quinta-feira, 14 de junho de 2007

Criança tem Direito a quê? - Parte 1

Tive a inspiração de escrever este texto no dia mundial das crianças, que é comemorado no dia 1 de junho, quando postei um texto contando a origem da criação deste dia. Como eu disse, após a 2ª Guerra Mundial, muitos países da Europa, do Ocidente Médio e a China ficaram destruídos e o povo sofria as conseqüências desse massacre. A fome e a pobreza reinavam. As crianças abandonavam as escolas e eram submetidas a formas desumanas de trabalho.
O Dia Mundial das Crianças foi proposto à ONU, em 1950, pela Federação Democrática das Mulheres e somente no ano de 1959 os Estados membros das Nações Unidas reconheceram os direitos da criança, passando-os para o papel. Então, finalmente, foi proclamada em novembro do mesmo ano, pela Unicef, a Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Encontrei várias mensagens lindas para as "nossas" crianças – e acho que elas merecem sim e muito mais – mas vi que muitas dessas mensagens se esqueceram de lembrar das "outras" crianças. Referi-me às nossas crianças, pois quando falamos em criança, pensamos de imediato no nosso filho, no nosso irmão, nos nossos sobrinhos, nos nossos primos, nos nossos netos, enfim, de alguém próximo. Nos esquecemos das "outras", as que estão marginalizadas e excluídas da sociedade. Preferiria usar somente o termo nossas, sem fazer distinções.

A maioria de vocês deve conhecer, ou já passou o olho, nos dez princípios que constitui essa declaração. São princípios que reconhece a todas as crianças - independente de raça, cor, religião, origem nacional ou classe social - proteção e cuidados especiais para garantir o desenvolvimento sadio e normal e em condições de liberdade e dignidade; direito ao afeto, amor e proteção; alimentação, saúde e educação adequadas; proteção a qualquer tipo de negligência, crueldade e exploração; direito a um ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal.

Com o objetivo de fazer as pessoas refletirem, farei um paralelo da Declaração Universal dos Direitos da Criança com a realidade de muitas que não tem acesso à alimentação, à educação, à saúde de qualidade, e são submetidas à discriminação e às situações de maus tratos.

Coletei algumas chamadas de matérias no site da ONU, que demonstra que nem todas as crianças, ainda, têm direito de se beneficiarem dos princípios que regem a Declaração. Será que pensar que um dia todas as crianças estarão livres das crueldades do mundo é uma utopia???

Continua na próxima postagem.

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Texto de Renata Gonçalves

5 comentários:

Ana Cláudia Bessa disse...

Renata,

acho utopia, sim.
Mas fico feliz que tenhamos este espaço para falarmos e trocarmos idéias sobre como podemos fazer nossa parte para mdar o quadro vergonoso do trato dado ä criança.
Há algum tempo atrás participei de um seminário sobre políticas públicas e vou tentar postar algo falando sobre o que vi e senti.
Bjs!

Ps: continuo sem conexao.

Ivo, aconteceu comigo! Perdi todo o cometário e tive que digitar de novo. Estou usando conexao discada. Antes na BL nunca tinha acontecido. Será que é por isso?

Idéia Legal disse...

Ana, que bom receber o seu comentário. Hoje, dentro do carro, escutei uma notícia que me deixou um tanto triste. Peguei a notícia meio que no caminho e nela dizia que apenas 1% dos casos de violência contra criança, seja ela física ou sexual, são denunciados. E o mais inaceitável ainda é que as famílias mais pobres são as que mais têm coragem de denunciar. Pois é, as pessoas que aparentemente têm maior acesso à informação são as que mais tapam o sol com a peneira. Não é triste?

Ah, estou pensando em escrever sobre o castigo físico. Será que uma palmadinha não dói? Mas não cheguei a uma decisão.

Renata

Idéia Legal disse...

Ah, amanhã dia 16 de junho é dia de vacinação. Leve o seu filho, menor de 5 anos, para vacinar no posto mais próximo de sua casa!!!

A vacina é gratuíta e não dói!

O aviso foi de última hora, mas tá dado o recado. Bjos

Ivo Fontan disse...

Em que estágio de evolução se encontra um mundo em que crianças precisam ser "protegidas" por "Declarações", "Estatutos" e coisas do gênero?
Que triste!

Ana Cláudia,
Acho que esse problema de perder comentários é realmente da conexão discada, pois é o meu caso. Ainda bem que não tem acontecido. Toc, toc, toc...

Ana Cláudia Bessa disse...

Ainda com conexão discada e correndo o risco de perder o comentário ..toc...toc...toc..., gostaria de falar ainda que somos realmente utópicos. A escravidão acabou e no entanto, ainda temos trabalho escravo de toda as espécies. O preconceito reina e o desrespeito aos direitos de todos como iguais, simplesmente, inexistem para a maioria dos países e seus governantes.