segunda-feira, 7 de abril de 2008

Não preciso mais, e agora?

Com criança pequena a gente tem um fluxo enorme de coisas que são super úteis e em pouco tempo não servem para nada.

As roupas eu sempre dou e sempre tem gente com criança menor por perto que adora.
Eu mesma também já ganhei muita roupa e sapato praticamente novos de amigos cujos filhos cresceram. Não vejo nada demais, pelo contrário. E ainda quero falar mais sobre isso outro dia, afinal, acabar com este preconceito é um caminho necessário.

Acontece que tem coisas que são muito específicas e quem nem todo mundo mesmo com crianças que podem aproveitar, não querem ou nem sabem para que serve, ou ainda não se adaptam.

Um exemplo são estes suportes para colocar o bebê na banheira.
Um eu comprei na época do primeiro e o outro eu ganhei de presente no nascimento do segundo. Usei ambos, muito! É uma alívio em alguns momentos para o braço da gente na hora do banho. E confortável pra caramba para a criança.

Vocês poderiam me perguntar: porque não trocou o segundo, já que já tinha um. Porque eu não poderia me desfazer de um presente dado com tanto carinho por amigos tão especiais. Eles precisavam ver a gente usando, ver fotos, tem coisas que a gente não pode passar por cima, nem em nome da razão. E usei, muito porque é ótimo para crianças pequenas e ... pesadas.

Contudo, doar é algo que não acredito que seja sempre eficaz, porque se a pessoa não se adaptar, vai encostar num canto ou jogar no lixo, o que seria muito pior para minha consciência ecológica. Até porque passando para outra pessoa, meu intuito era justamente este: não ir para o lixo. E muitas vezes o que é dado, não é valorizado. E vai pro lixo, fácil, fácil...

Pensando nisso, criei o blog “Bazar Reusar” com coisas que tenho aqui em casa mas que não nos tem mais nenhuma utilidade. Mas ainda existe muito preconceito no Brasil com relação a compra de coisas de segunda mão. Nos estados Unidos é muito comum os moradores fazerem vendas de garagem em suas casas, anunciadas inclusive no jornal. Com certeza, a Cris pode nos dar mais detalhes sobre isso.

Quem sabe as coisas que não me interessam mais, interessam a alguém e vão poupar nosso lixo de mais um produto que levaria anos para se decompor?
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Ana Cláudia Bessa

6 comentários:

Suzana Elvas disse...

Oi, Ana;

Eu normalmente dôo para instituições que cuidam de crianças pequenas - principalmente creches de bairro. Já doei muita coisa para o projeto Pela Vidda, em Niterói, que atende crianças com Aids. Aqui no Rio tem o projeto Viva Cazuza, que também cuida (e cria) crianças abandonadas com Aids. Eles precisam justamente dessas coisas que não vêm normalmente em doações - além de acessórios para cuidar de bebês e crianças pequenas, calçados ortopédicos - normalmente são de excelente qualidade e a criança perde antes que o calçado se acabe.
Bjs

Silvia D. Schiros disse...

Ana, tem um grupo Freecycle no Rio de Janeiro:

http://www.freecycle.org/group/Brazil/Brazil/Rio%20de%20Janeiro

matteo irma disse...

Ana, não sei se vc já está sabendo, haverá uma blogagem coletiva sobre analfabetismo no Brasil. Um assunto tão importante...
Se puder participar e divulgar, seria fantástico!
Veja sobre o tema aqui: www.saia-justa-georgia.blogspot.com
Beijos
Renata

Carla Beatriz disse...

Oi Ana,

Que legal essa iniciativa. No meu caso, o fluxo das doações de roupas e calçados infantis é de mão dupla: eu ganho e repasso. Sempre doei, nunca pensei em vender, já que a maioria das pessoas tem preconceito mesmo.
Comprei as cadeirinhas dos carros em lojas de usados, comprei pela fábrica o forro e o cinto e ficou como nova! Gastei menos da metade do valor de uma nova.
O que não consigo trocar com amigas, acabo doando a instituições de caridade, creches, etc. Ontem mesmo meu filho me pediu roupas velhas para brincar. Eu disse para ele que não tinha nenhuma, pois já tinha doado todas as que tinha em campanhas de agasalho ou similares.
Concordo com você, quando diz que nem sempre a doação é eficaz, por isso não gosto de doar simplesmente por doar, justamente porque a pessoa pode não dar o valor devido.

ana b. disse...

o primeiro ano da minha caçula foi inteiro usando roupas "emprestadas" de uma amiga, q depois eu devolvi, junto com as novas aquisições minhas, pra outra filhinha dela q já estava sendo gestada, q depois já devem ter seguido adiante!
na minha infância, era a coisa mais comum o rodízio das roupas, berços, sapatos (!)...
vc já visitou um brechó? é uma delícia! de fato, a gente aqui não tem muita tradição, mas dpois q se acostuma... além disso, q coisa mais besta essa empáfia de não usar coisa usada! coisa de gente "novo rico", q a gente não tá podendo mais!!

Ana Cláudia Bessa disse...

Gente eu dôo muita coisa. De copo de requeijão à cabide...nada vai pro lixo se eu achar que alguém pode usar. Tem uma creche comunitária que semore vou lá deixar alguma coisa.

Mas tem coisas que eu prefiro não doar. Prefiro vender ou até trocar com alguém. não pelo dinheiro, mas de fato, para não arriscar que as coisas vão pro lixo por falta de valore$....

Roupas e sapatos de criança, eu recebo muitos usados e repasso. Quase não tenho em casa por conta disso. Só os que estão em uso mesmo. tem sempre algúem que me pede para separar e acha que eu tenho montes de coisas prá dar quando na verdade não tenho porque conforme eles vão perdendo eu já vou dando. Não dá tempo de ficar juntando muita coisa.

Aqui eu não achei nenhum brechó legal. Vou tentar a idéia da Silvia e ainda vou fazer um cadastro no Mercado Livre.

Vamos ver se dá, né?

Renata, vou ler sobre a blogagem coletiva. Adorei a idéia.


beijos!