quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

REMÉDIOS - parte 2

Na farmácia fica o seu cadastro e caso você precise de mais uma dose, o médico já escreveu isso na receita e no seu cadastro já tem esta indicação, é só voltar lá e o farmacêutico já providencia certinho sem necessitar voltar ao médico.

No Brasil eu lembro que quando precisa tomar 7 comprimidos de um determinado antibiótico, só conseguia comprar embalagens com 14. E o que eu fazia com os outros 7?, guardava e na próxima vez que tivesse os mesmos sintomas eu ia lá e tomava os tais comprimidos sem consultar o médico.

Agora, tem uma coisa chata, a demora. Você espera uma média de 30 minutos na farmácia para que o farmacêutico prepare a sua receita (mesmo que seja um simples analgésico), mas em compensação você paga o justo. No começo você reclama, mas depois se acostuma.

Isto não quer dizer que aqui não se venda produtos sem receita, claro que existe, mas as autoridades responsáveis trabalham muito para evitar isso e as leis são severas.
Também tem brasileiros aqui vendendo remédios brasileiros de forma ilegal. Primeiro que como eu disse é ilegal, entra como contrabando, segundo não se sabe se esses remédios são falsos ou não.
Aliás um dos problemas que os Estados Unidos tem com sua fronteira no México é a entrada ilegal de remédios por lá, não remédios brasileiros, mas americanos mesmos e muitos deles falsos.

Isto também não quer dizer que não existam remédios que não sejam vendidos sem receitas, existem sim e na sua maioria remédios para gripes, dor de cabeça, e vitaminas. São super controlados nos estabelecimentos onde são vendidos. Mas está sempre claro que a responsabilidade é sua em tomá-lo sem controle médico.

Resumindo, o controle sobre a venda dos remédios é muito alto; dependendo do medicamento somente com receita médica e controle médico do mesmo; você paga por aquilo que você precisa e não por aquilo que os laboratórios querem que você leve.

Sei como é difícil a compra de remédios no Brasil, até porque meus pais que vivem de aposentadoria quando precisam gastam uma fortuna com isso.

Não sou profunda conhecedora do mercado farmacêutico (já trabalhei nesta área, mas no segmento de cosmética), nem quero polemizar, mas só sei de uma coisa, corrigi meu antigo mau-hábito de comprar remédios sem receita médica e além de economizar quando preciso comprar algum, aprendi a utilizá-los de forma mais saudável.

__________________________________________________________________________________
Cristiane A. Fetter

7 comentários:

Lylilyn@ disse...

Ola colega!
Sabe que tenho uma dificuldade imensa em me adaptar com os medicamentos daqui, quando vou ao Brasil trago de tudo, pois tenho a impressao que os daqui não fazem efeito!
Espero que tenhas tido um bom Natal
Liz

Cristiane Fetter disse...

Fazem efeito sim Liz, a gente só não tem a facilidade de comprar remédios para tomar quando quisermos.
É interessante saber que onde você mora também é assim.
Meu natal foi ótimo.
Abraços.

Sueli Maria Fontes disse...

Cristiane, conheci o blog através de uma amiga.
Gostei muito do tema que você abordou.
Não vou conseguir ler tudo pois o blog tem muito conteúdo, parabéns!
Mas cada dia vou lendo um pouquinho.
Eu acho que além de você aprender a ter posturas mais saudáveis, somos de fato, induzidos pelo governo a ter mais responsabilidade no consumo de medicamentos. Isso quando o governo faz o seu papel perante a sociedade. Uma pena que aqui no Brasil a coisa seja tão no velho jeitinho brasileiro...

Cristiane Fetter disse...

Oi Sueli, que bom que você gostou. Volte sim, tem muita coisa boa aqui.
Já que moramos longe do meu Brasil, temos que aprender a respeitar e entender o que é bom né?
Abraços

Pitanga disse...

Oi Cris, vim aqui retribuir tua visita. Desculpe sair assim correndo mas estou indo pra São Pedro d'Aldeia. Quando voltar "trocamos figurinhas, falou?

beijos e... vindo do lado da Clarice só pode ser coisa boa.

Cristiane Fetter disse...

Que ótimo Pitanga, volte sim, e boa viagem.
Abraços

Laura Amaro disse...

Nossa , como é diferente comprar remédio nos EUA!
Quem dera aqui as coisas fossem mais controladas!