sexta-feira, 13 de julho de 2007

Pessoas que fazem diferença no Mundo

Dorothy Mae Stang ,

conhecida como Irmã Dórote, foi uma freira norte-americana naturalizada brasileira.

Ela estava presente na Amazônia junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu. Sua atividade pastoral e missionária buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto aos trabalhadores rurais da área da rodovia Transamazônica. Trabalhava intensamente na tentativa de minimizar os conflitos fundiários, principalmente a grilagem de terras e a extração ilegal de madeira.

Irmã Dorothy recebeu diversas ameaças de morte sem deixar intimidar-se.
Pouco antes de ser assassinada com sete tiros à queima roupa, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, declarou:
«Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar.»

Saiba mais sobre a vida de Dorothy Stang:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dorothy_Stang
http://www.brasiloeste.com.br/noticia/1702/dorothy-stang
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u105580.shtml
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6 comentários:

Cristiane A. Fetter disse...

Tal qual o Xico Mendes o trabalho de Dorothy não morrerá.
São estas pessoas que fazem mesmo a grande diferença. Servem de inspiração para que outros não desistam.
Grandes humanos.

Ivo Fontan disse...

Sabe de uma coisa, Cristiane? Eu acho que existem no mundo muito mais "Dorothys" do que, por exemplo, "Renans".
O problema é que as "Dorothys" ainda não aprenderam a se unir, e os "Renans" tem o talento para formar QUADRILHAS!

Cristiane A. Fetter disse...

É isso aí Ivo.

paula-rj disse...

Veja, adiantou ela morrer?
O que vai mudar?
Quem continua vivo e fazendo o que quer sem limites, leis ou autoridades que os cerceiem?
O bandidos.

Ivo Fontan disse...

Paula, responda uma coisa: Se a Dorothy não tivesse morrido da maneira "besta" que morreu, se ainda estivesse por lá na sua batalha anônima e sem visibilidade, você saberia da existência dela? Estaríamos nós aqui trocando essas impressões sobre o que ela significou, se sua morte teve sentido ou não teve?
Será que a morte dela não adiantou nada mesmo?

Ana Cláudia Bessa disse...

Paula,
eu também penso como o Ivo.
O mundo precisa de todas as Dorothy Stangs que existirem, das Madre Terezas, dos Dalai Lamas, os Chico Mendes, dos procuradores de Justiça que são assinados, dos diretores de presídio que tentam fazer algo e morrem.
Claro que existem aqueles que morrem por "queima de arquivo".
Mas não é desses que estou falando.
Estou falando dos homens e mulheres de bem que tentam mudar o mundo e dão sua vida por aquilo em que acreditam. Que são ameaçados de morte e continuam, com medo talvez, mas com uma coragem ainda maior.

E quando eles morrem é que sabemos que eles existiram e que deixaram um legado, uma luta.
Alguém permanece e continua, seja com a mesma força ou não mas a semente plantada é como uma árvore que leva anos para crescer e se fortalecer.

Talvez não possamos palpar a importância de tamanho esforço desprendido, mas com certeza, adiantou alguma coisa.