quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O Filho e o Cão

Quem não tem, não sabe como é.
Quem tem, não sabe viver sem.

É engraçado isso, muita gente acha impossível ter os dois, digo filhos e cães juntos, mas não é não!

Claro, não sou uma entendida de cães como a Ana Cláudia (a chefe deste blog), mas tenho minha experienciazinha com esta situação.

Quando eu engravidei fiquei muito preocupada com o meu cãozinho (um shinauzer miniatura preto), afinal de contas até aquele momento ele era "filho" único. Mas, com leituras em livros especializados, buscas na internet e consultas a Dra Ana Claudia Bessa, deu tudo certo.

Deixamos o little dog inserido na montagem do quarto, cheirando e verificando tudo que entrava, o acostumamos a ter sua comida "roubada" e sua água derrubada, e também a ser puxado pelas orelhas e outras partes do corpo.

Quando chegamos da maternidade, a primeira coisa que fiz ao sair do carro foi colocar o filho mais novo para ser conhecido e reconhecido pelo mais velho. Coloquei o bebê conforto no chão. Até aí tranquilo.

Claro, era muita novidade para que um cãozinho não estranhase, mas até que meu mascote levou na boa, aliás ele foi a melhor babá que meu filho poderia ter. A cada resmungo do neném e lá estava meu cãozinho ganindo junto de mim, ou então levando o brinquedinho dele (ele tem um ursinho de pelúcia chamado Venceslau) para o bebê. Tirem suas conclusões.

Conforme o bebê foi crescendo, eles foram se embolando (literalmente), brincavam como dois filhotes que eram, só que o cãozinho não sabia que esta relação iria se transformar numa convivência de amor e ódio.

Hoje o filho mais novo tem 4 anos e o mais velho tem 6 anos, e a quase 1 ano que eles vivem esta relação conflituosa.

O mais novo, tem ciúmes, persegue, chuta, puxa a orelha e grita com o mais velho.

O mais velho, tem ciúmes, foge, se esquiva, late, rosna, avisa que vai morder e de vez em quando até dá umas mordidinhas, até porque ele já não aguenta mais a perseguição do mais velho.

E os dois vivem de castigo!

Tá! tudo bem, eles dividem os lanches (o que não é saudável nem para um nem para o outro), mas até aí sócios não precisam necessariamente serem amigos.

Achávamos então que isso nunca iria mudar, mas no outro dia em que todos estavam em casa, levamos o doguinho para banho e tosa e então a transformação ou revelação aconteceu. O humaninho teve uma crise, perguntava a toda hora onde estava o outro, porque ele não voltava, porque foi tomar banho, que horas iria acabar.

Explicamos então que ele tinha ido cortar o cabelo e aí o berreiro começou. Não, não podíamos fazer aquilo, coitadinho do doguinho, buááááááááááá.

Quando ele voltou (o cão), pela primeira vez, eu ví o doguinho fazendo festa no humanozinho.
Ai que orgulho!.

Está dando certo a ladainha de que os animais são nossos amigos, que eles são companheiros, que não podemos fazer mal, não podemos deixar sozinhos, etc, etc.

Companheiros pais, não desistam, invistam, insistam, persistam, tanto com o humanozinho, quanto com o doguinho, pois ele também tem que ter sua parte na bronca. Eles irão absorver e mais, irão entender e no futuro só irão trazer orgulho.

ps.: Sem esquecer aquelas premissas básicas: não deixar crianças e animais sozinhos juntos e separados, por mais que confie em seu animal de estimação, esteja sempre atento, e para os pais que querem adquirir um cãozinho uma boa dica é ler o livro Feliz pra Cachorro, olha o jabá rolando aí.

__________________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter

9 comentários:

Adriana disse...

Olá, Cris e Ana!

Quando puderem, passem lá no "espírita na net" e vejam o presentinho que dediquei a este blog na minha postagem de hoje, tá? Espero que gostem. É um pequeno gesto simbólico que demonstra meu respeito e admiração por vcs e pelo belo trabalho que realizam aqui.

Adorei esse post. Fico super triste quando vejo famílias se desfazerem de seus cães quando resolvem ter filhos. Acho desnecessário e cruel com os bichinhos. Tenho 5 cadelas e não tenho filhos "humanos", mas quando resolver ter um bebê jamais irei me desfazer das minhas "filhas" mais velhas!...

Beijos!!!

Cristiane Fetter disse...

Oi Adriana, eu tambem e por isso escrevi o post.
Bom senso e paciencia fazem tudo se encaixar direitinho e conheco varios casos que deram certo.
Eu tambem considero filho, tanto que qd vim para os Estados Unidos, as pessoas ficaram "chocados" ao saber que meu cao viria comigo. Eu sempre perguntava, voce deixaria um filho abandonado?, eu tambem nao.
E como se fosse meu filho mais velho.

Lola disse...

Oi Cris,
Espero que esteja melhor...
Eu tenho uma cadela linda(Pastor Alemão), mas, desisti de tentar socializá-la com minha filha. Ela pula, derruba e não "cresce nunca"
Acho que essa vai ser sempre a caçula da casa !
Beijos.

Cristiane Fetter disse...

Cachorros grandes tem esse se nao, a forma de fazer carinho e mais bruta, mas pela sua frase voce nao deu sua filha cacula por causa disso, essa é a questao, mesmo com esse jeito bruto de ser ela é parte da familia.
Beijos Neula

Lola disse...

Nem pensar em dar a "Kika" Só não podemos colocá-la no colinho:)
Respondendo o que escreveu no meu blog:
Eu já conheci a Mercedes, estava fazendo uma persquisa sobre óleo usado e encontrei o blog, é ótimo! Ela esteve no Consciência Coletiva, só não deixou uma postagem :Olá Neula!
Que surpresa boa! Fui agora lá no teu blog, está uma beleza, parabéns :-))
Seja sempre bem vinda e se quiser percorrer o blog para pesquisa, fique à vontade.
abraços
Mais tarde darei uma passada no "Todoyda".
Beijos

Cristiane Fetter disse...

Oi Lola, que bom que voce já conhece a Mercedes, oh gente boa.
Gostei do nome de sua mascote, é o apelido da minha cunhada.
Beijocas

Ana Cláudia Bessa disse...

ahahha...
Adorei o JABÁ do livro...rs...

Mas gente, o mérito da Cris é enorme porque tanto o Dudu como o Hugo são lindos e gostosos!


Aqui em casa temos o Lucky que tem 10 anos e já se comporta como o senhor que é: fica mais na dele...
mas protege os meninos, fica cuidando do sono deles...
ter um cachorro é aprender a amar incondicionalmente.
E foi isso que me motivou a escrever o livro.
Não sou doutora, sou apaixonada...rs...
e ter cachorro é bom demais mesmo!
Mas não é prá qualquer pessoa não!
Tem gente que compra o cachorro, e no primeiro sinal de desconforto, abandona, quer dar, descarta como se fosse um objeto.
Avalie bastante porque cachorro também é gente...ou melhor, é mais que gente!

solange albuquerque vieira disse...

Cristiane, eu tenho cachorro e confirmo tudo o que você disse.
Parabéns pelo belo texto.

matteo irma disse...

Ai, Cris, aqui em casa tb rola uns estresses de vez em quando. Mas minha filha toma um certo cuidado ao lidar com o nosso cão, acho que pelo tamanho dele (o Schumi é um labrador de mais de 40kg, grand ee cabeçudo, enquanto ela, com 2 anos e 4 meses, acabou de atingir 11kg). E ele tb é - pasme! - cuidadoso com ela. Só não toma cuidado na hora de abar o rabo, vive dando umas rabadas na cara dela. Quando ela estava começando a andar, vivia caindo por causa disso...rs
Quando ela nasceu, ele sofreu muito. Justamente pelo fato de que antes ele era tratado como filho e depois passou a ser tratado como cachorro. No começo eu não dava menor atenção pra ele, e hoje ainda dou bem menos do que dava antes. Mas mesmo assim, apesar dos pesares e da necessidade de certos cuidados, acho essa convivência tão saudável para ela....e acho que pra ele tb.
Beijos,
Renata