terça-feira, 4 de dezembro de 2007

O que eu posso fazer?

Muita gente fala mal dos Estados Unidos, acha que é o Império do Mal. Não posso brigar com estas pessoas, pois elas tem o direito de pensar assim, mas tomara que estejam embasadas em experiência e/ou informações.

Eu vivo aqui a quase 2 anos e posso dizer o que vejo e vivo. Mas por que será que todo mundo quer vir para cá tentar a América?

Porque aqui o brasileiro aprende a viver em um lugar ordenado e onde as leis funcionam muito bem, ele aprende o que é cidadania. Seus filhos tem direito a educação, alimento, lazer, segurança em uma escala muito maior que no Brasil.

É fácil? Não. Nem todos os brasileiros que vem para cá tem a sorte que eu tive. Fomos transferidos pela empresa de meu marido, ou seja temos retaguarda.
Os outros vem de forma ilegal "ralar" para fazer a vida.

Não gostam do frio, não gostam da lingua, a cultura é muito diferente (o americano é mais direto ao falar), mas este é um país que tem um caldeirão de raças impressionante.
Ah...mas vira e mexe aí tem um maluco que entra em um colégio e mata uns 30, ou então vem outro e joga um boeing em um prédio famoso, alguns vão dizer.
Claro que nenhum lugar do mundo é perfeito.

Mas aqui os brasileiros (e as vezes pessoas que só viveram lá mas tem outra nacionalidade) percebem que a estrutura está bem fundamentada e funcionando redondinho, tanto que quando conseguem chegar a um patamar financeiro confortável começam a sentir necessidade de fazer algo por aqueles que ficaram no Brasil.

Como? De tantas formas, que eu só vou falar algumas.
-Arrecadam roupas, sapatos e brinquedos e os enviam para orfanatos;
-Arrecadam alimentos, é isto mesmo, mandam comida daqui para as entidades que necessitam no Brasil;
-Enviam dinheiro para que parentes possam encaminhar para essas entidades;
-Ou mais, constroem eles mesmos instituições que acolhem crianças ou idosos necessitados. Olha que incrível, além de trabalhar muito para sí ou para família, conseguem mais tempo para fazer mais dinheiro e com isto poder oferecer um pouco do que eles tem aqui. Louvável!;
-Também são voluntários em várias instituições aqui;
-E quem tem mais tempo cria Ongs. Mas o mais importante é perceber que se pode fazer algo.
Trabalha-se muito, nada é de graça. Ganhamos em dólar e pagamos em dólar aqui.
Mas aprendemos o que é ter acesso e direitos e queremos compartilhar com quem não os tem no Brasil.

Este tipo de trabalho não é divulgado, aliás nem se quer isso, mas existe aqui um programa feito pela globo internacional chamado Planeta Brasil, ele é direcionado aos imigrantes brasileiros, e através dele conseguimos saber o que está acontecendo com outros brasileiros e como podemos nos engajar tanto nas festas (diversão) quanto nas formas de ajuda, além de saber outras coisas que roam na vida do imigrante.

Não estou querendo dizer com isso que no Brasil não existam pessoas assim, é claro que estão lá e trabalhando duro. O que quero dizer é que além de todas as dificuldades que se encontra para a adaptação em outro país, estas pessoas ainda conseguem ajudar seu próprio povo.

Isto é um bem que eles estão deixando para seus filhos.
Esta é uma forma de ver e viver uma vida cheia de desafios e de consciência que a gente sempre pode fazer algo por alguém. Aprendem que podem levar isso para sua terra natal.
Aprendem que esta é uma forma de melhorar o futuro. Como dizia a minha mãe: Faça o bem, sem olhar a quem!

Ah! que orgulho ser Brasileira!


__________________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Recado da Mercedes

TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS PARA CONSTRUÇÃO

No momento em que o mundo começa a se dar conta de todas as práticas nocivas ao meio ambiente e reformula conceitos sobre o melhor aproveitamento dos recursos naturais, surge também uma nova maneira de morar, que aos poucos vai ganhando corpo entre os engenheiros e arquitetos mais conscientes e atualizados.

No mundo todo o conceito é mais conhecido como Greenbuilding, ou numa tradução livre: construção verde. Trata-se de adequar os materiais e o uso da energia de forma mais racional e ecologicamente correta nos espaços onde vivemos: nossas casas.

Hoje em dia no Brasil já é possível encontrar materiais amigavelmente sustentáveis e minimamente poluentes para a construção civil, seja pela própria matéria-prima ou pelo fato de reciclarem produtos que não tinham destinação correta, e também pelo aproveitamento da energia solar, eólica e água das chuvas. Há várias marcas e grandes lojas já oferecendo esses produtos.

No projeto de uma casa sustentável também é pensada de antemão a circulação do ar e o clima regional, de modo a minimizar o uso excessivo de calefação/refrigeração artificial.

Aponto aqui apenas alguns dos vários aspectos abarcados por essas novas tecnologias de construção civil, porque a dica desta quinzena - para aqueles que tiverem interesse profissional ou mesmo para quem vai construir sua casa e quer partir do princípio da sustentabilidade desde o alicerce - é o curso oferecido pelo IDHEA (Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica ) nos dias 7, 8 e 9 de dezembro/2007:

MATERIAIS ECOLÓGICOS E TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS PARA ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO CIVIL - PRÁTICAS E APLICAÇÕES

Veja todas as informações no site: http://www.idhea.com.br/curso02.asp

O curso será ministrado em São Paulo, e eu achei os tópicos interessantíssimos, como vocês poderão confirmar no site deles.

Alguns são: Ecoprodutos, 9 Passos para a Construção Sustentável, Poluentes do Ambiente Construído, Estudos de Caso, etc...

Vale a pena se informar. O formulário de inscrição é no próprio site.

_______________________________________________________________________________ Mercedes Lorenzo