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domingo, 7 de setembro de 2008

Uma perda irreparável para a nossa sociedade


Infelizmente, nós que sempre divulgamos as muitas atividades realizadas pelo MOVIMENTO GABRIELA SOU DA PAZ, informamos o falecimento na manhã de 05/09 de CLEYDE PRADO MAIA, mãe de Gabriela. Gabriela foi assassinada durante um assalto à estação do metrô no Rio e desde então, Cleyde foi incansável na luta pela condenação dos acusados pelo crime, combate ao crime organizado e na luta pela restauração da paz na cidade do Rio e em nossa sociedade como um todo. Cleyde não resistiu a um acidente vascular cerebral sofrido na manhã de quinta-feira. Cleyde encontrava-se em casa, quando sentiu-se mal, sendo levada por familiares a uma clínica próxima a sua casa e removida posteriormente para a Ênio Serra. Realizando o desejo de Cleyde (que encontrou muita dificuldade em doar os órgãos da filha) , vários órgãos foram doados. Ela com isso nos deixa mas um lindo exemplo de solidariedade e amor ao próximo.

Cleyde era uma pessoa sensacional e nos e-mails que troquei com ela, encontrei nela uma mulher forte, obstinada, educada e atenciosa. E meu último e-mail trocado com ela, não chegou a ser respondido, como ela sempre fazia. É uma perda que não podemos medir. Estou muito triste e não posso deixar de pensar no quâo próximo foi seu falecimento após a condenação dos assassinos de sua filha.......em Junho passado, menos de 3 meses atrás. Agora a incansável Cleyde, descansa.

O velório e cremação aconteceram ontem (06/09) no Cemitério Memorial do Carmo e suas cinzas serão jogadas na praia da Barra da Tijuca, como de sua filha Gabriela.

Ao Carlos Santiago - pai Gabriela e ex-marido de Cleyde e companheiro de luta no Movimento Gabriela Sou da Paz, deixamos nosso abraço, nosso pesar e nossa eterna admiração por essa sensacional mulher, ser humano e acima de tudo MÃE que foi Cleyde Prado Maia. Com certeza, ela está deixando um futuro melhor para todos nós e para nossos filhos!

Uma motociata estava sendo organizada por ela para dia 21 de setembro. Acredito que o evento acontecerá mesmo assim e será feita uma grande homenagem à Cleyde. Se você tem moto e dseja participar, procure maiores informações a respeito pela internet.

Visite: http://www.gabrielasoudapaz.org/ e www.gabrielasoudapaz.org/blog

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http://ofuturodopresente.blogspot.com/search?q=gabriela+paz

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Justiça, ainda que tardia.....

sai a nova condenação !


Saiu finalmente a nova condenação dos cinco homens que participaram do assalto a estação do metrô São Francisco Xavier, na Tijuca, que culminou num tiroteio e na morte de Gabriela Prado Maia Ribeiro. As penas variam de 19 a 36 anos de reclusão. Os cinco foram condenados pelo assalto ao metrô. A morte de Gabriela não foi julgada neste processo. Segundo o STF o crime de Gabriela não poderá ser processado e julgado nesta ação por questões jurídicas. O regime inicial para cumprimento de todas as penas é o fechado e os réus não poderão apelar em liberdade, com exceção de Luiz Carlos Ferreira da Silva. Além da condenação de reclusão, todos também foram condenados ao pagamento de multas.

Para Cleyde Prado Maia, mãe de Gabriela, foi feita a justiça. Segundo Cleyde, "fica a lição que a gente não deve desistir nunca. Esperamos que outras famílias possam ter esse acalento, de fazer justiça no seu caso. Já estava esperando há muito tempo essa nova condenação, que era pra ter sido dada desde setembro do ano passado, não fosse o descaso do judiciário. Finalmente a sucessão de erros do judiciário chegou ao fim ! Dedico essa vitória a minha filha que sempre me deu força e a todas as pessoas, conhecidas e desconhecidas que estão nessa luta."


Já Carlos Santiago, pai de Gabriela, salienta que "nesses 5 anos vínhamos brigando para que os erros do judiciário não deixassem impunes os responsáveis pela morte de nossa filha. É uma sensação de alívio mas eu sei que o caso da Gabriela, infelizmente é exceção e não regra. Na prática o que vemos é a prevalência da impunidade. Com essa condenação a gente acaba vendo uma luz no fim do túnel. Mas a luta é incansável, tem que correr atrás !"
Os pais de Gabriela e o Movimento Gabriela Sou da Paz agradecem a todos que estão conosco nessa incansável luta contra a impunidade.


Veja reportagem do RJTV e leia mais no Globo On Line, no Portal G1, e no Dia On Line.

Abraços,
Cleyde Prado Maia e Carlos Santiago - pais Gabriela
visite: http://www.gabrielasoudapaz.org/ e http://www.gabrielasoudapaz.zip.net/

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Endurecimento de pena para quem cometeu crimes hediondos

Aos moradores do Rio que puderem divulgar e comparecer. Acredito piamente que somente a mobilização da sociedade civil poderá mudar este quadro de violência e impunidade do qual a cidade do Rio de Janeiro é grande vítima. E se as coisas não começarem a mudar logo, estarão todos os cidadãos vivendo numa cidade onde o poder paralelo do crime se tornará, de fato, o único poder. (ana cláudia bessa)


Audiência pública debate o PL 7053/2006 que prevê endurecimento de pena para quem cometeu crimes hediondos

A Comissão de Legislação Participativa aprovou, a Sugestão 80/2007, da Associação Gabriela Sou da Paz, que "sugere audiência pública para debater o Projeto de Lei n° 7.053, de 2006, que "altera dispositivos do Código Penal e Processual Penal - Retira o benefício relativo a fixação de pena para crime continuado quando se tratar de crime hediondo, tortura, genocídio; proíbe a apelação em liberdade para o condenado por esses crimes e por tráfico de drogas e o indulto para o crime de tortura; revoga o protesto por novo júri.

O referido projeto foi uma tentativa de se fazê-lo por iniciativa popular, contudo não conseguindo número de assinaturas suficientes este foi entregue ao Deputado Antônio Carlos Biscaia, as assinaturas colhidas pelo "Movimento Gabriela Sou da Paz" com o objetivo de tramitar como projeto de Lei formal. A audiência será uma oportunidade do debate com diferentes setores da sociedade civil, bem como a utilidade da participação de profissionais da área jurídica, para trazerem sua experiência como aplicadores do direito, como é o caso do desembargador Muiños Piñeiro, do RJ. Além disso, participará como palestrantes representando a sociedade civil o atual Presidente da Associação Gabriela Sou da Paz, o senhor Carlos Santiago, entidade autora da já mencionada sugestão e de representante da Pastoral Carcerária. Estarão ainda na mesa os Deputados Antonio Carlos Biscaia autor do projeto e Chico Alencar relator da sugestão de audiência pública que deu entrada via Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados – CLP.

A audiência acontecerá dia 4 de dezembro de 2008 às 10h da manhã no plenário 4 do Anexo 2 da Câmara dos Deputados

Carlos Santiago - pai de Gabriela

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Assistência jurídica para vítimas de violência



O Movimento Gabriela Sou da Paz em parceria com o escritório de advocacia
MCP-advogados associados está recebendo e prestando assistência jurídica
as pessoas que tenham sido vítimas da violência com o objetivo de preservar
e garantir seus direitos.
Caso você seja vítima ou familiar e queira participar, houve uma reunião no
dia 27/06/07 ( quarta-feira ) às 11:00hs, mas você pode ligar para os telefones abaixo e saber informações para se unir ao grupo:

(21) 2532.30.73 - Dr. Cacau de Brito - Advogado
(21) 9984.96.77 - Carlos Santiago - Pai da Gabriela


LOCAL: Rua do México 119-10º andar - centro - Rio de Janeiro -RJ.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Notícia

O Movimento Gabriela Sou da Paz realizará no dia 16 de Setembro de 2007
(domingo) uma Motociata pela cidade do Rio de Janeiro
com objetivo de cobrar das autoridades a votação do projeto de Emenda Popular que foi encaminhado ao Congresso Nacional em 2006 com a adesão de 1 milhão e 300 mil pessoas.

Você é nosso convidado. Veja os detalhes no folheto através do seguinte
endereço: http://www.gabrielasoudapaz.org/folheto_motociata.jpg


Carlos Santiago e Cleyde Prado Maia - Pais Gabriela.
Gabriela Sou da Paz http://www.gabrielasoudapaz.org

sexta-feira, 16 de março de 2007

Passeata João Hélio

Fomos à caminhada contra a impunidade no dia 10/03 no trajeto onde aconteceu essa tragédia.
Em primeiro lugar: Não imaginava como seria.
Muita gente falou para não irmos com as crianças. Que era arriscado.
Mas nós não estávamos com medo.
As chances de um protesto triste e pacífico como este virar uma praça de guerra e terror é muito mais remota do que a possibilidade de se levar um tiro de bala perdida no Rio de Janeiro. E, apesar deste alto risco, eu saio de casa com meus filhos, sempre. Porque então, nós não iríamos à passeata com eles?
Porque nós não iríamos participar de um ato como este em família?

E lá estávamos, vendo a polícia fechando as ruas, acompanhando a passeata, antes, durante e depois que ela passava. Pena que agora é tarde. Pena que no dia, não havia um policial sequer no trajeto onde essa barbaridade aconteceu.

Pegamos a passeata no meio, pois não conseguimos chegar até onde seria o início. Mas paramos num local calmo, sem problemas, depois retornamos de táxi a este ponto para pegar o carro e voltar para casa.

Ao contrário do que se imagina, um evento como este tem que ter planejamento para que haja um suporte para fechamento de ruas, por exemplo. O único caos foi o trânsito na região. E isso, vá lá, as pessoas têm que ficar quietas e não reclamar.

Ficamos esperando a passeata se aproximar.
E quando chegou, as lágrimas saíam automaticamente dos meus olhos. Foi impossível segurar a emoção sentindo o quanto de dor e sofrimento estava por trás daquela manifestação.
Num momento os olhos da mãe dele, cruzaram os meus, que segurava meu bebê de 1 ano no colo e meu marido segurava nosso outro filho de 2 e meio. Um dos momentos mais tristes da minha vida. As lágrimas corriam no meu rosto.

Durante o trajeto que se alternava em silêncios e gritos e cantos e hinos e rimas pedindo justiça, éramos o tempo todo levados á reflexão e à indignação pelo tamanho do trajeto (7 km é muita coisa), pela quantidade de ruas movimentadas por onde tudo isso aconteceu, pela quantidade de pessoas esperando a passeata passar, como se fosse um desfile, pela falta de policiamento que é uma constante, por tanta coisa que é difícil por em palavras.

Por alto, nós (sem nenhuma experiência) calculamos umas 500 pessoas.
E foi isso que saiu no jornal no dia seguinte, numa pequena nota no alto da página: 500 pessoas.Infelizmente, 500 pessoas é muito pouco.
Minha cunhada acabou de chegar em Madri e havia uma manifestação acontecendo com 300mil pessoas! Nem sei o motivo, mas acredito que ninguém tenha sido arrastado até a morte por lá. Com certeza, temos um motivo tão forte quanto deve ser o deles para mobilizar tantas pessoas, e até mais.
Infelizmente os brasileiros ainda não se deram conta que precisam participar dessas manifestações, que temos que juntar 5 mil, 10 mil, 100 mil pessoas, pelo menos.Andávamos pelas ruas e as pessoas gritavam justiça, rezávamos, cantávamos o hino nacional. O trecho é enorme e a gente fica o tempo todo se perguntando: Ninguém vai fazer nada?

Amanhã pode ser um filho nosso, ou um sobrinho, ou um afilhado, primo...
Porque o João Hélio, além de filho, também é sobrinho, neto, primo de alguém. Exatamente como todos nós.

E como disse o Paulo Coelho, os sinos continuarão dobrando...

“Talvez apenas pedir que os sinos continuem tocando por nós. Dia e noite, noite e dia, até que já não consigamos mais fingir que não estamos escutando, que não é conosco, que estas coisas se passam apenas com os outros. Que estes sinos continuem dobrando, sem nos deixar dormir, nos obrigando a ir até a rua, parar o trânsito, fechar as lojas, desligar as televisões, e dizer: “basta. Não agüento mais estes sinos. Preciso fazer alguma coisa, porque quero de volta a minha paz”. Neste momento, entenderemos que embora culpemos a polícia, os assaltantes, o silêncio, os políticos, o hábito, apenas nós podemos parar estes sinos. ”(PauloCoelho)

Mas eu confesso, ainda não sei exatamente o que fazer.
Passeata adianta?
Abaixo assinado adianta?
E o que adianta?
O que podemos fazer para mudar de fato esta realidade na nossa cidade, no nosso país?

E eu não quero paz. Eu quero é o controle da violência.
Não quero me vestir de branco. Quero me vestir de preto.
E aí, nós não vamos realmente fazer nada?

Se nossos filhos não forem vítimas da violência na infância como acontece com muitos e aconteceu agora com o João Hélio e muitos mais depois deles, vítimas de balas perdidas;

Eles podem ser mortos quando saírem pela primeira vez sozinhos aos 14 anos, como aconteceu com a Gabriela, morta num tiroteio no Metrô;

Ou podem morrer ou ficar aleijado de um tiro, dentro da faculdade, como aconteceu com a jovem Luciana, na Estácio de Sá.

E o índio Pataxó que foi queimado vivo por adolescentes em Brasília? Os criminosos, entre eles, um menor de idade, não eram bandidos e nem “excluídos”. Um era filho de juiz.

Já foi enviado em Março/2006 um abaixo assinado para uma emenda popular propondo uma modificação do código penal. Foram coletadas 1.200.000 assinaturas pelo Movimento Gabrielasoudapaz. Glória Perez conseguiu qualificar o Crime Hediondo.
Mas o projeto está parado porque o abaixo-assinado tinha nome, RG e assinatura. Caiu em exigência porque deve ter o titulo de eleitor e o endereço completo. Usando as palavras da Cleyde, mâe da Gabriela: exigência estapafúrdia e inexeqüível. Veja como você pode ajudar no final do texto.

Me agrada a Redução da Maioridade Penal porque uma pessoa apta a escolher os seus governantes, está apta a ser responsável por seus atos. E há um movimento a favor de um Plebiscito a respeito.
Mas ao mesmo tempo, acho que também os políticos devem ser responsabilizados pela falta de condições básicas de educação porque o menor infrator, também é vítima de uma sociedade injusta. Quem veio primeiro: o ovo ou a galinha?
Por isso, ainda não consigo definir o que realmente será mais efetivo.
Será que para reduzir a maioridade penal não será preciso modificar todo o sistema prisional, hoje tão ineficiente?

A Dep. Marina Magessi-RJ disse numa entrevista que saiu da Polícia para a Política quando se perguntou se ela realmente estava prendendo o algoz.

É uma situação complicada, realmente.

E se alguém tiver uma luz, me indique, eu estou a busca um caminho para fazer alguma coisa.
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Campanha "Ligue, Vote, Assine, Compareça!":

1. Para quem quiser ajudar a votação da Emenda Popular, clique no endereço abaixo e veja os telefones do Alô Senado e Disque-Câmara e ligue pois este tipo de manifestação funciona, segundo informações da Cleyde, mãe da Gabriela.
http://www.gabrielasoudapaz.org/jornal4/images/pg07_jpg.jpg

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2. Convocamos TODOS a participarem,e a realizarem em sua cidade a Caminhada JOÃO HÉLIO! Dia: 10/04Horário: 16H (Concentração)18H (Início da caminhada)Local: Saída (Rio de Janeiro) da Candelária com destino à Cinelândia - Centro RJ
Compareça, sua presença é fundamental.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Notícia !!

O Movimento Gabriela Sou da Paz foi informado através do Deputado Antonio Carlos Biscaia, que no dia 07/05/2008, foi APROVADO na íntegra o parecer do relator Dep. José Genoino do "nosso" Projeto de Lei, 7053/2006 na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

O projeto agora segue para Comissão de Constituição Justiça e Cidadania para aprovação do Mérito da Constitucionalidade, Juridicidade e Técnica Legislativa.
Mais uma vez, agradecemos as 1 Milhão e 300 mil pessoas que assinaram o Projeto de Iniciativa Popular "Diga não à Impunidade" entregue em Março de
2006 ao Congresso Nacional, por nosso Movimento.
Precisamos comemorar esta vitória, mas a batalha ainda não acabou.
Atenciosamente,

Carlos Santiago e Cleyde Prado Maia - Pais de Gabriela

Visite: http://www.gabrielasoudapaz.org/ e www.gabrielasoudapaz.zip.net