terça-feira, 17 de abril de 2007

Faço minha parte


Como eu faço a minha parte
A Lucia Malla, do Faça a sua parte, propôs, no dia 6 de fevereiro de 2007, o meme das 3 atitudes ecoconscientes, para que os blogueiros contem aos seus leitores como fazem a sua parte para melhorar a relação entre o homem e o meio ambiente. Ela passou a bola e nós resolvemos chutar, afinal a qualidade ambiental é um assunto mais do que pertinente quando se trata do futuro dos nossos presentes.

Além de levar minhas sacolas de compras, gastar o mínimo possível de papel (tarefa difícil quando temos pequenas artistas em casa – respectivamente, a Giovanna, de 5 anos, e a Carina, de 3) e separar o lixo para coleta seletiva, ainda faço algumas coisinhas que talvez possam inspirar alguém:

- Não uso absorventes descartáveis. Eles foram devidamente substituídos pelo aBiosorvente, idealizado pela minha amiga Diana Hirsch. No site, ela explica por que o aBiosorvente é uma opção ecológica e saudável. A Diana foi além, e as filhas dela foram criadas com fraldas de pano. Palmas para ela. J (Eu já tinha poluído o mundo quando criei consciência dos danos causados pelas fraldas descartáveis.)

- Nas festas de aniversário das crianças, aboli os copos, pratos e talheres descartáveis (ainda tenho restos de uma época menos consciente, que ainda uso procurando reaproveitar ao máximo e reciclar o que não pode ser reaproveitado).

- Aos poucos, procuro reduzir o consumo de produtos industrializados na alimentação, substituindo-os por produtos naturais (de preferência orgânicos). Também escolho o produto a ser levado para casa considerando o impacto ambiental da embalagem. Isopor, por exemplo, evito ao máximo, por ser um material de difícil decomposição. Além disso, embora seja possível reciclá-lo - é um tipo de plástico, só que “inflado” - não há interesse comercial em fazê-lo, pois ocupa muito espaço e é possível extrair muita pouca matéria dele para reciclagem.

E você? Quer participar dessa corrente de conscientização? Divulgue também no seu blog!
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Texto de Silvia D. Schiros

9 comentários:

Ana Cláudia Bessa disse...

Silvia, eu ainda estou engatinhando:
-Separo baterias/pilhas há bastante tempo para não jogar no lixo comum e venho gradativamente abolindo o uso de pilhas convencionais por recarregáveis;
-Separo uma parte do lixo (as mais simples-garrafas, caixas de papelão...);
-Faço doação de TUDO que não quero mais, até meia furada.
-Só me desfaço de um brinquedo (e tudo que for colável)quando não tem mais onde colar, mesmo assim, faço doação;
-Economizo, na medida do possível, por causa das crianças que não colaboram ainda (papel, água, luz, gás...)
-Uso papel dos dois lado SEMPRE,
-E depois do seu puxão de orelha...risos...passei a ler mais no computador, sem imprimir o estritamente necessário!

Ainda tenho muito a fazer, sei disso. Minha meta é reciclar todo o meu lixo. Estou a busca de onde entregar a pouca quantidade que o lixo residencial acarreta. Meu condomínio é um zero à esquerda de participação. Tento mas ninguém está interessado. Acabamos passando por chatas, loucas, avarentas...
Estou "catequizando" do porteiro à família...risos
Mas todo dia alguma coisa avança, isso é que é o importante.
Bjos.

Silvia D. Schiros disse...

Ana, eu também ainda tenho um loooooooongo caminho pela frente. Com relação ao lance das pilhas, por exemplo: aqui em casa, não temos pilhas recarregáveis/recarregador. Como eu não gosto de idéia de gastar pilhas, vou vendo os aparelhos menos importantes e deixando sem - não reponho as pilhas. As meninas às vezes reclamam porque acabou a pilha do brinquedo tal, e vou enrolando enquanto dá. Preciso comprar um recarregador. E usar com parcimônia, porque também estou gastando eletricidade ao usá-lo, né? E, em algum momento, imagino que as pilhas recarregáveis também tenham que ser substituídas.

Mas também não dá pra gente querer voltar atrás em tudo.

O importante é mesmo refletirmos sobre o que fazemos e se aquilo que usamos é realmente necessário. E decidir do que a gente consegue abrir mão. Não é tarefa fácil, não!

Ivo Fontan disse...

Minhas caras amigas
Concordo com tudo o que disseram e louvo toda e qualquer atitude, ainda que aparentemente pouco relevante no contexto geral, que venha a contribuir para a loooooonga transição que temos pela frente entre uma sociedade consumista e predadora para uma sociedade consciente e preservacionista. Entretanto...
Muitas vezes "embarcamos" em idéias e/ou conceitos falsos ou não suficientemente esclarecidos e cometemos equívocos pensando estar acertando. Por exemplo, a questão das fraldas descartáveis x fraldas de pano é polêmica. Vejam só, há pouco tempo tive notícia, por um colega recém chegado da Alemanha, que um estudo feito por ambientalistas ligados aos partidos verdes europeus estava em dúvida sobre o tamanho do "passivo ambiental" representado pela LAVAGEM de fraldas. Os primeiros resultados apontavam para um passivo MAIOR (representado pelo uso de detergentes, amaciantes, energia etc) do que o gerado pelo descarte, considerando que nas fraldas descartáveis apenas uma parcela do material utilizado não é biodegradável.
Até onde eu sei os estudos prosseguiriam. Não tive informação sobre os resultados definitivos, mas que faz a gente parar prá pensar faz, não é mesmo?

Ana Cláudia Bessa disse...

Isso é uma preocupação que tenho também, Ivo. Porque o trabalho de se usar e o gasto para recolocar as fraldas de pano em uso, geram gastos e deixam resíduos. Talvez o caminho fosse lutar para que os produtos fossem feitos de produtos biodegradáveis. Mais útil do que certas "regressões". Por exemplo, estava pensando no aquecimento a gás. O que gastamos de água até haver o aquecimento da mesma, é um horror. Já no elétrico, isso não acontece. O benefício é que o gás é mais barato que a luz, mas se gasta com água, que é um recurso mais precioso.

Anônimo disse...

Eu não usaria nunca absorvente de pano! Será que isso realmente adianta? Será que como foi falado aqui o gasto com água e produtos de limpeza compensa? Sei lá!

Silvia D. Schiros disse...

Ivo, ainda estou para fazer um estudo sobre o impacto ambiental da lavagem de produtos reutilizáveis(absorventes, fraldas, copos, pratos) x o impacto ambiental de jogar fora os produtos descartáveis. O que eu posso adiantar é que não é só a questão do lixo envolvida no uso de fraoldas e absorventes de pano, mas também dos produtos químicos pesadíssimos que são usados na sua fabricação, e que passam para as mulheres (no caso dos absorventes) e para os bebês (no caso das fraldas) pela pele. E que, uma vez no lixão, contaminam o lençol freático (o que, aliás, as fezes também fazem, e muitas doenças podem vir pela água que bebemos, vinda desses lixões, por causa dessa contaminação).

Anônimo, cada um na sua, respeito a sua decisão por não usar absorvente de pano, mas eu uso! :-)

Ivo Fontan disse...

É complexo, não é?
Por isso é que a minha posição diante de "fatos novos" na área ambiental é nunca acreditar inteiramente nas primeiras versões. Há muito alarmismo, muita desinformação, muita "cortina de fumaça" (muitas vezes produzidas por instituições interessadas em uma ou outra vertente da questão e cujo interesse não contempla necessariamente nenhum sentimento nobre!).
Prefiro buscar informações em fontes nas quais confio para poder formar a minha opinião.
Discussões como esta, suscitadas pelo texto da Silvia, por exemplo, são IMPORTANTÍSSIMAS.

Ana Cláudia Bessa disse...

Silvia,

vc falou das festas de crianças. Fiquei pensando a respeito porque ainda não dei festa. Apenas reúno a família para um bolinho porque d fato as crianças não entendem nada. Dou prioridade a coisas que eles curtem e entendem mais. Já que quero ensinar o nã0o-consumismo, tenho que dar o exemplo, não é? Prefiro deixar as festas para um pouquinho mais tarde quando realmente eles vão curtir a festas DELES. Portanto fiquei curiosa como seria a logísitica para uma festa com 50 convidados, por exemplo. Copos/pratos/talheres não descartáveis, mas de plástico, por causa das crianças. Vc tem uma quantidade boa para atender a todos ou vai-se lavando à medida que usa? Parece uma pergunta boba, mas na verdade quero aproveitar seu know-how...risos...

Maria Augusta disse...

Silvia, lendo teu post e os comentários, fico pensando que a primeira coisa a ser reciclada é nossa mentalidade, repensando cada gesto da vida cotidiana de modo a se adaptar à recente conscientização de que os recursos do planeta são limitados.
Sob este prisma, postei sobre o biodisel à base de microalgas, que é uma alternativa àqueles obtidos a partir de oleaginosas respeitando mais o meio ambiente, como parte do compromisso da Idéia 38 do Dia da Terra aqui do "Faça a Sua Parte". Um abraço.