quarta-feira, 18 de junho de 2008

O boom da Cola-cola


Certo dia, no meio da madrugada, escutamos um estouro. Parecia ser dentro de casa e assustados, saímos a procurar o que poderia ter sido. E nada. Com duas crianças pequenas dentro de casa a gente sempre fica apreensivo e sensível a qualquer barulho.

No dia seguinte, quando entramos no quartinho dos fundos, descobrimos a origem do barulho: uma garrafa de coca-cola que havia estourado sozinha. Simplesmente havia aquele xarope melado por todo o cômodo: chão, paredes, guardados, estantes.

Pleno sábado de manhã, que poderíamos estar na praia curtindo nossos filhos, estávamos em casa, lavando chão, arrastando móveis, limpando coisas, jogando caixa se papel fora...

Tirei várias fotos do estrago e mandei por e-mail para a Cola-cola.

Não foi fácil assim como parece porque simplesmente eles diziam não ter um endereço de e-mail para onde eu pudesse mandar as fotos (hããã?).

Conseguido o e-mail, mandei as fotos e a única preocupação deles foi em me oferecer uma nova garrafa de Cola-cola. Como se essa fosse a minha necessidade. Fiquei tão indignada diante do transtorno que tive e ser ofendida com tal oferta que falei que minha preocupação era saber porque isso aconteceu e saber o que eles fazem para evitar poi isso pode machucar uma criança, por exemplo.

Mas eles não tiveram nenhuma reação ou preocupação, quiseram e insistiram para que eu aceitasse a nova garrafa. Não aceitei a garrafa e ainda falei que seria necessário mais que isso para cobrir tanto transtorno, já que eles não demonstravam nenhuma preocupação com as consequências do ocorrido ou da possibilidade disso acontecer novamente.

Meu computador pifou, perdi as fotos e nunca mais recebi mensagens da Cola-Cola.

Como consumidora tive certa do que sempre soube: a Cola-Cola não está nem aí, pra nós, consumidores. E como eu tenho respeito por mim, eu, que já tinha um baixo consumo de Cola-cola, agora dou preferência a outras marcas quando tenho que escolher um refrigerante.
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

2 comentários:

Pat Feldman (Crianças na Cozinha) disse...

Atendimento ao consumidor dessas grandes empresa é sempre meio caótico mesmo, e como coca-ola ou qualquer outro refrigerante é absolutamente dispensável na minha vida, eu acho que a melhor soluçõ mesmo é não comprar!!

Aqui em casa não tomamos nunca, e ninguém sente falta...

Ana Cláudia Bessa disse...

Pat, Eu também não sou de refrigerante. Tenho em casa mais para visitas e as crianças também não sentem falta nenhuma. Por isso é mole boicotar!