sexta-feira, 20 de junho de 2008

Parto, posições e o profissional que nos atende

A bem da verdade, meu parto foi muito confortável. A doula massageava, a dor passava rápido, eu descansava entre uma contração e outra. Tomava água e comia chocolate para ganhar energia. Tudo de bom. A dor é uma sinalização de que posição que a parturiente deve ficar. Depende muito de como o bebê está "rotacionando" dentro da barriga. No final do parto, tem parturiente que fica em cada posição esquisita...


Eu tenho uma amiga, que também teve parto em casa, e ela só se sentiu confortável em ficar numa posição deitada, meio que boiando na banheira. Em tempo, o parto dela foi dentro d'água. Show de bola.

No meu parto, eu também queria que a bebê nascesse dentro da água. Mas minha banheira é muito estreita. Passava a contração, eu fechava as pernas e ela voltava. Então a parteira mandou que eu saísse da banheira. Deu uma contração, ela desceu.

E aí, o maior fator de risco é o profissional que te atende. Já foi demonstrado isso em pesquisas. Se você aprende a usar um martelo, todos os problemas viram pregos. É o caso do médico. Um enfermeiro obstetra é um profissional preparado para parto normal. Ele é preparado para identificar se sua gestação é de baixo risco ou não. Existe ainda um universo mínimo de enfermeiros obstetras preparados para parto natural.
A minha parteira apenas um ano antes do meu parto, fez uma episiotomia numa amiga minha, em um parto domiciliar. Ela confessa que se fosse hoje, não faria mais. Pediu desculpas. Vivendo e aprendendo. Os médicos e enfermeiros ainda têm um longo caminho pela frente para se livrar dos dogmas e encontrarem seus próprios limites para um parto natural.
________________________________________________________________________________ Juty Chen

6 comentários:

matteo irma disse...

Oi Ana, bom dia!
Sabe que essa é a questão que mais me preocupa atualmente? Estou pensando em engravidar de novo já tem um tempinho, estamos pensando no segundo semestre desse ano...
Mas tem mil coisas na minha cabeça hoje, coisas que eu não quero que se repitam e que vou ter que discutir com minha médica. Claro que quero um parto natural, mas não sei se ela toparia integralmente, mesmo sendo uma grande defensora do parto normal. COnfio nela e acredito que no meu parto ela fez o melhor possível considerandoo meu preparo, a minha situação. Só que os médicos tem esses dogmas a que vc se refere, no caso dela sei que é a favo da episiotomia. E depois que a gente entra no hospital perdemos todo noso poder, né? Ficamos tão vulneráveis, ainda mais num momento tão delicado...
Além de tudo isso, eu adoraria que minha filha estivesse com a gente nessa hora. Enfim, isso aí vai dar pano pra manga...
Beijo
Re

Silvia disse...

Renata, não tenho muito o que dizer a você, a não ser: mude de médica! :-)

Eu acredito que ela seja ótima, maravilhosa e defensora do parto normal. Mas ela não vai saber te dar o parto que você quer. Eu passei por esse processo de descoberta depois do primeiro parto. Na segunda gestação, passei por duas médicas até que cheguei no médico que fez meu parto.

A questão é essa: os médicos que fazem partos das maneiras tradicionais não são maus, eles simplesmente só sabem prestar assistência assim.

Tem muita gente que acha que vai conseguir "convencer" o médico ao longo da gestação. Isso não acontece. Não mesmo. Se o médico quer mudar, ele vai atrás dos meios para atingir essa mudança sozinho, não somos nós que vamos convencê-los de nada.

Geova Costa disse...

Meninas mães
O G1 fez um slide muito legal sobre os perigos que a meninada pode encontrar em casa e como podemos evitá-los. Quem sabe vocês transformam num post?
Beijos.
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL604666-5598,00-BACIAS+VASOS+E+BALDES+SAO+ARMADILHAS+MORTAIS+PARA+CRIANCAS+EM+CASA.html

Carla Beatriz disse...

Oi Juty,

Também tive minha filha de parto domiciliar e no final do trabalho de parto, eu estava tão cansada, que fiquei deitada de lado. A cabecinha de minha filha vinha durante a contração, mas quando eu relaxava, voltava para dentro. Aí meu obstetra me disse: "Carla, no intervalo da próxima contração, pula para o banquinho de parto, que ficará mais fácil para fazer força". Então eu me sentei e ficou muito mais fácil de fazer força para o bebê sair. Ela saiu em três forças: nas duas primeiras, saiu a cabeça e na terceira, o corpinho.
Quem recebeu minha filha foi a parteira, a Zeza, esposa de meu obstetra, Ricardo Jones.
Como o Ricardo não é adepto da episiotomia, não sofri nenhum corte e tampouco tive laceração que necessitasse de pontos.
Eu me realizei plenamente com meu parto natural e fui bem sucedida, porque tive uma equipe maravilhosa me acompanhando, além de meu ex-marido, que também foi maravilhoso nesse parto.

Carla Beatriz disse...

Juty,

Teu post me inspirou a escrever este post hoje no meu blog. :-)

Aguardo visitas e comentários!

Beijos mil

Ana Cláudia Bessa disse...

Os médicos ainda têm muito a mudar e depende de nós, não tem jeito. A gente precisa mudar de médico na hora que percebe que ele não fará como queremos ou que não vai respeitar nosso desejo. Porque a gente não vai mudar a cabeça dele a tempo de fazer nosso parto (isso é puuuuuuuuuuuura ilusão) mas se ele começar a perder clientes, há uma possibilidade maior de que algum dia, ele mude.