terça-feira, 17 de junho de 2008

Parteiras e a feminilidade

Eu tive parto em casa e quem quiser pode ler meu relato no site http://www.maternidadeativa.com.br/. Fiz meu parto com uma enfermeira obstetra (parteira, para os mais íntimos).

Quem tem plano de saúde e deseja um parto natural domiciliar acompanhado por uma parteira, a partir deste ano, os convênios estão sendo obrigados a remunerar os honorários de enfermeiros-obstetras, graças à ação que movemos no Ministério Público Federal (vide mais em http://www.partodoprincipio.com.br/).

No ano que eu tive minha filha, o convênio não cobria, e eu tive que pagar tudo por fora (ironia das ironias, paguei um convênio particular imaginando ter um melhor atendimento médico, descobri que pelo SUS teria mais chances de parto normal, e que pelo convênio tinha 80% de chances de acabar na "faca". Escolhi uma enfermeira obstetra, pois tinha certeza de que ela "JAMAIS" faria uma cesárea em mim.
:))

E se a mulher que deseja ter uma parto natural tiver alguma dúvida, por menor que seja, uma leve desconfiança de que será levada para uma cesárea desnecessária, não deve vacilar e mudar de profissional. Eu cheguei na parteira com 35 semanas de gestação. Se realmente, ter um parto normal, é que você deseja, não desista de tentar, por nada deste mundo, a experiência de ter um parto absolutamente natural. Para algumas mulheres, que não podem se dar ao luxo de ter vários filhos, esta pode ser a única experiência de parto em sua vida. E se você puder buscar uma experiência de parto, humanizado, respeitado, natural, minha amiga, você vai entender para que serve o último DNA do par XX de seu cromossomo.
________________________________________________________________________________ Juty Chen

(Desculpem, por não ter saído o nome da Juty, fiquei sem acesso ao Blogger desde cedo e não consegui inserir o nome dela. Ass. :Ana Cláudia Bessa)

7 comentários:

Mary disse...

Passando e visitando...parabéns pelo blog!Não li tudo,mas volto novamente para outra visita..sou blogueira iniciante e mãe também,te convido a visitar meu humilde espaço!Sucesso!

Silvia disse...

Faltou pôr o nome da autora do texto! :-)

Carla Beatriz disse...

O texto é lindo, mas fiquei louca procurando quem é autora do texto no site do Maternidade Ativa! :-)

É vc, Juty? :-)

Beijos mil

Ana Cláudia Bessa disse...

Juty, primeiro, deculpe por seu nome não ter saído. Só agora consegui acesso ao Blogger, nem recado conseguia deixar. Sheet Happens...

Mas......
OBRIGADA, OBRIGADA, OBRIGADA por partilhar conosco sua experiência. Além do brilhantismo da finalização (dá orgulho de ser mulher quando você fala do nosso par XX de nossos cromossomos), a constatação da importância de lutarmos por nosso direito ao desejo de realizar um parto natural já que muitas mulheres terão apenas um parto na vida (aí, sinto mais raiva ainda dos médicos cesaristas) e da informação de que agora os planos de saúde estão obrigados a ressarcir os custos de uma enfermeira obstértrica (leia-se parteira, para os íntimos).

Melhor impossível, não tenho mais palavras para elogiar seu texto e agradecer!

Beijos!

Geovana disse...

A autonomia da natureza... Minha amiga já tinha combinado com a médica para fazer a cesariana. Influenciada pela médica, ela havia optado em fazer a cirurgia a ter parto normal, mas a natureza faltou mais alto e, antes da data prevista o menino resolveu nascar tão rápido que ela nem pôde dizer não. Ele veio ao mundo como quis e merecia. Bem que histórias como essa poderiam se repetir.
Ah! Muito bom o texto.

Ana Cláudia Bessa disse...

Mary, volte sempre e assim que der vou lá visitar seu blog, pode ter certeza.
Beijos!

Silvia e Carla, o erro já foi corrigido. Mil perdões, falha minha.
Beijos.

Carla Beatriz disse...

Ana Cláudia,

Ufa! Ainda bem que acertei que a autora do texto era a Juty Chen! :-)

Beijos