quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Prêmio Óleo de Peroba

Eu queria muito escrever sobre esse escândalo que é o uso indevido dos CARTÕES CORPORATIVOS do governo. Aí, veio o Zuenir Ventura, na sua coluna diária , mencionar o PRÊMIO ÓLEO DE PEROBA narrando o festival de desculpas esfarradas que somos obrigados a ouvir nos últimos tempos, motivado pelas justificativas risíveis dadas pelo reitor da UnB ao justificar os gastos de 465 mil reais na decoração de seu apartamento em Brasília com dinheiro público.

Sensacional, perfeita a criação do PRÊMIO.

Espero que ele não brigue com a gente mas vamos introduzir aqui o nosso Prêmio Óleo de Peroba para a ex-Ministra da Igualdade Racial, que a meu ver, por uma questão até filosófica, jamais poderia encabeçar a lista de valores gastos indevidamente com um dinheiro que não é dela. Logo ela, que estava ali para defender e preservar os direitos das minorias. Como pode ter a CARA DE PAU de gastar tanto dinheiro público de forma tão vergonhosa com tanta gente passando fome, sem escola, professor sem salário, sem médico, sem hospital, E COM UMA MAIORIA DE VÍTIMAS DO SISTEMA, SENDO NEGROS!.

PRÊMIO ÓLEO DE PEROBA pra MATILDE RIBEIRO

Também no jornal está o gasto da obra faraônica da CIDADE DA MÚSICA ROBERTO MARINHO na Barra, no Rio de Janeiro. A obra já superou em 5 vezes o gasto estimado e com o valor já daria para construir outra Linha Amarela, outro Engenhão, ou ainda 5 novos Hospitais. A cidade do Rio de Janeiro está abandonada à desordem e à violência e nosso prefeito está construindo uma sala de concertos, numa cidade que mal usa plenamente o Teatro Municipal e a Sala Cecília Meirelles. Qualquer projeto da iniciativa privada é estudado á exaustão para ver se há viabilidade e demanda, OS DA PREFEITURA SÃO FEITOS POR VAIDADE, AFINAL, UM MONSTRO DESSES NO CORAÇÃO DA Barra, jamais será esquecido.

PRÊMIO ÓLEO DE PEROBA pra CÉSAR MAIA

Eu, leiga que sou, não vejo demanda no Rio de Janeiro que justifique uma Sala de concertos dessa magnitude num local distante como a Barra. Se ele fizesse uma, cinco vezes menor, já seria bem grande, ainda daria para construir mais 4 hospitais, ou quem sabe dois hospitais + 6 escolas ou 3 hospitais + 2 escolas + sistema para impedir uso de celulares na Polinter ou 1 hospital + 5 escolas + 2 creches públicas ou 1 hospital + 3 escolas + x casas populares, ou ....

__________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

6 comentários:

Anônimo disse...

Prêmio Óleo de Peroba pro Lula!!!
ahahahaha
Adorei o prêmio!

Paulo

Anny disse...

Parece que o pnsamento de quem faz eatas coisas é que o dinheiro público não tem dono. Então...

Cristiane Fetter disse...

Vai faltar muito óleo no mercado, porque além dos "cabeçudos" tem todos os acessores, funcionários e outros que compactuam com ações como essa.

Sonhos de Crochê disse...

Agora tô aqui matutando se com esse prêmio não vai haver um crime ambiental. Afinal de onde vem o óleo de peroba? Eu pelo menos não sei. Ele é fabricado ou "achado" na natureza? Já pensou como vai ser premiar todos os "caras-de-pau"?
Mas falando sério, onde começam e onde termina o problema de "usar o que não é seu como se fosse seu"? Eu vejo isso no dia-a-dia, pessoas comuns que convivem comigo e que para elas eu sou CHATA!!!!!!!!!!!!

Ivo Fontan disse...

No Brasil há uma "crença" que está por trás de todas as mazelas:
"O que é PÚBLICO (e não é só dinheiro não) não tem DONO"
ao invés de:
"O que é PÚBLICO pertence a TODOS"

Quanto à ex-ministra Matilde, os "inventores" do racismo brasileiro não deixam por menos:
A ministra foi vítima de racismo!

Ana Cláudia Bessa disse...

Pois é amigos, só não me iludo quanto a um ponto:

a maioria da população, lá no poder, faria o mesmo.

Sem contar que a maioria não está lá por ideologia, filosofia de vida ou qualquer coisa que valha, exceto a defesa de seus próprios interesses.
Aí, dá no que dá.