quinta-feira, 17 de abril de 2008

Seja amiga dela!


Outro dia visitando o site da Cynthia Semíramis , eu encontrei a indicação do Fique Amiga Dela. Ela, é a vagina.

Achei bárbara a abordagem , a intenção, o título, o contexto e as informações!
Sou totalmente a favor de acabarmos com os tabus a respeito da sexualidade, principalmente a feminina. Vivemos num mundo em que não podemos mais nos dar a esse “luxo”. Luxo? Sim...luxo de que somos recatadas, de que não falamos disso, de que mulher que faz ou pensa ou fala isso ou aquilo é mal vista...
Mal vista por quem, cara pálida?

Mulher tem que ser amiga de si mesma, de sua vagina, de suas mamas, de seus hormônios, dos seus ciclos pois é isso tudo junto que nos transforma no que somos.

E os homens não tem outra alternativa a não ser admirar as mulheres que assim o fazem.

Temos que conhecer nosso corpo, nossa anatomia, nos prevenir das doenças. Isso também é benéfico para os homens.

Vai chegar o momento em que nós, mães, precisaremos nos preparar para o momento em que teremos que ajudar a iniciar a educação sexual de nossas filhas ou ensinar nossos filhos a respeitar e entender também da sexualidade, não só masculina, como feminina.

Estamos vivendo um momento que é completamente diferente do nosso:
Hoje as meninas e meninos saem e são estimuladas a beijar vários na mesma noite. Parece um horror?
Pode parecer, mas na nossa época “ficar” com alguém, também era novidade para nossos pais. E eu “fiquei” muito como muitas meninas da minha época. Só que ficar não tinha nada a ver com sexo, e sexo na minha época era abordado completamente diferente do que é hoje. Mas é o mesmo sexo, só que mais perigoso. E aprender a lidar com essa nova realidade é a melhor alternativa do que bater de frente com as mudanças de comportamento...
E lidar com isso é falar de sexualidade sem preconceitos. E vamos precisar.

Hoje mesmo, li um texto no blog EscutaZé que fala da atual mania entre as meninas:

beijar outras meninas na boca. E isso, não necessáriamente tem haver com homossexualidade.

Qual o momento e até onde falar? Depende de tudo, imagino.
Até porque eu mesma ainda não cheguei lá. Tenho um enteado de 15 anos mas eu não quero atropelar a mãe dele ( como eu não gostaria de ser atropelada) e deixo mais a coisa fluir entre ele e o pai, embora haja minha participação é normalmente nos bastidores. Mas penso que depende de um monte de fatores:
Depende da criança, depende dos pais, depende da necessidade, depende do contexto e depende do nosso bom senso...

Usar nossa sensibilidade para tentar buscar o melhor caminho para desmistificar a “vagina” e aproximar nossos filhos de nós na hora de falar sobre sexualidade.
Porque é melhor aprender em casa, como sempre, do que na rua.
Minha mãe já dizia isso....
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Ana Cláudia Bessa

2 comentários:

Paola Oliveira disse...

Sinceramente, vou ter dificuldade de lidar com esse negócio de ver um filho beijando um colega do mesmo sexo.

Não sei nem o que dizer. Me considero prá frente, aberta, razoavelmente liberada....mas tenho algumas limitações.

Ana Cláudia Bessa disse...

Eu também não sei como reagiria, Paola, mas o que me deixaria preocupada de que essa fosse a escolha de meus filhos, é que seriam pessoas a sofrer preconceitos e exclusões. Uma vida de muitos desafios e desafio é bom mas é muito sofrimento e injustiça junto.

Precisamos ter muito tato para lidar com essas questões com respeito e delicadeza para podermos, de fato, ajudar nossos filhos em suas orientações sexuais.