terça-feira, 11 de novembro de 2008

Como pais e filhos brincam?


Brincar com os filhos é um eterno desafio.


Nem sempre temos tempo, nem sempre sabemos como fazer. Como tudo no que se refere aos filhos, somos eternos aprendizes. Tudo é sempre novo porque mesmo depois do primeiro filho, todos os filhos são diferentes entre si.


Pensando nisso, o Desabafo de Mãe e o Mulheres Na Rede promovem um concurso que vai ser uma brincadeira deliciosa: falar das brincadeiras com nossos filhos. Até o dia 11 de dezembro, sete blogueiras, Lu Ivanike, Graziela, Renata, Ana Laura, Simone Miletic, Luana Menezes e Ana Cláudia Bessa(é nóis) , abordarão um tema cada uma, sorteando prêmios entre aqueles que participarem do debate, contando como é brincar com seus filhos ou como eles gostam de brincar.


Nosso tema aqui é:


Descreva como você se prepara para brincar com seu filho


Prêmio: Kit Primeira Infância ( até 3 anos) Soft Shapes


Coleção Bloco de Animais – Gatinho + Patinho


Falatório no Jardim


Casas Divertidas


Aqui em casa, brincadeira, se deixar, é o tempo todo com duas crianças serelepes correndo, pulando e falando, literalmente, sem parar. Mas nem sempre a gente pode, não é mesmo?


Desta forma, eu procuro me dividir de forma a ter um tempinho para mim ou para as coisas que preciso fazer e ter um tempo para eles.


Uma regra que funciona sempre: hora de brinca com eles, é hora de brincar com eles. Não penso em mais nada, não faço mais nada. Tem horas que eles querem jogar bola, tem horas que querem que eu leia um (ou vários) livro de história ou então, querem apenas que eu sente com eles para ver um desenho ou filme na TV. Mas esse momento com eles, não penso em outra coisa, a não ser que seja algo urgente ou que não possa ser adiado, como o caminhão do gás...rs...


Fundamental, é estar bem para podermos brincar com eles. De nada adianta estarmos pensando nos problemas, nas contas para pagar, nas horas que estão voando. Nada disso vai mudar se ficarmos pesando nelas na hora de brincar com nossos filhos. Só diminuirá a qualidade da nossa atenção à eles e diminuirá sensivelmente nossa paciência.


Tem horas, em vários momentos, durante o dia que simplesmente paro o que estiver fazendo e dou alguns minutos de atenção à eles, conversamos, brincamos, rimos. Se estou no computador, deixo que sentem no meu colo e tento falar um pouco do que estou fazendo. Mostro fotos, filmes com eles. Essas paradinhas no meio da rotina sao ótimas porque acalmam os ânimos nossos e deles, quebram a rotina e eles se sentem parte do dia-a-dia da mamãe.


Na cozinha, quando é possível, peço ajuda com os ingredientes, mostro a comida conzinhando na panela ou o bolo batendo na batedeira e eles comem com mais satisfação porque sentem que ajudaram a fazer a comida.


Agora, não temos ido, mas sempre aos domingos de manhã, quado faz sol, vamos a um parquinho numa praça aqui perto. Lá nossa atenção é toda para eles: não tem mercado, não tem shopping. Somos nós, eles, outras crianças e seus pais num lugar amplo que dá para levar triciclo e bola para jogar.


Quando estou sem tempo ou paciência, tento explicar para eles que preciso de um tempo para resolver algumas coisas e procuro dar opções de brincadeiras para eles fazerem um com o outro. O importante é sempre lebrarmos que essa fase passa muito rápido e vamos sentir muita saudades do que não vivemos. Por isso, sempre que posso, eu brinco.


É claro, que ninguém consegue ser um pai ou mãe perfeito e estar sempre disponível e isso também tem seu lao do educativo, afinal, nem sempre temos o que queremos na vida e também é assim com as crianças. O importante é usar o bom senso, uma dedicação um pouquinho acima da média e dar o nosso melhor. Nossos filhos sentirão o carinho contido no nosso esforço.


________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa


9 comentários:

Ceila Santos disse...

Ana, adoro suas lições porque são sempre coerentes e necessárias. Acho fundamental que a gente esteja 100% na brincadeira. Reservar aqueles cinco segundos que seja integralmente para criança é fundamental, mas quase impossível. Eu percebo que minha preguiça é tão grande que consigo dedicar mais de 100% da minha concentração abraçada à Malu e com pipoca na mão quando estamos diante da TV, também fico super concentrada quando lemos livro na cama, mas é impressionante minha falta de paciência para brincar com a boneca, com casinha ou q/q outra brincadeira que exige eu sair do meu conforto de adulto para mergulhar na magia lúdica do repetir e do conversar por meio de bonecas aquilo que a Malu quer. Acho que esse é o debate mais complicado porque é raro a gente admitir o desafio de brincar de verdade. Eu tenho mais facilidade de brincar quando estou fora de casa numa praça, num shopping dentro da livraria, na festa onde tem brinquedos de buffet, mas em casa na sala do lado do sofá fico louca para deitar um pouco e descansar e essa necessidade de descansar me faz pensar na comodidade da TV ou no aconchego da cama pra ler...Será que alguma mãe tem a disciplina de reservar pelo menos uma vez por semana para brincar de pular, de correr, de brincar na areia, de recortar casa, de bater lata?

soseriadosdetv disse...

Realmente é muito difícil nós mantermos o compromisso com o brincar. Muitas vezes brigo comigo mesma por não levar a Carol mais ao parque, sempre porque já acordamos no sábado ou domingo sem pique, aí demoramos para tomar café, aí demoramos para sair e aí esquece...
Tenho me policiado muito, desde que tomamos um puxão de orelha da diretora da escola dela (todos os pais) sobre a importância do parque e da praia para as crianças.
Já com as brincadeiras de faz de conta eu tenho mais jeito. Adoro inventar histórias ou quando ela se fantasia. Também adoro quando a ouço brincando sozinha, dando nome às bonecas e imitando a professora da escola.
Tento também ter a paciência de transformar as tarefas do dia a dia em brincadeira, mas nos dias de hoje isso é realmente difícil, sempre estamos absurdamente cansados.
E a Célia falou bem sobre a necessidade de nós termos disciplina para brincar.

Ana Paula disse...

Transformar as tarefas do dia-a-dia em brincadeira requer um pouco de prática, mas depois que se pega o jeito, é uma delícia!!!

Como minha xará disse, tem coisas que não tem como adiar, temos que fazer, e se podemos incluir nossos filhos nessas tarefas, tanto melhor! Cozinhar é um ótimo exemplo, pq acho que todas as crianças gostam e se interessam por isso... p/ elas, é mágico ver uma panela no fogo, o molho fervendo, os legumes picados... por aqui, meu pequeno aprendiz de chef gosta de lavar verduras, de colocar os legumes já picados na panela, e se deixar, ele se diverte batendo nos bifes com o martelo de cozinha... rs

Outra coisa bem trivial que ele adora fazer é ajudar a guardar as roupas... ele coloca as camisetas e bermudas direitinho na gaveta, e brinca de basquete com as meias e cuequinhas...

É claro que no geral, eu demoro muito mais p/ terminar do que demoraria se fizesse sozinha... mas a alegria do meu pequeno é tão grande que vale a pena... e além do mais, essas pequenas brincadeiras ajudam a reforçar sua auto-estima e estimulam sua curiosidade...

Mas as brincadeiras prediletas dele são mesmo as “físicas”... brincar de pega-pega, correr no pátio, andar de velotrol, é impressionante a energia inesgotável dele... mesmo depois de um dia inteiro de brincadeiras na escolinha, ele ainda chega em casa “ligadão”... rs... E dá-lhe descer no pátio e correr atrás dele enquanto ele dispara em sua motoca gritando “vem pegar, mamãe”... rs

Agora tenho quebrado um pouco a rotina da semana aproeitando a piscina do prédio... com o horário de verão, e o calor não dando trégua, dá p/ chegar em casa e descer um pouquinho aproveitar a água quentinha da piscina... meu filho adora, já sabe que ele tem que “torcer para o sol brilhar forte”, que tem que colocar a sunguinha, passar “protetor soiá” e colocar a bóia... O difícil é tirar ele da piscina quando o sol vai embora...

Confesso que às vezes a preguiça fala mais alto, e acabamos brincando em casa mesmo, fazendo fila com os carrinhos ou assistindo algum filminho... mas tenho me policiado mais nesse sentido, pq, depois que a gente começa, a vontade vem, e a alegria no rostinho dele é indescritível!

Adriana disse...

Cheguei aqui hoje e adorei o blogger, assim como estou adorando as dicas!

Minha bebê tem 9 meses e ADORA uma brincadeira, e a mamãe aqui lógico que se junta a ela na folia!
Brincar com uma bebê que tem o controle remoto da TV como seu brinquedo preferido não é fácil, nossas bincadeiras são sempre na base no incentivo para desnvolver as habilidades físicas, psiquicas e motoras! temos dois horários certos de brincar, de manhã antes de ir pra escolinha e a tardinha quando ela volta. Aí, esqueço todo o serviço domestico, todo o cansasso do dia e viro uma criança com ela. Brinco de esconder objetos pra ela encontrar, ou de me esconder pra ela ficar procurando com os olhos (essa é risada na certa) de jogar a bolinha que ela me joga de volta, na hora do banho de encher alguns objetos com água tento estimular, mas ás vezes simplesmente entro na onda dela! brinco de "bateria" com um garfo batendo na mesinha de papá, deixo ela puxar meus cabelos e gritar aiaiaiaiaiaiaiai (essa parte ela adora, mãe sofre!!)brincamos de cavalinho, de cheirar o chulé dela...enfim, no final do dia estamos as duas cansadas, mas muito, MUITO felizes!

Deh. disse...

Tenho uma filhota de 2 anos e 4 meses e brincamos muito. Pensando para responder "como?", cheguei a conclusão que em nenhuma fase houve alguma "regra", sempre a acompanhei nas brincadeiras que ela mesma propõe, quando se mostra curiosa por alguma coisa. Agora mesmo, ela me interrompeu correndo até mim e encostando na minha perna como se fosse um "pique". Já entendi a proposta e disse pra voltar até a porta e para repetir a corrida, contamos até três, antes de começar... Na terceira vez, propus fazermos um som diferente, e assim por diante.

A brincadeira é muito livre e sempre tem alguma coisa do próprio contexto - a cozinha (ela tem suas panelinhas lá), o parque (adora ir no escorregador), a sala (ficar escondida atrás do sofá), o banheiro (peixinhos na banheira, baldinho de água, etc).

Assim, passamos o tempo que estamos juntas brincando, intercalando as atividades da rotina, como o banho, arrumar as coisas para ir para a escolinha...

Uma coisa que dá muito certo para chamar sua atenção também é criar musiquinhas... pode ser qualquer ritmo ou "tema"... temos uma para o banho, uma para chamar o elevador, outra para esperar pessoas quando demoram a chegar (vovó, amiguinhas que visitam). Virei uma "mãe-compositora"... hehehe

Respondendo esse post é que me dei conta: aqui, tudo é brincadeira ou pode se tornar uma! :)

Que bom, né?
Beijos!
Deh

Renata disse...

Tb nunca tive regras ou horários pra brincar. COmo vc e outras poucas mulheres hoje sou privilegiada por estar em casa e ficar pertinho da minha filha nesses primeiros anos tão importantes. No meu caso o que pega, às vezes, é a preguiça e vontade de fazer algo pra mim, como ler (o que normalmente só consigo fazer depois que ela dorme à noite, já que durante o sono da tarde eu aproveito pra navegar na internet). E às vezes acabo fazendo várias coisas ao mesmo tempo e sinto que deixo de dar atenção a ela. Já pensei em ser mais disciplinada e ter horários do dia pra determinadas atividades, inclusive já fiz até um rascunho de planejamento de atividades, de modo que variássemos mais as atividades como desenhar, pintar, ler livros. Mas confesso que nunca consegui implementar essa "agenda".
Beijo
Re

Anônimo disse...

Ana hj e meu debut aqui no blog, confesso ja amei!!!Moro no Japao e tenho duas filhas, uma de tres e outra de dez meses, desde bebezinhas, levo ao parquinho p passear diariamente, a maior, ja vai p escorregar, correr, brincar na areia, a menor vai no carrinho ou no colo e adora observar tuuudo!!!Em casa, existem brinquedos por todos os lados...meu marido diz que parece neverland!!!!rs!!!Ah, sempre fui contra a televisao, mas agora com tres anos minha filha esta amando, principalmente os dvds do barney, george e alguns japoneses, acho que sou muito radical, por isso liberei, rs, pq ate hj ela nw bebe refrigerante e minha sogra acha um exagero!!!sera???mas voltando ao brincar, posso dizer que aqui em casa as meninas tem muita liberdade, desde a hora que acordam, basta um olhar, p brincadeira começar, hj as crianças crescem muito rapido, amadurecem muito rapido, quero que minhas bebes sejam crianças ao pe da letra, e guardem recordaçoes muito felizes desse tempo!!!muita risada, pe sujo, arte, tenho a felicidade de ficar todo o tempo com elas em casa, entao tento aproveitar tuudo, todo o tempo!!!pra mim, brincar e sinonimo de criança FELIZ!!!
beijos

chrisdudu disse...

esqueci, meu nome e chris,sou a anonima de cima rs, grde beijo pras mamaes e criancas!!!

Girls de la Cruz disse...

Eu não me preparo, na verdade as brincadeiras surgem de maneira inesperada, são aquelas que acontecem logo depois de um "agora não" ou "filha depois a gente brinca" ou ainda, "a mamae ta cansada/ocupada depois a gente brinca!"
Peso na consciencia por ter negado? Pode ser, mas meu tempo para brincadeiras anda mesmo curto: são 3 filhas, uma pré adolescente cujas brincadeiras envolvem mtas vezes jogos intermináveis e as 2 menores com bonecas, barbies, panelinhas, cozinhas, salões de beleza, ou ainda apenas companhia para assistir os DVDs visto por elas inumeras vezes. Sinto que a melhor brincadeira são estas as do improviso: tomar banho de chuva, sair correndo descalça por um gramado, estourar bolinhas de sabão...
Marcia e toda cia de la Cruz
Carolina prestes a completar 11
Luiza 5 anos
Giovana 4