quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Mais dos Mesmos


Chegou a campanha eleitoral. Embora eu tenha mudado de município, não fiz a transferência. No fundo, não me sinto capaz de escolher ninguém daqui, não conheço. Prefiro continuar votando no Rio, acredito que lá, meu voto será mais útil.


Mas confesso que ando cansada. Casada de tantos Edinhos, Paulinhos, Pudinzinhos, Zitos, Carlitos, Zelitos, Rosinhas e demais florzinhas. Marquinhos das Couves, da Kombi, do Sacolão... Sempre os mesmos nomes infantilizados e os mesmos slogans. Afinal, "quem conhece, confia"(arghhhhhhhhhhh!). Infantilizados porque tratam as pessoas como idiotas, imbecis, acéfalos. E como é a maioria da massa que eles compram com suas camisetas, vale-gás, etc: ignorantes políticos e carentes de tal monta que qualquer favorzinho compra simpatia e votos.


Fora, a troca de cadeiras dos políticos manjados e seus parentes que são deputados e agora concorrem como vereadores ou prefeitos, quando já foram vereadores ou prefeitos, um dia serão deputados, depois senadores e nada muda nunca. Sai o pai e entra o filho na câmara para ser tratado como excelentíssimo colega.
Estou farta.


Este ano, não voto mais com estratégia. Ou anulo meu voto ou voto em nomes novos, sangue novo. Infelizmente, não tem ninguém de meu conhecimento pessoal que mereça que eu seja um cabo eleitoral apaixonado.


Daí vai meu apelo às mulheres. O TSE informou que representamos 51,8% de eleitorado brasileiro. Vamos mudar nossa forma de votar, vamos buscar candidatos limpos, sem ficha suja, sem experiência no cargo, sem vícios. Vamos tirar aquela corja toda de lá!
Não sei se vai adiantar, mas pior do que está, não pode ficar.


Isso tudo também se nossa “honolável” urna eletrônica não for outro engodo pelo qual fomos levados a acreditar que estamos à frente de países mais desenvolvidos que ainda votam contando manualmente pedacinhos de papel.

Não seriam estes papeizinhos mais difíceis de fraudar?


A propósito encontraram uma urna eletrônica abandonada na rua, dentro de uma caixa, não sei aonde...
Podia ser mentira, mas o pior é que é verdade.
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
Mais um ponto de vista sobre eleições: http://escutaze.blog.com/3514442/

6 comentários:

João Carlos disse...

A propósito encontraram uma urna eletrônica abandonada na rua, dentro de uma caixa, não sei aonde...
Podia ser mentira, mas o pior é que é verdade.


Foi no Estado de São Paulo... E Eleição Municipal, nem conta... Municípios não têm autonomia para chongas... Só nos grandes centros urbanos é que vale alguma coisa.

Mas os "Jajá da Padaria" e afins são uma constante. Nunca se elegem para nada, mas carreiam votos para a legenda.

No Estado americano de Nevada, é obrigatório por nas cédulas a opção "nenhum deles" (e, se essa opção ganhar, os partidos são obrigados a nomear outros candidatos). Já imaginou que bom?...

Uma proposta minha para o sistema proporcional: pega o número de eleitores inscritos, divide por dois e pelo número de vagas abertas. Quem não conseguir esse número mínimo de votos, está "reprovado". Vai sobrar vaga... (e nada de suplentes!)

Geovana disse...

Ana, apesar de ser possível fraudar com a urna eletrônica, ainda acho mais segura que o papelzinho.
A eleição em papel propiciava o mesário a ganhar a ponta para marcar voto a favor de um candidato. Na urna eletrônica, pode até haver fraude, mas aí sabemos os culpados: empresa criadora do software e o candidato beneficiado.
Ainda é mais fácil comprar os votos, acredite.
Eu também estou assim, sem ter em quem votar, mas vou achar alguém. Até tenho um nome novo, um partido novo, mas não estou levando fé pq me lembra o PT das antigas. Vou seguir sua campanha, ao menos pra vereador.

Alexsandra Moreira disse...

Também estou com vc Ana... Não tenho ainda candidato e acho muito difícil acrditar em quem já está no poder... Tenho vários amigos e parentes pedindo voto, mas enquanto eles não mostrarem que são dignos, não terão meu voto.

Com relação as urnas... concordo com a Geo, acho mais difícil a fraude através delas.
bj

thais disse...

ai ai ai
adorei isso.
estava tão perdida com os votos desse ano, sabe?
pensando em votar no menos mal pra não piorar e tals.
mas, realmente, o negócio é votar em gente nova.

obrigaaada.

beijo

Renata disse...

Nunca levei muita fé no voto eletrônico. Mas dizem por aí que é teoria da conspiração e que a gente só sabe reclamar...enfim...
Há anos não voto, anulo. Como cidadã tenho a sensação de não estar cumprindo meu papel, mas por outro lado não consigo ser pragmática: o melhor dos políticos que existe, o mais honesto, é no mínimo hipócrita, por viver no meio político sem se deseperar. Ser deputado, por exemplo, é de certa forma estar dentro desse sitema absurdo, por mais honesto que o cara seja - como acho que é o caso do Gabeira. Lembremos do escândalo do mensalão. Ele não estava envolvido, é um cara que parece honesto. E criticou muito, aparece umuito, indignado com o absurdo da coisa, com toda a razão do mundo. Mas por que não o fez antes de toda a m... vir à tona? Ele, como todos em Brasília, conhecia o esquema. Tenho uma amigo que é jornalista e vive em Brasília há anos. Ele sempre diz que todo mundo sabe do que rola. E olha que o Gabeiura, aqui no RIo, é o melhor na minha opinião. Por isso que não dá pra mim. Infelizmente.
Beijo
Re

Ana Cláudia Bessa disse...

Acharam uma fraude numa urna...
vocês viram no jornal?

Sei não...
Será que é mesmo teoria da conspiração?