quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Maísa, um história rica em exemplos.

MaísaQuem acompanhou a minissérie Maísa pôde ver a incrível história de vida dessa mulher. E quando falo em exemplos, não falo somente de exemplos bons, falo dos maus também. De qualquer forma não podemos fazer nenhum julgamento de juízo como se uma pessoa fosse apenas boa ou ruim.

Eu adorei a minissérie e acompanhei a maioria dos capítulos.

Primeiramente, podemos falar da mulher que naquela época trabalhava, se negou a depender e receber pensão do marido milionário, lutou pelo seu sonho, fumava e bebia. Gente, vamos aceitar que era muito até hoje em dia, imaginem naquela época. Lamentável ver isso mas é verdade. Por isso, ela era fonte de escândalos, e aí, qualquer coisa que fizesse, seria ultra questionado, sendo certo ou não, tendo um bom motivo ou não. Foi ela, sem dúvida, uma trasngressora, e os transgressores tem, sim, uma grande parcela de responbilidade sobre mudanças de conceitos e paradigmas sociais.

Outro ponto muito interessante foi a questão da mãe ausente que ela foi. Temos alguns pontos que precisamos olhar sem preconceito:

1. nem todo mundo nasceu para a paternidade/maternidade;

2. só podemos saber, em muitos casos, depois que os filhos nascem , já que nada nos define ou ensina o que significa viver essa experiência;

3. se você tem consciência que não tem condições de cuidar de seu filho como se deve, precisa entregá-lo nas mãos de quem o faça.

Eu não acho que o melhor lugar do mundo para um filho é ao lado da mãe. E tenho exemplos práticos para contar de casos que conheço. Tem mães que não são boas mães, isso é fato. Temos que parar com esse negócio de que mãe é mãe. Conheço um caso de uma mãe que se jogou do sexto andar de um prédio agarrada com o filho porque não aceitava a separação do marido. E o marido falou diversas vezes ao Juiz que ela não tinha condições de cuidar da criança.

No caso da Maísa, ela não tinha perfil para abdicar de sua vida profissional, de sua carreira e seu sonho para cuidar de seu filho. E assumiu isso. Mas mesmo ausente ela providenciou para que ele tivesse boa educação. E embora seja muito diferente das minhas convicções, o fato é que o filho dela, tem sim, uma boa educação e se mostrou bastante equibilibrado no decorrer de sua vida pessoal e profissional. Se isso é certo, não sei, mas é fato.

Vejam que mesmo milionário e único herdeiro tanto de pai quanto de mãe, ele trabalha e é funcionário de uma empresa. Além disso, não usa o nome mais conhecido da tradicional família paulistana a que pertence. Preferiu o sobrenome discreto na da mãe, mesmo ela tendo sido tão ausente, ao contrário do pai. Conte nos dedos quantos quantas pessoas agiriam assim. Fora que no final de tudo, ele perdoo a mãe. Imaginem como ele teria ficado se não tivesse se entendido com ela antes dela morrer!

Outro fator interessante é a dedicação que ela dá ao seu sonho e o comprometimento que tem como artista. Nasceu para isso, tinha um dom que muitos não descobrem por toda uma vida, conseguiu projeção profissional, sucesso e dinheiro. E mesmo assim, infeliz foi, atormentada e com um vazio que nada daquilo que a sociedade prega como sendo alicerces da felicidade, serviram para preencher sua alma.

Sinal de que a felicidade está dentro de nós. Sem isso, não há dinheiro, fama, reconhecimento ou sucesso que nos façam verdadeiramente felizes.

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Ana Cláudia Bessa

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Direto do Campus Party 2009

Eu estou no Campus Party 2009 ! O convite eu ganhei do Edney Souza, através de seu blog que é um dos maiores e mais conhecidos da blogosfera brasileira. Um grande presente! Peço até desculpas por tanto tempo sem postar mas estávamos aqui sem conexão e eu queria muito contar essa aventura. Vim de ônibus e sai de casa bem cedinho de forma as crianças estarem dormindo. Não saí escondida, apenas conversei ontem e eles foram dormir. Ia ser uma choradeira imensa me ver saindo de malas, já passamos por isso com o pai diversas vezes e não é legal. Sei que eles precisam aprender mas preferi que a primeira vez me vendo sair de malas, fosse mais branda. Eles sabem, não foram enganados ou estamos mentindo, mas não viram. Fora que eu também fico com coração partido. Mas já está tudo bem e já até falei com eles via MSN pela webcam ! Tecnologia é legal.

Saí de casa e cheguei em SP exatamente ao meio-dia na rodoviária do Tietê. O tempo em SP está agradabilíssimo, do jeito que o carioca gosta. O site do evento, continha várias informações a respeito de como chegar ao evento mas a partir da chegada na estação Jabaquara, tive me informar pois a estação tinha várias saídas e andei um pedaço por fora e ainda perdi o ônibus do evento e tive que esperar o próximo que demorou bastante. O legal é que tinha uma pessoa de Apoio do evento na parada do ônibus e isso deu a segurança necessária para termos certeza que estávamos no lugar certo.

Chegando no centro Imigrantes,que é bem pertinho mesmo da estação do metrô, a fila para entrar estava enorme mas foi bem rapidinha. Dali, recebemos a credencial e cadastramos nossos computadores. E para sair tem que mostrar o equipamento e identidade. Legal a preocupação com a segurança. Mas ainda assim, é preciso tomar cuidado com seu equipamento porque as etiquetas não são inviolaveis.

Como eu tinha direito à barraca para acampar, mas não vou dormir aqui, usei a minha barraca para guardar minhas coisas. Outra coisa legal é que os “campuseiros” poderão levar suas barracas. O cadastramento da barraca estava com uma fila quilométrica mas como este tamanho estava variando, fui tentar conectar para fazer o post da minha chegada e dar tempo da fila diminuir.Mas fomos todos surpreendidos com a notícia de que só haveria internet amanhã! Puxa vida, foi muita decepção, no maior evento de internet e tecnologia do Brasil não ter conexão com a rede. Teve muita gente indo embora. Eu que tinha ainda que fazer o “check-in” da barraca e queria dar uma volta para conhecer todo o evento, fui ficando. E a conexão começou a dar sinais de vida, lá pelas 16 horas e cá estou contando para vocês minha saga neste no Campus Party 2009.

O evento já gerou polêmica entre vários blogueiros que criticam organizadores e patrocinadores sob o argumento principal de que o maior patrocinador do evento é a empresa que pior atende sendo a mais reclamada no Procon-SP. E as críticas não param por aí sendo direcionadas aos próprios blogueiros já que muitos estão realmente usando seus blogs para ganhar (pouco ou muito, não importa) dinheiro a qualquer preço publicando, vendendo e anunciando indiscriminadamente em seus blogs. Dando a muitos a sensação de que o evento seria um paraíso de marketing online.

Eu ainda não posso tecer qualquer comentário pois é minha primeira vez participando do evento e apesar de achar que independente do evento, as críticas retratam uma realidade indiscutível na blogosfera brasileira eu acredito que estes eventos tem uma importante função de disseminar essas informações, comportamentos e atualidades para que cada um consiga escolher melhor o seu caminho.E espero, sinceramente, que as críticas sejam olhadas de frente, com a real função que elas exercem que é a de melhorar tudo á nossa volta. Ser criticado é uma grande oportunidade de crescimento e melhora. Vejo muita gente nesse meio que trata as críticas com meros conflitos de vaidades e fruto de inveja. Isso é ser simplista e pretencioso. Além de que, não ajuda ninguém, em nada.

Estou aqui ávida de observar e aprender coisas novas e interessantes. O que vi até agora é uma reunião de pessoas que amam tecnologia, completamente diferentes do meu mundo mas que com certeza, estão todas aqui com o intuito de se conhecer, aprender, trocar informações e apredizado. Espero que o evento atenda minhas expectativas e que cada dia as pessoas se convençam mais de que a internet é feita de pessoas , um mundo real e não um mundo paralelo, como escrevi no meu primeiro post sobre o evento. Cada dia mais deixará de existir a palavra virtual. Essa realidade virtual, eu acho que não existe mais.

O que é o Campus Party ?

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Ana Cláudia Bessa