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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Doação de Cachorro


Muitas vezes, a gente vê por aí pessoas doando seus cães de estimação. E agora me ocorreu que nunca vi gente doar seus gatos... bom, isso eu ainda teria que pesquisar para ver se é verdade, foi só um pensamento. Mas voltando aos cachorros, isso é muito comum. São vários os motivos que levam uma pessoa a se desfazer de seu amigo canino: trabalho excessivo, gastos idem, alergias, gravidez, temperamento agressivo ou destrutivo do cachorro (às vezes do dono...tb), etc.

Muitos desses motivos poderiam ser prevenidos se antes de adquirir o cachorro a pessoa se informasse a respeito das características da raça, por exemplo. Afinal, se você tem nojo de baba, não deve escolher uma raça que babe. Ou, se você não tem muito dinheiro para gastar, deve investir em raças menos propensas a problemas de pele, olhos ou ouvidos, por exemplo. Ou se você mora em apartamento, deve escolher uma raça que não fique latindo por qualquer motivo. Como podemos ver, a escolha errada, pode nos trazer problemas que nos levará a não mais querer conviver com o cachorro. E muita gente o trata como um ser inanimado e sem sentimentos. O que já sabemos que não é verdade.

Mas tem muita gente que ainda pensa assim: se não der certo eu dou. E não pensa que será um sofrimento enorme para a seu cachorro sair do seu convívio pois seu cachorro já os tem como família. Sem exageros, será uma criança abandonada numa família desconhecida. Por causa do livro que escrevi (http://www.felizpracachorro.com.br/), sou sempre consultada a respeito e sempre falo as mesmas coisas.
E a primeira pergunta é: você sabe quanto tempo vive um cachorro?
E a despesa com alimentação e remédios? Sabe que é por peso? Ou seja, quanto maior mais ele come e mais ele consome em termos de dose de remédio, caso precise? Ou ainda você sabe o tamanho do xixi e do seu cocô, está disposto a limpar? Ou vai soltar na rua para ele fazer cocô na porta dos outros, para que os outros limpem?
A maioria não se faz pergunta nenhuma: acha todos os filhotes fofos e lindos e compra sem pensar que filhote de elefante também é fofo e lindo. O problema é depois que cresce.

Se realmente não tiver jeito, procure doar para pessoas conhecidas porque eu vi um caso muito triste numa família. Por ter sido doado a um desconhecido, o cachorro foi encontrado abandonado na rua, cheio de doenças (sarnas, bicheiras, pulgas e carrapatos), magro e faminto.
Você imagina o que foi encontrar um cachorro que foi criado em casa com todo amor e carinho nestas condições? Os antigos donos quase morreram de tristeza quando vieram a cadela na rua, chamaram pelo nome e ela atendeu. Nunca mais foi a mesma coisa: nem a cadela, nem a família.
Hoje ela já faleceu, mas com certeza, um dos motivos foi de tristeza. Neste caso, o cachorro foi doado porque foi comprado para ser micro-toy e ele era um poodle normal, de tamanho médio e virou um cachorrão, totalmente fora dos padrões esperado pela família. Além disso, o cachorro foi comprado para ser de uma das filhas. }como ela se comprometeu a cuidar e não cumpriu, acabou sobrando para os pais que não gostaram nada do novo serviço. E isso é muito comum: a criança diz que vai cuidar e não cuida. daí, eu digo: o cachorro é do adulto, se for comprar para a criança cuidar, esqueça.

Doar, tem que ser para alguém que realmente queira, que sabe do trabalho que dá, da despesa e da atenção que demanda. Desculpe mas isso me tocou muito e às vezes a gente não tem dimensão do que as pessoas que a gente não conhece são capazes de fazer. Muitas vezes, nem as que conhecemos.
E se você acha que é exagero, olhe à sua volta, veja a população de cachorros de rua que existe. Com certeza, começaram a partir de cachorros abandonados por seus donos à própria sorte e foram cruzando e gerando mais cachorros. Visite um centro de zoonoses ou associação de proteção animal e verá a quantidade de cachorros abandonados. É triste ver o que somos capazes de fazer.
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Drogarias Pacheco, nunca mais!


Durante muito tempo, comprei nas Drogarias Pacheco. Uma empresa consolidada com mais de 100 anos de existência. Infelzimente, mesmo contra minha vontade e com minha total resistência, preciso comprar remédios de vez em quando. E até que desfralde meu guri, compro as maledetas fraldas descartáveis.

Mas devido a uma gripe forte que nos assolou que terminou em sinusite e rinite alérgica, precisamos de um antibiótico. Pois mesmo pedindo com mais de 12 horas de antecedência a entrega não foi feita. Nenhuma satisfação foi dada e quando reclamei fui tratada como uma cliente chata.

Como pode uma empresa que vende medicamentos, levar mais de 12 horas para entregar um medicamento que precisa ser tomado em horários religiosamente cumpridos?

Claro que eu não esperei, comprei em outra farmácia e mandei o entregador da Pacheco embora com antibiótico e fraldas. Descobri, nesta brincadeira, que a *nova* logística da empresa, manda meu pedido de uma farmácia a mais de 30 km da minha casa, mesmo tendo uma quase ao lado? (ãh?)
Pois é...

Não entendo, porque para mim, por uma questão de conta de somar e dividir, o custo é maior. E para o meio-ambiente, cruz-credo...essa empresa,de fato, não está nem aí, para o meio-ambiente. Vou até procurar por alguma farmácia que faça entrega de bicicleta (nunca vi, só vejo aquele bando de motoqueiros parados na porta das farmácias).


Lá, eles atendem através de uma central de atendimento que é tudo de pior que pode-se querer: o cliente que reclama perturba;

as atendentes embora sejam pessoas, falam e agem como máquinas;

o sistema somente tem o histórico de venda para o cliente, mas não o histórico de atendimento (ou seja só o seu bolso interessa para eles);

você fica horas esperando um retorno, posicionamento ou resposta

e tentam, antiquadamente, vencer o cliente pelo cansaço.


Atualmente, não temos mais espaço para atendimento de péssimo padrão como esse. E eu, que trabalhei muitos anos com atendimento ao cliente (trabalhei em multinacionais da área de panificação e ajudei a implantar o atendimento ao cliente nas duas empresas) posso lhes garantir que tratar o cliente com o respeito que ele merece é uma premissa da empresa. Ou ela tem, ou ela não tem. Independente disso, profissionais que fazem este trabalho devem ser treinados para dar ao cliente o atendimento que ele precisa, sempre ir além de suas expectativas e levar qualquer reclamação ao maior responsável pelo setor porque, empresas sérias sabem:

cliente que reclama, é o melhor cliente de uma empresa porque é aquele que, no mínimo, deseja que a empresa melhore e que sinaliza para a empresa como ela é vista no mercado. Este é um feedback que não tem preço.


E nós consumidores, só melhoraremos o nível do atendimento que recebemos quando mostrarmos que merecemos respeito.


Por isso, Pacheco, bye, bye....
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Mc Lanche (In)feliz


Eu devo confessar que apesar de ir pouquíssimo ao Mc Donald's, eu adorava o Bic Mac. Sempre gostei so seu gosto artificial, do seu tempero forte para esconder coisas horríveis que devem existir por ali...rs...

Depois que tive filhos, uma outra coisa em mim mudou: meu paladar. Não consigo mais colocar coisas muito gordurosas ou artificiais demais na boca...Acho horrível.
Por exemplo? Coisas que eu A-D-O-R-A-V-A:
Biscoito waffle
Biscoito recheado
Batata frita

E mais uma dúzia que não lembro agora...
Não que eu não coma batata-frita...mas tem que ser "aquela" batata para eu gostar de verdade.

Aí, ontem fui ao Mc Donald´s com as crianças, depois de séculos sem ir, porque raramente vamos e minha surpresa absoluta foi dar de cara com um lanche sempre caríssimo mas com uma carne fina como papel. Gente, o que era aquilo? Sem exagero, a espessura da carne devia ser ¼ do que é uma carne normal de hambúrguer. Parecia papel mesmo!

Já acho um total absurdo as fotos do cardápio não corresponderem ao sanduíche que recebemos , mas a carne ser tão fina me deixou tão indignada que devolvi o sanduíche.

As crianças, sempre querem o Mc Lanche por causa dos brinquedos e, sempre, sempre que vou lá, nunca tem o que eles estão anunciando na TV. Fico passada com isso porque as crianças ficam super decepcionadas. Eu já não vou, quando vou não tem um brinquedo decente...

Mas o que me surpreende é de fato, nunca ter. Será que eles fazem deliberadamente jogada de marketing comprando poucas quantidades e depois que a criança já está lá, leva a porcaria que tiver? Ou sou eu que vou tão pouco que quando vou a promoção já não existe mais?

Mas será que dou sempre o mesmo azar, de ir no final? Porque nas minhas raras idas não dou a sorte de ir na semana do lançamento?

Estou achando que essa rede americana está subestimando o consumidor brasileiro...
Talvez porque o próprio consumidor brasileiro se subestime mesmo. Caso contrário não teria tanta fila de gente comendo no Mc Donald´s que tem no caminho da minha casa.

É de ficar pensando no quanto faturam pela porcaria que vendem!


E para não dizer que foi tudo ruim, porque nada é completamente ruim, ganhei dois ingressos que dão direito a um acompanhante de graça para ver alguns filmes em lançamento na rede Cinemark. Ganhei mas não levei porque não tenho este cinema perto de casa. Portanto, quem for do Rio e tiver Cinemark perto de casa e quiser concorrer, vou sortear os dois tickets (dão direito a um acompanhante de graça para cada um, ou seja 4 pessoas, pagam somente 2, de 2a. a 5a. feira - claro - nos filmes determinados nos ingressos euquanto estiverem em cartaz). Só vou pedir um prazo ara achar onde os coloquei...rs...nessa semana corrida que tive, alguma coisa tinha que se perder....

Mas vale a participação, escrevam nos comentários o que vocês consideram ser um atendimento de qualidade e até que ponto, o mau atendimento o influencia a deixar de consumir determinada marca. Juro que vou procurar os ingressos...rs...

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa


segunda-feira, 7 de julho de 2008

Sonoleve ou será Pesado?

Estava eu procurando, em várias lojas de móveis em colchões em Campo Grande (bairro do Rio de Janeiro) um sofá-cama de solteiro. Encontrei em muitas delas, mas a entrega não aconteceria em menos de 10 dias. Bem, eu tinha urgência, então parti para a compra de uma cama dobrável. Pequena, fácil de guardar, prática e eu poderia comprar, colocar dentro do carro e levar para casa na hora.

Ledo engano. Quando finalmente achei a tal cama em uma das lojas da rede de lojas Sonoleve (Rua Coronel Agostinho), a vendedora me fez muitas mesuras, me levou para dentro da loja e foi procurar no estoque. Após quase 10 minutos ela volta me dizendo que não tinha em estoque. Responde: tudo bem, eu levo a do mostruário.

- Ahhhhhhh, mas essa eu não posso vender.
- Como assim?
- Ela foi para o mostruário hoje e isso atrai cliente para a loja, por isso não posso vender!
- Continuei sem entender, expliquei para a vendedora. Você me faz entrar na loja, me diz que não tem estoque e que não pode me vender o mostruário. Você não quer ganhar a sua comissão ou não quer trabalhar?
- Não é nada disso, eu não trouxe você para dentro da loja, então fiz o meu trabalho!
- Como fez seu trabalho? Você além de não vender nada, por conseguinte não vai ganhar comissão, além do que o cliente não está satisfeito!

Ela continuou insistindo que tinha realizado o trabalho dela sim, mas se EU quisesse poderia TENTAR falar com o gerente de nome Alex. Fui até a tal criatura e perguntei se poderia levar a cama e o indivíduo me deu as mesmas explicações da vendedora e disse que tinha levado uma bronca da supervisora dele por ter vendido um item de mostruário na semana anterior. Argumentei que o cliente não poderia ficar insatisfeito, mas ele disse que não poderia fazer nada.

Seguiu-se então uma conversa muito, mas muito estranha. Primeiro fiquei olhando para esta criatura e pelo meu semblante provavelmente aparecia um rosto indignado, incrédulo, insatisfeito, estupefato e claro irônico, pois a partir daquele momento esta loja está cortada do meu rol de possíveis fornecedores de produtos.

O engraçado é que eu disse que a situação era tão absurda, já que TODAS as outras lojas do MUNDO, até insistem para você levar a peça do mostruário efetuando assim a venda, mesmo que apliquem um desconto, e aquela era a única que não fazia isso, e que este episódio merecia um texto especial no blog.

Quando disse isso o "cara" ficou apavorado e começou a dizer: No blog não, por favor, no blog não!

Ou ele não sabe o que isso significa ou sabe exatamente a força que este tipo de texto e ação possui. Então aqui está o meu repúdio por uma situação ridícula, que me fez perder um tempo considerável da minha vida, me fez perder tempo tentando conversar uma pessoa preparada (ou não) para vender produtos a me vender um item dele. Me senti humilhada, já que praticamente tive que implorar para comprar a mercadoria. Surreal.

Depois disso, andei uns 20 metros, entrei em outra loja, SUPERLAR e perguntei se eles possuiam a tal cama dobrável, o vendedor me informou que havia vendido a última, e adivinhem: A DO MOSTRUÁRIO!

Fiquei triste é claro, mas ele me deu uma solução para o meu problema, já que o estoque da loja ainda não havia sido reposto, ele me perguntou se eu não queria pegar a cama no depósito que ficava ali perto, além do mais a mercadoria que estava lá tinha um preço 30 reais mais barato e eu poderia parcelar em 5 vezes sem juros.

AHA!

______________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter


Ps.: Para quem não assistiu ao Fantástico do dia 29/06, informo que a Sonoleve foi reprovada no teste de densidade de seu colchão D33, ele não tem as especificações necessárias, eu acredito então que a densidade do colchão é D171

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O direito de fumar

Recebemos o seguinte comentário sobre nosso último post sobre fumo:

“Sou fumante, mais respeitos os não fumantes, só acho uma lei preconceituosa, pois se querem realmente acabar com fumantes, feche as fabricas, pois tem coisas que matam muitos mais que cigarro, o transito por exemplo, armas de fogo, bebidas alcoólicas , porque também não proíbem bebidas nos restaurante, ou limitem os bêbados , mais acabar com as fabricas de cigarro o estado o governo não quer, porque os impostos de cigarro da muito lucro para o governo, então que porcaria e essa de limitar quem fuma, se as próprias industrias de tabagismo continua ai. Para os inferno com esse lei.”

Normalmente eu comentaria lá mesmo, no espaço dedicado aos comentários, mas ele foi feito no link Fale com a Gente. E no final de semana, estivemos numa praça perto de casa que tem brinquedos de madeira ótimos, é bem cuidada, em local
tranqüilo e as crianças adoram.
Pois bem, chegando lá, eram tantos maços de cigarro pelo chão que tirei algumas fotos. O lugar super-bem cuidado, cheio de lixeiras para todos os gostos e tamanhos e um festival de maços de cigarro no chão, muitas vezes, quase ao lado da lixeira!

Isso não é preconceito, é constatação: muitos fumantes, só porque o local é aberto, fuma como se não houvesse crianças e ainda joga o maço vazio no chão!
A maioria dos fumantes é um ser sem limites: fuma onde quer, joga o lixo do seu prazer onde quer (maço e guimba no chão, fumaça fedorenta e contaminante em nossos pulmões, roupas e cabelos, etc) e limitar um hábito que suja, polui e prejudica a saúde de terceiros, é preconceito? Simples assim? Claro que não é.

Concordo que tem um monte de outras coisas que são erradas, mas um erro não justifica o outro. Cada qual tem que fazer a sua parte e respeitar o lugar dos outros no mundo para que o seu seja respeitado.

Falando nisso, coincidentemente, nosso amigo Luiz Guilherme Ourofino, que é advogado, acabou de ganhar uma causa a favor dos fumantes:
Tabacarias obtêm liminar permitindo que se fume em suas dependências.
Taí um contrasenso da lei: fumante não poder fumar em tabacaria porque é um local fechado. Achei super coerente, quem quer fumar dentro de uma tabacaria, deve ter esse direito. Eu que não fumo, que não entre lá. Segundo Guilherme, "A medida fere a Constituição federal no que diz respeito à livre iniciativa e ao exercício livre da atividade econômica dos estabelecimentos. E completa: Justamente por ser apreciador de charutos, corri atrás desse direito na Justiça."
Parabéns prá ele que foi coerente na sua alegação e ainda foi atrás de seus direitos. É o que todos nós temos que fazer.
Portanto amigos, não há preconceito na lei, há justiça com os não-fumantes que devem ter o direito a respirar tranqüilos sem ser incomodados ou contaminados pelos componentes danosos do cigarro. Assim como o Luiz Guilherme abriu precedentes para que os fumantes possam ter um local para fumar sem ser incomodados e sem incomodar ninguém.
Bom prá todo mundo.


















________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O boom da Cola-cola


Certo dia, no meio da madrugada, escutamos um estouro. Parecia ser dentro de casa e assustados, saímos a procurar o que poderia ter sido. E nada. Com duas crianças pequenas dentro de casa a gente sempre fica apreensivo e sensível a qualquer barulho.

No dia seguinte, quando entramos no quartinho dos fundos, descobrimos a origem do barulho: uma garrafa de coca-cola que havia estourado sozinha. Simplesmente havia aquele xarope melado por todo o cômodo: chão, paredes, guardados, estantes.

Pleno sábado de manhã, que poderíamos estar na praia curtindo nossos filhos, estávamos em casa, lavando chão, arrastando móveis, limpando coisas, jogando caixa se papel fora...

Tirei várias fotos do estrago e mandei por e-mail para a Cola-cola.

Não foi fácil assim como parece porque simplesmente eles diziam não ter um endereço de e-mail para onde eu pudesse mandar as fotos (hããã?).

Conseguido o e-mail, mandei as fotos e a única preocupação deles foi em me oferecer uma nova garrafa de Cola-cola. Como se essa fosse a minha necessidade. Fiquei tão indignada diante do transtorno que tive e ser ofendida com tal oferta que falei que minha preocupação era saber porque isso aconteceu e saber o que eles fazem para evitar poi isso pode machucar uma criança, por exemplo.

Mas eles não tiveram nenhuma reação ou preocupação, quiseram e insistiram para que eu aceitasse a nova garrafa. Não aceitei a garrafa e ainda falei que seria necessário mais que isso para cobrir tanto transtorno, já que eles não demonstravam nenhuma preocupação com as consequências do ocorrido ou da possibilidade disso acontecer novamente.

Meu computador pifou, perdi as fotos e nunca mais recebi mensagens da Cola-Cola.

Como consumidora tive certa do que sempre soube: a Cola-Cola não está nem aí, pra nós, consumidores. E como eu tenho respeito por mim, eu, que já tinha um baixo consumo de Cola-cola, agora dou preferência a outras marcas quando tenho que escolher um refrigerante.
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Celular faz mal?

Para quem tem dúvida se celular faz mal prá nossa saúde...


Imagine o que não faz com nossos tímpanos e com nossos cérebros!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Submarino - feito prá afundar.com.br...

Eu não sou uma consumista inveterada mas compro algumas coisas pela internet. E me interessei por um (na verdade dois) triciclos para as crianças.
Fiz o pedido e nada das mercadorias chegarem. E depois de muita demora, minha encomenda chegou. Incompleta com apenas 1 item do meu pedido.

Recebi pensando que o outro chegaria em seguida, sem entender direito o que tinha acontecido mas chateada porque queria dar os presentes juntos para as crianças. Ou seja, tive que esconder o primeiro até a chegada do segundo triciclo.

Um dia e nada...
Dois dias e nada...
Três dias e nada.

Liguei para reclamar e fui informada de que os dois produtos não tinham em estoque e que neste caso, sempre são enviados separadamente, de acordo com a disponibilidade em estoque e que esta informação está constando no ato da compra.
E está. Só que não com esta clareza toda O PRODUTO NÃO TEM EM ESTOQUE e a gente nunca pensa que isso aconteça individualmente com um produto em pedidos que constam outros produtos. E isso é uma porcaria porque você que precisaria ficar apenas um dia em casa para receber, temos que ficar aguardando até o pedido todo chegar, pingado e torcendo para não termos , no máximo, apenas dois itens no pedido. Caso contrário, senta e espera porque você, cliente, não deve ter mais nada para fazer do que ficar esperando a entrega do seu pedido.


Depois de muitos e-mails reclamando e sendo tratada como um completa imbecil (eles vão se fazendo de desentendidos para ver até onde vai nossa paciência ou pra ver se a gente desiste da reclamação), consegui cancelar meu pedido. Porque tem que ser assim: se não começarmos a cancelar nossos pedidos e eles perderem vendas, nada mudará, já que o bolso precisa "doer".

Mas o pior ainda está por vir: depois que cansei de esperar e cancelei o pedido, fui informada de que o cancelamento somente seria feito depois que eu me negasse a receber o pedido. Ou seja, eu ia ter que receber e devolver. Existe coisa mais doida? Eu não quero, aviso com antecedência e eles precisam mandar assim mesmo, mesmo sabendo que eu vou devolver.

E assim foi feito: devolvi o que recebi e não recebi o que devolvi.

Primeira e última compra com o Submarino.
Infelizmente, me parece que é do mesmo grupo do Shoptime e da Americanas, sinal de que estamos um pouco reféns e sendo assim, não há porque as empresas se esforçarem para atender bem, afinal, elas mesmas são opções delas mesmas.
Infelizmente, nem sempre é possível cancelar porque o cancelamento demanda nova pesquisa, nova compra, mais tempo perdido coE acabm o mesmo trabalho e o recomeço de um prazo para entrega que nem sempre dispomos. E acabamos aceitando.

Por isso o monopólio é tão nocivo para o consumo. Que nossa senhora protetora dos consumidores nos proteja...
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Hot Fraldário

Quando estava com meu primeiro filho, lá pelos seus 6 meses, eu fui ao shopping Via Parque na Barra. Depois de andar bastante com o rebento, precisei ir ao fraldário para trocar fraldas e amamentar.

Aliás, que fraldário. Eu adorava: era novinho, recém reformado, clean, agradável, moderno, aconhegante, mas não tinha ar condicionado.

Como assim?

Pois é...era um forno.
Sentei para amamentar e como é comum, foi um suadouro só, em mim e no filhote.
Não agüentei e saí, pendido para que a pessoa chamasse o responsável pelo fraldário.

Depois de 20 minutos ele me achou sentada num banco do lado de fora, amamentando.

Só olhei para ele e falei: Nossa. moço, o senhor já ficou no fraldário ? Como é quente lá ! Não tem ar-condicionado, nem um ventilador... Como podem fazer um projeto de um espaço sem ventilação nenhuma? Olha como nós estamos ! Gostaria que o senhor permanecesse lá dentro durante o tempo que uma mãe precisa para amamentar seu bebê pro senhor entender.

Ele olhou pra mim, olhou pro bebê, ambos suados.
Se desculpou, disse que não poderia ficar neste momento, deu meia-dúzias de desculpas e saiu. Algum tempo depois quando voltei ao shopping, tinha ar-condicionado instalado no fraldário.

Não sei se fui eu que motivei a mudança, se mais gente reclamou (espero que sim) mas cada dia mais vejo o quanto vale a gente reclamar. Sendo eu ou não, e espero que não, tenho certeza de que foi reclamação de cliente que motivou essa mudança tão importante.
Temos que acreditar: reclamar adianta.

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Mercenário ou justiceiro?

Dia desses recebi um e-mail desses que circula na internet contando de caso de uma consumidora que encontrou uma barata numa conhecida marca de geléia de mocotó. No e-mail ela relatava que tentou conseguir uma indenização pelo ocorrido diante do risco a que expôs seu filho ao oferecê-lo um alimento que deveria estar em condições de ser consumido.
Em tese, as empresas apenas trocam o produto “danificado” por outro de mesma quantidade e tamanho. Não há nenhum tipo de bonificação para o cliente.
MAS SERÁ QUE ISSO É JUSTO?
É sabido que pouquíssimos clientes tem o hábito de reclamar. E muitas empresas se valem disso para oferecer produtos de qualidade ruim ou duvidosa. E quando o cliente reclama, ele vai lá, e troca. Pronto: rápido, fácil, simples e barato.
Mas o cliente que reclama, para as empresas sérias é o melhor cliente.
Como?

Sim...o melhor cliente!
O cliente que reclama está dando um retorno gratuito sobre o produto no mercado.
O cliente que reclama está profundamente interessado em que haja melhoria no produto.

O cliente que reclama não fala mal da empresa (se ele for bem recebido e atendido em sua reclamação). Ele fala mal para a empresa e não da empresa.

Mas no Brasil, o cliente que reclama é um chato e aquele que acha que merece ser ressarcido ou bonifcado, é um mercenário, aproveitador.
E acho que todo cliente que reclama, merece ser bonificado ou ressarcido ou indenizado pelos danos causados pelo problemas causados pelos produtos.

Nem que seja por simples agradecimento pela ajuda e oportunidade sem preço que este cliente dá ás empresas!

terça-feira, 6 de maio de 2008

Hoje não dá para cumprir a lei...


Essa foi a informação que recebi da gerente de um banco do Estado quando entrei na agência e diante das filas quilométricas, percebi que ninguém ali seria atendido no prazo de 15 minutos conforme determina a lei no estado do RJ : Ninguém pode demorar mais de 15 minutos numa fila de banco.

Mas lá, mesmo diante do meu protesto, ouvi da gerente que era dia de pagamento, chovia muito (tinha gente na fila na chuva, do lado de fora) e que eu deveria entender que não tinha funcionário suficiente para tanta gente e que seria impossível cumprir a lei naquele dia.

Pior que o que eu tinha prá fazer só podia ser neste banco e só tinha essa agência no meu bairro.

Acontece que a gerente foi muito arrogante, mas muito mesmo. Engoli seco e sai dali pensando no que eu poderia fazer. Neste momento, passar na minha frente, um carro da Polícia. Não pensei duas vezes e fiz um BO.

Só que olha como são as coisas no Rio: no meu bairro não tinha delegacia e eu teria que ir ao batalhão retirar o BO. Nunca fui porque simplesmente eu nunca lembrava de passar no tal batalhão que era afastado e num lugar que eu raramente passava. Aliás, só vim a saber onde era depois, porque nunca nem tinha visto o mesmo, mesmo passando perto.

Com isso, o episódio só não passou de um susto para a tal gerente arrogante. Às vezes me pergunto e eu não deveria ir lá pegar o tal documento (BO) e mandar um e-mail para a Ouvidoria do Banco mas vou confessar, amigos: brigar o tempo todo , cansa. E a gente perde um tempo precioso reclamando. Tem hora que a gente desanima e deixa prá lá.
Mas o certo não é isso, porque a acomodação não melhora o mundo em nada. Então, se você está no banco e precisa enfrentar a fila, faça valer seus direitos. Pegue a senha de atendimento com a data e hora que você entrou na fila. Caso não saia autenticado na senha, peça para um caixa fazer (ele não poderá se negar). Neste caso, duas coisas podem acontecer:
1.o banco vai providenciar atendimento rápido aumentando onúmero de caixas porque tem gente com senha autenticada esperando e você sai do banco em até 15 minutos (beleza!);
2.você leva mais de 15 minutos, pede para o caixa autenticar a hora que você foi atendido no mesmo papel da senha e fica com ele prá você. De posse deste comprovante, você se encaminha ao Procon mais próximo e solicita indenização pelo tempo perdido e pelo descumprimento da lei.
Só assim seremos respeitados como cidadãos. Cumprindo nossos deveres para fazer valer nossos direitos.
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Ana Cláudia Bessa

terça-feira, 15 de abril de 2008

Web (in) eficiente

É triste notar o quanto ainda estamos atrasados em termos de internet. Não sei se isso é só no Brasil mas é espantoso pra mim, ver como essa ferramenta é desperdiçada, mau usada e ignorada na sua importância, valor e abrangência.

Eu sou fã de internet (nem precisava dizer, né?). “Surfo” na rede desde 1997 e já conheci mais pessoas por aqui do que meus dedos podem contar, inclusive e principalmente, pessoalmente. Pois é. Pra mim, é muito natural sair do virtual para o real. E faço isso com freqüência porque sempre me inseri em grupos sérios e pré-determinados, escolhidos com indicação, critério, avaliação do meu interesse sobre o assunto do grupo. Isso me rendeu ótimas amizades que perduram além do virtual.

Escrevi um livro sobre cachorros depois que comprei o meu cachorro, não sabia o que fazer e comecei a pesquisar coisas na internet. Conheci tanta gente do meio e aprendi tanta coisa que virou livro . Chama-se Feliz pra Cachorro. O Alexandre Rossi e a Cláudia Pizzolato, fizeram o comentário da contra-capa e o prefácio do livro respectivamente. São amigos que conheço pessoalmente mas que foram "feitos" via internet.

Bem...tudo isso eu falei porque eu uso muito a internet para fazer contatos, reclamações e pedir informações. E simplesmente as empresas não respondem! É impressionante a quantidade de empresas que simplesmente não dão retorno aos e-mails enviados por seus sites , sejam nos "famigerados" formulários , sejam por um endereço de e-mail.

O que faz um profissional (porque atrás do e-mail há uma pessoa) simplesmente ignorar o atendimento solicitado via internet, hoje em dia? É rápido, é fácil, é abrangente.

O que faz uma empresa que não vê o péssimo atendimento dado por seus funcionários aos clientes da internet?

Eu, como cliente, fico com uma péssima impressão dessas empresas e sempre dou preferência àquelas que bem me atendem via internet. Por que se já sou ignorada neste canal, imaginem “na real”.

Um exemplo absurdo é um site de uma entidade de defesa do consumidor. Lá, eles oferecem um pacote de assistência e informações a respeito do tema. “Crica” que sou, mandei um e-mail querendo maiores detalhes, e adivinhem? Nunca fui respondida. Mandei de novo. Nada. Aí, um dia, vejo no jornal uma reclamação de um “cliente” que pagou pelo pacote e não levou o prometido. Caramba...é uma entidade de defesa do consumidor.
Não dá!

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Ana Cláudia Bessa

Notícia!!! FIM DAS CÓPIAS AUTENTICADAS NO RJ

Foi sancionada lei que acaba com obrigatoriedade da apresentação de cópias autenticadas.
O governador Sérgio Cabral sancionou a Lei nº 5069, que põe fim à obrigatoriedade de apresentação das cópias autenticadas nos órgãos públicos do Estado do Rio. A lei, de autoria da então deputada estadual Andréia Zito, foi publicada no Diário Oficial do estado. A partir de agora a população fluminense não irá mais gastar cerca de R$4,44 por cada documento que precise ser autenticado para apresentação nos órgãos estaduais. O próprio servidor do estado poderá, mediante comprovação com o documento original, declarar que a cópia confere com o original. Uma pessoa que precisa apresentar documentos básicos, como identidade, CPF, comprovante de residência e histórico escolar, gastaria cerca de R$17,76 com autenticação das cópias em cartório. Com a nova lei, o custo será apenas de cópia comum, cerca de R$ 0,10 por cada.

REPASSEM!!!!LEI Nº 5069 DE 16 DE JULHO DE 2007.
TORNA DISPENSÁVEL A EXIGÊNCIA PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICAESTADUAL, DIRETA, INDIRETA E SUAS FUNDAÇÕES DE AUTENTICAÇÃO DE CÓPIA, EM CARTÓRIO, DE DOCUMENTOS PESSOAIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Governador do Estado do Rio de JaneiroFaço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio deJaneiro decretae eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica dispensada a exigência de autenticação, em cartório, das cópias de documentos exigidos por órgãos integrantes da Administração Pública Estadual, direta, indireta e suas fundações, em todo o Estado do Rio de Janeiro, desde que utilizadas no interesse do requerente, em procedimento administrativo do mencionado órgão autenticador, excetuados os casos previstos expressamente em legislação federal e nos que envolvam motivos desegurança pública,de licenciamento de veículos e de identificação civil e criminal.

Art. 2º - Somente o servidor público efetivo poderá, em confronto com o documento original, autenticar a cópia, declarando que 'confere com ooriginal'.Parágrafo único - A autenticação de que trata o caput este artigo deverá ser feita com a carimbagem, constando, obrigatoriamente, a data, o nome, a matrícula e o órgão de lotação do servidor.

Art. 3º - O órgão que verificar, a qualquer tempo, falsificação dedocumento ou de assinatura em documento público, deverá dar conhecimento do fato à autoridade competente, no prazo improrrogável de 5 (cinco) dias, para instauração do processo administrativo e criminal.

Art. 4º - O servidor que, no uso de suas atribuições, atestar documentos falsos, sofrerá as sanções previstas no artigo 3º da presente Lei, além daquelas estabelecidas no Estatuto dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Art. 5º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 16 de julho de 2007.
SÉRGIO CABRAL
Governador

terça-feira, 25 de março de 2008

Cocôrrefour

Tem um mercado que sempre me surpreende pela falta de respeito ao cliente. Nele, eu raramente vou e quando acontece, as coisas conseguem piorar sempre.
O banheiro deste mercado está sempre sujo, com os trincos das portas quebrados, sem papel higiênico e papel toalha.

O fraldário fica trancado!
E não tem ar-condicionado ou papel toalha.

A lanchonete é tão suja que não tive coragem de comer nada. Restos de alimentos pelas mesas, lixo pelo chão.
Só sentei para dar um suco (que eu trouxe na bolsa) para as crianças e partimos.

Na propaganda, eles informam que garantem o menor preço mas certa vez levei um anúncio da concorrência e foi tanta burocracia que, por pouco, não desisti da compra. Até a tonalidade da cor da embalagem do produto na foto do encarte, eles questionaram.

Os funcionários, atendem muito mau os clientes. Desde o SAC, aos gerentes que você venha a necessitar falar. E este mercado tem um site muito pobre que não tem nem canal de atendimento ao cliente, e-mail ou coisa parecida. E se você reclama, os funcionários falam que realmente é ruim, mas que não podem fazer nada...
E nada me espanta ver uma celebridade fazendo propaganda do “precinho”. Infelizmente, o único critério de algumas celebridades é quanto elas vão colocar no bolso, pouco importa se o que são pagos para dizer é verdade ou não, ético ou não. Fazem propaganda no mercado sem nunca terem entrado numa filial da rede.

E para completar, OLHO NO CAIXA. Sempre acontece de algum item estar com preço diferente da etiqueta da prateleira. Sempre tem, pelo menos 1. Por essas e outras, o Cocôrrefour só me vê quando eu não tenho outra opção. O que cada dia mais raramente acontece visto que a concorrência é cada dia maior e melhor.
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Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 19 de março de 2008

Não me engane, que eu não gosto!

Muita gente já ouviu essa famosa historinha de case de marketing que fala de uma copeira que servia cafezinho durante uma reunião de uma famosa marca de pasta de dente em que se discutia como aumentar o consumo já que o ato de escovar dentes era bem delimitado, sendo difícil incentivar que as pessoas escovem mais o dente do que se faz normalmente. E aí, entra a copeira que pede licença e sugere que se aumente o tamanho do buraco de saída da pasta de dente, assim as pessoas, sem perceber, colocariam mais pasta a cada escovação. Brilhante...

Não sei se é verdade mas o fato é que o buraco aumentou...rs...eu pelo menos tenho essa impressão se comparo com as pastas de dente de antigamente.




Dia desses, eu tive a curiosidade de abriraa a tampa da embalagem do creme hidratante das crianças para ver se todo o conteúdo havia sido aproveitado, já que o mesmo estava no finalzinho. E sem surpresa nenhuma descobri que havia bastante creme ainda dentro da embalagem. O motivo era simples: por dentro da tampa, onde não conseguimos ver, o bico não era reto, era cheio de curvas que impediam o escoamento livre do produto. Ou seja, quando a gente pensa que o produto acabou e joga fora, ainda tem produto lá dentro e que vai para o lixo nos levando a abrir um novo frasco.Mandei um e-mail para o laboratório que fabrica o produto e vamos aguardar para ver o que eles falam. Afinal, o bico não poderia afunilado reto?

Aí, lembrei da embalagem de um produto que é muito bacana pois faz com que todo o produto seja usado. Vejam que interessante!

E também lembrei de um produto que eu uso o refil, aliás, uma ótima opção pois poupa o meio ambiente reduzindo, em média, pela metade o impacto causado pelo descarte de embalagens comuns. Além disso, permite a reutilização das embalagens mais danosas ao meio-ambiente e diminui o custo e o impacto ambiental causado pela sua produção.
Taí um bom exemplo de embalagem e de bico!
Dessa daí, a gente usa tudinho!
_________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Fumantes e Não-Fumantes

Quando a lei anti-fumo começou a ser cumprida aqui no Rio de Janeiro, os shoppings foram os primeiros a aderir e, claro, que eu adorei a notícia. Embora a lei seja de 1996, ela somente começou a ser cumprida em meados de 2005, se não me engano. Ou seja, no estado do Rio não se pode fumar em lugares fechados.

Aí, me lembrei de uma história num shopping da zona norte do Rio. Tinha um monte de avisos do tipo “Aqui não se fuma” e todos os cinzeiros vazios, sem areia. Contudo, insistentemente, um fumante nos “perseguia” pelos corredores com seu cigarro aceso.
Num determinado ponto, comecei a procurar um segurança e nada...
Isso já é ruim...ainda mais com um fumante na minha cola...rs...

Mas o tragicômico foi que ao encontrar um vigilante, ele informou que ele conhecia a lei mas que ali no shopping a lei não valia. Ou seja, por causa de um mero fumante, eu teria que chamar a polícia para fazer a lei ser cumprida.

Claro que eu não cheguei a este termo, porque nem sempre estou afim de ir ás vias de fato. Tudo bem, merece: o fumante merece, o shopping merece, o vigia merece.
Mas já apararam para pensar no surrealismo da situação?
Eu chamando a polícia para uma pessoa apagar um cigarro porque o shopping escolheu não seguir a lei...

Fiz o seguinte: mandei um e-mail para o shopping e relatei o ocorrido.
Só faltou uma coisa: o nome do vigia. Porque nessa hora a gente tem que ter essa “sacação”: pegar o nome da pessoa que está nos atendendo. O Shopping negou a orientação e nas vezes que eu voltei lá, não vi mais ninguém fumando.

E isso me lembrou que certa vez, eu , meu irmão e o maridão estávamos num restaurante em Ouro Preto. Lamentavelmente, tinha uma pessoa fumando, empestiando todo o salão e a gente não podia falar nada porque ele estava na área de fumantes (uma das coisas mais imbecis que existe...afinal, como mostrar o caminho certo para a fumaça? Ventilando? Não resolve, pode crer...só se for um vendaval...).

Aí, entrou um grupo de turistas americanos e depois de 10 minutos, um dos turistas começou a reclamar (em inglês) da fumaça. Como o garçon disse que não poderia fazer nada, o americano levantou-se e falou que iria embora. O garçon ainda tentou argumentar falando que falaria com o cliente. Mas o americano rebateu:

Vocês não permitem que fumem? Então, eu não sou obrigada a comer sentindo este cheiro horroroso. Com quantos clientes fumantes que entrem o senhor pretende falar? Espera que eu reclame a cada cigarro acendido?

E foi embora.
Palmas pra ele!

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Ana Cláudia Bessa

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

"Só falta você!"

Cheguei um dia para fazer um pagamento direto no caixa do Banco Itatú.
A fila tinha brincando mais de 60 pessoas e apenas 2 caixas atendendo, incluindo o atendimento prioritário.

Diante da população que aguardava pacientemente a fila andar um passo a cada 10 minutos, tentei ficar calculando quanto tempo eu passaria naquela fila e quanto tempo se passou desde que a pessoa que está sendo atendida entrou no banco.

Em meio a minhas divagações lembrei-me da propaganda do Banco Itatú : SÓ FALTA VOCÊ.

Chamei um gerente, mostrei a fila, apontei para o cartaz e perguntei:

Acho que não falta mais ninguém, que tal colocar mais caixas atendendo antes de chamar mais gente?

O gerente deu meia dúzia de desculpas e não colocou mais gente atendendo. Pensei em outra alternativa para fugir da fila e saí do banco sem ser atendida.

Portanto, não vá ao Banco Itatú, mesmo que eles convidem.
Está lotado e não falta mais ninguém, exceto funcionários.

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Ana Cláudia Bessa

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

NOTÍCIAS ESTRANHAS

Tenho lido umas notícias estranhas no jornal.
Algumas pessoas diriam absurdas mas eu fico pensando no que passa na cabeça de alguns seres humanos. Eu acho que nunca vou me acostumar com essa “normalidade”.

Numa delas, lojas, supermercados, quiosques, bares e afins, todos renomados na cidade, vendem tranquilamente bebidas alcoólicas á menores de idade. O teste feito por uma menina de 15 anos, é assustador: ela comprou chopp, caixa de cerveja e até vodka. Aí, colocamos a culpa no comerciante mas e a pessoa que está vendendo no balcão e no caixa? Essas pessoas não têm discernimento nenhum? Que país é este do qual elas tanto reclamam e que não fazem nada para melhorar?

Outra é que o Instituto Brasileiro de Relações com o Cliente (IBRC) – nem sabia que isso existia mas olha o trabalho coerente desse pessoal – fez um teste surpresa nos novíssimos quiosques da orla de Copacabana e dos 19 testados, apenas 4 estavam em conformidade, Sendo que destes, apenas um, levou nota máxima. Apenas um!!!!!

Só que as coisas erradas não estavam só na cozinha, embaixo da pia onde ninguém vê. As lixeiras transbordavam do lado de fora, um cardápio tinha telefone da Sunab que foi extinta há 10 anos! Ou seja, essas porcarias só funcionam porque , nós clientes, não nos damos ao trabalho de pensar: se aqui , na minha cara é assim, como será lá dentro? Deixa eu me mandar! E esses comerciantes, que lidam diretamente com a saúde pública, que não se importam se alguém vai passar mal ou não comendo sua comida? E não se enganem, os quiosques não são pé-de-chinelo, não: são renomados e alguns de cadeias mundiais de fast food. Não se iluda!

E por fim, uma clínica da zona sul do Rio está com a agenda lotada para cirurgias de reconstrução de hímen nas jovens cariocas. É a mais nova febre. Eu pensei muito a respeito do motivo das pessoas que fazem isso (profissionais), das pessoas que s submetem á isso (clientes) e dos que permitem isso (responsáveis quando as clientes são jovens “demás”) e......
não sei.

_______________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

A propaganda enganosa da Walita


O promotor Rodrigo Terra, do Ministério Público do Rio, instaurou inquérito civil público contra a Walita por propaganda enganosa. No alvo, a centrífuga Juicer que na embalagem omite que o produto não processa frutas como laranja, mamão e banana. O aparelho custa R$899,00 e só constam informações completas no manual. a Walita tem 10 dias para responder se vai corrigir a falha antes de ser processada.

fonte: Coluna Negócios & Cia - O Globo - 18/01/08 - negocios&cia@oglobo.com.br

Publicamos esta notícia porque lidamos com pais e mães que gostam de dar alimentos saudáveis para seus filhos, provavelmente se interessem pelo aparelho imaginando que qualquer fruta pode ser processada no mesmo, quando não pode. Embora, não só a embalagem, mas a propaganda de TV também omita esta informação.