segunda-feira, 10 de setembro de 2007

RECURSOS NATURAIS II

Me desculpem se este post parecer um pouco professoral. É que não posso fugir das origens!

TUDO o que o ser humano utiliza para viver provêm, direta ou indiretamente do planeta. Mais especificamente, de uma parte bem pequenininha em relação ao todo, que é a CROSTA (somente sua "casquinha" superior"), incluído aí a HIDROSFERA e a ATMOSFERA.

Absolutamente todos os "produtos" que utilizamos em nossa vida diária são fabricados a partir de matérias-primas que são extraídas da crosta ou cultivadas (vegetais), ou criadas (animais). São os RECURSOS NATURAIS.

Dividimos estes recursos em:
- Renováveis (animais e vegetais)
- Não Renováveis (minerais e fósseis)

Os Não Renováveis podem ainda ser classificados em:
-Reutilizáveis (caso da água), ou
-Não Reutilizáveis (a maioria)

Os Não Renováveis, de acordo com a disponibilidade, podem ainda ser classificados em:

Abundantes - Hoje "ainda" consideramos assim os minérios de alguns metais como Ferro, Alumínio, Cromo, Manganês, Titânio e Magnésio

Escassos - Nesta classificação "já" figuram hoje, os minérios de Cobre, Chumbo, Zinco, Níquel, Molibdênio, Prata, dentre outros

Chamamos de MINERAIS DE USO INDUSTRIAL aos minerais que constituem as matérias primas para as diversas "famílias" de indústrias, como Química; de Fertilizantes etc

Outro grupo constitui as ROCHAS INDUSTRIAIS, que são aquelas utilizadas direta ou indiretamente como MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO.

Como principal recurso REUTILIZÁVEL temos a ÁGUA. No entanto sua reutilização depende consideravelmente de demanda e conservação da qualidade dos mananciais, sem o que sua reutilização pode ser inviabilizada. É bom lembrar também que a água faz parte de um CICLO planetário (Ciclo Hidrológico) que é, ao mesmo tempo causa e consequência de fenômenos CLIMÁTICOS, portanto, alterando-se o clima (como já estamos fazendo), alteramos também este ciclo, com consequências imprevisíveis sobre a disponibilidade deste recurso.

Finalmente, na lista dos suprimentos vitais temos os Fósseis (Petróleo, gás e carvões). Bem, estes, vocês sabem, ocorrem em depósitos FINITOS, e, por estarem entre os (ainda) principais geradores de ENERGIA, são o aspecto mais preocupante neste momento da história humana.

Bem, gente, de forma super simplificada, nestes grupos estão todos os suprimentos que, transformados, misturados, processados, deram origem a tudo o que você está vendo à sua volta. Do seu sapato, chinelo ou esmalte da unha, até o shampoo que você usou para lavar os cabelos, incluindo o computador onde você está lendo este texto.

Vamos falar então de SUSTENTABILIDADE?

Vamos, no próximo post!

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Texto de Ivo Fontan

5 comentários:

Ana Cláudia Bessa disse...

Você falou do esmalte e eu outro dia, dando um retoque nas minhas unhas, pensei nisso, já que usei algodão, solvente (acetona) e o próprio esmalte.
Vamos ter que buscar outro recurso, ou abrir mão deste prazer (e necessidade no mundo corporativo e social, visto que unha nao-feita é sinal de desleixo)?
Conclusão: acho que estou no caminho de virar uma eco-chata...rs...
Mesmo ainda não tendo aberto mão de fazer minha unhas, é algo que já veio na minha cabeça.

Aí, pensamos nos sapatos, que não temos como abrir mão.
Realmente, temos muito trabalho pela frente para pensarmos em (criar) alternativas para tudo o que for possível dar.

Ivo Fontan disse...

Ana Cláudia, o grande desafio da sustentabilidade é buscarmos formas de continuar a produzir e utilizar a maioria dos produtos que tornam nossa vida mais confortável sem caminharmos de maneira cega e burra para a EXAUSTÃO dos recursos naturais que são as matérias-primas desses produtos.
Diminuir desperdícios, reusar, reciclar, mudar hábitos que geram consumo supérfluo, racionalizar...
São esses os verbos que temos que começar a conjugar com mais frequência.
Sem xiitismo, pois isso não ajuda a conscientizar ninguém.

Mercedes disse...

Ivo,
parabéns pelo texto super didático, gostei demais.
Concordo que com "xiitismos" não conseguimos nos aproximar das pessoas e conscientizá-las. Rever as nossas próprias necessidades de consumo é um processo em andamento, não é de um dia para o outro.
Abraços.

ana claudia bessa disse...

Pois, é.
Eu acho que o longo caminho é justamente esse: descobrir alternativas sem nos transformarmos em paranóicos. O próprio Ivo certo post mencionou que muitas catástrofes previstas anteriormente nunca se concretizaram. Talvez o aquecimento global seja nossa grande oportunidade de mudar nossos hábitos e contornar todas as mais pessimistas previsões.
(Ivo, se lembrar qual o post, deixa o link aqui prá gente relembrar).

Ivo Fontan disse...

Oi Ana, o post a que você se refere é o CORTINA DE FUMAÇA, que foi o meu nono ou décimo texto para o blog.