segunda-feira, 30 de julho de 2007

Mais e mais favelas – Parte 2

Respondendo nossa pergunta do último post que era:

A favela está crescendo prá onde? E a questão ambiental?

Aí chegamos no jornal de 3 de Julho:

FAVELAS DA ZONA SUL DOBRARAM EM 40 ANOS


Levantamento do Ministério Público em parceria com o Exército mostra (na foto acima), tal como uma doença, a favela crescendo e se expandindo, tendo praticamente dobrado de tamanho em 40 anos, avançando impiedosamente sobre a Mata Atlântica.
O consumo total foi de 548 mil metros quadrados de floresta ou 64 campos de futebol.

Não há fiscalização e o prefeito César Maia não parece nem um pouco preocupado com o crescimento das favelas quando afirma que a expansão da Rocinha está contida e só cresce na vertical (Jornal do dia 5 de maio de 2007 – “CRESCIMENTO VERTICAL” PARA OS LADOS). A foto abaixo mostra o contrário pois a favela já aparece do outro lado da Auto-estrada Lagoa Barra, área de preservação ambiental e atrás do centro de cidadania da Prefeitura (esse prédio com varandas que foi reformado depois de ter sido um hotel , cujo fechamento já podemos imaginar motivo).

É, Sr. prefeito, ilegal, e daí?

Precisamos meditar sempre sobre a quem interessa o crescimento das favelas.

E para denúncias, há uma CPI na Câmara denominada “Ilegal, e daí?” criada há 2 anos para apurar a desordem urbana no Rio – Disque-desordem: 3814-2901
Não sei se adianta, mas já é alguma coisa.

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Texto de Ana Cláudia Bessa

6 comentários:

Cristiane A. Fetter disse...

O prefeito Cesar Maia disse que não há crescimento nas favelas do Rio de Janeiro. Sabe quem passou esta informação para ele? Uma comissão formada pelo coelhinho da páscoa, o papai noel, a mula sem cabeça e a cuca.
Só assim para se acreditar que o que ele está dizendo é verdade.
Só quem utiliza a linha amarela pode observar o desenvolvimento "saudável" de várias favelas ali. Quando esta via foi inaugurada era um lugar visualmente limpo, da última vez que passei lá (janeiro/2007) já haviam várias pequenas favelas se formando em suas beiradas.
Para mim isto é populismo. O político chega lá, dá uma maqueada nas favelas e ganha votos.
As vezes eu acho que só sendo descobertos de novo e colonizados por outros povos é que o Brasil irá conseguir avançar. Criar nova cultura e visão de comunidade e cidadania.
Temos que continuar denunciando e alertando.
Parabéns pelo tema.
ps.: tenho vários amigos que moram em favelas e dizem categoricamente, não saio de lá, pois é perto do meu trabalho, gasto pouco com transporte, não pago uma série de impostos e tenho atendimento gratuito em várias áreas (médica, escolar, etc).

Anônimo disse...

Tenho uma favela perto da minha casa que cresce todo dia. Começou om 4 barracos, denunciamos mas ninguém fez nada. Todo mundo vê.
A região já está se desvalorizando. Quem paga esse prejuízo?
Ficamos assustados porque temos medo da violência que cresce. As casas nas redondezas têm sido assaltadas. Nos armamos, compramos cachorro, colocamos grades. Estamos presos para os criminosos ficarem livres.

Ana Cláudia Bessa disse...

Esse dois pontos que vocês citaram é importante.

Tem gente que quer morar na favela.
E ao contrário do que muita gente fala, em muitos casos, morar em favela é opção.

E isso não é apenas uma questão financeira. É educacional, é cultural.

Ao amigo, sugiro que denuncie ao Dique-desordem. A CPI , em tese, deveria te ajudar. Tente.

Anônimo disse...

Eu fiquei impressionada com a foto do jornal. Não há como não ficar assustado.
Por mais que a gente queria defender a favela, acredito que o sentimento diante deste quadro seja o mesmo: apreensão.

Anônimo disse...

Apreensão porque?
Mais pobre no mundo tem que causar indignação....

maria maria disse...

Apreensão e indignação.