quinta-feira, 6 de setembro de 2007

RECURSOS NATURAIS I

É da Terra que todos os seres vivos retiram sua subsistência. Só o homem,
porém, desenvolveu-se a tal ponto que foi capaz de prover suas necessidades(básicas ou não) em um nível muito acima da capacidade natural de reposição de recursos.

A consequência disso foi a proliferação e a ocupação de espaços, conquistados aos excessos climáticos e outras dificuldades naturais. Com isso subverteu leis naturais e gerou uma demanda por suprimentos muito acima da capacidade do planeta em fornecê-los de forma equilibrada e natural.

Hoje, a sobrevivência da espécie humana (na forma de sociedade civilizada) depende desta mesma sociedade encontrar um caminho que não leve à exaustão pura e simples dos RECURSOS que a mantém.

Os ambientalistas de hoje chamam a isso SUSTENTABILIDADE. Desde o seu surgimento até hoje (um átimo no “tempo geológico”), o homem evoluiu de um ser caçador-coletor (portanto em equilíbrio com as disponibilidades de recursos), para um ser CONSUMISTA, explorador de recursos em um grau enormemente superior à sua necessidade pura e simples desubsistência.

A complexidade de nossa civilização faz com que seja muito difícil para um“homem comum” ter a exata noção dos recursos que explora e utiliza para a sua simples manutenção como ser social.

A industrialização; as especializações de atividades, afastaram o homem comum do conhecimento sobre as fontes primárias de recursos. “Alguém” coleta, extrai e transforma para que nós utilizemos! Isso faz com que a maioria de nós não tenha noção dos recursos (em variedadee quantidade) que utiliza apenas para “viver”, da forma como concebemos.

Na próxima postagem vamos falar um pouquinho sobre RECURSOS NATURAIS para que as pessoas que não são da área possam ter uma idéia mais aproximada do que representa nosso planeta como FONTE DE SUPRIMENTOS, e para que possamos compreender melhor o que é, afinal, essa tal de SUSTENTABILIDADE, tão falada e tão pouco compreendida.


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Texto de Ivo Fontan

9 comentários:

Silvia D. Schiros disse...

Ivo,

Ótimo! Precisamos mesmo bater na tecla do consumismos, precisamos que as pessoas acordem para o fato de que muito mais recursos do que aqueles que põem dentro de seus carrinhos de compra são consumidos para se chegar àquele produto. E, pior, os recursos são consumidos e o produto fica mais saboroso, com uma aparência melhor, talvez, mas perde um tantão de suas propriedades saudáveis.

A gente precisa estudar, analisar opções, buscar soluções, pois não dá para continuar vivendo assim.

Você conhece o projeto "No Impact Man"? É bem interessante.

Olhe um trecho de um texto de Haroldo Mattos de Lemos que traduzi há pouco (vou ver, mais para a frente, se posso reproduzi-lo, ele ainda nem foi publicado):

"Todos os dias transformamos recursos naturais renováveis (madeira, soja, peixes) e recursos naturais não renováveis (minério de ferro, petróleo) em bens e serviços de que precisamos para a nossa vida diária (alimentos, roupas, habitações, transportes etc.). Ao produzir estes bens e serviços, geramos resíduos e poluição que, parcialmente tratados ou não, são jogados fora para que sejam absorvidos pela biosfera."

Então jogamos tudo na biosfera e precisamos aprender como ela lida com esses resíduos. É essencial entendermos isso para podermos reduzir nosso impacto de maneira adequada.

Ana Cláudia Bessa disse...

Eu não me considero uma pessoa consumista. Escolho bastante antes de comprar, procuro comprar somente coisas que preciso e que pretendo (de fato) usar, não encho meus filhos de brinquedos e roupas, não compro tudo que tenho vontade.
MAS AINDA ASSIM, CONSUMO.
A gente consome porque acostumou a viver num conforto excessivo: controle remoto, vidro elétrico, stand by, elevador para subir um andar...
Acho importante a gente falar mais sobre isso, fundamental. Todo mundo precisa de mais ciência e consciência, em menor ou maior grau.
Ficarei aguardando ansiosa os próximos posts!

Cristiane A. Fetter disse...

Muito legal este post do Ivo, mas temos que reconhecer que também não é possível voltar ao tempo dos nossos avós.
Claro que tentar viver de forma sensata é o melhor, mas não dá para viver nos tempos da caverna.
Eu sou como a Ana, escolho muito antes de comprar, procuro sempre substituir produtos por aqueles que geram menos lixo, como por exemplo, em vez de comprar agua de garrafa, comprei um filtro.
Dá mais trabalho, mas gasto menos material e dinheiro também.
Como sempre o Ivo consegue escrever de forma clara e explicativa.
Abraços Ivo.

Cristiane A. Fetter disse...

Ah esqueci de dizer. O Ivo não é professor a toa.
Abraços

Ivo Fontan disse...

Obrigado a todas.
Espero que a sequência sobre este tema atinja pelo menos parte da expectativa.

Fabiola disse...

Ana Cl�udia
Amei seu blog tb
pode usar o que quiser do meu blog
bjocas

Edna Federico disse...

Cristiane,

Vim agradecer a visita e comentário no meu blog.
Muito bom esse blog, voltarei mais vezes.
Beijo

Marcelo Bessa disse...

Caro Ivo,

Seu post nos faz refletir sobre a questão da ética em nossas vidas. Seria a ética algo universal, imutável, ou algo historicamente mutável, segundo a evolução da sociedade?
Devemos analisar que há 500 anos não era um crime fazer coco em um riacho. Esta, aliás, deveria ser uma prática bastante comum. Isso num mundo muito menos populoso que o atual, cujo impacto das ações individuais não causavam tanto estrago.
Hoje o mundo mudou. São bilhões de pessoas, individualmente capazes de fazer aquilo que dez, vinte ou cem de seus antepassados nem sonhariam. Ou seja, crescemos em número e em potencial. E somos numericamente e potencialmente muito mais aptos a destruir ou construir, a edificar ou condenar o ser humano à banalidade. Nunca fomos tão capazes. E o momento é agora. As escolhas estão sendo feitas.
Esta e outras constatações levam-nos a concluir que uma "nova ética social" deve surgir, capaz de frear os ímpetos irracionais de consumo e proporcionar qualidade de vida a todos.

Até mais ,

Marcelo

Ana Cláudia Bessa disse...

Eu acho que nosso discurso é mais fácil do que as ações.
Embora o mundo esteja caminhando neste sentido, ainda somos poucos. Precisamos começar, mesmo que timidademente.
E perseverar.