quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Pensamentos que nos fazem pensar

«Se você está preocupado pelo futuro dos seus filhos num mundo duro, a melhor preparação que pode dar-lhes é a saúde psicológica,que só se consegue se são tratados com amor, confiança e respeito. Os meninos que se sentem confiados, orgulhosos e fortes têm mais possibilidades de sobreviver e mesmo de chegar a transformar a nossa sociedade opressiva do que aqueles que têm sido feridos e humilhados mediante o uso de castigos.»
- Aletha Solter em "Mi niño lo entiende todo"

20 comentários:

João Carlos disse...

É... Só que as frustrações e resultados adversos das tolices cometidas também fazem parte da formação do caráter. "Castigo" faz parte da vida e, infelizmente, "humilhação" também.

É só não exagerar na dose...

Taís Vinha disse...

Adorei. Se disciplina e opressão dessem certo, Esparta ainda existiria. Bjs.

Ana Paula disse...

"Meu mundo é violento e com razão:
Na rua se apanho, é covardia; em casa se apanho é educação."




19 DE NOVEMBRO - DIA MUNDIAL PELA PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES


http://www.leisecacontrapalmada.com.br/

Ana Cláudia Bessa disse...

Eu sou comedida com relação a este assunto. Não sou radicalmente contra nem a favor de palmadas.

Vejo uma diferença enorme entre palmada e violência contra criança. Entre castigo e humilhação, também há grande diferença.

Covardia contra uma criança porque ela levou uns tapinhas na bunda? Não...

Ficar sentado numa cadeira pensando na coisa feia que fez é bem diferente de ser colocado amarrado a uma cama, trancado num quarto escuro.

Tão nocivo quanto a violência doméstica é a permissividade e a omissão. Tanto um quanto o outro devem ser olhados com cuidado, bom senso e amor.

Meu pai nunca me bateu, minha mãe já foi o oposto, pois eu lhes digo: me sentia mais bem cuidada pela minha mãe que pelo meu pai. Não que bater fosse a diferença, pelo contrário: não bater é que não fez diferença nenhuma.
Me entendem?

Acho o assunto delicado e que merece muita reflexão por parte dos pais.

Ana Paula disse...

Ana,

Concordo que o assunto é muito delicado, e merece muita reflexão dos pais...

Para estimular essa reflexão, posso postar uns textos aqui?

[:P]

Prometo que são curtinhos...

Ana Cláudia Bessa disse...

Pode, claro! O espaço é para isso!
Debater idéias e nos melhorar como pais.

Ana Paula disse...

E SE ALGUÉM BATER NO SEU FILHO?

E SE ESSE ALGUEM FOR VOCÊ?

SEM PALMADAS!

A pergunta correta seria: Como educar COM Palmadas?

É impossível. Já que agressão não é método educacional.

Como você pode mudar a vida do seu filho:

É IMPORTANTE DIZER SIM

Criança é criança, não abuse de sua autoridade pelo fato de ser adulto. Ex: Se ela não para de pular no sofá, é porque você permitiu pular uma primeira vez, foi permissiva até lá. Demonstre o que eles devem fazer. e não apenas o que não devem. Explique suas verdadeiras razões. ‘Porque eu estou dizendo’ nada ensina. Permita de vez em quando, se você ceder seu filho aprenderá que as vezes é bom ceder também.

INVISTA NO DIALOGO

Não é porque você está de mau humor, que pode encurtar o papo. Explique “Porque sim” e “porque não” sempre. Criança é um individuo e precisa ser respeitado como tal.

REPREENDER É NECESSARIO ELOGIAR IMPRESCINDIVEL

Eduque quando seu filho errar, com amor e respeito. Elogie, abrace, faça contato quando ele fazer algo positivo, todos somos merecedores de elogios e gostamos dele, seu filho também.

ECONOMIZE OS NÃO’S DIGA SIM SEMPRE QUE POSSIVEL, E NÃO QUANDO NECESSARIO

Se for inevitável ou inegociável dizer não (na hora do banho por exemplo), deixe seu filho expressar os sentimentos dele, é direito da criança, isso não significa que você precisa voltar atrás em sua palavra.

"SE VC MUDAR DE ATITUDE COM SEU FILHO HOJE, NÃO ESPERE QUE ELE MUDE HOJE JUNTO COM VOCÊ."

Criança precisa de TEMPO para aderir a mudanças de comportamento.

EQUILIBRIO X EXEMPLO

Procure manter seu equilíbrio, não é porque seu filho de 6 anos esta descontrolado que você também ficará. Lembre-se que você é o adulto. Dê sempre o bom exemplo.

COMO MOSTRAR RESPEITO QUANDO FALAR COM A CRIANÇA PEQUENA ?

- Sorria, olhe olho no olho;

- Sente-se, ajoelhe ou abaixe-se de modo que seu rosto esteja abaixo do nível da criança;

- Incline-se para a frente, na direção do seu filho;

- Escute-a com interesse, sem interrompê-la; - Responda-a imediatamente;

- Peça permissão para dar conselhos. Faça isso até com a criança pequena. Ela pode não entender as palavras, mas vai apreciar o tom respeitoso da voz.

"Crianças pequenas prestam mais atenção à nossa linguagem corporal do que às nossas palavras"

COMO FAZER ELOGIOS SEM PALAVRAS:

12 maneiras de demonstrar que a criança é apreciada, sem dizer nada:

* preste atenção nela - com interesse

* sorria

* balance a cabeça afirmativamente

* abrace-a

* faça um cafuné

* faça um carinho no ombro dela

* levante as sobrancelhas como numa surpresa boa

* faça o sinal de positivo com o dedão

* diga “hummm” e “uau !”

* dê uma piscadinha

* aperte a mão dela ou “high-five”

* coloque os desenhos dela na parede.”

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block



(Adoro Dr. Karp, vou procurar mais textos dele p/ pôr aqui...)

Ana Paula disse...

"É importante reconhecer que é necessário se cumprir suas necessidades antes de querer educar.

Criança cansada, com sono, com fome, super-estimulada, etc.. não está em condições de aprender nada!"

COMO EDUCAR SEU FILHO SEM PALMADAS

Procure compreender a criança e saber o que esperar dela na fase de desenvolvimento em que ela se encontra Uma criança de 1 ano e meio já consegue se alimentar sozinha e este é um comportamento que deveria ser estimulado pelos pais e/ ou cuidadores. Mas eles devem ter paciência e, ao invés de se irritarem com a “lambança” que a criança irá fazer, estimulá-la a se alimentar por conta própria. Colocar um plástico ou jornais embaixo da cadeira que a criança está comendo torna mais fácil limpar o local depois da refeição. Procure prevenir o comportamento indesejado de acontecer (promovendo um ambiente mais propício para os bons comportamentos), arrumando a casa de uma determinada maneira que atenda às necessidades das crianças e às suas, ou prevenindo determinadas situações indesejáveis. Você precisa fazer compras e terá que levar com você seu filho pequeno. Sugestão = dê-lhe um brinquedo para se distrair; deixe-o ajudar nas compras; converse com ele sobre o que está comprando – peça-lhe para falar o que ele acha de um determinado produto; se for uma criança mais velha, ela pode ter maior mobilidade e ir pegar outros produtos enquanto você está em outro setor do supermercado. Mostre à criança o comportamento mais adequado dando o seu próprio exemplo Beber suco diretamente da garrafa irá ensiná-lo que esse é um comportamento adequado. Assim como falar mal das pessoas depois de encontrá-las. Seu filho aprenderá muito mais com o seu exemplo do que com o que você diz a ele sobre o que é certo ou errado. Isso vale também para os pequenos atos de higiene do cotidiano: escovar os dentes, lavar as mãos antes de comer, etc. É mais fácil para a criança criar e manter essa rotina se você também a realiza.

Use reforço positivo (um abraço, um elogio, um beijo...) Ela colocou a roupa suja no cesto de roupas? Elogie. Assim como o desenho que a criança fez, o fato dela ter conseguido colocar a calça sozinha, o fato dela contar uma história para você ou colocar algo no lugar que você pediu. Deixe as conseqüências naturais do comportamento inadequado acontecerem ou aplique conseqüências lógicas. Conseqüência natural: a criança está brincando de maneira violenta com seus brinquedos. Você a avisa que ele pode se quebrar, mas ela continua a brincar da mesma maneira até que ele finalmente se quebra. Logo em seguida ela pede para você comprar outro. Neste momento, você deve relembrá-la do aviso que lhe foi oferecido e negociar com ela esta nova compra. Conseqüência lógica: a criança não cumpre com o que foi acordado com os pais sobre xingar os irmãos. Ela, então, ficará no “cantinho do castigo” o tempo adequado para a sua idade. Importante: conseqüências são diferentes de punições. Estas últimas machucam as crianças, fisicamente e emocionalmente deixando-as com raiva, inseguras e tristes. As conseqüências ensinam. Essa estratégia, no entanto, não deve ser usada quando significar submeter a criança a situação de perigo. Ofereça às crianças opções de escolhas reais. Se sua filha não quer ir dormir, ofereça as opções de você niná-la ou o seu marido; se ela gostaria de escolher uma história para você ler ou você poderia escolher a história; Deixe que seu filho escolha as próprias roupas a partir daquelas que você julga adequadas para a ocasião. Isso não quer dizer que você irá deixá-lo sair de shorts no frio, mas ele pode optar para usar uma calça azul e não uma amarela. Quando não oferecemos opções às crianças, a probabilidade delas se rebelarem é maior!

Crie uma rotina com horários para seu filho. Isso não significa que os horários tenham que ser rígidos, mas a criança se sente mais segura quando há uma rotina para o seu dia-a-dia, como horários para as refeições. O processo de colocar a criança para dormir também fica muito mais fácil se seguir uma certa ordem, como por exemplo: brincar, jantar, tomar banho, contar história, dar boa noite para os outros membros da família e ir para a cama. Mas sempre procurando estabelecer esta rotina de maneira participativa com a criança.

DICAS DE COMO EDUCÁ-LOS

1. Se acalme. Respire fundo antes de chamar a atenção do(a) seu(ua) filho(a). Evite discutir os problemas sob o efeito da raiva, pois dizemos coisas inadequadas para a aprendizagem das crianças, que as magoam tanto quanto nos magoariam se fossem dirigidas a nós!

2. Sempre tente conversar com as crianças, mantendo abertos os canais de comunicação. Entender porque algo está acontecendo ao conversar com a criança é o primeiro passo para juntos vocês encontrarem a solução!

3. Jamais recorra aos tapas, insultos ou palavrões. Como adultos não queremos ser tratados assim quando cometemos um erro... Então não devemos agir assim com nossos filhos! Devemos tratá-los da maneira respeitosa como esperamos ser tratados por nossos colegas, amigos ou pessoas da família, quando nos equivocamos. As crianças são seres humanos como nós!

4. Não deixe que a raiva ou o stress que acumulou por outras razões se manifestem nas discussões com seus filhos. Seja justo e não espere que as crianças se responsabilizem por coisas que não lhes dizem respeito.

5. Converse sentado, somente com os envolvidos na discussão. Isso contribui para uma melhor comunicação. Mantenha um tom de voz baixo e calmo, segure as mãos enquanto conversam - o contato físico afetuoso ajuda a gerar maior confiança entre pais e filhos e acalma as crianças.



6. Considere sempre as opiniões e idéias dos (as) seus (as) filhos(as). Afinal muitas vezes suas explicações pelo ocorrido não são nem escutadas. Tome decisões junto com eles para resolver o problema, comprometendo-os com os resultados esperados. Se o acordo funcionar, dê parabéns. Se não funcionar, avaliem juntos o que aconteceu para melhorar da próxima vez.

7. Valorize e faça observações sobre os aspectos positivos do comportamento deles (as).Elogios sobre bom comportamento nunca são demais! Cuidado para não atacar a integridade física ou emocional da criança fazendo com que ela sinta que jamais poderá atender suas expectativas! Ao invés de dizer: “Você é um desastrado, nunca faz nada direito!”, que tal tentar: “Olha o que acaba de acontecer, como podemos evitar que aconteça de novo?”.

8. Busque expressar de forma clara quais são os comportamentos que não gosta e te aborrecem. Explique o motivo de suas decisões e ajude-os a entendê-las e cumpri-las. As regras precisam ser claras e coerentes para que as crianças possam interiorizá-las!

9. "Prevenir é melhor que remediar, sempre”. Gerar espaços de diálogo com as crianças desde pequenos colabora para que dúvidas e problemas sejam solucionados antes do conflito.

10. Se sentir que errou e se arrependeu, peça desculpas às crianças. Elas aprendem mais com os exemplos que vivenciam do que com os nossos discursos!

http://www.naobataeduque.org.br/paiseeducadores.php?paiseeducadores=3

Ana Paula disse...

PENSE 20 VEZES ANTES DE BATER

01. Bater em alguém mais fraco é em si um ato de covardia.

02. A palmada tende a ir perdendo seu efeito a longo prazo e a criança aos poucos teme menos a agressão física. A tendência dos pais é, então, bater mais e mais, buscando os efeitos que haviam conseguido anteriormente.

03. A palmada não resolve os conflitos comuns às relações pais e filhos: muitas das crianças que apanham, mesmo sentindo-se magoadas e amedrontadas, enfrentam os pais dizendo que a "palmada não doeu", e o que era apenas um tapinha leve no bumbum, acaba virando uma tremenda surra.

04. A palmada, aos poucos, pode afastar severamente pais e filhos, pois a agressão física, ao invés de fazer a criança pensar no que fez, desperta-lhe raiva contra aquele que a agrediu.

05. Os danos emocionais impostos pela agressão física são geralmente mais duradouros e prejudiciais que a dor física.

06. Bater pode ser uma experiência traumática para a criança não apenas pela dor física que impõe, mas principalmente porque coloca em risco a credibilidade depositada por ela nos pais, que é a base para sentir-se amparada e segura.

07. Acriança não pode se sentir segura se sua segurança depende de uma pessoa que se descontrola e para com a qual tem ressentimentos.

08. A criança que apanha tende a se ver como alguém que não tem valor.

09. Aos poucos a criança aprende a enganar e descobre várias maneiras de esconder suas atitudes com medo da punição.

10. A criança pode aprender a mostrar remorso para diminuir sua punição, sem no entanto senti-lo realmente.

11. Para a criança a palmada anula a sua conduta: é como se ela tivesse pago por seu erro, e por isso pensa que pode vir a cometê-lo de novo.

12. A palmada não ensina à criança o que ela pode fazer, mas apenas o que não pode fazer, sem que saiba ao menos o motivo. A criança só acredita ter agido realmente errado quando alguém lhe explica o porquê e quando percebe que sua atitude afeta ou abala o outro.

13. O medo da palmada pode impedir a criança de agir errado, mas não faz com que ela tenha vontade de agir certo

14. A palmada tem um caráter apenas punitivo, e não educativo; ela pode parecer o caminho mais fácil a ser seguido, porque aparentemente tem o efeito desejado pelos pais. É comum a criança inibir o comportamento indesejado por medo, e não pela convicção de que agiu de maneira inadequada.

15. Muitas das crianças que apanham aprendem a adquirir aquilo que querem através da agressão física e, não raras vezes, apresentam na escola condutas agressivas para com os coleguinhas.

16. Uma palmada, para um adulto, pode parecer inofensiva. Porém é importante saber que cada criança atribui um significado diferente ao fato de “levar umas palmadas”, podendo tornar-se uma experiência marcante em sua vida futura. Além disso, independente da intensidade do bater, o ato continua sendo o mesmo: um ato de violência contra um ser desprotegido.

17. Bater é uma forma de perpetuação da “cultura da violência” tão presente nas relações entre as pessoas nos dias atuais, pois ensina às crianças que os conflitos se resolvem por meio de agressão física.

18. Bater nos filhos muitas vezes acaba por gerar nos pais fortes sentimentos de culpa, o que os leva a procurar compensar sua atitude posteriormente “afrouxando” aquilo que procuravam corrigir.

19. Bater é um atestado de fracasso que os pais passam a si próprios (Zagury, 1985) porque demonstram para a criança que perderam o controle da situação.

20. O sentido da justiça está em fazer aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem. Quando nós adultos agimos de maneira inadequada, não esperamos punição.

Alguns autores citam como conseqüência da violência física contra criança e adolescente:

• Auto-estima negativa

• Comportamento agressivo

• Dificuldades de relacionamento

• Dificuldades em acreditar nos outros

• Infelicidade generalizada

• Retardamento mental

Em muitos países é proibido castigar fisicamente crianças e jovens em instituições e colégios, mas até o momento,somente a legislação em seis países (Suécia,Finlândia,Noruega,Áustria,Chipre e Dinamarca) proíbe todo tipo de castigo físico a crianças infringido por seus pais e outras pessoas relacionadas com elas.

http://pcdec.sites.uol.com.br/boletim_ciranda/boletim2.htm

Cleite Fontenele disse...

Ana Paula,

Que ótimas dicas! Seria importante que muita gente tivesse acesso (e interesse) a elas. É claro que algumas vezes a gente pensa em perder a calma, pois os pequenos querem enfrentar, ou contestar algo que está certo, mas o equilíbrio é sempre a melhor dica.
Ana Bessa, que tal colocar estes comentários em umpost? muitas pessoas não leem os comentários...
beijos

Ana Cláudia Bessa disse...

Ana Paula, gostei muito de algumas coisas e outras eu discordo. Nem sei por onde começar...rs... porque vou falar tanto que isso vai virar post...mais rs

Acho que em alguns momentos dos textos, me dá a impressão, que nós, pais, não devemos falhar NUNCA. E os filhos, bem , estes são crianças perfeitas que nunca avançam além do nosso limite de tolerância, ou que sequer temos um limite para tolerância. Não consigo, amiga, imaginar, uma pessoa que consiga agir 100% dessa maneira. Não só porque falha, mas porque às vezes o cansaço é imenso e a paciência é mínima. Ou porque a gente tá com tantas preocupações que uma hora negligencia os filhos, o marido, a casa e a si mesma. Porque o tempo é pouco e as obrigações são muitas. Ou porque a criança simplesmente não nos escuta ou obedece.

Eu me identifiquei tanto com muitas coisas de que o texto fala. Fiquei feliz demais de ver que instintivamente eu consigo fazer muitas coisas bacanas que estão ali descritas.

Mas tem horas, que mesmo eu sendo assim, e achando que meus filhos são ótimos perto de muitas outras crianças que vejo por aí, mesmo assim, tem horas que eles fazem coisas inacreditáveis e eu me pergunto:
Meus Deus, e agora, o que eu faço diante disso?

Ana Cláudia Bessa disse...

Cleite, que milagre voc~e por aqui! A-D-O-R-E-I !!
Claro que podemos fazer um post a respeito. Vamos manter o debate por aqui mais um pouco, depois a gente pode fazer um apanhado com depoimentos, com opiniões variadas, o que vocês acham?

Ana Paula disse...

Xará, achei algumas coisas mais interessantes p/ postar aqui: (do Dr. Karp, ainda...)


Os 4 Estágios Evolucionários da Criança Pequena
Podemos traçar um paralelo entre a evolução de uma criança de 18 meses até 4 anos e os 5 milhões de anos de evolução dos humanos.

As 4 fases são distintas, mas se sobrepõem:

- "O Chimpanzé Charmoso"(12 a 18 meses) - consegue se mover só com os pés e usa as mãos livres para segurar tudo o que alcança. Chimpanzés selvagens conseguem comunicar 20-30 palavras usando sinais e gestos. Parece familiar ?

- "O Neanderthal" (18 a 24 meses) - Consegue usar uma colher, beber num copo sem espirrar e jogar uma bola. É ambidestro e bagunceiro, mas seu equilíbrio é bem melhor que o dos chimpanzés, assim como sua habilidade em torcer, futucar e separar objetos em pequenos pedaços. Mas o progresso tem preço. Com as novas habilidades, aparece também um problema de atitude. Os Neanderthais não viviam com medo dos animais ferozes, porque podiam se defender com pedras e paus (usados como armas). Isso os fez muito confiantes, egocêntricos e brigões. Não é à toa que o termo "terrible twos" aplica-se a esta idade. O período entre 18 meses e o segundo aniversário é provavelmente quando a criança é mais inflexível, cheia de razão e pouco disposta a ceder.

- A Criança das Cavernas (24-36 meses): Os homens das cavernas tentavam fazer amizades e criar alianças, entraram no mundo de linguagem um pouco mais complexa, com instrumentos mais evoluídos e aprenderam a arte de fazer trocas. Um sinal de que a criança já consegue planejar é quando ela é capaz de fazer desenhos circulares no papel. A capacidade de prestar mais atenção e o interesse em fazer amigos aumenta a habilidade do seu filho em esperar a vez dele e ser paciente. Mas, quando frustrado pelas novas experiências, sua criaturinha pouco civilizada ainda vai usar de respostas primitivas, como bater ou moder.

- O Morador de Cidades (36 a 48 meses) - Por volta do terceiro aniversário, seu filho chega perto do nível de evolução dos moradores das primeiras cidades (60 mil anos atrás). Eles inventaram regras de educação, aprenderam regras sociais e adquiriram uma linguagem sofisticada, que possibilitava formar comparações, cantar músicas longas, dançar e contar estórias. Nesta idade a criança já consegue fazer comparações como "o avestruz é como um pássaro-girafa" ou "eu não sou um bebê, sou grande". Como um morador de uma vila primitiva, a criança nesta idade abraça a magia livremente, como uma forma de explicar o inexplicável. E, como os antigos habitantes das primeiras vilas, ela também carece de habilidade neurológica para colocar suas palavras em forma escrita.

Com a excitante descoberta de que ela é maior que um bebê, chega a enervante realidade de que, comparada com todo o resto do mundo, ela é pequena e vulnerável. Não é surpresa que crianças de 3 anos sejam fascinadas por estórias e jogos onde ela é grande e forte, principalmente se ela for o grande monstro !"

Uma vez que você vê seu filho sob a luz da escala evolucionária, suas frustrações e combates diários passam a fazer mais sentido. As birras, os gritos, o visível desprezo por seus pedidos e o desejo de arremessar pedras nos seus gatos - a falta de civilidade do seu filho - fazem todo o sentido (talvez até explique o porquê de criancinhas adorarem Barney e dinossauros de brinquedo !).

Lembre-se de que você conhece o seu filho melhor do que qualquer autor de livro. Essas categorias de idade são apenas uma idéia. Cada criança tem seu tempo e atinge suas fases em épocas diferentes."

Ana Paula disse...

Pais de filhos pré-históricos: como se comunicar
Você Tarzan: Eu, Mamãe !

O primeiro passo é pensar em você como um embaixador do século 21 ajudando uma criatura Neanderthal. Seu convidado não entende seus costumes nem fala sua língua, mas veio para ficar até o ano que vem.

O objetivo de um embaixador é promover a harmonia e evitar conflito. Ele se vale de respeito, bondade e negociação. Não é dominador nem tem medo de ter controle da situação. E às vezes precisa ser firme. Claro que seu trabalho como embaixador fica muito mais fácil depois que seu convidado aprende a sua língua.

Legitimando o sentimento da criança pequena[/rd]
É importante legitimar o que a criança está sentindo ANTES de dizer a sua opinião a respeito. Muitas vezes os pais cometem os seguintes erros, interrompendo a criança que chora:

- Racionalizar: "Viu ? Não tem monstro nenhum debaixo da cama".
- Minimizar o sentimento: "Ah, que nada, nem foi tão forte assim. Nem doeu !"
- Distrair: " Vamos lá ver aquele livro !"
- Ignorar: Simplesmente virar as costas e deixar a criança chorando.
- Perguntar: "Mas ele bateu em você ? Quem começou ?"
- Ameaçar: "Se não se comportar, vai ficar de castigo"
- Reafirmar: "Não chore, tudo bem. Mamãe está aqui".

Tais respostas têm a sua hora e lugar, mas só quando for a SUA vez de falar ! É preciso PRIMEIRO legitimar o sentimento da criança angustiada."

Por que minhas táticas falham?
Porque você tem uma falha na comunicação com o seu filho. Mesmo lógica, distração e carinhos freqüentemente são ineficazes para acalmar um pequeno primitivo IRADO, na hora da birra. Por quê ?

- Seu filho não consegue realmente "escutar" você: todos nós temos dificuldade em enxergar (e ouvir) as coisas como elas são quando estamos nervosos. Isso é especialmente válido para crianças pequenas, com seus cérebros pré-históricos que não aprimoraram a linguagem ainda.

- Seu filho não sabe usar a lógica: Racionalizar requer uso do lado esquerdo do cérebro, ainda muito desorganizado em crianças menores de 4 anos.

- Seu filho está focado no que ELE quer, não no que você quer: Você consegue imaginar uma criança pequena dizendo "você está tão certa, Mamãe. Como eu nunca tinha pensado nisso antes ?" Não espere que seu amiguinho pré-histórico raciocine e ceda quando está atacado (já é difícil quando ele está calmo e feliz !).

- Seu filho pensa que você não o entendeu: Como pode seu filho gritar com você 25 vezes e ainda assim achar que você não o entendeu ? Porque você não o respondeu na língua dele !"



A Linguagem das crianças pequenas
Quatro regras para falar a língua do seu filho pequeno:

1. Frases curtas
2. Repetição
3. Tom de voz correto
4. Expressão facial e gestos

Repita as palavras dele (o que você acha que ele diria se pudesse se expressar), mas use seu tom de voz e gestos para reproduzir os sentimentos dele. Se seu filho está berrando porque você tomou seu batom que ele estava usando para riscar a parede da sala, apaixonadamente represente o sentimento dele "Fulano QUER, quer, quer. AGORA ! Fulano quer AGORA ! Quer. AGOOOOOOOORA." Note a repetição, a elevação do tom de voz até o final da frase. Seja entusiástica, mas não a ponto de berrar. Não se surpreenda se forem necessárias 4-5 repetições até você atrair a atenção do filhote que grita. Você sabe que está no caminho certo quando ele pára e olha para você, como que dizendo "o quê ?". Não pare aí. Quando ele estiver muito irritado, você precisa repetir até que ele veja que você o entendeu e que está do lado dele.

Quando ele começa a se acalmar, use um tom de voz alegre.

Uma criança de 3 anos que está calma entende frases mais longas e precisa de menos repetições que alguém de 1 ano e meio. Contudo, quanto mais nervosa estiver a criança, mais primitiva ela fica. Na hora da birra, use a linguagem mais primitiva, qualquer que seja a idade da criança. Quando ela se acalmar, retorne para a linguagem usual que ela entende.

Para uma criança na hora da raiva, um gesto literalmente vale mil palavras. Não sorria se você está falando algo sério. Mostre interesse e respeito. Balance a cabeça, abaixe seu rosto com humildade e sente-se ou ajoelhe-se, para ficar no mesmo nível que a criança. Toque levemente o braço dela, mostre empatia com o seu rosto. Assim você diz, sem palavras "eu sei como você se sente".

Você não está tirando onda com a cara da criança nem reforçando o comportamento negativo, quando "fala" a linguagem dela. O fato de você discordar do ponto de vista dela não significa que você não deve demonstrar que entende o que ela quer. Ninguém recomenda que você aja assim o dia inteiro, mas quando a criança está dando aquele ataque, ajuda bastante usar a linguagem dela.

Depois da birra

Quando a criança começa a se acalmar, você pode ajudá-la:

- Fisicamente: se ele não quiser um abraço, sente-se do lado dele;
- Oferecendo escolhas: "quer um suco ou um carinho mágico da Mamãe ?";
- Ensinando outras formas de demonstrar emoção: "diga 'mostre uma cara de bravo para a Mamãe ver como você estava bravo' ou 'vamos desenhar como você estava bravo' ou 'vamos dar uns murros neste travesseiro ?';
- Ensinando palavras para expressar emoções: "diga 'nossa, como você estava bravo !' ou 'você parecia estar com medo'.
- Dando a ele o que ele quer no mundo de fantasia: "diga que você desejaria dar a ele tudo o que ele quisesse e mais";
- Usando o poder do cochicho: cochichar é um jeito legal de mudar de assunto e ficar de bem novamente;
- Elogiando quando ele fizer algo positivo: comente qualquer pequeno sinal de cooperação.;
- Compartilhe seus sentimentos usando frases com VOCÊ-EU : "Mamãe diz 'não, não!' Quando VOCÊ bate, EU fico brava, brava, BRAVA". Isso o ajuda ver as coisas sob o seu ponto de vista.

Ana Paula disse...

Dicas até 4 anos, para crianças muito ativas
1. Esteja ao ar livre o quanto for possível. Oportunidades de queimar energia e brincar ao ar livre são importantes.

2. Faça uma troca periódica dos brinquedos. Mantenha alguns disponíveis e guarde outros. Eles parecem mais interessantes depois de não terem sido usados por um tempo.

3. Garanta o descanso do seu filho. Crianças ativas muitas vezes resistem ao sono por serem tão excitáveis por qualquer coisa que estejam fazendo. Quanto mais cansados estiverem, mais difíceis de lidar.

4. Divirta-se. Implorar e ameaçar não adianta. Você obterá mais cooperação oferecendo opções e requisitando a ajuda dele do que dando ordens.

5. Faça da sua casa "amiga da criança". Remova enfeites que quebram facilmente, coisas valiosas e coisas onde se possa tropeçar.

6. Tenha limites, poucos, mas firmes. Crianças ativas têm problema com excesso de limites, mas também com inconsistência em reforçar os limites. Você pode relaxar as regras - mas quando fizer, tenha certeza de que ele entendeu que é uma exceção, não uma mudança à regra.

7. Evite excesso de estímulo. Por algumas horas antes de dormir, diminua as luzes, ligue um barulho calmo para distrair e evite música alta ou TV.

8. Tente não reagir exageradamente a cada insulto ou tapa. Só porque seu filho está agindo como se fosse primitivo, não significa que você deva fazer o mesmo.

9. Tenha muitas cartas na manga para manter seu filho ocupado. Por exemplo, tenha à mão, atividades que produzem pouca bagunça, como giz de cera com papel e massinha de modelar.

10. Ensine à criança habilidades sociais. ("O amigo pode emprestar a bola se você pedir a ele educadamente com um grande sorriso").

11. Ensine a ele palavras para expressar seus sentimentos: "Você está agindo desse jeito às vezes porque está com fome. Quer um lanche ?"

12. Pratique técnicas de acalmar-se para desenvolver a habilidade de retornar à situação sem explodir.

13. Use a "psicologia reversa" para ajudar seu filho "do contra" quando ele quer fazer exatamente o oposto do que você quer. "NÃO ! Não coma esta maçã, por favor !"

Dr. Karp "The Happiest Toddler on The Block".


Seis instrumentos básicos
Segundo Dr. Karp, os seis instrumentos básicos para fazer o trabalho do pai/mãe mais fácil (100 vezes mais fácil):

- Mostrar respeito: depois do seu amor, é o que seu filho mais quer;
- Elogiar: elogios ajudam a mudar gentilmente o comportamento do seu filho para melhor;
- Falar através da "porta secreta" da mente do seu filho: crianças pequenas odeiam palestras, mas eles prestam atenção em tudo o que escutam quando não está sendo dito diretamente a eles;
- Desenvolver a auto-confiança da criança: jogos estimulam a auto-confiança;
- Encorajar a paciência: ensine seu filho a esperar - aos poucos;
- Oferecer recompensas: algumas vezes é o que falta para haver mais cooperação.

Como mostrar respeito quando falar com a criança pequena ?

- Sorria, olhe olho no olho;
- Sente-se, ajoelhe ou abaixe-se de modo que seu rosto esteja abaixo do nível da criança;
- Incline-se para a frente, na direção do seu filho;
- Escute-a com interesse, sem interrompê-la;
- Responda-a imediatamente;
- Peça permissão para dar conselhos. Faça isso até com a criança pequena. Ela pode não entender as palavras, mas vai apreciar o tom respeitoso da voz.

"Crianças pequenas prestam mais atenção à nossa linguagem corporal do que às nossas palavras".


Psicologia Reversa
"A partir de 18 meses de idade, nossos pequenos adoram nos desafiar. Isso faz com que eles se sintam poderosos e permite que eles nos mostrem independência. Usar esta tendência a favor dos pais é o que se chama "psicologia reversa" (antigamente chamada de "psicologia da criança").

Claro que nenhuma técnica vai funcionar 100% das vezes, mas para crianças com tendência desafiadora é geralmente divertida e eficaz. Permite que meninos e meninas "poderosos" cooperem enquanto ainda estão mantendo seu orgulho e seu respeito próprio.

Eu penso que é uma mensagem alternativa porque enquanto as crianças estão ocupadas rejeitando o pedido óbvio dos pais, o pedido "escondido" fura a barreira delas. A vantagem da psicologia reversa é que permite às crianças simultaneamente reafirmarem sua personalidade desafiadora e fazer as coisas que os pais querem que ela faça. Todo o mundo ganha !"

Dr. Karp, The Happiest Toddler on The Block

O sistema fast -food para crianças até 4 anos
Dr. Karp sugere aos pais de crianças até 4 anos a regra do sistema "fast-food". A gente passa no drive-through e pede um hamburger e um milk shake de morango. O que a atendente responde no alto-falante ?

- "Nossa, que preguiça de cozinhar, hein ? Não sabe que esta comida é gordurosa ? Custa 4 dólares."

Não, ANTES de dizer a parte dela (o preço), ela REPETE a ordem. "Um hambuger e um milk shake de morango ?" E depois diz a parte dela (o preço).

Ele sugere que quando a criança chega protestando, dando chilique, a gente repita, na linguagem dela, o que ela disse. Isso tudo mostrando no rosto o sentimento que ela tem no momento. Então, com uma cara de tristeza, repetir após o que ela contou: "você perdeu seu ursinho ? Perdeu ! Que pena". E só depois dar uma sugestão "a Mamãe ajuda você a procurar, quer ?" Ao invés de na hora dizer logo "não precisa chorar, a gente compra outro depois, deixa para lá, não chora não."

A expressão facial conta muito mais que as palavras. Ele sugere que os pais abusem de gestos, caretas,expressão corporal exagerada QUANDO as crianças estão agindo mal. Nos outros momentos, pode-se falar com elas normalmente.

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block


Millk: O dia do contra
Dr. Karp sugere que você tire um dia para ser o Dia Do Contra. Diga à criança que por uma hora ela terá que fazer o contrário do que você disser. Claro, quem estabelece o tempo é você, então serão uns 10 minutos. É uma atividade divertida, dá à criança uma oportunidade agradável de ser desafiadora e ensina-a a realmente escutar o que você pede. Cante uma musiquinha e dê uma recompensa no final.

Outra opção é fofocar com bichos de pelúcia e amigos imaginários sobre aquilo que a criança recusa-se a fazer. Se ela recusa-se a colocar os sapatos, finja que uma das bonecas é a Monstra dos Sapatos. Ela diz "não calce os sapatos, eu vou comê-los. Vou comer e é AGORA. Dá pra mim, dá !" Quando este truque funcionar, ela calçará os sapatos em um minuto.

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block

Ana Paula disse...

Criancas desafiadoras - opções divertidas
Até a criança mais desafiadora tem pena de nós se parecemos totalmente incompetentes.

Aqui vão sugestões divertidas para aumentar a auto-confiança do seu filho até 4 anos. De vez em quando:

- SEJA INCOMPETENTE: vista sua camisa ao contrário, erre enquanto conta até 5, só para dar à criança a oportunidade de ELA corrigir você;

- SEJA DESAJEITADO: escorregue do sofá, segure o telefone de cabeça para baixo;

- SEJA CEGO: pergunte "cadê o...?" quando está bem na sua frente. Quando ela apontar, você pergunta "cadê ? Não enxergo !"

- SEJA FRACO: tente agarrá-la, mas deixe-a escapar a cada vez.

- SEJA UM BEBÊ: tente tomar algo da mão dela, mas faça manha e diga "É MEU", com voz melosa. Deixa-a desafiá-lo.

- ESTEJA ERRADO: diga "Opa, você não é a Mariana ! Você é o Vovô !" Ela vai rir e dizer "seu bobo, eu sou a Mariana sim".

- SEJA BOBO: diga que você precisa ver se ela lavou as mãos direito, mas inspecione os pés. Aí diga "você está me enganando ! Isso não é a sua mão !", então examine os bolsos.

- SEJA ARROGANTEMENTE INCORRETO: Cante orgulhosamente uma música conhecida da criança, trocando a letra. Ela vai adorar corrigir você, mas responda "eu não disse isso". Aí cante errado de novo e antes que ela corrija "eu não errei. Eu sou o MELHOR cantor do mundo".

- SEJA PASSIVO: Quando ela está emburrada, ofereça várias opções absurdas, só para dar a ela a oportunidade de dizer um sonoro NÃO. "Quer comer lama ?" "Por favor, pense bem. Lama !" Aí diga "tudo bem, você venceu. Faça o que você quiser ! Você nunca faz o que eu quero mesmo !" Permitir que seu filho rejeite suas opções é um truque diplomático. Depois de recusar várias ofertas, ela vai se sentir respeitada e terá mais facilidade em concordar com você em outras situações.

- SEJA ESQUECIDO: pegue o sapato da criança e diga "me dá aqui seu... Como é mesmo o nome ? Esqueci." Repita várias vezes. Por fim, ela vai ficar cansada e terminar a frase para você. Ela vai se sentir tão esperta !

É uma boa idéia fazer-se de bobo ?
"Claro que seu filho sabe que você não é um idiota. Afinal de contas, na maior parte do tempo você é forte e inteligente. Isso é só uma tática divertida - não um estilo de educar os filhos em tempo integral !

Fingir-se de bobo de vez em quando é como brincar de esconde-esconde e fingir que não encontra a criança, ou brincar de luta e deixá-la derrubar você.

Não se preocupe em perder o respeito do seu filho. Você não perderá ! De fato, agir feito bobo de vez em quando ensinará ao seu fiho uma lição de vida valiosa: mesmo as pessoas mais perfeitas (para ele, os pais) às vezes cometem erros."

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block

Como estabelecer limites - crianças até 4 anos
"Ser pai e mãe não é um trabalho politicamente correto o tempo todo. Sua família NÃO é uma democracia ! É uma ditadura benevolente, na qual, você, pai/mãe trabalha como embaixador E criador das regras.

7 Passos para estabelecer limites:

1. Tenha expectativas apropriadas: é melhor remover objetos frágeis do alcance da criança do que tentar mudar a criança para desistir de tocar os enfeites e bibelôs.

2. Escolha limites que você sabe que pode reforçar: como pai e mãe, é impossível ganhar todas as disputas. É impossível fazer com que a criança coma brócolis, peça desculpas, compartilhe os brinquedos, escove os dentes, não tenha medo, use sempre o penico, etc, etc. Se você fizer de tudo um cavalo de batalha, vai acabar perdendo sua autoridade - caos e desafios virão a seguir.

3. Use frases curtas e positivas: Evite "Filha, venha aqui e guarde os brinquedos na caixa, depois de calçar os sapatos", tente "brinquedos na caixa" e depois "sapatos agora !". Ao invés de dizer "não corra" ou "não suba na cadeira", experimente "aqui é lugar de caminhar" ou "cadeiras são feitas para sentar".

4. Seja consistente. Seja consistente. Seja consistente: não mude as regras a cada dia.

5. Use a linguagem da criança para um sucesso máximo: frases curtas, repetição, voz expressiva e gestos e expressões faciais DRAMÁTICOS.

6. Evite mensagens ambíguas: Não sorria ou use uma voz melosa se está falando sério.

7. Seja criativo: alguns exemplos sobre como dar ordens a crianças desafiadoras são cochichar, fazer um som de trumpete antes de anunciar o que vem a seguir, colocar um chapéu engraçado, mostrar a ela como as meias sujas vão marchando "sozinhas" para o cesto porque não agüentam mais ficar no chão."

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block

Ana Paula disse...

Coloque a raiva pra fora !
Ajude seu filho a colocar a raiva pra fora ANTES que vire uma explosão de birra.

* 12-18 meses: mostre a ela como manifestar a frustração. Pisoteie o chão, bata palmas, balance sua cabeça vigorosamente, e encoraje-a a dizer "grrrr" quando ela está nervosa.

* 18-24 meses: faça todos os exemplos acima e deixa-a repetir: "NÃO !" ou "É MEU !" ou "PÁRA", dependendo da situação.

* 2-3 anos: num dia calmo, pratique com ela diferentes expressões faciais "mostre-me sua cara feliz... sua cara triste... sua cara brava". Mostre a sua, para ela entender. Mostre figuras de pessoas com expressões do tipo. Procure e recorte com ela figuras de revistas das diferentes expressões faciais e monte um álbum de emoçoes.

* 3-4 anos: ensine a ela palavras para usar quando ela está chateada. Use figuras e pergunte: "como se sente este menino ?" "por que aquela menina está triste ?"

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block

Fofocando com os brinquedos
"Um fato curioso: nós acreditamos mais nas coisas que ouvimos acidentalmente do que nas que são ditas na nossa cara !

Com a criança por perto, comece a cochichar alto algum elogio a ela para outra pessoa (a avó, a tia, o ursinho de pelúcia ou finja falar ao telefone). Não olhe para a criança quando fizer isso. Comece falando alto, mas depois diminua o tom de voz, faça uma concha com as mãos como se estivesse falando um segredo.

Converse com uma boneca, por exemplo e pergunte a ela: "Hello Kitty, a Fulana pode jantar sem lavar as mãos ?" Encoste o ouvido na boca da boneca "O QUÊ ? Ah... obrigada, ela precisa mesmo lavar, né ?" Depois "olha, eu falei com a Hello Kitty e ela disse que quer que você lave as mãos bem rápido e depois me dê um abraço".

Isso faz as coisas mais lentas para você, mas por outro lado ajuda a manter um ambiente leve e positivo."

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block

Escândalos
"Por que crianças de 1-4 anos dão aquelas birras homéricas ?

* A vida delas muda muito: ausência de um dos pais, a chegada de um irmãozinho, uma viagem podem ser o suficiente.

* Estresse interno: fome, cansaço, TV, exposição a brigas dentro de casa, cafeína (chocolate, coca-cola, remédios para gripe), excesso de estímulos e frustração (pela inabilidade de dizer o que está querendo).

* Muito tempo dentro de casa: crianças precisam de ar fresco, barulho de passarinho, espaço, outras crianças.

* Ela está encurralada: birra não é sempre uma forma de manipular os pais. Às vezes a criança percebe que não está adiantando gritar, mas é muito orgulhosa para voltar atrás.

* Fazem sempre a vontade dela: depois de 2 anos de idade, a criança já sabe se vai conseguir as coisas dessa forma. Não é uma manipulação consciente, mas um hábito."

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block

Como elogiar os filhos
"1. Use elogios grandes e também pequenos. Dizer sempre "você é a melhor garota do mundo" é demais.

2. Elogie a ação e não a criança: evite dizer sempre "Fulano é um ótimo ajudante", porque no minuto seguinte ele pode recusar-se a ajudar, mas "o Fulano limpou a água que ele derramou no chão e foi uma grande ajuda".

3. Não estrague o elogio, como "Parabéns, comeu tudo... mas por que demorou tanto ?" Elogio é como alimento, não ofereça e depois retire da boca da criança na hora em que ela começa a apreciar.

* 12-24 meses: acham-se o centor do universo. Gostam de aplauso, elogios entusiásticos. Use palavras curtas, num tom de voz alegre.

* 2-3 anos: gostam de aplauso, mas se receberem o tempo todo, passam a considerar uma obrigação dos pais. Observe a criança, sorria enquanto ela faz algo positivo "Hummm... eu gosto disso".

* 3-4 anos: são interessados nas respostas e sentimentos dos pais. Adoram ouvir "obrigada por me ajudar a carregar aquela caixa pesada. Ajudou muito." Gostam de comparações "você fez isso super rápido, rápido como um tigre".

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block

Elogios Sem Palavras
"12 maneiras de demonstrar que a criança é apreciada, sem dizer nada:

* preste atenção nela - com interesse
* sorria
* balance a cabeça afirmativamente
* abrace-a
* faça um cafuné
* faça um carinho no ombro dela
* levante as sobrancelhas como numa surpresa boa
* faça o sinal de positivo com o dedão
* diga "hummm" e "uau !"
* dê uma piscadinha
* aperte a mão dela ou "high-five"
* coloque os desenhos dela na parede."

Dr. Karp - The Happiest Toddler on The Block

Ana Paula disse...

Agora sobre o livro de Elizabeth Pantley, sobre disciplina.

-Controlando suas emoções: a maioria dos comportamentos “indesejados” são causados por uma falta de habilidade da criança de controlar suas emoções. Cansaço, fome, tédio, frustação e outros causam geralmente as birras, e podem frequentemente serem evitados, ou modificados. Quando a criança começa a fazer birras, tente determinar se você consegue identificar o problema por trás disso. Resolva o problema e você provavelmente terá uma criança normal novamente.

-Lidando com birras:
não importa o quanto você é boa em reconhecer as causas das birras, seu filho ainda assim terá seus momentos de birras. As dicas abaixo poderão ajudar, mantenha-se flexivel e pratique as soluções que parecem se encaixar melhor no seu caso:

Ofereça escolhas: você poderá evitar problemas se dar a chance ao seu filho de ter mais escolhas em sua vida, então inves de dizer “Vamos para cama agora”, o que poderá provocar uma reação indesejada, que tal oferecer opções: “O que gostaria de fazer primeiro, por pijamas ou escovar seus dentes?”. Crianças que estão ocupadas decidindo coisas são sempre mais felizes.

Olho-no-olho: quando você faz um pedido ao teu filho à distância, é possivel que ele/a te ignore. Aí o stress se instala em ambos pai e filho. Ao inves disso, abaixe ao nivel de seu filho e olhe em seu olho quando for fazer pedidos claros e simples. Isso terá sua atenção completa.

Deixe claro o que VOCÊ quer: ao invés de focalizar no mal-comportamento o que você não quer que seu filho faça, explique-o exatamente o que você gostaria que ele fizesse. Dê-lhe instruções simples de seguir.

bValide seus sentimentos: ajude seu filho a identificar e entender suas emoções.
Dê-lhe palavras para seus sentimentos: “você está triste, você quer ficar aqui e brincar. Eu sei”. Isso não significa que você precisa desistir e ceder às suas vontades, mas se você der-lhe a certeza que entende seu problema, seu sentimento, isso pode já ser suficiente para ajuda-la a se acalmar.
(Isso é semelhante ao que a Taty disse: Ajudar a criança a reconhecer seus sentimentos e legitimá-los.)

Ensine o “coelhinho quietinho”: quando as crianças se excitam demais, se agitam e é difícil sair desse estado de agitação. Você pode ensinar seu filho a relaxar usando várias técnicas, e usar isso quando a birra começar.
Você pode começar cada manhã ou no final de cada dia com uma sessão breve de relaxamento. Peça para teu filho sentar ou deitar confortavelmente com olhos fechados. Conte-lhe uma história que ele é um coelhinho quietinho. Nomeie as partes do corpo (pés, pernas, barriga, etc) e peça para teu filho balança-las e então relaxá-las.
Uma vez que seu filho esteja familiar com esse processo você pode sugerir fazê-lo toda vez que ele está agitado. Abaixo no nível dos olhos de seu filho, ponha as mãos em seus ombros, olhe em seus olhos e diga: vamos fazer o “coelhinho quietinho”. E ajude-o no ritualzinho. Conforme o tempo passa, a simples menção do coelhinho e pedir que feche os olhos pode ajudar a relaxá-lo.

Distraia-o e involva-o: crianças podem ser facilmente distraídas quando uma nova atividade é sugerida. Se seu filho está “fazendo birra”, tente ver como uma “atividade” que seu filho está engajado. Considerando que crianças não são muito boas em fazerem várias coisas ao mesmo tempo, você poderá tentar terminar essa “atividade indesejável” recomendando algo novo para se fazer.

Convoque sua imaginação: se a criança está angustiada com alguma coisa, pode ajudar vocalizar em fantasia seus desejos: “aposto que você queria comprar todos os brinquedos dessa loja, né?”. Isso pode ser um jogo divertido.

Use técnicas de prevenção: revise comportamentos desejados antes de sair de casa, ou quando entrar em algum lugar público, ou antes de sair para brincar com amiguinhos. Isso poderá prevenir birras indesejáveis desde o começo. Faça comentários positivos (diga o que quer, não o que não quer!) seja específico.

Ana Paula disse...

Desculpa, acabei escrevendo demais, se quiser apagar alguma coisa, fica a vontade...

Esse assunto me interessa muito, estava tendo uns probleminhas com baby aqui em casa, e aqui é tudo mais difícil de resolver, pq tem que lidar com os avós tb, então, já viu, né?

Aí fui lendo sobre isso e percebi que a maior parte das birras do pequeno eram devido a "energia acumulada". Jamais ia imaginar isso, ele passa o dia inteiro correndo na escolinha (o dia inteiro mesmo, a prof. me disse que ele não pára de brincar, desde que chega... rs), mas, enfim, haja energia!

Depois que comecei a levá-lo p/ brincar no parquinho, depois da escola, ele melhorou uns 80%!

Os outros 15% ele melhorou quando comecei a usar desses artifícios:
- Repetir várias vezes o que ele quer, antes de negar (às vezes meus pais me olham como idiota, quando eu fico repetindo "bolacha, ah, vc quer bolacha, bo-la-cha! Ah, mas agora não pode comer bolacha, quer comer gelatina?")
- Fazer contagem regressiva ("ó, mais cinco minutos e a gente vai tomar banho, tá?" "mais quatro minutos, tá?"...)
- Elogiar quando ele se comporta bem (principalmente falando com outras pessoas na frente dele, tipo "fulana, vc viu que hoje ele jantou direitinho, depois até levou o prato p/ a pia?" - às vezes, cochichando, como se fosse um segredo mesmo...)
- Usar frases curtas (guardar brinquedos, depois banho, tá?)
- Ensiná-lo a expressar emoções ("bolacha, bolacha, vc quer bo-la-cha... mas agora NÃO pode. Eu sei, vc queria muito comer a bolacha, vc está com fome, a bolacha é gostosa, vc fica bravo, né?")
- Oferecendo escolhas (vamos tomar banho! Você quer vestir o pijama azul ou o pijama verde de bolinhas?)
- Tentei o máximo possível tornar minha casa "amiga da criança"
- A dica do ser incompetente tb funciona (finjo que não consigo carregar o brinquedo até o baú, mas ele é forte, e consegue...)
- Agora vou tentar usar a técnica do "coelhinho quietinho"...

Bom, acabei escrevendo demais, de novo... mas é bom compartilhar o que deu certo, né?

Beijos,
Ana

P.S.: Fazendo as contas, 80% + 15% = 95% ==> Eu não errei na conta, não, mas meu filho só tem 02 anos e meio, então me reservo o direito de 5% de margem de segurança, né? Até pq um filho 100% comportado seria chato demais... rs

Ana Cláudia Bessa disse...

Nossa, ana, quanta informação. Juro que conseguindo um tempinho vou compilar tudo e escrever algo sobre o assunto...vai dar polêmica...
Isso sempre é bom para gerar debates!

Beijos e obrigada!