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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Crianças e consumo

Há muito tempo eu queria escrever sobre isso e no post sobre o Natal, a Suzana Elvas que é colaboradora constante com sugestões para temas aqui pro blog, deixou o endereço deste (excelente) documentário e a Renata Matteoni já o havia me enviado por e-mail, que se chama "Criança, A Alma do Negócio" de Estela Renner e Marcos Nisti.

Aqui em casa somos muito preocupados com a quantidade e a qualidade do que as crianças possuem ou têm acesso. Claro que nosso controle, por mais que tentemos não é 100% eficaz. Ainda temos que levar em consideração as diferenças entre o pai e a mãe. Por exemplo, essa semana, eu e o pai tivemos opiniões completamente diferentes sobre um determinado desenho. Claro que eu achando que era muito mais violento do que ele achou. Não dá para impor a vontade ou opinião de um de outro todas as vezes, e no geral, chegamos a um consenso ou aguardamos para ver os efeitos que as decisões ou permissões causam.

Eu sou contra propagandas para crianças. Acho que a propaganda, quando existe, deve ser voltada para os pais que podem discernir sobre consumo. Criança não pode discernir e ainda é facilmente manipulada pelas técnicas de mídia. E um grande exemplo do mal que o consumo excessivo e descontrolado pode causar é ouvir a excelente entrevista com André Trigueiro que fala que o consumismo faz com que jovens cometam mais crimes. E claro que isso vem de antes da adolescência. (Essa entrevista fica disponível em carater constante e por prazo indeterminado no menu lateral aqui do blog mas você pode ouví-la clicando aqui.)

Aqui em casa, como em muitas famílias, o grande desafio é conciliar as tarefas e responsabilidades dos adultos com crianças ávidas por atividades durante todo um dia de chuva, por exemplo. Difícil não ligar a TV por menos de 4 horas por dia para os pequenos. Acha 4 horas muito? Pois são 2 horas de manhã e duas horas de tarde... duas horas são 4 desenhos ou um pouco mais que um filme.

Claro que o assunto é polêmico porque publicitários não querem saber da saúde emocional ou educacional dos nosso filhos, eles querem saber da saúde financeira de suas contas bancárias. E é essa motivação que os faz reclamar com toda a força, chamando de censura (HA-HA-HA), a possível proibição de anúncios para crianças ou anúncios de bebidas alcóolicas (conheça a campanha Propaganda sem Bebida) , assim como, -bendito seja-, aconteceu com os cigarros. E nenhum publicitário morreu de fome, a Souza Cruz não faliu, e eles apenas, como tudo que nos afeta, só precisaram se readequar à nova realidade. Com a grande vantagem de que nossos filhos não precisam, há muito tempo, ver propagandas de cigarros ligadas ao esporte ou à vida saudável, que era a grande MENTIRA PUBLICITÁRIA e INESCRUPULOSA que eles sempre veiculavam.

E aos pais e publicitários que pensem que propaganda não afeta as crianças, vejam o excelente documentário abaixo e ouçam com atenção a última frase que diz:


"...deixar de pensar ou refletir sobre a infância é desconsiderar nosso próprio futuro!"


Falar mais o quê???


Leia +

Televisão demais faz mal à saúde e pode viciar

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O fumo e a gravidez

Esta semana ví uma grávida fumando. Não vejo sempre, mas já vi algumas. Como não se pode, nem se deve dar lição de moral em ninguém, vão algumas das péssimas consequências de se fumar perto de crianças, seja no ventre ou fora dele. E porque uma grávida fuma? Eu penso que pelo mesmo motivo que todos os fumantes: ele faz um mal que a gente não vê.


"Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia (sangramento) ocorrem mais freqüentemente quando a mulher grávida fuma. A gestante que fuma apresenta mais complicações durante o parto e têm o dobro de chances de ter um bebê de menor peso e menor comprimento, comparando-se com a grávida que não fuma.

Tais agravos são devidos, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.Um único cigarro fumado por uma gestante é capaz de acelerar, em poucos minutos, os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre o seu aparelho cardiovascular. Assim, é fácil imaginar a extensão dos danos causados ao feto, com o uso regular de cigarros pela gestante.

Os riscos para a gravidez, o parto e a criança não decorrem somente do hábito de fumar da mãe. Quando a gestante é obrigada a viver em ambiente poluído pela fumaça do cigarro ela absorve as substâncias tóxicas da fumaça, que pelo sangue passa para o feto. Quando a mãe fuma durante a amamentação, a nicotina passa pelo leite e é absorvida pela criança.

Efeitos da Fumaça sobre a Saúde da Criança Se a mãe fuma depois que o bebê nasce, este sofre imediatamente os efeitos do cigarro. Durante o aleitamento, a criança recebe nicotina através do leite materno, havendo registro de intoxicações atribuíveis à nicotina (agitação, vômitos, diarréia e taquicardia) em filhos de mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia. Em recém-nascidos, filhos de mães fumantes de 40 a 60 cigarros por dia, observou-se acidentes mais graves como palidez, cianose, taquicardia e crises de parada respiratória, logo após a mamada. Estudos mostram que crianças com sete anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças: observou-se atraso de três meses para a habilidade geral, de quatro meses para a leitura e cinco meses para a matemática.

Há também uma maior prevalência de problemas respiratórios (bronquite, pneumonia, bronquiolite) em crianças de zero a um ano de idade que vivem com fumantes, em relação àquelas cujos familiares não fumam. Observa-se que, quanto maior o número de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias, chegando a 50% nas crianças que vivem com mais de dois fumantes em casa. É, portanto, fundamental que os adultos não fumem em locais onde haja crianças, para que não as transformem em fumantes passivos."


Para os fumantes...

...aquilo que sempre temos vontade mas nunca dizemos.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O direito de fumar

Recebemos o seguinte comentário sobre nosso último post sobre fumo:

“Sou fumante, mais respeitos os não fumantes, só acho uma lei preconceituosa, pois se querem realmente acabar com fumantes, feche as fabricas, pois tem coisas que matam muitos mais que cigarro, o transito por exemplo, armas de fogo, bebidas alcoólicas , porque também não proíbem bebidas nos restaurante, ou limitem os bêbados , mais acabar com as fabricas de cigarro o estado o governo não quer, porque os impostos de cigarro da muito lucro para o governo, então que porcaria e essa de limitar quem fuma, se as próprias industrias de tabagismo continua ai. Para os inferno com esse lei.”

Normalmente eu comentaria lá mesmo, no espaço dedicado aos comentários, mas ele foi feito no link Fale com a Gente. E no final de semana, estivemos numa praça perto de casa que tem brinquedos de madeira ótimos, é bem cuidada, em local
tranqüilo e as crianças adoram.
Pois bem, chegando lá, eram tantos maços de cigarro pelo chão que tirei algumas fotos. O lugar super-bem cuidado, cheio de lixeiras para todos os gostos e tamanhos e um festival de maços de cigarro no chão, muitas vezes, quase ao lado da lixeira!

Isso não é preconceito, é constatação: muitos fumantes, só porque o local é aberto, fuma como se não houvesse crianças e ainda joga o maço vazio no chão!
A maioria dos fumantes é um ser sem limites: fuma onde quer, joga o lixo do seu prazer onde quer (maço e guimba no chão, fumaça fedorenta e contaminante em nossos pulmões, roupas e cabelos, etc) e limitar um hábito que suja, polui e prejudica a saúde de terceiros, é preconceito? Simples assim? Claro que não é.

Concordo que tem um monte de outras coisas que são erradas, mas um erro não justifica o outro. Cada qual tem que fazer a sua parte e respeitar o lugar dos outros no mundo para que o seu seja respeitado.

Falando nisso, coincidentemente, nosso amigo Luiz Guilherme Ourofino, que é advogado, acabou de ganhar uma causa a favor dos fumantes:
Tabacarias obtêm liminar permitindo que se fume em suas dependências.
Taí um contrasenso da lei: fumante não poder fumar em tabacaria porque é um local fechado. Achei super coerente, quem quer fumar dentro de uma tabacaria, deve ter esse direito. Eu que não fumo, que não entre lá. Segundo Guilherme, "A medida fere a Constituição federal no que diz respeito à livre iniciativa e ao exercício livre da atividade econômica dos estabelecimentos. E completa: Justamente por ser apreciador de charutos, corri atrás desse direito na Justiça."
Parabéns prá ele que foi coerente na sua alegação e ainda foi atrás de seus direitos. É o que todos nós temos que fazer.
Portanto amigos, não há preconceito na lei, há justiça com os não-fumantes que devem ter o direito a respirar tranqüilos sem ser incomodados ou contaminados pelos componentes danosos do cigarro. Assim como o Luiz Guilherme abriu precedentes para que os fumantes possam ter um local para fumar sem ser incomodados e sem incomodar ninguém.
Bom prá todo mundo.


















________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Fumo...sempre ele...

Domingo passado, no Fantástico, uma matéria mostrou crianças trabalhando na colheita do tabaco. As crianças, assim como os adultos, são contaminados pela nicotina de forma devastadora. Sendo que obviamente as crianças são as maiores prejudicadas.

A coisa é tão absurda que chega a ser difícil de acreditar. Um executivo do SindiFumo teve a capacidade de falar, com a cara mais lavada do mundo que o trabalho infantil é uma realidade brasileira, como quem diz: isso é normal, todo mundo sabe, todo mundo faz. Me lembrou o Lula dizendo que todos os partidos têm caixa dois em campanha. Ou seja, todo mundo faz, e daí?

Então amigos fumantes, saibam que esta merda que você suga que contamina o ar que a(s) pessoa(s) do seu lado respiram como se elas fumassem como você fuma, explora o trabalho infantil porque explora os agricultores que plantam tabaco, dando estímulos que os individam a ponto de ter que colocar seus filhos para trabalhar para dar conta da produção exigida pela indústria do fumo.
Por isso, fumante, continue a fumar!
Continue acreditando que fumar só prejudica a sua vida, continue se enganando com essa desculpa fajuta!

Fumante é egoísta, fumante é desrespeitoso com seus semelhantes (até com seus filhos e sua família), fumante suja a rua porque apaga e joga a guimba de seu cigarro em qualquer lugar (outro dia um apagou seu cigarro num corrimão, onde todo mundo coloca a mão!), fumante é mal educado (fuma em qualquer lugar, até dentro de banheiro fechado e elevadores) , inconseqüente com sua vida e com a vida do outro, e agora, incentivador da exploração do trabalho infantil.
Isso mesmo, continue comprando cigarros! Vá em frente!
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa


AGRADECIMENTO: ao amigo Cézar Lopes do Sebrae-SP que me enviou esta foto maravilhosa de teto para área da fumantes. Sensacional a imagem, e o artista que criou! Valeu, mexxxxmo, Cézar!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Fumantes e Não-Fumantes

Quando a lei anti-fumo começou a ser cumprida aqui no Rio de Janeiro, os shoppings foram os primeiros a aderir e, claro, que eu adorei a notícia. Embora a lei seja de 1996, ela somente começou a ser cumprida em meados de 2005, se não me engano. Ou seja, no estado do Rio não se pode fumar em lugares fechados.

Aí, me lembrei de uma história num shopping da zona norte do Rio. Tinha um monte de avisos do tipo “Aqui não se fuma” e todos os cinzeiros vazios, sem areia. Contudo, insistentemente, um fumante nos “perseguia” pelos corredores com seu cigarro aceso.
Num determinado ponto, comecei a procurar um segurança e nada...
Isso já é ruim...ainda mais com um fumante na minha cola...rs...

Mas o tragicômico foi que ao encontrar um vigilante, ele informou que ele conhecia a lei mas que ali no shopping a lei não valia. Ou seja, por causa de um mero fumante, eu teria que chamar a polícia para fazer a lei ser cumprida.

Claro que eu não cheguei a este termo, porque nem sempre estou afim de ir ás vias de fato. Tudo bem, merece: o fumante merece, o shopping merece, o vigia merece.
Mas já apararam para pensar no surrealismo da situação?
Eu chamando a polícia para uma pessoa apagar um cigarro porque o shopping escolheu não seguir a lei...

Fiz o seguinte: mandei um e-mail para o shopping e relatei o ocorrido.
Só faltou uma coisa: o nome do vigia. Porque nessa hora a gente tem que ter essa “sacação”: pegar o nome da pessoa que está nos atendendo. O Shopping negou a orientação e nas vezes que eu voltei lá, não vi mais ninguém fumando.

E isso me lembrou que certa vez, eu , meu irmão e o maridão estávamos num restaurante em Ouro Preto. Lamentavelmente, tinha uma pessoa fumando, empestiando todo o salão e a gente não podia falar nada porque ele estava na área de fumantes (uma das coisas mais imbecis que existe...afinal, como mostrar o caminho certo para a fumaça? Ventilando? Não resolve, pode crer...só se for um vendaval...).

Aí, entrou um grupo de turistas americanos e depois de 10 minutos, um dos turistas começou a reclamar (em inglês) da fumaça. Como o garçon disse que não poderia fazer nada, o americano levantou-se e falou que iria embora. O garçon ainda tentou argumentar falando que falaria com o cliente. Mas o americano rebateu:

Vocês não permitem que fumem? Então, eu não sou obrigada a comer sentindo este cheiro horroroso. Com quantos clientes fumantes que entrem o senhor pretende falar? Espera que eu reclame a cada cigarro acendido?

E foi embora.
Palmas pra ele!

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Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Permitido Proibir

“A rede de hotéis Ibis lançou a idéia de hotéis livres de cigarro. A empresa converteu três unidades (em São Paulo, Curitiba e Vitória) em ambientes sem tabaco. Deve fazer o mesmo com outras duas unidades até o final do ano. É uma boa medida para combater a pior fonte de poluição urbana: o fumo. “Nossa ousadia foi realizar um projeto, um hotel 100% não-fumante. Ninguém tinha ido tão longe, até então”. O projeto brasileiro é o terceiro da rede em todo o mundo. Em 2006, os hotéis Ibis 100% não-fumantes surgiram na França e em Portugal. Tomara que a iniciativa se espalhe.”

Essa notícia publicada no blog do Planeta me fez pensar no que ainda faz os fumantes terem áreas reservadas em restaurantes, por exemplo.
Existe coisa mais desagradável do que um não-fumante comer sentindo cheiro de cigarro?
Se olharmos a nossa volta, os não fumantes são maioria absoluta da população. Olhe à sua volta nos restaurantes, nas praças, nos cinemas, nos shoppings. É a maioria massacrada pela minoria. Não entendo um restaurante desagradar tantos não fumantes em prol de menos de meia-dúzia de fumantes num mesmo horário. Mas eles têm direito a ficar na janelas, enquanto a maioria de não fumantes, fica nos fundos, confinada. Nos hotéis, os andares mais altos e as melhores vistas, são de quem? Da minoria fumante.

O fumante polui o ar com sua fumaça e a terra pois ele joga a gimba e a cinza de seu cigarro em qualquer lugar!

No Rio de Janeiro, o fumo é proibido em shoppings ou melhor, em áreas públicas fechadas. Pena que nem todos os estados tenham a mesma lei.

Fora o fato de que a Nicotina é droga e vicia mais que cocaína e maconha. Devia ter o mesmo estatus dessas drogas. Mas a indústria do cigarro é rica ... E quando há tanto dinheiro envolvido, os pesos e as medidas são bem diferentes.

A fumaça do cigarro, contamina a tudo e à todos a sua volta. Faz mal à saúde dos fumantes e dos que estão ao lado. Fumante não se importa se há idoso ou criança por perto. Pode ser recém-nascido, pode ser o próprio filho...
Para não fumar, infelizmente, precisa ser taxativamente proibido, caso contrário, fuma-se até dentro de hospital.
Eu sou contra o cigarro e acho essas políticas proibitivas, excelentes para conscientizar, mesmo que por caminhos tortos. Já que proibição não é o melhor caminho.
Mas e quando não há outra forma?

_______________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Alguém tinha dúvida?

Mães que fumam, filhos que não dormem


Em recente pesquisa publicada na revista Pediatrics, foi constatado que bebês cujas mães fumam dormem menos horas, têm o sono interrompido várias vezes e demoram mais a dormir. Muitas mães param de fumar durante a gravidez, mas logo após o parto retomam o vício, o que traz conseqüências para o bebê, já que a nicotina passa para o leite. Esta pesquisa demonstra um problema de curto prazo, mas acredita-se que possa causar muitos outros a longo prazo, principalmente relacionado a doenças respiratórias. É certo que filhos de mães que fumam têm maior incidência de asma brônquica, rinite alérgica, sinusite, amigdalites de repetição. Por isso e por outros motivos, muitas mães e pais param de fumar. Pense nisso.

E mais: Fumar aumenta a probabilidade de tornar-se demente

Estudo publicado em 4 de setembro de 2007 na revista Neurology demonstra que a incidência da Doença de Alzheimer é maior em quem fuma em relação a quem nunca fumou ou já fumou e parou. Este aumento na incidência é conseqüência do maior risco de acidentes vasculares cerebrais, do acúmulo de radicais livres em todo o corpo, e da diminuição de substâncias anti-oxidantes.