quarta-feira, 30 de abril de 2008

Terreno fértil

Falem o que quiser, mas cabeça de criança é o melhor terreno para se plantar, que existe no mundo. Por isso o cuidado do que falamos e mostramos para os rebentos.


Moro nos Estados Unidos e em dois anos de vida lá, meu filho hoje de 4 anos já está alfabetizado em inglês, lê e escreve nela. Já o português é bem primário, tendo em vista que ele só ouve os pais falando nesta lingua.

Por isso eu resolvi passar uma temporada com ele no Brasil e estou de "férias" no Rio de Janeiro, onde o matriculei em uma escolinha, a mesma que a prima dele que tem a mesma idade frequenta. Em 1a. semana ele já estava formando frases curtas, na 2a. frases longas e na 3a. já conta histórias.

Eita cabecinha boa para aprender linguas, já a mãe, bem deixa para lá...

Conceitos, cultura, sociabilidade em linguas diferentes e aprendidas tão rápido, mas salientando que sem pressões, no tempo dele e como ele quer, ou seja brincando.

Estou adorando esta fase, apesar das viroses, dengues e otras cositas más.

Terreno fértil, tem que ter boa semente também. Vamos ver como será a volta dele para os Estados Unidos.
Depois eu conto...
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Cristiane A. Fetter

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Enquete: QUEM É VOCÊ?

Findamos nossa enquete!
67% são mulheres
10% não responderam se eram homens ou mulheres, mas expressivamente temos mais mulheres do que homens nos visitando, uma pena porque o ideal é sempre o equilíbrio. Mas o fato é que nosso blog está dominado pelas mulheres, como espero que o mundo seja, logo...risos... para conferir mais doçura e ética, porque é comprovado que esse valores são mais presentes nas mulheres... E não sou feminista não, gente. Apenas temos que convir que o mundo sempre foi machista, gerido e administrado desta forma, e olha no que está dando...

33% são menores de 20 anos (!!!)
Essa foi a surpresa geral da pesquisa. E positiva, claro! Afinal, é uma idade em que a maioria não deve ser mãe\pai. Um ótimo sinal de que a preocupação está vindo antes da maternidade\paternidade.

Daí prá frente, vai reduzindo: 24% até 30 anos, 18% até 40 anos, 11% até 50 anos, 5% até 60 anos e 3% acima de 60 anos. O que é normal pois a vida das pessoas à medida que a vida passa, não gira mais sobre preocupações em como criar os filhos. e mesmo quando há essa preocupação, a responsabilidade é dos pais e não dos avós. Mesmo levando em consideração que os avós tem estado mais participativos, até financeiramente na vida dos netos.


Obrigada a todos que participaram pois é excelente ter essa visão das pessoas que nos visitam e não deixem de participar da nossa nova enquete: Você tem Filhos?

Mais Isabella...

Sábado saiu no jornal que o pai de Isabella e sua esposa não iriam comparecer à reconstituição do crime por orientação tática da defesa. E, agora muita gente deve ter a certeza de que o casal tem alguma coisa a esconder.


Eu ainda prefiro e quero acreditar que ainda existe um assassino solto por aí, que há uma terceira pessoa e que a raça humana ainda não está completamente perdida. Porque, se um pai, instruído e classe média(ou seja, não é ignorante nem está passando necessidades graves) e sem nenhuma droga ou comprometimento mental, sem razão aparente, mesmo pensando que a filha está morta a joga pela janela do sexto andar de um edifício, a humanidade está perdida. Se uma “madrasta” (essa palavra é pejorativa demais, prefiro como se fala em inglês: stepmother), que tem dois filhos, sendo um de colo, é capaz de matar a enteada (independente do motivo) de apenas 6 anos, esganada, nosso mundo está perdido. Se um avô e uma tia são capazes de entrar no apartamento do filho/irmão para encobrir provas que o incriminam de ter matado a própria neta/sobrinha, isso é uma família ganster e nossa humanidade está perdida.

E vou ser sincera, se sou culpada e tenho o direito de comparecer, não compareceria.
Mas...se fosse inocente...talvez eu também não comparecesse!

Se sou inocente, tenho dois filhos para criar e percebo uma ânsia e até uma sede em se achar um culpado e se este culpado for o pai e a “madastra”, a coisa fica mais maquiavélica e interessante, eu confesso: iria pensar duas vezes antes de comparecer a uma reconstituição de um crime que não cometi. Mesmo sob argumentos de que “quem não deve não teme”.
Já está mais do que provado (prá mim) que a polícia meteu os pés pelas mãos em vários aspectos. Eu mesma já tive a casa assaltada e simplesmente a atitude policial foi um fiasco. Então, meus amigos, eu não ponho minha vida nas mãos da Polícia.
E não atiro pedras na direção desse casal.

Claro que tenho minhas próprias opiniões e sentimentos. Essa trágica morte virou um circo. Acho este caso muito esquisito em todos os aspectos: pela forma que a menina foi assassinada, pelo comportamento do pai e da esposa e também da mãe da menina. Não sei se são os novos tempos, mas ver uma mãe que recentemente perdeu uma filha fazendo uma comunidade no Orkut para a filha assassinada e logo depois da tragédia já aparece com camiseta com foto (que foram inlusive distribuidas pela família), sempre maquiada e bem penteada em tudo que é evento religioso tirando foto com as pessoas como se fosse celebridade, é algo que me causa uma estranheza tão profunda quanto ver o pai rindo na entrevista do Fantástico. Mas numa situação dessa, ninguém pode ficar normal, mesmo. E é muito complicado julgar.

Se eu perco um filho desta forma, estaria tão abalada que nem sei dizer.

Mas isso, sou eu, e isso não me dá o direito de achar que alguém é culpado de um crime só porque age e pensa diferente de mim. E continuo rogando aos céus que aconteça um milagre e apareça uma evidência, uma pista que seja, que leve a uma terceira pessoa e que esta seja comprovadamente o assassino e que merece apodrecer na cadeia por ter tido coragem de praticar um ato tão cruel e covarde.
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Ana Cláudia Bessa

Liberdade, direito de todos

sábado, 26 de abril de 2008

Crianças em tempos de dengue


Meu filho ao ver eu colocar um jato de spray de própolis na garganta:

-O que é "ixo", mamãe? É pro mosquito não "morder" seu dente?

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Ana Cláudia Bessa

sexta-feira, 25 de abril de 2008

O que eu ensino para o meu filho?


O post do Gabriel no Nossa Via é um reflexo de uma grande preocupação que tenho: tão importante quanto o que vamos deixar para nossos filhos é o que vamos ensinar para eles.

O que eu penso ser o mais importante que posso deixar e ensinar é o exemplo. Sempre que faço alguma coisa aqui em casa, que incorporo algum hábito novo ou tento fazer a coisa certa mesmo que não seja a mais fácil, penso neles.

Quero muito que eles achem que reciclar é fundamental porque simplesmente desde que se “entendem por gente”, o lixo na casa deles é reciclado.

Quero muito que eles olhem para o passado e falem que sempre poupamos a água por entender que ela é um recursos finito e limitado. E também porque devemos valorizar a riqueza que temos tão facilmente escoando de nossas torneiras enquanto outras (e muitas) pessoas consomem água suja depois de ter que andar quilômetros e quilômetros com uma enorme lata de água na cabeça que corresponde à ínfima necessidade de uma família de várias pessoas.

Quero que eles aprendam a comer de tudo e dizer que na casa deles a gente fazia muita coisa natural, tinha horta, doce de casca, suco de fruta.

Quero que eles respeitem os outros, que sejam honestos, íntegros, éticos porque aprenderam a ser assim.

Quero muito deixar um mundo melhor para eles mas também quero que eles mesmos tenham esse sentimento dentro de si, porque nós conseguimos ensinar isso à eles.
Esse é meu grande desafio. Desejem-me sorte.

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Ana Cláudia Bessa

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Não desista de amamentar!

Tem muita mãe que diz que não conseguiu amamentar.
Eu digo que são poucas porque já foi comprovado científicamente que a grande e esmagadora maioria das mães que não amamentam não tiveram orientação adequada.

E muitas ainda tem aquele momento de "urubu" em volta oferecendo chazinho, leitinho, água e dizendo que o leite da mãe é fraco. Também comprovado cientificamente: não há leite fraco. Estudos feitos com mães nutridas e subnutridas comprovaram que a qualidade do leite era igual nos dois casos. Olha a natureza agindo em prol do bebê!

Muitas mães ficam num estado de nervos tão grande e com tanta gente dando pitaco, que não conseguem. Outras tem problemas psicológicos, como depressão. Outras estress.
Mas na maioria, mesmo desses casos, uma voz calma, uma orientação correta, poderia ter revertido este quadro, COMPROVADAMENTE.Por isso achei e continuo achando importante a gente falar disso aqui no blog.


Vejo a questão do leite artificial, como OCITOCINA no parto. A artificial é feita seguindo a original mas não é a mesma coisa. Ela causa mais dores, contrações mais fortes...um horror para quem já experimentou. O NAN é feito para ser parecido mas não é igual. Não é só caloria mas sacia o bebê de forma completamente diferente do leite materno. Em geral, criança que toma NAN não volta pro peito porque fica muito mais tempo saciada do que ficaria com o leite materno. Por isso a criança fica mais gordinha , mais rápido.


O peito também dá mais trabalho para a criança. Sugar mamadeira é facinho, facinho...Mamar no peito faz uma série de exercícios maxilo-faciais (nem sei se é assim que se escreve), ótimos para desenvolvimento da fala, da mastigação e correlatos. E essa facilidade em sugar o leite da mamadeira contribui para a criança largar o peito e para mãe achar que isso é o melhor que poderia fazer para seu filho, visto que ele não berrará mais de "fome". Fora a interaçao mãe bebê que é impar. E a vida não é só feita de valores nutricionais, tem os emocionais também. Claro que a mãe pode se interar com o filho no peito ou não. Mas o peito é um momento diferente, que a mamadeira não reproduz.

E será que TODAS as mães que acreditam ter tentado de tudo, foram orientadas da forma correta...?
Eu tentei de tudo no meu primeiro parto para ser normal e não foi. Mas tive a orientação errada na hora errada. Podia ter feito diferente...ah...podia! Mas na hora , já era... Por isso, tento sempre dar meus depoimentos para que as mães consigam ter seu parto normal e não para dizer que minha recuperação da cirurgia foi ótima e que cesárea salva vidas.Entendem meu ponto de vista?


Outro dia, li um site orientando as mulheres a não insistirem na amamentação. Isso é um crime!

Com a mãe e com o bebê. O melhor é sempre buscar orientação, as mãe vão encontrar ajuda. Desisitir só em último caso.

«Muitas mulheres não querem amamentar. A única resposta que lhes oferecem é o biberão! Sob a capa da liberdade e com a finalidade , em principio honrosa, de "não culpabilizar as mães que não querem dar de mamar", "respeita-se" a sua não-vontade com um zelo um pouco equívoco. Nunca são verdadeiramente ouvidas nas suas dúvidas, nas suas angústias, nas suas representações mentais inconscientes, nos seus fantasmas, nunca se procura entender as suas motivações profundas...»
- Isabelle Filliozat em "A inteligência do coração"
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Ana Cláudia Bessa
foto: eu e meu bebezão de 2 anos e 3 meses, recém desmamado expontâneamente.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA E O FIM DO MUNDO


Se é verdade que caminhamos para uma grande hecatombe planetária provocada pela ação humana, uma grande parcela (a maior) de responsabilidade pode ser creditada à indústria automobilística.

Nada é mais danoso, mais ambientalmente agressivo, mais devastador, do que o AUTOMÓVEL, no contexto em que nós, humanos, o colocamos no mundo de hoje.Maior fonte de emissão de dióxido de carbono entre todas as decorrentes da atividade humana:

Maior responsável pela exaustão de uma série de Recursos Não-Renováveis;
Maior responsável pela "desumanização" das cidades, dentre outras pragas, o AUTOMÓVEL segue reinando soberano sobre todos os "objetos de desejo" do ser humano.

Não há no mundo NENHUMA instituição SÉRIA que empreenda uma luta em prol da DIMINUIÇÃO gradual do número de veículos produzidos no planeta. Não há nenhuma iniciativa, de ordem governamental ou não, no sentido de por um freio neste desastre anunciado. Em todos os países cidades agonizam, se desfiguram arquitetonicamente para abrir cada vez mais "vias" para circulação de veículos em detrimento da tão decantada ( e mal compreendida ) "qualidade de vida".

Intrinsecamente relacionada com a vaidade humana na sua vertente mais egoísta, a posse de um automóvel (novo, sempre mais e mais e mais novo!) é o senhor absoluto entre os muitos "objetos de desejo" (repito o termo por não encontrar outro mais apropriado) forjados pela nossa civilização consumista. Cidades do porte de S. Paulo e Rio (para ficarmos "em casa") recebem em torno de VINTE MIL novos veículos por mês (cada) em suas já saturadas vias, contra menos de MIL que saem de circulação. Não importa o tipo de combustível, TODOS despejam gás carbônico na atmosfera! Criamos mil ONGs, mil BLOGs, mil SITES e sei lá mais o que, para combater o PET, o Fumo, o Álcool (bebível), os alimentos transgênicos, os defensivos agrícolas, as drogas ilícitas, a fome, a violência, a corrupção, o preconceito,o escambau! Contra a escalada absurda, irracional, catastrófica, da indústria automobilística NADA. Completamente seduzidos, (quase) todos nós, sob as mais variadas desculpas e pretextos, nos dirigimos, uma vez por ano (ou a cada dois, ou três...), a um desses "templos" (concessionárias), para a consubstanciação do "grande desejo": O carro novo! Quantas pessoas você conhece que já permaneceram quinze anos com o mesmo carro? Eu só conheço uma, EU! Mas não quero me colocar de fora dessa não. Mesmo eu sucumbi! Sucumbi aos olhares de desdém, às críticas dos amigos, e, por que não? à sedução!

P.S. Aposto que este post baterá o recorde negativo de comentários do blog. É que o assunto é incômodo!
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

terça-feira, 22 de abril de 2008

22 de abril - Dia da Terra


Dia 22 de Abril é comemorado o Dia da Terra. Ano passado postamos nossas metas ambientais pessoais seguindo o convite feito pela Silvia Schiros, nossa amiga e colaboradora do blog Faça a Sua Parte. A idéia é convocar os blogueiros para que eles definam metas palpáveis de redução do impacto ambiental causado por eles que serão acompanhadas ao longo do ano.


Essas metas me ajudaram muito a cumprir minha intenções de mudar alguns (maus) hábitos ambientais meus e de minha família. E eu fui sempre postando aqui meus avanços e minha dificuldades. Mas já mudei bastante coisa: nosso lixo já é totalmente separado, usamos sacolas retornáveis no mercado, comçamos nossa horta, plantamos muitas árvores !

Este ano, vou manter este compromisso!

Minha metas são:


1. Manter e incrementar minha pequena horta doméstica.

2. Usar menos o carro, como para ir à padaria, por exemplo.

3. Fazer a captação da água da chuva de parte do meu telhado, pelo menos, já que colocar calha na casa toda é um custo alto.

4. Plantar 5 árvores virtuais por mês no Click-árvore (ano passado plantei 16, aproximadamente 8 por semestre, este ano passo a 60 por ano)

5. Plantar 3 árvores reais

6. Plantar 20 a 24 mudas de plantas diversas

7. Consumir mais alimentos orgânicos

8. Estudar mais sobre compostagem. No blog Folha Verde da nossa amiga Mercedes, tem ótimas dicas e ótimos materiais para isso. Eu mesma já peguei bastante coisa mas ainda não dei conta de ler tudo e por mãos à obra.


Parabéns ao blog Faça a sua Parte pela iniciativa!!!!! Determin ar minhas metas pessoais fez toda a diferença para me ajudar a sair da intenção para a ação!
Quem quiser começar, pense numa meta só,já ajuda muito. Posso dar uma sugestão?
Usar menos sacolas descartáveis, adotando o uso da sacola retornável. Parece fácil e pouco mas não é, não. Mas é um excelente começo!

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

COMO DESCARTAR Tetrapack

Tetrapack é o mesmo que embalagem longa vida.


É um tipo de embalagem difícil de dar destino por ser composta por vários tipos de materiais.

No Rio de Janeiro, encontramos a Recicoleta que trabalha apenas com reciclagem deste tipo de embalagem.

RECICOLETA RJ
R Sete de Março, 232 - Bonsucesso - RJ
Paulo RibeiroTel: (21) 9214-9474 / 7819-1283 - ID: 55*23*18891
Se estiver longe deste endereço, informe bairro e região, passaremos um posto de recebimento
das ELV.

Unidade para recebimento somente de embalagens longa vida (leite, suco, achocolatado, outros) no RJ. Trabalhamos na conscientização, sensibilização e comercialização destas embalagens. Nossa finalidade é comercializar e sensibilizar a população sobre a reciclagem destas embalagens, evitando sua destinação inadequada para aterros sanitário e lixões.Pagamos um preço justo e igual para todos os envolvidos neste trabalho, além de dar todo apoio e ferramentas ( big bag’s, folhetos, faixas, palestras) que ajudem na divulgação deste trabalho.Também fazemos um trabalho de Responsabilidade Social, trocando as embalagens pós- consumo por caixa de leite, telhas ecológicas, cadernos, canetas, e outros.Comercializamos as telhas a partir dos resíduos das embalagens longa vida.
Postado em 31/10/07

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Conhecer para respeitar !

Criança muda a vida da gente e isso eu sempre falo por aqui: mudou a minha.


Criança dá trabalho, muito trabalho mas devolve pra vida da gente o encanto, a alegria inocente, e até a infãncia porque se não fosse as crianças, não vejo motivo para eu andar de joelhos no chão imitando um cavalo, ou brincando de carrinho, dançando e cantando no meio da sala, brincando de pique-"econde" ou assistindo pela milionásima vez o mesmo filme. Só criança traz isso prá vida da gente !












E desde que eles foram crescendo e compreendendo melhor as coisas a gente procura levá-los para passear pelo Rio e conhecer as coisas vivenciando, na medida do possível, e dia 19 de Abril foi o Dia do Índio, onde fomos?
No Museu do Índio em Botafogo.



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O Museu é lindo, numa casa datada de 1880 que já é linda por sí só, abriga um acervo enorme de objetos, ambientações indígenas autênticas, fotografias, imagens e ... índios de verdade que estavam lá sendo pintados e pitando os visitantes com desenhos típicos à base de urucum(fomos pintados pela índia Potira que veio do maranhão e faz parte da tribo Kraikiti - acho que é isso...).


Mesmo pequenininho, meu filhote curtiu (Mamãe, o índio tá conversando comigo!, dizia ele ouvindo o vídeo na foto ao lado) e aprendeu um pouco mais sobre a cultura deste povo que é a nossa origem. Para a escola, a gente mandou as fotos impressas em papel comum para serem colcadas no mural e ainda recebemos a dica na agenda para visitar uma autêntica comunidade indígena em Niterói. Imaginem ! UMA AUTÊNTICA COMUNIDADE INDÍGENA VIVENDO NO MEIO DA CIDADE! Tá bom...não é no meio, no meio...mas é mais perto que o Xingu...hehehe




Nós fomos , claaaaaaaro e foi sensacional ! E adivinha que a gente encontrou por lá? A índia Potira e seu marido Guajajara! Ela tem um casal de filhos, mora numa outra comunidade indígena que fica em Tomás Coelho (gente, estou impressionada com as comunidades indígenas dentro da cidade!), estuda enfermagem através de uma bolsa no colégio Santo Inácio, considerado um dos mehores colégios do Rio. Incrível, não?
Mas isso é papo prá outro dia porque é muita foto prá mostrar!!!!

O Museu do Índio fica na rua das Palmeiras, 55 - Botafogo - Rio de Janeiro, RJ - R$3,00/pessoa
Tels.: 2286-8899 / 2286-2097
Para mais informações a mapa, visite o site: http://www.museudoindio.org.br/


E olha a vista que a gente ainda recebe de brinde no final! O Cristo Redentor de frente prá nós.
Só em Botafogo isso é possível!
Aliás, ainda estamos na semana do ìndio, vai lá visitar!
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Ana Cláudia Bessa

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Blogagem coletiva contra o Analfabetismo

Em 2003, eu estava morando no interior de SP, numa cidade de 100 mil habitantes. Lá eu fiquei morando e trabalhando no Rio durante 6 meses, o que foi uma loucura. Morava lá de sexta a segunda e trabalhava no Rio de terça a quinta. E minha vida se resumia a isso: fazer e desfazer mala, trabalhar e andar de avião. Vendo que essa situação não daria certo, pedi pra sair e comecei a fazer trabalho freela por lá em e em SP-capital e cursos.

Como a cidade que eu morava era muito pequena, fui fazer um curso no Sebrae da cidade vizinha, até porque na minha cidade não tinha posto do Sebrae. Fiz o curso e mantive contato com as pessoas de lá e mostrando que o Sebrae fazia falta por lá.

Com isso, o Sebrae acabou trazendo o curso para a minha cidade, abriu um posto e me convidou para participar de um seminário de políticas públicas na cidade, chamado IDEAL. Topei, claro.

Numa das atividades de conclusão do seminário, precisávamos criar um projeto de política pública para melhoria da cidade e eu e meu grupo focamos no ANALFABETISMO. Como o curso era de políticas públicas, as pessoas convidadas, exceto eu e alguns poucos empresários, eram envolvidas com a política pública da cidade (servidores de diversos órgãos, funcionários da prefeitura, secretários, etc). Fizemos um projeto lindo com a participação de uma educadora da cidade com o intuito de realmente implantá-lo (como era o objetivo do seminário – todos os projetos precisavam ser necessários e viáveis a pontos de tentarmos implantá-los). Mas ele não foi implantado porque o município não tinha crianças fora da escola e tinha apenas 5% de analfabetismo e como esse número era muito pequeno, existiam outras prioridades.

Eu penso que uma das maiores exclusões sociais primárias, é o analfabetismo. Você consegue imaginar a vida sem saber ler e escrever? Como é dependente e fragilizada uma pessoa que não lê e escreve? Pra mim, é um cego social. Pois a cidade em que eu morava tinha 5.000 analfabetos e esse foi um número pequeno demais para darmos prosseguimento ao projeto.

Acabou que no final do ano recebemos a proposta de voltar para o Rio de Janeiro e eu ainda tenho aqui o projeto guardado em algum lugar dos meus arquivos e do meu coração. Todo mundo devia ter o direito a saber ler e escrever, todo mundo. Sem isso, não há justiça social e igualdade para todos!

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Ana Cláudia Bessa

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Seja amiga dela!


Outro dia visitando o site da Cynthia Semíramis , eu encontrei a indicação do Fique Amiga Dela. Ela, é a vagina.

Achei bárbara a abordagem , a intenção, o título, o contexto e as informações!
Sou totalmente a favor de acabarmos com os tabus a respeito da sexualidade, principalmente a feminina. Vivemos num mundo em que não podemos mais nos dar a esse “luxo”. Luxo? Sim...luxo de que somos recatadas, de que não falamos disso, de que mulher que faz ou pensa ou fala isso ou aquilo é mal vista...
Mal vista por quem, cara pálida?

Mulher tem que ser amiga de si mesma, de sua vagina, de suas mamas, de seus hormônios, dos seus ciclos pois é isso tudo junto que nos transforma no que somos.

E os homens não tem outra alternativa a não ser admirar as mulheres que assim o fazem.

Temos que conhecer nosso corpo, nossa anatomia, nos prevenir das doenças. Isso também é benéfico para os homens.

Vai chegar o momento em que nós, mães, precisaremos nos preparar para o momento em que teremos que ajudar a iniciar a educação sexual de nossas filhas ou ensinar nossos filhos a respeitar e entender também da sexualidade, não só masculina, como feminina.

Estamos vivendo um momento que é completamente diferente do nosso:
Hoje as meninas e meninos saem e são estimuladas a beijar vários na mesma noite. Parece um horror?
Pode parecer, mas na nossa época “ficar” com alguém, também era novidade para nossos pais. E eu “fiquei” muito como muitas meninas da minha época. Só que ficar não tinha nada a ver com sexo, e sexo na minha época era abordado completamente diferente do que é hoje. Mas é o mesmo sexo, só que mais perigoso. E aprender a lidar com essa nova realidade é a melhor alternativa do que bater de frente com as mudanças de comportamento...
E lidar com isso é falar de sexualidade sem preconceitos. E vamos precisar.

Hoje mesmo, li um texto no blog EscutaZé que fala da atual mania entre as meninas:

beijar outras meninas na boca. E isso, não necessáriamente tem haver com homossexualidade.

Qual o momento e até onde falar? Depende de tudo, imagino.
Até porque eu mesma ainda não cheguei lá. Tenho um enteado de 15 anos mas eu não quero atropelar a mãe dele ( como eu não gostaria de ser atropelada) e deixo mais a coisa fluir entre ele e o pai, embora haja minha participação é normalmente nos bastidores. Mas penso que depende de um monte de fatores:
Depende da criança, depende dos pais, depende da necessidade, depende do contexto e depende do nosso bom senso...

Usar nossa sensibilidade para tentar buscar o melhor caminho para desmistificar a “vagina” e aproximar nossos filhos de nós na hora de falar sobre sexualidade.
Porque é melhor aprender em casa, como sempre, do que na rua.
Minha mãe já dizia isso....
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Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 16 de abril de 2008

TADINHO, TÁ TRABALHANDO!

Já comentei aqui neste espaço sobre a minha indignação contra o comércio escancarado e livre de produtos pirateados em todas as cidades do país. Para quem não leu ou não lembra, vou recordar duas situações surrealistas:


1) Estive em uma cidade de Minas onde não existe nenhuma loja que venda CDs (eu disse nenhuma! a última fechou por falência ). Só se compra CD PIRATA nas ruas! ;

2) Em Cabo Frio, na feirinha oficial da cidade existem barracas (legalizadas pela prefeitura, com numerinho de licença e crachazinho. Em Teresópolis também) vendendo... CDs e DVDs piratas!

Junte-se a isso os inúmeros vendedores de produtos ROUBADOS, CONTRABANDEADOS etc. e teremos um quadro aproximado do "ilegalismo" que tomou conta de nossas ruas, e com o qual nos acostumamos e, pior ainda, nos tornamos CÚMPLICES.

Somos cúmplices "ativos" quando, "espertamente", adquirimos esses produtos. Cúmplices "passivos" quando nos colocamos contra a repressão sob a alegação de que "o coitadinho está trabalhando!".

Esta atitude faz parte da mesma "complacência social" que leva a maioria das pessoas a considerar TODOS os moradores de favelas como sendo "pobres coitados", "vítimas sociais" que "só estão lá porque não tem outra opção"!

Falar sobre isso (como estou fazendo) é politicamente incorreto, fascista, preconceituoso...Então tá! Me qualifiquem como bem entenderem, mas eu não tenho nenhuma "peninha" e me recuso a ser CÚMPLICE de quem vende ROUBO, CONTRABANDO ou produto de PIRATARIA. Meu conceito de TRABALHO é outro, e disso eu entendo, pois o faço desde os quatorze anos de idade!
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

terça-feira, 15 de abril de 2008

Web (in) eficiente

É triste notar o quanto ainda estamos atrasados em termos de internet. Não sei se isso é só no Brasil mas é espantoso pra mim, ver como essa ferramenta é desperdiçada, mau usada e ignorada na sua importância, valor e abrangência.

Eu sou fã de internet (nem precisava dizer, né?). “Surfo” na rede desde 1997 e já conheci mais pessoas por aqui do que meus dedos podem contar, inclusive e principalmente, pessoalmente. Pois é. Pra mim, é muito natural sair do virtual para o real. E faço isso com freqüência porque sempre me inseri em grupos sérios e pré-determinados, escolhidos com indicação, critério, avaliação do meu interesse sobre o assunto do grupo. Isso me rendeu ótimas amizades que perduram além do virtual.

Escrevi um livro sobre cachorros depois que comprei o meu cachorro, não sabia o que fazer e comecei a pesquisar coisas na internet. Conheci tanta gente do meio e aprendi tanta coisa que virou livro . Chama-se Feliz pra Cachorro. O Alexandre Rossi e a Cláudia Pizzolato, fizeram o comentário da contra-capa e o prefácio do livro respectivamente. São amigos que conheço pessoalmente mas que foram "feitos" via internet.

Bem...tudo isso eu falei porque eu uso muito a internet para fazer contatos, reclamações e pedir informações. E simplesmente as empresas não respondem! É impressionante a quantidade de empresas que simplesmente não dão retorno aos e-mails enviados por seus sites , sejam nos "famigerados" formulários , sejam por um endereço de e-mail.

O que faz um profissional (porque atrás do e-mail há uma pessoa) simplesmente ignorar o atendimento solicitado via internet, hoje em dia? É rápido, é fácil, é abrangente.

O que faz uma empresa que não vê o péssimo atendimento dado por seus funcionários aos clientes da internet?

Eu, como cliente, fico com uma péssima impressão dessas empresas e sempre dou preferência àquelas que bem me atendem via internet. Por que se já sou ignorada neste canal, imaginem “na real”.

Um exemplo absurdo é um site de uma entidade de defesa do consumidor. Lá, eles oferecem um pacote de assistência e informações a respeito do tema. “Crica” que sou, mandei um e-mail querendo maiores detalhes, e adivinhem? Nunca fui respondida. Mandei de novo. Nada. Aí, um dia, vejo no jornal uma reclamação de um “cliente” que pagou pelo pacote e não levou o prometido. Caramba...é uma entidade de defesa do consumidor.
Não dá!

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Ana Cláudia Bessa

Notícia!!! FIM DAS CÓPIAS AUTENTICADAS NO RJ

Foi sancionada lei que acaba com obrigatoriedade da apresentação de cópias autenticadas.
O governador Sérgio Cabral sancionou a Lei nº 5069, que põe fim à obrigatoriedade de apresentação das cópias autenticadas nos órgãos públicos do Estado do Rio. A lei, de autoria da então deputada estadual Andréia Zito, foi publicada no Diário Oficial do estado. A partir de agora a população fluminense não irá mais gastar cerca de R$4,44 por cada documento que precise ser autenticado para apresentação nos órgãos estaduais. O próprio servidor do estado poderá, mediante comprovação com o documento original, declarar que a cópia confere com o original. Uma pessoa que precisa apresentar documentos básicos, como identidade, CPF, comprovante de residência e histórico escolar, gastaria cerca de R$17,76 com autenticação das cópias em cartório. Com a nova lei, o custo será apenas de cópia comum, cerca de R$ 0,10 por cada.

REPASSEM!!!!LEI Nº 5069 DE 16 DE JULHO DE 2007.
TORNA DISPENSÁVEL A EXIGÊNCIA PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICAESTADUAL, DIRETA, INDIRETA E SUAS FUNDAÇÕES DE AUTENTICAÇÃO DE CÓPIA, EM CARTÓRIO, DE DOCUMENTOS PESSOAIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Governador do Estado do Rio de JaneiroFaço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio deJaneiro decretae eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica dispensada a exigência de autenticação, em cartório, das cópias de documentos exigidos por órgãos integrantes da Administração Pública Estadual, direta, indireta e suas fundações, em todo o Estado do Rio de Janeiro, desde que utilizadas no interesse do requerente, em procedimento administrativo do mencionado órgão autenticador, excetuados os casos previstos expressamente em legislação federal e nos que envolvam motivos desegurança pública,de licenciamento de veículos e de identificação civil e criminal.

Art. 2º - Somente o servidor público efetivo poderá, em confronto com o documento original, autenticar a cópia, declarando que 'confere com ooriginal'.Parágrafo único - A autenticação de que trata o caput este artigo deverá ser feita com a carimbagem, constando, obrigatoriamente, a data, o nome, a matrícula e o órgão de lotação do servidor.

Art. 3º - O órgão que verificar, a qualquer tempo, falsificação dedocumento ou de assinatura em documento público, deverá dar conhecimento do fato à autoridade competente, no prazo improrrogável de 5 (cinco) dias, para instauração do processo administrativo e criminal.

Art. 4º - O servidor que, no uso de suas atribuições, atestar documentos falsos, sofrerá as sanções previstas no artigo 3º da presente Lei, além daquelas estabelecidas no Estatuto dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Art. 5º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 16 de julho de 2007.
SÉRGIO CABRAL
Governador

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Papai e Mamãe querem Chupeta

É impressionante como as empresas inserem certos conceitos na nossa cabeça sem que a gente consiga perceber.

Antes de ser mãe, sempre achei que chupeta e mamadeira, eram sinônimo de criança. Aí, quando comecei a me informar sobre gravidez, parto e puerpério (período pós-parto) vi o quanto esse dois instrumentos podem prejudicar o desenvolvimento normal das crianças. Mas eu já tinha comprado uma chupeta.

Com o nascimento descobri que somos nós, os pais, que precisam dela. Tem horas que a gente não sabe mais o que fazer (já trocamos a fralda, já amamentamos, já trocamos a roupa, já demos banho, fizemos exercícios para cólicas e gases) e nada resolve. E aí, vem a chupeta, distrair o bebê e os pais se acalmam.

Nos berçários dos hospitais, se você não for categórica, eles dão chupeta! E se você não der uma chupeta, vai a chupeta que eles já tem lá e que passa de boca em boca, que achamos que deve ser fervida...se for. Bem...esperamos sinceramente, que seja!

Eu não joguei a chupeta fora, e ela foi oferecida exatamente no momento de desespero. Que aconteceu duas vezes com o primeiro filho. Ele não pegou de cara e eu guardei em seguida. Vai que ele muda de idéia, pensei...rs...E depois do desespero e da oferta, me dei conta de que eu realmente era quem estava precisando dela.

E foi a melhor coisa que aconteceu: tanto eles não aceitarem de cara e eu não oferecer mais.
Afinal, nós não passamos pelo estresse de ter que arrumar um jeito de tirar chupeta, não corremos o risco de eles desenvolverem problemas de dentição, fala e terem prejuízos na amamentação.

E eu me acostumei tanto a ver criança sem chupeta em casa que acabo achando estranho ver crianças com aquele negócio enorme na boca. E feio quando a criança já tem certa idade.

No quesito mamadeira, a gente optou por administrar remédios na colher, desde cedo. Nunca usamos chucas ou bicos para dar remédios ou bebidas, que eram dadas em copos menores.

Mais tarde, depois dos oitavo mês (quando começamos a introduzir novos alimentos e bebidas, pois até então foi só leite materno), a gente passou a usar copos com bicos. E mesmo que a mamadeira fosse mais prática, tiramos os bicos tradicionais e usamos um bico, comprado á parte que simula o bico de suco. O resultado é que eles continuaram a mamar no peito mesmo com a introdução de novos líquidos. Porque o bico tradicional da mamadeira estimula a criança a largar o peito que é mais difícil de sugar. E é justamente essa força e essa movimentação exclusiva proporcionada pelo seio materno que ajuda a desenvolver a dentição, as mandíbulas e a fala.

Dizem que chupeta na boca de noite é que é o problema pois faz com que a língua fique entre os dentes não permitindo o oclusão dos lábios, impedindo o encaixe dos dentes e favorecendo a respiração incorreta.

Mamadeira sem escovar os dentes depois, também é problema pois a produção de saliva é menor durante a noite permitindo que a placa bacteriana aja sobre os dentes causando as cáries.
Ah... e nenhum deles chupou dedo por falta de chupeta.
Então tá na hora da gente derrubar este mito!


Abaixo as chupetas!

Leia mais:
Guerra à chupeta: Ministério da Saúde lança uma cruzada radical contra a indústria de bicos e mamadeiras
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Ana Cláudia Bessa

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Uma estorinha real

"Reciclando Textos"- 20/11/2006

Faz aproximadamente vinte anos. Por contingências profissionais estava me dirigindo a uma empresa (Uma grande indústria de alimentos) localizada no bairro de Acari, no Rio. No caminho, passando por uma estrada de pouco movimento, na altura dos fundos do Ceasa, um carro acidentado ladeado por uma viatura policial e outra de uma equipe de reportagem de um jornal chamou minha atenção e me fez reduzir a marcha. Ao chegar perto senti o forte cheiro nauseante de sangue (sim, sangue tem cheiro) e percebi um dos policiais se esforçando para espantar as moscas varejeiras que, em nuvem, voejavam em torno do rosto desfigurado, sem vida, ao volante do carro acidentado.

Nauseado e arrependido de ter parado e olhado, segui para a empresa. Lá chegando, em conversa com funcionários (moradores dos arredores) soube o que acontecera. A vítima era um policial (à paisana), que havia sido seguido e abordado por bandidos que, simplesmente, o executaram. A razão? Ele era policial!

Versão dos jornais no dia seguinte: Assalto seguido de assassinato por provável reação da vítima!Vinte anos depois, a empresa não mais existe, "engolida" que foi pela favelização do local. De lá para cá contam-se às centenas os policiais civis e militares, além de bombeiros e militares das forças armadas, executados sumariamente por bandidos no Rio de Janeiro POR ANO, pelo simples fato de serem agentes da lei! Policiais fora de serviço, em geral, escondem seus fardamentos e documentos funcionais.

Muitos deles foram assassinados em seus postos ou viaturas de trabalho!

Quantos tombaram nesses vinte anos?

Este tipo de crime só passou a ser "admitido" e veiculado pelos meios de comunicação há muito menos de vinte anos, quando já não era possível tampar o sol com a peneira.
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Com lenço e com documento

Estamos quase no fim do processo de imigração para os Estados Unidos. Isso quer dizer que já passamos por várias fases para que o Governo Americano nos aceitasse como imigrantes. Não é difícil desde que voce tenha como comprovar porque deve ser aceito. No nosso caso uma empresa americana está contratando meu marido. Na verdade ela pertence ao mesmo brasileiro que é dono da empresa que ele trabalhava aí, mas aqui as leis são diferentes e ele não foi transferido e sim contratado por ela.

Estamos a dois anos nesses trâmites. Mas demora tanto? Não, desde que você cumpra todas as exigências do setor de imigração. No nosso caso estávamos com o advogado errado (era um senhor, muito senhor) que havia dado entrada em um visto que não existe. Toimmmmmm!

Deixando esses erros e confusões para lá, faltam poucas coisas. Já temos nossa autorização para trabalhar aqui, o que nos deixa em situação legal. Já fizemos todos os exames necessários e na última semana (11/03) fomos dar entrada no nosso Social Security, que é o CPF daqui. Ninguém pode fazer isso por nós. Então partimos, eu e meu marido, com todos os documentos necessários para um dos escritórios que emitem esse documento no Estado em que moramos, o mais próximo da nossa casa.

Chegamos cedo, a sala já estava cheia, mas existe um computador, que dependendo do seu caso emite um número específico para você. Beleza. Pegamos nossa senha, nos acomodamos (a sala estava repleta de asiáticos e meia dúzia de americanos) e esperamos.

Tudo muito ordeiro, ninguém reclamando, ninguém precisando chegar as 5 da manhã, sem filas com água e banheiro a disposição e estacionamento gratuito também. Esperamos mais ou menos uns 40 minutos, já que cada atendimento é individual e finalmente fomos chamados. A atendente pegou nosso senha e começamos a explicar o que queríamos. Ela nos olhou e disse, -sinto muito, mas esta senha é para quem já tem o documento e precisa fazer alguma alteração, para o caso de vocês a senha é outra.

Ein? outra? como assim? Ela não poderia então nos atender já que estávamos alí e havíamos esperado tanto tempo? Ela não poderia dar um jeitinho? Teríamos que pegar uma senha nova e esperar mais 1 hora?

-Não, sinto muito, não posso fazer nada, se não seria injusto com todos aqueles que pegaram a senha correta e também estão esperando.

Tentamos novamente que ela nos atendesse, afinal de contas somos brasileiros e sempre tentamos resolver o problema com um bom papo. Mas a atendente foi irredutível. -Além de não poder atendê-los por tudo que já disse, eu preciso entrar com a senha no sistema para que ele me libera a área de novos SSs e com a que vocês possuem isso não será possível.

Um tapa de luva de pelica.

O marido reclamou queria ir embora. Eu esperei ele se acalmar e disse: Vamos ficar, já perdemos tanto tempo aqui que não vale a pena irmos embora, sem esquecer que a atendende está correta, não seria justo, então se nós erramos, nós temos que aguentar e esperar.

Não tem jeito nem meio jeito, não tem papo, não tem vem cá minha nega. Ela estava certa e nós errados. Não era justo. Nós também podímaos ter agendado uma hora, já que pelo site do setor que emite este documento isto é possível, mas não quisemos.

Demorou, mas gostei disso, organizado, sem protecionismo, sem burlar o sistema.

Funciona redondinho. O cartão vai chegar em duas semanas.
E chega.
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Cristiane A. Fetter

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Não atiremos a primeira pedra ...

Eu não pretendia escrever aqui sobre a morte da Isabella.
Isso porque tenho feito um exercício árduo para tentar não julgar as pessoas. Muitas vezes tiramos conclusões precipitadas simplesmente por impressões que nós temos sobre alguém ou alguma coisa e que necessáriamente, pode não querer dizer nada.

Outro dia mesmo meu marido se viu envolvido num episódio em que coincidentemente as coisas aconteceram em torno dele e ele não tinha nada a ver com a história. Foi um acúmulo de coincidências. Foi engraçado mas nem sempre é assim.

Vejam a morte da Isabella.
A mídia está caindo em cima, o pai e a madastra estão presos e muita gente já está convencida da culpa do casal, simplesmente porque não há prova de inocência.
Só que também não há de culpa. Temos um aglomerado de fatos que ainda não levam a nenhuma conclusão.

Eu tive “madastra”, padastro e tenho enteado. E isso não desmerece os afetos envolvidos, simplesmente porque não somos pais biológicos. Não é a mesma coisa, mas um dia meu enteado colocou mais de meio corpo pra fora da janela para falar com uma amiguinha. E ele estava na nossa casa passando as férias com o pai. Era eu e ele dentro de casa. Foi um dos maiores sustos de minha vida. Eu gosto demais dele e quero o bem dele como quero aos meus filhos, tirei-o da janela com calma, como tiraria os meus. Mas e se o pior tivesse acontecido? Mas será que alguém não ia achar suspeito não termos rede de segurança, por exemplo? E não tínhamos pelo simples fato de que tínhamos acabado de nos mudar. Nada suspeito. Como eu disse, não é a mesma coisa mas que precisamos ser cuidadosos nos julgamentos, precisamos porque é preciso muito motivo para um pai matar uma filha e jogar tudo pro alto, sabendo que sua vida iria virar de cabeça prá baixo e que ele ainda tem dois filhos para cuidar.

Lembrei do caso da Madeleine, a menina inglesa que desapareceu em Portugal. Não condeno os pais, mas eu nunca conseguiria deixar as crianças, mesmo que adormecidas, sozinha em casa, ainda mais num quarto de hotel. E nós aqui somos meio “neura” com esse negócio de deixar os filhos sozinhos. Quando chegamos em casa e eles estão dormindo, um entra em casa e arruma as camas, o outro fica no carro com eles. Depois o que entrou volta e entramos com os dois. Loucura, nossa? Sei lá.

Mas isso não é uma prova de culpa, precisamos ser humanos nessas horas ou estaremos no mesmo patamar dos monstros que cometeram esses crimes.

O que temos é uma criança, misteriosamente assassinada, uma mãe nova, um pai novo com 3 filhos e uma madastra, também nova, ainda estudante. Só essa dinâmica familiar já chama atenção. Contudo são pessoas que , com certeza, não cometeriam um crime como esse a achariam que ficaria por isso mesmo. Qual seria o motivo para tamanha covardia, brutalidade e violência a ser cometido por um pai de três filhos e uma madastra com um filho de 10 meses ainda nos braços?

É uma história estranha e cheia de interrogações, mas eu não me junto aos que apontam o dedo para este casal. Posso até estar enganada mas prefiro aguardar os acontecimentos porque um julgamento precipitado pode ser muito injusto com essas pessoas. Suas vidas nunca mais serão as mesmas e , se eles forem inocentes, nem puderam sentir sua dor.

Amigos, cuidado com a mídia.
Destruir a vida de uma pessoa e de uma família é fácil e cometer injustiças, acredito ser mais fácil do que cometer crimes.
E agora, me lembrei do caso da Escola Base em SP. Lembram disso? Uma escola acusada de abuso sexual. Os responsáveis foram julgados e condenados pela opinião pública. Sua casa, sua vida e a escola foram destruídas. No final, descobriu-se que eram inocentes e que nada passou de uma atitude inconseqüente de uma criança que falou uma mentira para sua mãe. A vida nossa continua...e a deles?

terça-feira, 8 de abril de 2008


Não deixe de ver a nossa entrevista concedida ao repórter Samilo Takara do blog Desabafo de Mãe . A quem agradecemos o carinho de de quem somos fãs declarados!

As novas vacinas

Eu tenho o maior pé atrás com medicamento novo. Vacina, a mesma coisa.
Quanto mais nova a vacina ou medicamento, mais criteriosos devemos ser.
Eu vou encontrar um artigo que li onde ficou claro que os medicamentos são testados até certo ponto e depois são lançados no mercado, sem a plena certeza das reações e da segurança do uso dos mesmos. Ou seja, nós, usuários, provavelmente, somos feitos de cobaias e se você tiver qualquer problema, deixará de ser um ser humano para virar um número na estatística. Quem mandou a gente ser desinformado e acreditar em tudo o que falam sem questionar?

Por isso, me sinto exatamente como muitas pessoas : COM O PÉ ATRÁS e uma pulgona atrás da orelha.

Numa das oportunidades, em uma clínica particular, me foi oferecida uma novíssima vacina e eu não aceitei. Tempos depois, recebi a notícia que a “novíssima” vacina estava sendo retirada do mercado porque não estava “cobrindo” uma das doenças a que se propunha. Ou seja, a criança foi usada como cobaia, os pais pagaram mais pela vacina à toa e ainda estão pensando que o filho está imunizado, quando não está.

E eu não vi essa informação importante no intervalo da novela das nove em rede nacional!!! Quando deveria estar!

Não sou contra vacinas mas também me sinto mais tranqüila por saber que estou sendo mais criteriosa e questionadora quanto as informações que, provavelmente maquiadas, que chegam à mídia a respeito dos “benefícios” da vacinação.

Não podemos esquecer que a indústria farmacêutica lucra com a doença , não com a saúde. Vacinas são medicamentos vendidos, seja particular, seja para o governo. Quanto mais pânico na população, melhor. Remédio é produto e produto é marketing. Não podemos ser ingênuos de achar que nosso bem-estar e nossa saúde estão acima dos lucros dos acionistas. É o mesmo que dizer que os banqueiros nos emprestam dinheiro para “dar” aos pobres...

Já existem casos mostrando que as doenças estão ficando mais difíceis de ser tratadas porque bactérias e vírus estão ficando mais resistentes por causa do excesso de medicação. E isso inclui vacinas e antibióticos cada vez mais fortes sendo receitados indiscriminadamente pelos médicos.

Nós temos, sim, condições de questionar e definir com bom senso e seriedade o que é melhor para nossos filhos. No mínimo, temos condições de questionar previamente, mesmo que venhamos a concordar. Mas vacinar com consciência e informação. Nós somos os maiores culpados porque simplesmente acatamos tudo sem questionar.
Eu estou aprendendo!

Leia mais:
Mortes associadas à vacina de HPV sobem para 11 com 3779 reações adversas reportadas
http://www.freerepublic.com/focus/f-news/1907188/posts?page=23
Vacina contra a tuberculose - BCG
http://cva.ufrj.br/vacinas/tb-v.html
Tuberculose mata mesmo tendo tratamento desde a década de 40.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1505125-EI298,00.html
Epidemia de tuberculose recua, mas bacilo resiste
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1500998-EI298,00.html
Quebrando o hábito de usar antibióticos
http://www.taps.org.br/Paginas/medartigo20.html
Bactérias (resistentes ou não a antibióticos) são a quinta maior causa de infecção hospitalar no Brasil
http://www.unifesp.br/comunicacao/jpta/ed142/pesqui1.htm
Superbactéria já resiste ao mais avançado antibiótico, o Linezolid
http://listas.cev.org.br/arquivos/html/cevgenetica/2003-04/msg00028.html
Suspensão da Hexavac pela Anvisa:
http://www7.anvisa.gov.br/divulga/noticias/2005/200905_nota.pdf
Notícia da suspensão da Vacina Hexavalente em Portugal
http://www.rtp.pt/index.php?article=197749&visual=16

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Não preciso mais, e agora?

Com criança pequena a gente tem um fluxo enorme de coisas que são super úteis e em pouco tempo não servem para nada.

As roupas eu sempre dou e sempre tem gente com criança menor por perto que adora.
Eu mesma também já ganhei muita roupa e sapato praticamente novos de amigos cujos filhos cresceram. Não vejo nada demais, pelo contrário. E ainda quero falar mais sobre isso outro dia, afinal, acabar com este preconceito é um caminho necessário.

Acontece que tem coisas que são muito específicas e quem nem todo mundo mesmo com crianças que podem aproveitar, não querem ou nem sabem para que serve, ou ainda não se adaptam.

Um exemplo são estes suportes para colocar o bebê na banheira.
Um eu comprei na época do primeiro e o outro eu ganhei de presente no nascimento do segundo. Usei ambos, muito! É uma alívio em alguns momentos para o braço da gente na hora do banho. E confortável pra caramba para a criança.

Vocês poderiam me perguntar: porque não trocou o segundo, já que já tinha um. Porque eu não poderia me desfazer de um presente dado com tanto carinho por amigos tão especiais. Eles precisavam ver a gente usando, ver fotos, tem coisas que a gente não pode passar por cima, nem em nome da razão. E usei, muito porque é ótimo para crianças pequenas e ... pesadas.

Contudo, doar é algo que não acredito que seja sempre eficaz, porque se a pessoa não se adaptar, vai encostar num canto ou jogar no lixo, o que seria muito pior para minha consciência ecológica. Até porque passando para outra pessoa, meu intuito era justamente este: não ir para o lixo. E muitas vezes o que é dado, não é valorizado. E vai pro lixo, fácil, fácil...

Pensando nisso, criei o blog “Bazar Reusar” com coisas que tenho aqui em casa mas que não nos tem mais nenhuma utilidade. Mas ainda existe muito preconceito no Brasil com relação a compra de coisas de segunda mão. Nos estados Unidos é muito comum os moradores fazerem vendas de garagem em suas casas, anunciadas inclusive no jornal. Com certeza, a Cris pode nos dar mais detalhes sobre isso.

Quem sabe as coisas que não me interessam mais, interessam a alguém e vão poupar nosso lixo de mais um produto que levaria anos para se decompor?
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Ana Cláudia Bessa

Tudo culpa da chuva

Esse vídeo é antigo mas depois das últimas chuvas no Rio e de crateras nas ruas, sendo que uma de 3 metros de diâmetro e 2 de largura , engoliu um carro e várias mortes, vemos que , infelizmente, o antigo, continua atual. Agora, recomeçou a chover e adivinha de quem é a culpa?Tudo culpa da chuva...

sábado, 5 de abril de 2008

Casa de Parto de Juiz de Fora ainda precisa de ajuda!

Lembram que nós escrevemos um post pedindo ajuda para salvar a Casa de Parto de Juiz de Fora?



Pois é ... precisamos que mandem e-mails pois:


REITOR DA UFJF FECHA MÊS DA MULHER SEM DEFINIÇÃO PARA
CASA DE PARTO


Após 7 meses, o atual reitor da UFJF, Henrique Duque, continua proibindo a realização de partos humanizados que durante 5 anos foram assistidos sem nenhum problema naquela que é a terceira Casa de Parto aberta pelo Ministério da Saúde no Brasil. Para que as mulheres possam ter seu direito de escolha novamente respeitado, participe do nosso ato.
Dia 07 de abril às 15h, em frente à Câmara Municipal de Juiz de Fora. Leve seus filhos!

Presença do Ministério da Saúde e de diversas autoridades nacionais, estaduais e municipais.
Esperamos que o Reitor compareça.
Envie e-mail de apoio à Casa de Parto em seu nome ou em nome de sua entidade para:
gabinete@planalto.gov.br
jose.temporao@saude.gov.br
adson.franca@saude.gov.br
flaviocheker@camarajf.mg.gov.br
gabinete.reitoria@ufjf.edu.br
ses@saude.mg.gov.br
spmulheres@spmulheres.gov.br
gabinetedoministro@mec.gov.br
luis.massonetto@mec.gov.br
sssda.secretario@pjf.mg.gov.br
Com cópia para
mailto:producao@tvpanorama.com.brmarise@tribunademinas.com.br producao@tvpanorama.com.br producao-jf@alterosa.com.br
silvia.carvalho@jornalpanoramajf.com.br
FRENTE DE APOIO À CASA DE PARTO DE JUIZ DE FORA
ABENFO - Associação Brasileira de Enfermagem e Obstetrícia
Aliança pela Infância
Amigas do Parto
Amigas do Peito
Amigos da Casa de Parto de Juiz de Fora
Associação de Professores do Ensino Superior – APES/JF
Associação Nacional de Doulas - ANDO
Bem Nascer
BH pelo Parto Normal
COFEN – Conselho Federal de Enfermagem
Comitê Municipal de Prevenção de Morte Materna
Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente –CMDCA
COREN / MG–Conselho Regional de Enfermagem - MG
Instituto de Yoga e Terapias Aurora
Parto do Princípio – Mulheres em Rede pelo Parto Ativo
Pastoral da Criança
Rede Pela Humanização do Parto e Nascimento –ReHuNa
_________________________________________________________________________________ Silvia Schiros

sexta-feira, 4 de abril de 2008

PRECONCEITO X RACISMO. PONTO FINAL

Ontem eu assistia num canal de tv a cabo, uma entrevista com o ex-boxeador Eder Jofre. Para quem não conhece, um dos maiores ídolos esportivos do Brasil. Bicampeão mundial em duas categorias e, sobretudo, um homem reconhecido e respeitado pelo bom caráter e extrema gentileza (qualidade, para muitos, não compatível com um boxeador). Num certo momento, ao recordar um episódio em que alguém furtara a luva de um de seus triunfos que ele havia depositado no túmulo da mãe, como homenagem, Eder, com os olhos cheios d’água e expressão de extrema mágoa, deixou escapar: ..."Um morfético desgraçado roubou a luva que dediquei à minha mãe".

Garanto que a maioria dos espectadores não entendeu. Os que entenderam devem ter sentido um mal estar, como eu.

Eder tem 73 anos. Usou uma expressão (preconceituosa) de seu tempo. Morfético era um termo pejorativo para os portadores da doença de Hansen (lepra, este também um termo hoje em desuso). Vem do tempo em que a morféia ou lepra era considerada uma espécie de maldição divina. Vem lá da antiguidade, e a igreja ajudou a cultivar essa idéia absurda até o século XX.
Assim como Eder, essa expressão também fez parte do meu repertório de ofensas na meninice. Hoje, felizmente, o termo sequer é conhecido dos mais jovens, assim como o estigma da maldição deixou de pesar nas costas dos portadores da doença. O esclarecimento fez cessar a causa e com ela o preconceito. É assim que funciona.

A propósito, Eder não é preconceituoso por ter falado isso. Sua memória simplesmente resgatou do arquivo uma "ofensa pesada", que era uma necessidade dele naquele momento. É humano!
Ainda na minha meninice os portadores de síndrome de Down eram chamados de mongolóides ou ainda mais simploriamente, de "bobos". Este segundo termo, aliás, englobava ainda portadores de PC e, até mesmo vítimas de poliomielite, dependendo do tipo de sequela. Mais um preconceito que se foi, na proporção direta em que os esclarecimentos chegaram e foram difundidos.

Os que já passaram de meio século de vida, como eu, hão de enumerar diversos outros exemplos de preconceitos já devidamente despachados (ou em curso) para a lixeira da história por força, pura e simplesmente, da extirpação de suas causas. É assim que funciona.
- Doentes mentais ("malucos"). Hoje o termo tem outra conotação entre os jovens.
- Homossexuais. Muitos dirão que ainda há muito a ser conquistado para o fim deste preconceito. Concordo, mas voltem a trinta anos atrás e vejam o quanto se avançou!
- Portadores de deficiências motoras ("aleijões"); da fala; da audição; da visão
- "Feios"; Obesos etc etc etc

Preconceitos entram e saem de nossas vidas ao sabor dos fatos, dos estereótipos, da história civilizatória e social de cada povo. Eles fazem e farão parte da "aventura humana" até o seu desfecho, se e quando houver. Há (e haverá) para todos os gostos. Dos pequenos, inofensivos, pitorescos mesmo, até os mais graves e danosos (os envolvendo etnias, religiões etc, entre estes). Há (e haverá) também os intrinsecamente relacionados aos instintos SIM, sobretudo de preservação e sobrevivência. Estes últimos, queiramos ou não, indissociáveis (quem não os tem é ingênuo, vulnerável ou mentiroso - eu os tenho!) dos hábitos do dia-a-dia em contextos sociológicos limítrofes ao rompimento do "estado de ordem", como ocorre hoje em cidades como o Rio de Janeiro.

Uma coisa em comum a todos os tipos de preconceito é o fato de que desaparecem, naturalmente, com o fim do fato gerador (pode demorar um pouco mais ou um pouco menos, mas desaparecem).

Há que se ter muita disposição e perseverança para a interminável (literalmente) luta contra os preconceitos, mas, sobretudo, há que se ter extremo cuidado em não confundi-lo com outras "síndromes sociológicas" muito mais graves e perniciosas como, por exemplo, o RACISMO ou o ÓDIO RELIGIOSO. Estes sim, objetos de "combate" permanente e inexorável, pois originários não de um fato concreto e nem ligados a nenhum instinto que os tornem, se não aceitáveis, compreensíveis. São fruto unica e exclusivamente do ódio e da intolerância.

Preconceito e racismo se misturam e se assemelham perigosamente, como "gripe" e "resfriado", mas, como essas doenças, são coisas distintas. O racismo (bem como a intolerância, o sectarismo, a xenofobia) "gosta" de ser confundido com preconceito, e via de regra consegue! Pessoas bem intencionadas contribuem para esse maldito mimetismo.

Meu texto teve a intenção de chamar a atenção para isto. Falhei.
Teve também a intenção de alertar para o fato de que esta sutil confusão leva a outra ainda maior e mais explosiva: a falsa conclusão de que o Brasil é um país RACISTA. Mentira. Não é, não PODE ser, pela sua própria gênese étnica. O que não anula o fato de que "existem racistas no Brasil".

Repito: Existem racistas no Brasil! Mas... O Brasil não é racista!
Existe ódio racial no Brasil! Mas... O Brasil não é sectário nem fundamentalista no plano religioso!
É sutil. Tão sutil que eu mesmo não consegui transmitir.

Talvez por falha minha, talvez pelo fato de que muitas mentes não queiram, de verdade, admitir esta distinção pois já incorporaram ao seu "discurso" (pois a seus atos eu duvido) "politicamente correto" esta confusão.

De fato, achei (erroneamente) que um blog poderia ser um foro para debates desta natureza. Não é. Não porque o blog, sua criadora e demais colaboradores não o queiram. Não porque tenha sofrido qualquer tipo de censura ou qualquer recomendação para falar ou não falar, disso ou daquilo, desta ou daquela forma. Ao contrário, sempre tive liberdade total de escrever sobre o que bem entendesse, da maneira que bem entendesse. Meu rompimento é tão somente uma reafirmação pessoal do meu direito de expressão, do meu direito de NÃO ser (arghhhh!) "politicamente correto" sem ser, sumariamente, julgado e condenado por pessoas a quem não posso, sequer, olhar-no-olho.

Podem também considerar como inadequação (minha) a este universo (dos blogs), cuja dinâmica confesso que não domino, acostumado que estou a debater com argumentos, contra-argumentos, réplicas e tréplicas, sempre a respeito do TEMA, e, como eu disse, olhando-no-olho. Eu não preciso e não aceito, muito menos de anônimos, julgamentos sobre MINHA PESSOA e meu caráter com base em interpretações tendenciosas (ou eivadas de pré-conceitos!!!) do que escrevo.
Por isso, mesmo sob protestos da Ana, "quem está no lugar errado sou eu". Vida que segue.

Desejo, do fundo do coração, que o Futuro do Presente siga no seu caminho e nos seus objetivos.
Foi muito bom ter participado.
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

P.S. Atendendo a pedidos da Ana alguns posts meus, previamente enviados, ainda serão publicados.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Comprometimento

Eu penso que essa é uma palavra, uma atitude fundamental para tudo, desde o início dos tempos e até o final.

As coisas somente dão certo quando as pessoas envolvidas estão, de fato, comprometidas com a realização como um todo.

Comprometimento exige responsabilidade, respeito, dedicação, sacrifício e muita vontade de dar certo.

Estamos de fato comprometidos com o futuro dos nossos filhos quando satisfazemos todos os seus desejos, quando não os contrariamos, quando achamos que eles devem ser sempre felizes, como se a infelicidade, a frustração e espera não existissem?

Estamos comprometidos com nosso casamento, com nosso trabalho, com as pessoas, com os compromissos que assumimos, com nós mesmos?

Escolhi a foto acima porque acho que ela é um reflexo da palavra comprometimento. Discordando ou não do que se passa na foto (que é um culto evangélico - foto publicada em jornal que falava de pastores mirins), não podemos negar, as duas pessoas envolvidas então profundamente compromentidas com aquele momento.

E para encerrar, vai um clipe da música Smooth do Santana. Assistam e vejam como o intérprete está concentrado no que está fazendo, como os músicos estão totalmente envolvidos. Pra mim, é um momento clássico de compromentimento, respeito, dedicação, concentração e muita, muita vontade de dar certo.
E deu, claro!





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Ana Cláudia Bessa

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Você conhece todos os tipos de açúcar?

Criança muda mesmo a vida da gente.

Na minha tudo mudou. Minha forma de ver a vida, meus hábitos, minhas necessidades, minhas prioridades. E a alimentação também porque, se antes eu tinha cuidados em me alimentar bem, hoje isso nem se compara pois por conta das crianças a gente está sempre atrás de comidinhas saudáveis e acabamos incorporando esses mesmos alimentos na dieta dos adultos.

Agora me preocupo com os ingredientes como sal marinho, café orgânico e até com o tipo de panela (assunto que também merece um post embora ainda não tenha me dedicado de fato ao assunto, está no meio das minhas pautas). Sendo assim, segue um texto resumido e fácil de ler sobre os tipos de açúcar para que a gente possa entender e escolher aquele que achamos ser melhor para nossa alimentação.

Minha maior dificuldade, onde moro, é encontrar os produtos saudáveis e naturais porque não há regularidade. Um dia acho num mercado, volto lá e não tem mais. Aí, acho outra coisa em outro, depois não tem mais...

Mas pelo menos, lendo sobre o assunto, a gente fica apta para escolher, quando encontra.

Quais as diferenças entre açúcar cristal, refinado, demerara e mascavo?

Por Suzana Paquete (Márcia Teixeira, São Paulo, SP)

As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo.

A regra básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento, que a gente explica direitinho no fim do texto. Apesar de esses aditivos deixarem o produto bonitão, eles também "roubam" a maioria dos nutrientes.

Só para dar um exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio. Para comparar, na mesma quantidade de açúcar refinado, aquele tipo branco mais comum, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes.

A matéria-prima do nosso açúcar, você sabe, é a cana. Antes de chegar à nossa mesa, a planta passa por diversas etapas de fabricação. Primeiro, ela é moída para extrair o caldo doce. Depois, começa a purificação, em que o caldo é aquecido a 105 ºC e filtrado para barrar as impurezas. Em seguida, o caldo é evaporado, vira um xarope e segue para o cozimento, onde aparecem os cristais de açúcar que a gente conhece. Por último, os tipos mais brancos de açúcar ainda passam pelo refinamento, quando o produto recebe tratamentos químicos para melhorar seu gosto e seu aspecto. O resultado final é o açúcar em cristais, mas, se você moldar e comprimir os cristais com xarope de açúcar, dá para fabricar açúcar em torrões. Além da cana, há açúcar nas frutas e no milho (a frutose) e no leite (a lactose). A beterraba é outra fonte de açúcar, mas tem um processo de extração diferente. Ela é popular na Europa: como lá não tem cana, a beterraba entrou na dança.

Doces delícias

Tipos claros recebem tratamento químico e possuem menos nutrientes

DE CONFEITEIRO

Tem cristais tão finos que mais parece talco de bebê. Excelente para fazer glacês e coberturas. O segredo é o refinamento sofisticado, que inclui uma peneiragem para obter minicristais e a adição de amido de arroz, milho ou fosfato de cálcio para evitar que os minicristais se juntem novamente

ORGÂNICO

É diferente de todos os outros tipos porque não utiliza ingredientes artificiais em nenhuma etapa do ciclo de produção, do plantio à industrialização. O açúcar orgânico é mais caro, mais grosso e mais escuro que o refinado, mas tem o mesmo poder adoçante


LIGHT

Surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, o ciclamato e a sacarina, que quadruplicam o poder de adoçar. Um cafezinho só precisa de 2 gramas de açúcar light para ficar doce, contra 6 gramas de açúcar comum. Por isso, quem consome açúcar light ingere menos calorias


LÍQUIDO

É obtido pela dissolução do açúcar refinado em água. Usado em bebidas gasosas, balas e doces, o açúcar líquido não é vendido em supermercados. Uma das vantagens é que ele não precisa ser estocado em sacos, diminuindo os riscos de contaminação com poeira ou microorganismos


FRUTOSE

É o açúcar extraído das frutas e do milho. Sem precisar de nenhum aditivo, a frutose é cerca de 30% mais doce que o açúcar comum, mas ela engorda sem oferecer uma vitaminazinha sequer. A maior parte da frutose vendida no Brasil é importada e tem preços meio amargos


REFINADO

Também conhecido como açúcar branco, é o açúcar mais comum nos supermercados. No refinamento, aditivos químicos como o enxofre tornam o produto branco e delicioso. O lado ruim é que esse processo retira vitaminas e sais minerais, deixando apenas as "calorias vazias" (sem nutrientes)

MASCAVO

É o açúcar bruto, escuro e úmido, extraído depois do cozimento do caldo de cana. Como o açúcar mascavo não passa pela etapa de refinamento, ele conserva o cálcio, o ferro e os sais minerais. Mas seu gosto, bem parecido com o do caldo de cana, desagrada a algumas pessoas

CRISTAL

É o açúcar com cristais grandes e transparentes, difíceis de serem dissolvidos em água. Depois do cozimento, ele passa apenas por um refinamento leve, que retira "só" 90% dos sais minerais. Por ser econômico e render bastante, o açúcar cristal sempre aparece nas receitas de bolos e doces


DEMERARA

Também usado no preparo de doces, esse açúcar de nome estranho é um dos tipos mais caros. Ele passa por um refinamento leve e não recebe nenhum aditivo químico. Por isso, seus grãos são marrom-claros e têm valores nutricionais altos, parecidos com os do açúcar mascavo


Fonte:Publicado na Edição 36 - 02/2005
http://mundoestranho.abril.com.br/edicoes/36/ambiente/conteudo_mundo_60688.shtml

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Ana Cláudia Bessa

terça-feira, 1 de abril de 2008

A Alma

“Se a vida é uma canção, às vezes parece que eu sou uma canção que vive repetindo uma nota só!”

Por mais absurdo que possa parecer a ALMA de um filho está ligada no mínimo a 7 gerações anteriores a dele.
Os pais são importantes para a chegada deste novo ser na família.
Ao mesmo tempo em que se fica feliz com a chegada do filho, existe uma intenção velada e muitas vezes inconsciente do sistêmico familiar em buscar uma solução para os problemas que ficaram para trás sem serem resolvidos.


Por exemplo: uma pessoa da família que no passado foi excluída do sistêmico familiar por alguma razão, gerou um sentimento de não pertencimento. Na geração futura nasce um bebê, vai se tornando criança, jovem e adulta, que de alguma forma apresenta comportamento de solidão e não pertencimento ao sistêmico, pode ser a manifestação da ALMA do sistema familiar que está querendo ser incluído. Desta forma acaba às vezes travando este SER de ir adiante a seu papel profissional ou outros que venha exercer em sua vida.

A força que o sistêmico exerce é muito forte de forma negativa ou positiva, (sem julgamento de valores) apenas para entendimento.

Como pode uma família incluir um jovem que usa drogas? Ou uma criança que nasce com problemas quaisquer? Ou um velho que apresenta várias dificuldades? Este movimento de exclusão é forte o suficiente para dizermos: “é ele é doente”, desta forma continuamos a exclusão e suas conseqüências inconseqüentes.

Enquanto que está manifestação é de responsabilidade de cada membro da família, vivos ou mortos.

Sendo assim sinto que toda energia para querer melhorar o futuro nasce no momento que a sua alma diz, tem algo fora da ordem no passado, ou posturas do passado nos trouxe até aqui, mas não dá para continuar assim. Desta forma dá para percebermos que estamos numa nota só, e já comprometemos demais o futuro que vivemos hoje o PRESENTE.
Aprendi nos últimos anos algo de grande valia em minha vida neste sentido, que já me era conhecido racionalmente, porém não em minha alma.

Quando comecei a agradecer do fundo de minha alma os meus pais, avós, bisavós, tataravôs é um batalha de gente até chegar a minha existência, acabei percebendo que o movimento da alma sempre sabe a solução, mas com a vida moderna do consumismo e outras coisas que nos influenciam a ficar desconectados do SER, e viver intensamente o TER, isso pode causar um desequilíbrio nos resultados.
Para a vida ser de fato uma canção se faz necessário descobrir as outras notas em nossa própria alma. Este movimento requer mudança de postura em todos os papéis que exerço na minha existência, para que possa ecoar para humanidade. Nem sempre este movimento é doce e gostoso nos nossos valores culturais, porém podem ser necessários.
Estou muito feliz por me conectar com minha alma e acolher como ela é para continuar o movimento.
Nos últimos 10 anos tive a possibilidade de viver intensamente este movimento e mudamos todos: marido, filhas e ex-marido. Desta forma melhoramos muito nossas relações com nossas famílias de origem.
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Eva Praxedes Vieira