segunda-feira, 13 de agosto de 2007

"Ser" maduro não é doença.

Lendo a matéria que segue abaixo me lembrei de como eu era preconceituosa com algumas atitudes que via poucas vezes no Brasil e muito por aqui.

Moro em uma cidade ao norte de New Jersey onde o poder aquisitivo é muito alto e existem muitas casas de idosos. Aqui chamadas de comunidades seniors.

Achava um absurdo ver aquele monte de velhinhos ali somente em companhia uns dos outros. E a família só visitando nos finais de semana. E no Brasil então, a maioria destas casas tratam mal seus morades. Nem vou comentar sobre isso.

Mas observando melhor cheguei a conclusão de que é melhor viver em uma comunidade onde se tenha respeito, carinho, atenção, cuidados médicos, passeios e uma vida quase independente, tendo em vista que eles compram o que querem, vão ao supermercado, tem vida cultural e namoram. Aqui a vida útil de um americano é muito longa. A quantidade de pessoas idosas trabalhando ou realizando outras atividades é enorme. A minha vizinha de frente tem 91 anos, vive sozinha, dirige e outras coisas.

É bem melhor do que ficar em casa sozinho (pois na maioria dos casos os filhos sprecisam trabalhar e ficam fora o dia todo), ou nas mãos de uma pessoas que pode até maltratar este idoso (vide casos escandalosos no Brasil), sem contar a falta do que fazer.

O mais importante é cultivarmos, tanto em nós quanto em nossos filhos, o respeito aos idosos, já que a tendência é que todos cheguemos até a idade madura. Não só isso, aprender com eles, rir, partilhar, valorizar e entender esta fase da vida.

Vamos ao texto que saiu no National um jornal brasileiro voltado para comunidade brasuca que vive em New Jersey


Texto de Cristiane A. Fetter

3 comentários:

Ana Cláudia Bessa disse...

Cris,

essa é uma preocupação que todos devemos ter. Afinal, todos nós chegaremos lá. Eu, pelo menos, quero chegar. Eu acho que a palavra chave de tudo o que vc falou é preconceito e intenção: tanto da família, quanto do próprio idoso.
Eu tb acho melhor viver numa comunidade cheia de coisas em comum comigo, atividades, do que sozinha em casa porque filhos e netos terão suas vidas para manter.
Acho que eu somente me sentiria abandonada se fosse tratada como um peso. Aí vem a intenção: vamos colocar nossos idosos em locais como este em comum acordo, com a intenção de lhes dar qualidade de vida, no lugar que eles escolherem e se quiserem.

Cristiane A. Fetter disse...

Tem de ser uma preocupação mesmo, pois vivemos hoje esquecendo que temos que nos preparar para a velhice.
Também temos que incutir isto em nossos filhos.
Abraços

Cláudia Costa disse...

Olá meninas,

Quando minha filha era bem criança ainda, eu comecei a dizer a ela do quanto o idoso gostava e necessitava de carinho, de beijo, de abraço, porque as extremidades esfriam, a intimidade entre os casais (até mesmo porque se convencionou isso) diminui absurdamente ou acaba de uma vez, os filhos crescem e vão embora e eles, os idosos ficam sozinhos, com suas esperanças, seus sonhos não realizados e alguma tristeza por tudo isso. Costumava observar com profundo desgosto que algumas mães insistiam em ameaçar seus filhos, quando se comportavam mal, com o "velho do saco", a bruxa má, ambos personagens velhos e maus, tirados do próprio imaginário, herdado de seus próprios pais. Com essas atitudes, algumas crianças crescem com verdadeiro nojo dos idosos, procurando manter-se à distância segura, como se velhice e rugas e dificuldades em andar fosse algum tipo de doença grave e contagiosa. Graças à Deus consegui resultado positivo aqui em casa e minha filha, hoje uma adolescente de 16 anos, é extremamente carinhosa e atenciosa com todo idoso que encontra em nossos círculos de amigos, o que até causa espanto para alguns, e muita alegria para a própria avó, que a adora, mais que tudo.
Tomara que os Homens aprendam que envelhecer, não só é necessário, no processo de aprendizagem e experiência de vida, como é muito belo e que possamos ouvir as velhas histórias que os "nossos" velhos tem prá nos contar. Vamos aprender muito, sempre.
Abraços fraternos!