terça-feira, 24 de junho de 2008

Começando na escola

Eu já estou há um tempão querendo escrever sobre a escola que escolhi pras crianças.
Em primeiro lugar e muito importante: o filhote está amando e adorando a escola. Está feliz, feliz, feliz e isso é uma coisa que, com certeza, tranqüiliza muito a gente. Ele pede para ir para a escola, fala dos amigos e me conta com os olhinhos brilhando sobre o mundo que hoje é o mundo só dele. Lá não há pais, irmãos, seus brinquedos: lá estão seus amigos, suas atividades, seus trabalhos, sua individualidade. Alí, ele se expressa sem a nossa influência direta, digamos assim. E isso eu acho sensacional porque ele aprende com o mundo lá fora, troca, ensina.

A adaptação não foi fácil, ele é muito agarrado com a gente. Fiquei a primeira semana durante 3 horas na escola, todos os dias. Na segunda semana, levei uma “bronca” de leve por estar interferindo na rotina dele durante a aula, mesmo que por solicitação dele, estava interferindo. E estava mesmo. Neste momento, tive a idéia de pedir à minha mãe que ficasse no meu lugar na escola e depois do terceiro dia, ele começou a ficar sozinho.

Em casa, começamos a conversar com ele falando assim: olha, agora você vai prá escola e eu não vou chorar porque sei que você vai voltar. Ele olhava prá gente e falava, eu vou sim, não chora, tá? Coisa mais linda...e ia prá escola.

Logo no primeiro mês teve a reunião de pais e eu gostei muito porque muitos pais foram e isso é bom sinal. Gostei também porque a reunião foi bem pautada e esclarecedora, contando inclusive com alguns pedidos para alguns pais que, mesmo sem intenção, acabavam atrapalhando algumas atividades. Tudo muito aberto, sem rodeios.

A reunião teve também muitas orientações pertinentes a higiene, pontualidade, comportamento dos pais e crianças, tamanho das turmas, uniforme, alimentação, distribuição de um texto sobre mordidas entre crianças e ao final contou com uma atividade orientada por uma psicóloga que falou adaptação das crianças nos primeiros dias de aula e como os pais podem ajudar nesta fase.

Depois conto mais coisas. Fui convidada para ser a mãe representante dos alunos da turma do meu pequeno e achei muito legal a escola tomar a iniciativa de criar este canal. Mas ainda estou surpresa com o convite e tentando descobrir uma forma legal e participativa de cumprir este papel tão importante como elo entre os pais e a escola.

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

4 comentários:

ana b. disse...

ana-xará:
q idade tem seu filhote?
provavelmente ele é pequenino ainda, por conta da adaptação.
vou te contar uma coisa, baseada na minha experiência, mãe de filhos de idades tão díspares (19, 14 e 4): é fundamental criança se sentir bem na escola. o resto é secundário.
evidentemente, afinidade com a linha pedagógica adotada, com os demais pais, empatia com o corpo docente, harmonia no grupo social (nem cara demais q vc se sinta excluída, nem barata demais q vc seja a "riquinha" pejorativamente falando), tudo isso é muito importante, mas fundamental MESMO é seu filho GOSTAR de ir pra escola!
e parece q é o caso aí, não? q bom!
outra coisa q eu aprendi: se a gente pode, manter filho em casa não prejudica em nada o desenvolvimento da criança.
claro q se a mãe trabalha fora, não tem conversa, e o ambiente escolar é bom, eficiente, cada vez mais "profissional" (no sentido de atender muito bem às necessidades das crianças e dos pais).
MAS se vc fica em casa, não tem problema algum retardar um pouco a ida da criança pra escola. eu fiz assim (não pq eu não trabalho fora, mas pq meu esquema me permitiu adaptações de horário) e não me arrependo! criança segura, mãe tranquila, adaptação sem nenhuma intercorrência: era chegar e dar tchau!!
bjs

Silvia disse...

Ana, eu já te disse isto: queria entender melhor esse lance de "pai/mãe representante". Qual o papel? Que tipo de ponte você faz entre a escola e os outros pais?

Mas eu acho excelente sinal que a escola tome a iniciativa de ter um canal desse tipo, demonstra uma verdadeira abertura e vontade de fazer da educação formal uma parceria com os pais!

Ana Cláudia Bessa disse...

Ana xará,

meu filhote foi para escola este ano com 3 anos e meio. Esperei o que pude já que estava em casa com eles. Acho que a convivência inicial com a família muito positiva nos aspectos psicológicos da criança.

Quando comecei a procurar escola, foi determinante perceber o interesse dele, sua vontade e isso me faz não pertanejar ou ficar presa a este ou aquele conceito meu de que ele deveria ou não permanecer mais em casa. Na hora de ir, claro que tive aquele sentimento de que ainda era cedo e que começava um ciclo que duraria boa parte de sua vida. Mas foi e adorou, provando que ele de fato estava pronto para dar este passo.

O pequeno logo vai também, mas mais por sentir falta do irmão do que por preparo. ele se sente muito sozinho, e claro, está despertando para a escola do irmão. O segundo sempre pula algumas fases (que pena...risos).

Ana Cláudia Bessa disse...

Silvia, quando eu escrevi este texto ainda estava fresquinha esta história de mãe-representante. Hoje, eu já me apresentei ao pais, deixei nome , telefone e e-mail mas apenas 2, de pais de 15 alunos se manifestaram. Fiquei decepcionada. A escola não está me ajudando como eu tinha expectativa e sinto que vai depender minha iniciativa. Estou buscando caminhos para conseguir mais aproximação dos pais.

Aceito sugestões...risos