sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Vilões da Terra


Dia 07/04/07, Zuenir Ventura escreveu em sua coluna, sob o mesmo título deste post, sobre uma pesquisa da BBC de Londres que conclui que o brasileiro é o povo mais preocupado com as questões ambientais e suas conseqüências.
Os americanos, são os mais poluentes e menos preocupados. A começar pelo seu presidente que não assinou o Protocolo de Kyoto reduzindo a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Ora veja! Nós! O povo que merece ter a Amazônia internacionalizada porque um patrimônio desses não pode ficar nas nossas mãos!
Somos também, como apresentado na última edição da Folha do Meio Ambiente, o país que possui a maior cobertura florestal do planeta e a América Latina que detinha 18,2%, agora detém 41,4%. O contrário de todos os outros continentes que já fizeram desaparecer 75% das florestas do mundo.

Mas por outro lado, como disse o próprio Zuenir, se somos os mais preocupados, imaginem os outros!

Ainda temos muito a caminhar. Somos preocupados mas não somos ativos. Basta ler um dos posts da nossa amiga Cristiane Fetter. Ela mora nos Estados Unidos e já nos falou sobre a conduta da população no que se refere a coleta seletiva do lixo feita na cidade onde mora. Não importa aqui dizer se eles são bons ou ruins, precisamos pegar bons exemplos, de onde for, e colocar mãos à obra. Não é fácil, nem rápido, nem barato, mas precisamos começar.

Aqui, eu não consigo fazer isso no meu prédio que tem apenas 6 apartamentos e um síndico militar que não bota nenhuma ordem. Incrível, mas é assim.
Coleta seletiva é difícil, imagine coleta da água da chuva que ouço “ricamente” escoar pelos canos nos dias de temporal. Dá uma tristeza, ver toda essa água não ser aproveitada.
Um dos motivos que tenho vontade de morar em uma casa é poder fazer isso por minha conta. Contudo, como disse Oscar Niemeyer numa entrevista, atitudes ambientais residenciais (particulares e unitárias) não vão resolver o problema ambiental. As soluções precisam ser coletivas. E eu concordo. Embora ache que mesmo assim, cada um deve fazer a sua parte. Porque como diz o site da Fundação SOS Mata Atlântica, “a sensibilização de um indivíduo é a base da mobilização coletiva”.

No jornal de domingo (08/04), li em primeira página que a bancada ambientalista é a maior do Congresso.
Bem...
Não sou nada otimista a esta informação em relação ao meu estado.
São 9 políticos citados e mais 1 senador para o Rio de Janeiro, sendo eles: Rodrigo Maia - DEM , Miro Teixeira-PDT, Marina Magessi-PPS, Fernando Gabeira-PV, Chico Alencar-PSOL, Leonardo Picciani-PMDB, Jorge Bittar-PT, Luiz Sérgio-PT e o senador Francisco Dornelles-PP.
Dos citados acima, tentamos localizar 2 (Rodrigo Maia e Fernando Gabeira), via e-mail, para falar do Parque Marapendi e a poluição da Lagoa de mesmo nome e não tivemos NENHUMA resposta.

O ponto positivo é que agora temos mais nomes para solicitar. Até porque, na verdade essas bancadas não são organizadas e não exercem poder nas votações, por exemplo. O importante delas é a influência já que muitos deles são tratados como líderes de partidos a possibilidade real de se incluir a “pauta verde” nas discussões. Contudo, essa influência não pertence ao Rio de Janeiro que ocupa o quarto lugar (embora seja um estado de grande poder econômico, cultural e ambiental), pois a qualidade política do nosso estado caiu bastante. E como conclui o próprio jornal: É a omissão da sociedade em relação à política que dá margem á essa situação.

De novo, a mesma conclusão: por mais desanimados, descrentes e revoltados que estejamos, mudar tudo isso, só depende de nós.

Postei separadamente, um texto atribuído ao ex-governador do DF,ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE e enviado por nossa amiga Cristiane Fetter, com os seguintes dizeres:
Não sei se é verdade, mas que tá bonito, está.

E está mesmo.
E é verídico, graças à Deus!
Ainda há vida (política) inteligente no Brasil.
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa
Este post foi publicado em 14/04/07 e me lembrei dele neste momento tão político que nós e o mundo inteiro vive. Mudou alguma coisa?

8 comentários:

Ivo Fontan disse...

Dez prá você e zero para o Niemeyer.
Ele, como "formador de opiniões", jamais poderia declarar publicamente que as atitudes ambientais não-coletivas são inócuas. Claro que a meta deve ser o coletivo, mas o caminho para isso, como você disse, passa pelo individual.

Ana Cláudia Bessa disse...

Eu também acho que ele não deveria mas acho também que na idade dele (acho que fez 99 anos!)as pessoas acabam deixando um pouco de pesar o que falam para falar o que pensam...risos

Priscilla Vieira disse...

Mas eu concordo com o Nyemeyer que o esforço individual não adianta nada.

Michelle Müller disse...

Ana, adorei este post... se não comerçarmos individualmente o coletivo nunca se forma... aqui em minha cidade começou a ter coleta coletiva esse mês, mas antes disso eu já fazia separação do lixo esses dias li em um blog uma guria falando que não adianta eu reciclar as duas garrafas pets que consumo por mês aqui, que sou grão de areia na praia, mas se todos pensarmos como ela vamos ficar soterrados por lixo, mas como sou uma pessoa convicta e otimista penso que se cada um fizar a sua parte individualmente logo, logo teremos um resultado coletivo!

p.s. eu adoro o texto do Buarque e não sabia que não havia sido publicado, vou replicar por ai!

estrelinhas coloridas pra ti...
Mi

Lisa disse...

Concordo com a Michelle "...se não comerçarmos individualmente o coletivo nunca se forma..."
Isso aconteceu comigo. Morava na cidade de Itabirito - MG, certo dia meu filho de 7 anos, chegou em casa com um folheto sobre coleta seletiva, tinha feito um trabalhinho na escola sobre isto.
Ele disse "- podemos reciclar quase tudo, vamos separar."
Então liguei para a prefeitura e eles me informaram que o projeto estava iniciando e no nosso bairro não teria coleta, mas que eu poderia juntar e ligar que o carro pararia na minha rua.
Resolvi mobilizar os meu vizinhos.
Ninguem tomou conhecimento
Durante uns 6 meses o caminhão entrava na rua e pegava apenas o meu lixo, até que um dia apareceu um, depois outro, e outro. No fim a rua inteira seletavam o lixo.
Alguem tem que começar

Abs
Lisa

Geovana disse...

Gente, fiquei contente esta semana porque fui ao shopping e a Riachuelo e C&A já tem sacola oxibiodegradável. Mais um avanço. É a prova de que cada um fazendo uma pequena parte e até mesmo falando sobre o assunto, instiga outras pessoas e empresas a cooperarem.

Eu penso como o Betinho; é melhor ser um beija-flor apagando um incêndio do que ser um gigante olhando a mata ser destruída.

Alexsandra Moreira disse...

Ana

Entrei no links que vc disponibilizou do CRISTÓVAM BUARQUE e está tudo fora... será que houve questionamentos?

Já tinha recebido esse e-mail tb, mas não sabia se era de autoria de nosso senador...

Mas como disse... Não sei se é verdade, mas que tá bonito, está.

bj

Ana Cláudia Bessa disse...

Gente, esse negócio de coleta seletiva me deixa triste. tenho coleta seletiva semanal.

Primeiro: tenho que me cadastrar. Se a epresa divulgasse abertamente e TODOS soubessem, o resultado seria infinitamente melhor. Precisam ver o caminhãozinho que vem buscar o reciclável.



Segundo: conversei com alguns vizinhos e vocês acreditam que mesmo sem precisar se cadastrarem, com coleta na porta, eles raramente separam o lixo?

Mas continuo na luta acrditando que um dia vai acontecer como vocês já contaram aqui.

Sobre o texto do Cristóvam Buarque POSSO GARANTIR que estava publicado no site que ele , pelo jeito, mantinha e não mantém mais.
Portanto, o texto é verídico, pena que ele tenha tirado da net.