recebi mesada... snif....
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Desenhos de hoje e de ontem
Meus meninos estão vidrados atualmente em dois desenhos: Pica-Pau e Carros da Disney-Pixar.
Pica-Pau é da minha época (hehehehe-hehehehe-hehehehehehehehehehehe)...risos e Carros é atualíssimo da nova tecnologia dos desenhos computadorizados. E eu adoro Carros! Prá mim, é o melhor de todos os desenhos da atualidade. A história é encantadora, educativa, comovente, envolvente e cheia de bons exemplos para a criançada. Tudo de bom ver o Relâmpago McQueen tendo seus valores totalmente mudados depois que uma situação totalmente inusitada o leva para uma pequena cidade perdida na antiga Rota 66. E o final nos brinda com o carrinho abrindo mão do campeonato de sua vida para ajudar um colega, dizendo que aprendera com um amigo que o troféu é apenas uma taça vazia! E claro, a galera levanta (uhuuuuuuu!!!)
Pronto, contei o final! Risos
Mas adultos ou não assistam, o desenho é uma delícia de ver! Diversão garantida ou seu dinheiro de volta...risos
E temos muitos outros bons exemplos dos filmes-desenhos atuais como o Toy Story e a Era do Gelo onde os amigos não se abandonam e ainda se ajudam até as últimas conseqüências. Simplesmente maravilhosos! O único desenho que não os deixei assistir novamente foi Os Sem-Floresta. Não gostei, pois o filme todo é um dos personagens principais tentando enganar os outros, incentivando o roubo, a malandragem e é tanta armação que a boa moral da história do final fica pequena. Não vale o tempo do filme. Tem coisa melhor para se ver. Como por exemplo, as muitas boas opções de desenhos do Canal Discovery Kids (que infelizmente anda sucubindo às propagandas...o que não acontecia antigamente). Mas o saldo é muito positivo, na minha opinião.
Já o Pica-Pau...
Infelizmente, mesmo me identificando demais e ficando admirada de ver meus filhos curtindo os mesmos desenhos que eu curtia, os mesmos episódios e as mesmas piadas, devo confessar que fico chateada de vê-los curtindo um desenho tão recheado de maus exemplos. O Pica-Pau é totalmente incorreto em sua conduta: preguiçoso, aproveitador, violento, desrespeitador, debochado, cruel!
E por mais que eu possa afirmar que assistir Pica-Pau não me fez ficar assim tão politicamente incorreta, podemos pensar no quanto a minha geração foi influenciada, sim, pelo Pica-Pau, Tom e Jerry e mais meia-dúzia de desenhos que não tinham a menor preocupação em educar. Foram criados exclusivamente para divertir.
Eu tenho a sensação de que a minha geração foi a geração “estragada” pela educação terceirizada, pelos alimentos prontos, pelos descartáveis. Nossos pais, a geração “estragadora” pelo marketing de massa a que foram submetidos. Deixo meus filhos assistirem o Pica-Pau porque o eles não vivem num mundo perfeito e faço meus comentários de vez em quando de forma a mostrar que eles podem gostar de assistir mas que a grande maioria das coisas que ele faz, são feias. Não devemos fazer.
E me pergunto se os tantos políticos, profissionais em geral e empresários que existem no mundo, da mesma faixa etária que eu, não foram “piorados” por essa massiva carga de maus exemplos a que fomos submetidos na infância. Uma influência aparentemente inocente mas que posso garantir aos rever seus desenhos: vivos na minha a memória como se os tivesse assistido ontem!
Por fim, fico feliz de ver que a geração dos meus filhos terá melhores exemplos na memória. Hoje em dia, temos uma preocupação maior com a questão educativa e social daquilo que é desenvolvido para crianças e isso me faz ter esperança de que o futuro será bem melhor no que se refere à boa índole dos futuros políticos, policiais, médicos, professores, cientistas e empresários do nosso planeta.
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Ler e trocar, é só começar.
Estou passando férias no Brasil, aliás já está quase na hora de voltar para a terra do Tio Sam. Como fiquei muito tempo por aqui, resolvi colocar meu filho em uma creche-escola para que ele sociabilizasse com outras crianças e praticasse o seu inglês. Sucesso absoluto, o menino já está falando pelos cutuvelos e falando carioquexxxxxxxxxxxxxxxx.
A minha sobrinha já frequenta esta escolinha a algum tempo (se você considerar que algum tempo para ela é desde 1 ano, já que hoje ela tem 4, risos), voltando ao papo sério. Foi por este motivo que o meu menino foi para lá, além das atividades que são oferecidas.
Porque nessa idade e não acho que o curriculo escolar deva ser acadêmico, mas, divertido. Não que não deva ter alguma aprendizado, mas nada que seja imposto, tipo dever de casa, tem que ser prazeroso, pois esta primeira impressão da escola vai ficar para sempre.
Lá ele também faz natação, capoeira, "aulinhas de inglês", yoga, tudo de uma forma leve, sem compromisso. Eles também aprendem sobre história do Brasil, de uma forma bem interessante. Os professores incentivam a que os próprios alunos criem uma história sobre os assuntos que foram abordados naquele dia e depois fazem um livrinho. É muito interessante.
Mas o ponto que mais me chamou a atenção foi o fato de agora no segundo semestre ser iniciado um trabalho de incentivo a leitura. Funciona assim: A escola vai indicar um livro para cada aluno comprar, depois disso cada um vai levar o seu livro para escola devidamente identificado com o nome do proprietário. Os livros serão apresentados na turma e então começará uma rodada de troca-troca de livros.
A intenção é que além do incentivo a leitura, os alunos aprendam que devem cuidar do material dos colegas, cuidar como se fosse o deles, já que os outros estarão fazendo o mesmo.
Achei bem enriquecedor este tipo de atitude da escola, matar dois coelhos com uma cajadada só, ou até mais.
É uma pena que não ficaremos aqui tempo suficiente para aproveitar todo o aprendizado, mas acho que vale a dica para outras escolas e para os pais também.
Para quem quiser conhecer a escola é só clicar aqui - Trelelê
Cristiane A. Fetter
Belo exemplo a ser seguido !
Colin Farrell bate em carro e deixa bilhete de desculpas
Ator bate em carro parado e deixa um bilhete com pedido de desculpas e número de telefone
Quem Online
Colin Farrell deixa bilhete após bater em carro, em HollywoodO ator Colin Farrell dá exemplo de como ser civilizado. Ele bateu na traseira de um carro estacionado próximo ao hotel Chateau Marmont, em Hollywood. Como o dono do veículo não estava, em vez de ir embora e fazer de conta que nada tinha acontecido, o ator deixou um bilhete com pedidos de desculpas e o número de seu telefone. O site americano "TMZ" divulgou uma foto do carro e do bilhete escrito pelo ator. Na nota Farrell diz que tem más notícias, pede desculpas e afirma que seu seguro cobrirá o estrago. O número do celular vem logo abaixo com a assinatura do ator.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Pequenos Consumidores
Eu ainda não deixo meus filhos mexerem no computador, tanto que procurei escolas que não tinham aulas de informática na pré-escola. Mas tem muita gente que não se importa e até estimula.
Neste caso, vai aí uma sugestão de passatempo que une diversão, aprendizado e conscientização.
O site Planeta sustentável tem uma seção dedicada aos nossos pequenos chamada Planetinha. Lá a gente encontra vários jogos de pergunta e reposta sobre diversos temas.
Para ensinar, divertindo.
http://planetasustentavel.abril.com.br/
Planetinha: http://planetasustentavel.abril.uol.com.br/testes/
Se você conhece outros sites similares, nos envie a dica para publicarmos aqui!
e-mail: ofuturodopresente@gmail.com
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Blogagem coletiva contra o Analfabetismo
Em 2003, eu estava morando no interior de SP, numa cidade de 100 mil habitantes. Lá eu fiquei morando e trabalhando no Rio durante 6 meses, o que foi uma loucura. Morava lá de sexta a segunda e trabalhava no Rio de terça a quinta. E minha vida se resumia a isso: fazer e desfazer mala, trabalhar e andar de avião. Vendo que essa situação não daria certo, pedi pra sair e comecei a fazer trabalho freela por lá em e em SP-capital e cursos.
Como a cidade que eu morava era muito pequena, fui fazer um curso no Sebrae da cidade vizinha, até porque na minha cidade não tinha posto do Sebrae. Fiz o curso e mantive contato com as pessoas de lá e mostrando que o Sebrae fazia falta por lá.
Com isso, o Sebrae acabou trazendo o curso para a minha cidade, abriu um posto e me convidou para participar de um seminário de políticas públicas na cidade, chamado IDEAL. Topei, claro.
Numa das atividades de conclusão do seminário, precisávamos criar um projeto de política pública para melhoria da cidade e eu e meu grupo focamos no ANALFABETISMO. Como o curso era de políticas públicas, as pessoas convidadas, exceto eu e alguns poucos empresários, eram envolvidas com a política pública da cidade (servidores de diversos órgãos, funcionários da prefeitura, secretários, etc). Fizemos um projeto lindo com a participação de uma educadora da cidade com o intuito de realmente implantá-lo (como era o objetivo do seminário – todos os projetos precisavam ser necessários e viáveis a pontos de tentarmos implantá-los). Mas ele não foi implantado porque o município não tinha crianças fora da escola e tinha apenas 5% de analfabetismo e como esse número era muito pequeno, existiam outras prioridades.
Eu penso que uma das maiores exclusões sociais primárias, é o analfabetismo. Você consegue imaginar a vida sem saber ler e escrever? Como é dependente e fragilizada uma pessoa que não lê e escreve? Pra mim, é um cego social. Pois a cidade em que eu morava tinha 5.000 analfabetos e esse foi um número pequeno demais para darmos prosseguimento ao projeto.
Acabou que no final do ano recebemos a proposta de voltar para o Rio de Janeiro e eu ainda tenho aqui o projeto guardado em algum lugar dos meus arquivos e do meu coração. Todo mundo devia ter o direito a saber ler e escrever, todo mundo. Sem isso, não há justiça social e igualdade para todos!
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Ana Cláudia Bessa
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Seja amiga dela!
Sou totalmente a favor de acabarmos com os tabus a respeito da sexualidade, principalmente a feminina. Vivemos num mundo em que não podemos mais nos dar a esse “luxo”. Luxo? Sim...luxo de que somos recatadas, de que não falamos disso, de que mulher que faz ou pensa ou fala isso ou aquilo é mal vista...
Mal vista por quem, cara pálida?
Mulher tem que ser amiga de si mesma, de sua vagina, de suas mamas, de seus hormônios, dos seus ciclos pois é isso tudo junto que nos transforma no que somos.
E os homens não tem outra alternativa a não ser admirar as mulheres que assim o fazem.
Temos que conhecer nosso corpo, nossa anatomia, nos prevenir das doenças. Isso também é benéfico para os homens.
Vai chegar o momento em que nós, mães, precisaremos nos preparar para o momento em que teremos que ajudar a iniciar a educação sexual de nossas filhas ou ensinar nossos filhos a respeitar e entender também da sexualidade, não só masculina, como feminina.
Estamos vivendo um momento que é completamente diferente do nosso:
Pode parecer, mas na nossa época “ficar” com alguém, também era novidade para nossos pais. E eu “fiquei” muito como muitas meninas da minha época. Só que ficar não tinha nada a ver com sexo, e sexo na minha época era abordado completamente diferente do que é hoje. Mas é o mesmo sexo, só que mais perigoso. E aprender a lidar com essa nova realidade é a melhor alternativa do que bater de frente com as mudanças de comportamento...
E lidar com isso é falar de sexualidade sem preconceitos. E vamos precisar.
Qual o momento e até onde falar? Depende de tudo, imagino.
Depende da criança, depende dos pais, depende da necessidade, depende do contexto e depende do nosso bom senso...
Usar nossa sensibilidade para tentar buscar o melhor caminho para desmistificar a “vagina” e aproximar nossos filhos de nós na hora de falar sobre sexualidade.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
FUTEBOL E CIDADANIA
Pelo país inteiro contam-se às centenas (talvez milhares) os projetos voltados para crianças, que utilizam o futebol como elemento de "inclusão" social. São iniciativas governamentais, de ONGs especificamente constituídas para essa finalidade, de clubes desportivos, particulares (ex-atletas, treinadores e outros profissionais de alguma forma ligados ao esporte), etc. Todos, indefectivelmente, empunhando o estandarte do esporte como agente da cidadania, da formação do caráter, pa-rá-rá, pa-rá-rá, pa-rá-rá...
Exagero? Vamos falar a verdade.
E o beijinho no "escudo" na comemoração do gol? Já viu falsidade maior? Aliás, eu não me lembro de ter visto o Pelé ou o Zico beijarem o escudo do Santos ou do Flamengo para comemorar gol! Em compensação posso citar uns vinte que, últimamente, beijaram pelo menos cinco escudos diferentes em duas ou três temporadas!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Será que justifica?
Ainda sobre o acidente da TAM, ano passado, para aproveitarmos e nos lembrarmos de procurar saber como andam as coisas a este respeito. lembrei de uns fatos que li no jornal.
Uma das notícias que são recorrentes em situações como essa é:
Desgraça de uns, sorte de outros.
Mas será sorte mesmo?
É sorte o avião estar pegando fogo para um bando de pessoas saquear as lojas que estão em volta?
É sorte mesmo as pessoas aproveitarem um corpo para roubar seus anéis?
É sorte mesmo um caminhão tombar e sua carga ser roubada?
Pois durante o trabalho dos bombeiros para controlar o fogo e resgatar os possíveis sobreviventes, a polícia teve que combater este tipo de ação que acontecia nas imediações do acidente.
Isso sendo praticado por pessoas que muito provavelmente condenam os políticos, que acham que eles são ladrões.
Muita gente pode justificar essa atitud,e com a miséria que vive uma parcela de nossa sociedade.
Mas isso justifica?
Vamos dar o exemplo da caminhão de cerveja. É um produto básico de sobrevivência?
Só se o saqueador for vender a cerveja para colocar comida na mesa.
E mesmo assim, será que justifica?
O que falta?
Eu penso que falta educação. O que não é culpa exclusiva do cidadão, ainda mais se levarmos em conta a responsabilidade do governo em prover a mesma. E aí não posso deixar de lembrar do candidato à Presidência Cristóvam Buarque, cuja plataforma de governo se baseava numa único alicerce: Educação.
Aí a gente pensa: e a ética e a honestidade? Isso se aprende na escola?
Sim, em alguns aspectos. contudo, ainda acredito que a falta de educação ajude a deturpar a maioria dos valores, o que dirá, dos princípios!
_________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Por onde eu começo?
Eu estava lendo, como sempre que posso, a coluna semanal da Martha Medeiros na Revista de domingo. Numa delas, ela diz que a melhor forma de começar a mudar o mundo, é por nós mesmos. Embora seja um coluna publicada em Outubro de 2007, guardei este texto para este Ano Novo!
Eu, muitas vezes, na época em que comecei a me fazer estes questionamentos quanto a violência, ao marasmo da nossa aceitação, a questão ambiental, me perguntei: por onde eu começo?
E, meio que instintivamente, foi isso que me propus a fazer: mudei de casa, me afastei de pessoas que nada tinham a ver com a forma que penso e ajo, me uni a amigos que comungam das minhas idéias, dentre eles, os amigos deste blog, comecei a fazer coleta seletiva do lixo da minha casa, plantei mais árvores, me dediquei a dar mais tempo e atenção descompromissada para meus filhos, tiro–os da frente da TV sempre que possível, compro menos coisas para eles, para nós e para a casa e tento me ater n'aquilo que realmente preciso. Tento gastar menos, tento poupar recursos, uso sacolas retornáveis em vez das plásticas que tanto poluem, tento diminuir meu lixo e aproveitar mais os alimentos, uso menos remédios, dou mais amor, saio menos de carro, caminho mais, ando de bicicleta e cuido mais de mim mesma.
E depois que não me preocupei mais em pensar por onde começar e fiz a minha parte pessoal, diferente naquilo, que tenho poder para fazer, outros caminhos foram se abrindo porque a gente acaba se aproximando dos nossos semelhantes (ao contrário do que se prega, os semelhantes é que se atraem). E aí, mais e mais informação e possibilidades vão aparecendo e mais pessoas a nossa volta nos contaminam e são contaminadas por esses ventos de mudança.
E o texto dela foi perfeito: devemos começar por nós mesmos.
Então, sempre que você se perguntar o que você pode fazer para mudar alguma coisa no mundo em que você vive, faça isso: em 2008, mude a si mesmo em primeiro lugar.
Claro que nem tudo o que me propus a fazer é feito em plenitude, porque são coisas que vou aprendendo como lidar, mudo de tática no meio do caminho, vou aprendendo a melhor forma de fazer, erro, acerto, desisto. Mas o importante é fazer com dedicação e vontade genuína de acertar.
Então, como disse a Martha, quer começar a mudar o trânsito?, comece por você e não feche os cruzamentos. Se quiser mudar a limpeza de sua cidade, não jogue lixo na rua. Se quer ser ecológico, diminua o desperdício. “Não sei se este é o “segredo” que andou circulando...mas o fato é que dar um jeito em si mesmo já é uma boa contribuição para salvar o mundo. Arrume seu cotidiano,..., vá em frente e mostre aos outros como se faz.”
Se você ainda tem essa pergunta consigo, taí a resposta, aproveite o início deste novo ano para começar !
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Aproveitando o ensejo, a Simone Zelner me convidou a participar de um meme entitulado Feliz Ano Novo Sustentável. Adorei a idéia e já incluo este post no meme e convido emus queridos amigos para participar e falar daquilo que eles esperam mudar em seus hábitos ou transformar sua rotina em algo mais sustentável. Lembrando sempre que não precisamos virar eco-chatos, nem pensar que fazer tudo ecologicamente correto é o mais esperado. O mais esperado é transformar nossa rotina, não abrir mão totalmente das coisas que gostamos. O mais importante é encontrar novos caminhos!
Ana B.
Cleite Fontenelle
Cristiane Fetter
Denise Arcoverde
Eva Praxedes
Ivo Fontan
Mercedes Lorenzo
Renata Gonçalves
Renata Matteoni
Rita de Cássia
Vera Falcão
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
foto: http://mudeomundo.com.br/
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Recado da Mercedes
ESPÍRITO DE NATAL
Há muito tempo a comemoração tradicional do Natal já perdeu o último resquício de autenticidade em nosso mundo contemporâneo. Dizem até que já nasceu assim, visto que a data era mesmo dedicada ao deus pagão Mitra, e foi incorporada pela igreja católica por questões que não entrarão no mérito deste humilde e despretensioso texto...
Enfim, já que as tradições estão assim maleáveis... e pelo que ouço e leio, o verdadeiro espírito de Natal anda deixando muito a desejar para todos nós - resolvi fazer eu mesma um novo espírito de Natal... resolvi fazer aqui um ensaio de como pode ser um espírito-aquariano de Natal, na minha visão particular é claro.
Vou enumerar algumas coisas que podiam ser, digamos, adaptadas... e quem sabe tornarem-se ao menos mais divertidas ou genuínas?
Por exemplo: árvore de Natal... em vez de cortar pinheiros, podíamos iniciar
a "tradição" do "plantio da árvore do Natal"... todos os anos, na véspera, iríamos com a família a algum parque ou no nosso jardim mesmo, e plantaríamos a árvore de Natal de 2007 (por exemplo). As árvores mais antigas nos lembrariam a infância de nossos filhos, ou a nossa adolescência... Isso já faria parte das comemorações, visto que todos teriam de ajudar. Também o cuidar da árvore perpetuaria o clima do Natal pelo ano afora...
A ceia é outro item onde podíamos inventar inúmeras novas tradições... cada uma das pessoas podia fazer um prato, mesmo que simples, nada de banquete... todos participariam, até as crianças. Ah, e uma das pessoas seria sorteada, porque seu prato seria levado até o local mais próximo onde houvesse pessoas necessitadas de alimento. Certamente daríamos boas risadas com alguns pratos, mas todo mundo ia sentir que participou de algum modo. A bagunça familiar na cozinha também faz parte das comemorações... afinal o Natal começa na véspera!
E se também instituíssemos que os presentes não poderiam ser comprados? Valem coisas inventadas, materiais e imateriais... vale cantar uma música ou fazer uma poesia, vale fazer um artesanato, vale trazer flores (roubadas do jardim, não compradas!). Vale fazer sachês, vale uma performance, uma piada... vale um abraço apertado; um beijo de tirar o fôlego também vale!
Por fim, podíamos nos sentar à ceia, comer e contar causos, e também conversar sobre o que cada um pensa do aniversariante... como cada um O conheceu, como é nossa amizade com Ele...
Você já pensou como seria um Natal assim?
Há espaço para a criatividade e para as relações?
Abra espaço neste Natal... especialmente limpando a área que anda entupida de ansiedade consumista, de dívidas financeiras, de angústia em parecer feliz.
Um lindo e generoso Natal a todos!
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Mercedes Lorenzo
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
O que eu posso fazer?
Muita gente fala mal dos Estados Unidos, acha que é o Império do Mal. Não posso brigar com estas pessoas, pois elas tem o direito de pensar assim, mas tomara que estejam embasadas em experiência e/ou informações.É fácil? Não. Nem todos os brasileiros que vem para cá tem a sorte que eu tive. Fomos transferidos pela empresa de meu marido, ou seja temos retaguarda.
Os outros vem de forma ilegal "ralar" para fazer a vida.
Não gostam do frio, não gostam da lingua, a cultura é muito diferente (o americano é mais direto ao falar), mas este é um país que tem um caldeirão de raças impressionante.
Ah...mas vira e mexe aí tem um maluco que entra em um colégio e mata uns 30, ou então vem outro e joga um boeing em um prédio famoso, alguns vão dizer.
Claro que nenhum lugar do mundo é perfeito.
Mas aqui os brasileiros (e as vezes pessoas que só viveram lá mas tem outra nacionalidade) percebem que a estrutura está bem fundamentada e funcionando redondinho, tanto que quando conseguem chegar a um patamar financeiro confortável começam a sentir necessidade de fazer algo por aqueles que ficaram no Brasil.
Como? De tantas formas, que eu só vou falar algumas.
-Arrecadam roupas, sapatos e brinquedos e os enviam para orfanatos;
-Arrecadam alimentos, é isto mesmo, mandam comida daqui para as entidades que necessitam no Brasil;
-Enviam dinheiro para que parentes possam encaminhar para essas entidades;
-Ou mais, constroem eles mesmos instituições que acolhem crianças ou idosos necessitados. Olha que incrível, além de trabalhar muito para sí ou para família, conseguem mais tempo para fazer mais dinheiro e com isto poder oferecer um pouco do que eles tem aqui. Louvável!;
-Também são voluntários em várias instituições aqui;
-E quem tem mais tempo cria Ongs. Mas o mais importante é perceber que se pode fazer algo.
Trabalha-se muito, nada é de graça. Ganhamos em dólar e pagamos em dólar aqui.
Mas aprendemos o que é ter acesso e direitos e queremos compartilhar com quem não os tem no Brasil.
Não estou querendo dizer com isso que no Brasil não existam pessoas assim, é claro que estão lá e trabalhando duro. O que quero dizer é que além de todas as dificuldades que se encontra para a adaptação em outro país, estas pessoas ainda conseguem ajudar seu próprio povo.
Isto é um bem que eles estão deixando para seus filhos.
Esta é uma forma de ver e viver uma vida cheia de desafios e de consciência que a gente sempre pode fazer algo por alguém. Aprendem que podem levar isso para sua terra natal.
Aprendem que esta é uma forma de melhorar o futuro. Como dizia a minha mãe: Faça o bem, sem olhar a quem!
Ah! que orgulho ser Brasileira!
__________________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Recado da Mercedes
No momento em que o mundo começa a se dar conta de todas as práticas nocivas ao meio ambiente e reformula conceitos sobre o melhor aproveitamento dos recursos naturais, surge também uma nova maneira de morar, que aos poucos vai ganhando corpo entre os engenheiros e arquitetos mais conscientes e atualizados.quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Assim ou Assado
Você já viveu em outro país? Sim, então vai saber do que estou falando, agora se não, preste atenção. Até rimou.Viemos para cá pois fomos transferidos, tivemos sim a opção de não querer, mas achamos que seria uma oportunidade única de aprofundar o conhecimento de outra cultura (ou culturas) e proporcionar ao nosso filho esta visão de um mundo diferente. Mas é muito diferente! E algumas diferenças culturais eu não assimilo, não aceito, não concordo e luto para mudar, ou pelo menos manter as que eu aprendi e acho que são mais corretas. Em compensação tem tanta coisa boa e elas pesam muito nesta balança.
Já mencionei em outro post que os Estados Unidos é um grande país, um caldeirão de culturas e que tem muitos problemas como qualquer outro, mas existem algumas particularidades que são complicadas de entender.
Meu filho de 3 anos e meio frequenta uma creche/escola a mais de uma ano. Beleza. Está falando inglês melhor que eu, até me ensina quando eu falo errado. Está aprendendo "in loco" como se vive aqui, mas não deixamos de passar os valores brazucas para ele. Lá ele brinca, gasta energia, aprende, sociabiliza, volta feliz para casa. Fica durante 3 dias inteiros por semana. Assim a mãe dele tem tempo de estudar o inglês, cozinhar, lavar, passar, arrumar, faxinar, ir ao supermercado, ao médico, escrever para o blog, cuidar do cachorro, já que aqui não temos empregada. Ufa!
Até aí, vida que segue. Tudo normal. Ou quase. As grandes diferenças começaram a aparecer nesta relação com a creche. Vou listar aqui embaixo:
-Levo meu filho de banho tomado e roupa limpa. A maioria das outras crianças chegam lá da forma como sairam da cama.
A creche não dá banho, a maioria das creches por aqui dá banho.
-Junto com os materiais que eles solicitaram, eu coloquei a escova e a pasta de dentes, nada mais natural, já que eles comem na creche. Não é não.
As creches não tem o hábito de escovar os dentes após as refeições, salvo as exceções.
-Entre os materiais do meu filho estão várias mudas de roupas para serem trocadas caso as suje durante o almoço, já que não existe banho. Eles não tem o hábito de usar um protetor para roupa. Tive que reclamar várias vezes sobre isso. Inclusive que quando eu buscava meu filho no fim do dia ele estava com o rosto e as mãos sujas de comida do almoço.
Como não escovam os dentes, eles também não lavam as mãos e o rosto.
-A creche disponibiliza um serviço de câmeras e você pode acompanhar seu filho em suas atividades. Eles só esqueceram de uma coisa EU acompanho. Os outros pais não. Aliás a creche disse que estes pais nem querem ser perturbados com "pequenos detalhes", são pequenos para eles, mas que para nós sul-americanos são enormes.
-Não temos nenhum problema em que coloquem meu filho de castigo, já que toda criança faz das suas e não existe profissional no mundo que discorde dos castigos educativos. Normalmente 1 minuto para cada ano, sentado em um lugar e bem quietinho. Só que colocaram meu filho mais de 15 minutos de castigo, sem violência, sem gritos, mas eu tenho certeza que depois dos primeiros 5 ele nem lembrava mais porque estava ali.
Aqui se acha isto normal.
-Na visão da creche só assim ele aprende. Agora me pergunta se ele voltou a fazer a mesma coisa pela qual ele estava sendo punido? Voltou claro. Agora se tivesse colocado ele várias vezes de castigo durante 4 minutos isto com certeza “quebraria” o problema e toda vez que ele fosse fazer de novo iria lembrar que seria afastado das brincadeiras durante aquele tempo.
Resumindo, nós brasileiros somos passionais, protetores, cuidadosos, queremos nossas crias ali na rédea curta, participativos, acredito que mais que outros povos. Pensamos em ajudá-los de todas as formas. Muitas vezes exageramos, mas somos um povo querido em qualquer lugar. Onde tem brasileiro, tem alegria, tem gente inteligente, tem trabalhador, tem lutador, tem gente que não tem vergonha de dizer e sentir.
Viver em outra cultura, aprender sobre ela é ótimo, mas ter bom senso que nem tudo que é bom para um vai ser bom para outro deveria ser uma regra mundial.
Não é?
_______________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
A história na estória dos livros.
Já que estamos sempre falando aqui de livros para crianças, resolvi falar também de livros para adultos. Acabei de ler “ Inés del alma mía”, o ultimo romance da extraordinária escritora Chilena Isabel Allende . Ela pesquisou durante 4 anos para escrever um romance misturando fição e história com base na vida real de Inés Suárez, uma mulher de muita fibra que deixou a Espanha nos meados do século 16 e veio fazer a vida, fama e fortuna na recém conquistada América do Sul. Inés, partindo do Peru colonizado por Pizarro, torna-se amante de um grande homem e o segue para realizar a conquista do Chile e fundar sua capital, Santiago.O livro é uma delícia. A autora possui um impressionante dom de prosa e conta a história real da conquista da América do Sul nos idos de 1540, através da experiência, visão e sentimento da personagem principal: uma mulher. Todo homem deveria ler ao menos um livro da Isabel Allende (ou ouvir uma musica do Chico Buarque) para tentar entender a alma feminina ao invés de simplesmente tentar possuí-la.
Eduardo Bueno , que hoje está no Fantástico (mas nunca o vi na TV) escreveu uma ótima série de livros sobre o descobrimento do Brasil e os primeiros anos de colonização. Quando os li, alguns anos atrás, senti imediatamente a diferença para os velhos livros de história da minha época, que pareciam ter sido escritos para editais de um Ato Constitucional a serem narrados pela Voz do Brasil...
Precisamos estimular a leitura da história do nosso país. Temos um passado muito rico e ainda pouco explorado e desvendado. É verdade que temos tido uma certa “renascença” ao interesse da nossa história recente – e neste aspecto, Elio Gaspari tem contrubuído bastante - mas creio que ainda é pouco. Precisamos incentivar os jovens a se interessar por história e a literatura é um ótimo caminho (assim como artes pláticas, cinema, musica ou qualquer outro meio de comunicação de massa). Se os nossos talentosos escritores abordassem mais temas históricos, tal como a Isabel Allende, a nossa história seria melhor difundida entre a nossa população.










